Crime aconteceu durante a madrugada de domingo (18). Vítimas foram encontradas no sofá da sala e suspeitos fugiram a pé, segundo a polícia.
Por g1 Vales de MG
Dois jovens foram mortos a tiros na madrugada de domingo (18) dentro de uma casa em Itaipé, no Vale do Mucuri. Os corpos de Matheus Alves Luiz e Junio Alves da Cruz, ambos de 21 anos, foram encontrados pela mãe de Matheus, no bairro Gameleira.
Segundo a Polícia Militar, os corpos estavam sobre o sofá da sala de estar quando foram localizados. Moradores da região relataram ter ouvido disparos de arma de fogo durante a madrugada, mas disseram que não acionaram a polícia por medo.
A perícia da Polícia Civil foi acionada e constatou sete perfurações provocadas por arma de fogo no corpo de Matheus e cinco em Junio. No local, foram recolhidas cápsulas deflagradas, um projétil intacto e porções de drogas, além de objetos usados para o preparo de entorpecentes. Após os trabalhos periciais, os corpos foram liberados para a funerária.
Durante a apuração, um familiar de Junio informou à polícia que o jovem vinha recebendo ameaças de morte nos últimos meses. Ainda segundo esse relato, ele teria deixado Itaipé e ido para São Paulo, retornando à cidade cerca de cinco semanas antes do crime. A polícia apura se o homicídio tem relação com disputas ligadas ao tráfico de drogas.
Jovens são mortos a tiros em Itaipé — Foto: Reprodução
Imagens de câmeras de segurança ajudaram na identificação dos suspeitos. Nas gravações, foi possível ver que os envolvidos fugiram a pé logo após o crime. Um deles caiu durante a fuga e sofreu uma lesão no joelho.
A perícia da Polícia Civil foi acionada, constatando sete perfurações de arma de fogo em Matheus e cinco em Junio. Na sala foram recolhidas nove cápsulas, um projétil intacto, um pino de cocaína, quatro papelotes da mesma droga, um dichavador e uma barra de maconha, encontrada na mão de Matheus.
A Polícia Militar informou que os suspeitos são conhecidos na região por envolvimento com o tráfico de drogas. Um adolescente de 15 anos foi apreendido e outros dois suspeitos foram presos durante as buscas. Um quarto envolvido, apontado como liderança de uma organização criminosa, não havia sido localizado até a última atualização desta reportagem.
O caso seguiu sob investigação da Polícia Civil.
Duplo homicídio em Itaipé termina com três suspeitos detidos | G1
Jair Bolsonaro na Superintendência da PF, em Brasília; ex-presidente foi transferido para a Papudinha. (Brenno Carvalho/Agência O Globo/.)
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira, 15, a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, que fica dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A decisão foi tomada após a defesa dele argumentar que ele estava em “vulnerabilidade clínica permanente” e correndo risco de vida na sede da Polícia Federal. O ex-presidente já foi transferido.
Na decisão de 36 páginas (leia a íntegra ao final), Moraes afirma que há uma “campanha de notícias fraudulentas” na tentativa de desqualificar o trabalho da Justiça. O ministro enumerou várias entrevistas concedidas por Flávio e Carlos Bolsonaro, nas quais eles afirmam que o pai estaria sofrendo uma espécie de “tortura” na sala da Polícia Federal em que está cumprindo a pena de 27 anos e três meses a que foi condenado pela tentativa de golpe de estado. Em vários trechos da decisão, Moraes enumerou as benesses a que Bolsonaro teve acesso na Sala de Estado Maior da PF.
“Não há dúvidas da existência de uma campanha de notícias fraudulentas com o intuito de tentar desqualificar e deslegitimar o Poder Judiciário, ignorando que as condições absolutamente excepcionais e privilegiadas do cumprimento de pena privativa de liberdade em regime fechado de Jair Messias Bolsonaro, na Sala de Estado Maior da Superintendência da Polícia Federal/DF, com sala exclusiva e com o dobro do tamanho previsto pela LEP (Lei de Execuções Penais), banheiro exclusivo, frigobar, televisão, ar-condicionado e procedimento de entrega de comida caseira todos os dias, não existem para os demais 384.586 (trezentos e oitenta e quatro mil, quinhentos e oitenta e seis) presos em regime fechado no Brasil”, diz trecho da decisão.
Moraes também argumentou que, ao enviar Bolsonaro para a Papudinha, ele terá mais espaço e poderá ter uma rotina de cuidados médicos mais ampla: “a transferência possibilitará o início imediato da intervenção fisioterapêutica requerida pela defesa, que, segundo seus médicos, precisa ser realizada no início da noite, o que não é possível na Superintendência
da Polícia Federal”. A Sala de Estado Maior da PMDF tem 64 metros quadrados, enquanto a da PF tinha doze.
Prisão domiciliar humanitária
Os advogados do ex-presidente pediram na quarta-feira, 14, a prisão domiciliar humanitária dele por questões de saúde. Moraes determinou que Bolsonaro seja avaliado por uma junta médica da Polícia Federal, que vai decidir se, no caso dele, é necessária a transferência para um hospital penitenciário.
“Antes da análise do novo pedido de prisão domiciliar humanitária, deverá ser realizada perícia por junta médica da Polícia
Federal, para analisar a atual situação do custodiado Jair Messias Bolsonaro e as eventuais adaptações para a manutenção do
cumprimento de pena no novo local, ou necessidade de transferência para hospital penitenciário”, disse o ministro na decisão.

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