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domingo, 2 de outubro de 2011

Jovem de Frei Inocêncio morre assassinada nos Estados Unidos



Foto: Leonardo Morais / Reprodução
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Relacionamento do casal era conturbado desde o início

O assassinato de uma mineira está sendo investigado pela polícia dos Estados Unidos. Patrícia Teixeira Fróis, de 24 anos, natural de Frei Inocêncio, a 35 quilômetros de Governador Valadares, no Leste de Minas, foi esfaqueada quando chegava no prédio onde morava em Marshfield, no estado de Massachusetts (EUA). O principal suspeito é o ex-marido dela, o técnico em contabilidade Marcelo Alves de Almeida, de 41 anos, que já está preso. O crime aconteceu na manhã de segunda-feira (26).

Segundo a mãe da vítima, Roseli Fróes, o casal se separou há três meses depois que a jovem, cansada de ser agredida fisicamente, saiu do apartamento que eles dividiam. Após o fim do relacionamento, o ex-genro teria ligado para o Brasil diversas vezes ameaçando a família. "Ele dizia que não ia pagar uma dívida que tinha com Patrícia e ainda iria comprar um revólver para dar um tiro na cabeça dela, caso ela não voltasse para ele", revelou a mulher.

Além disso, Roseli contou que Marcelo demonstrava ter um amor doentio pela filha e sempre se declarava, afirmando que "amava ela acima de tudo".  Para a prima da vítima, Amanda Ferreira de Souza, de 24 anos, o crime foi premeditado.  “Ele ligou para a minha tia e ameaçou todo mundo. Disse que se não voltassem, ele mataria a sogra, a mulher e o filho deles, de 5 anos, que mora aqui. Estava louco, desequilibrado”, afirmou.

Segundo ela, a prima contava que toda vez que brigavam, Marcelo cortava suas bolsas e sapatos com faca e ameaçava matá-la. 

O sonho de Patrícia era morar nos Estados Unidos. Aos 20 anos, após conseguir um visto, ela se mudou para o exterior onde chegou a trabalhar como faxineira e governanta por quase quatro anos.

O crime

O crime aconteceu na manhã da última segunda-feira. Patrícia havia saído com uma tia e amigos para ir a um rodeio no domingo (25) e, por causa do horário, resolveu dormir na casa de uma amiga. Já estava preocupada com a reação de Marcelo. Na manhã seguinte, ela foi até o apartamento onde estava morando com outros emigrantes - no mesmo prédio de Marcelo – para colocar a roupa de trabalho.

Ao passar pelo corredor do prédio, ela foi surpreendida pelo ex-marido, que segundo familiares da vítima, tinha duas facas nas mãos e estava drogado. Exames toxicológicos feitos pela polícia teriam comprovado o uso de drogas, informaram familiares de Patrícia.

O mineiro teria dado várias facadas na ex-companheira e, por último, cortado o pescoço dela. Em seguida, fugiu do prédio, mas foi localizado em uma mata nos arredores, com um corte no pescoço. Havia tentado o suicídio.

Segundo o Itamaraty, o consulado brasileiro em Boston já iniciou o processo para entrar em contato com a família de Patrícia e ajudar nas questões burocráticas no traslado do corpo que deve chegar na semana que vem. As despesas, cerca de US$ 8 mil, serão pagas por amigos e familiares, inclusive os residentes nos Estados Unidos, onde o corpo será velado antes de ser enviado ao Brasil.


Fonte: Hoje em Dia

terça-feira, 29 de março de 2011

PRESO TEÓFILO-OTONENSE ACUSADO DE HOMICíDIO NOS EUA

ESTADOS UNIDOS: PRESO TEóFILO-OTONENSE ACUSADO DE HOMICíDIO

2011-03-28
A polícia americana deve deportá-lo nos próximos meses. José Rogério é acusado pela justiça de T. Otoni de latrocínio, realizado em 2008, contra um taxista

TEÓFILO OTONI O judiciário dos Estados Unidos pretende deportar nos próximos dias o brasileiro José Rogério Ferreira de Souza, 22. Ele é acusado de cometer um latrocínio em T. Otoni, onde é considerado foragido da justiça. José foi preso em Danvers, durante uma operação da Polícia Estadual de Massachusetts. José Rogério usava o nome e o passaporte de Mauro Jorge, que estaria no Brasil.
Ele vivia ilegalmente nos EUA, em Medford, com parentes. Conhecido como “Ró”, o rapaz é acusado de ter assaltado e assassinado a pauladas, em 2008, com outros dois comparsas, o taxista Heraldo de Souza.

Ameaças

Na internet, algumas pessoas que não querem ser identificadas disseram que José Rogério cometia furtos, constrangia e ameaçava pessoas no território americano. Contam que ele dizia estar nos Estados Unidos porque precisou fugir após cometer um homicídio no Brasil. Segundo os internautas o brasileiro queria se impor com a imagem de perigoso. “Ele dizia que tinha dado a paulada de misericórdia no taxista, se gabando sem demonstrar nenhum constrangimento ou arrependimento”, diz uma das pessoas que o ouviram muitas vezes, contando o que havia feito no Brasil. O depoimento foi feito por meio das redes sociais da internet por um brasileiro que vive nos EUA.
Segundo as acusações na rede ele se gabava dizendo que era mais rápido que a polícia mineira, por não ter conseguido prendê-lo. José Rogério estaria ainda mostrando a outras pessoas objetos que supostamente teriam sido roubados do taxista assassinado, além de contar os detalhes do crime.

Prisão

José Rogério foi detido com a ajuda das informações repassadas pela Polícia Civil de Teófilo Otoni ao Departamento de Imigração norte-americano. Desde então, José Roberto é mantido em uma cadeia no Estado de Massachusetts. A expectativa é de que ele seja deportado, mas o processo leva entre 30 e 60 dias para ser definido. Segundo a delegada da divisão de Homicídios de T. Otoni, Iara de Fátima Luiz Gomes, além de ser imigrante clandestino, o suspeito usava documentos falsos nos EUA. “Ele tem um mandado de internação da justiça da cidade. Assim que for deportado, nós vamos apresentá-lo para que fique a disposição da Vara da Infância e Juventude. O prazo de deportação acontece em 30 ou 60 dias”, conta ela.

O crime

Junto com dois companheiros, José Rogério Ferreira de Souza, contratou o taxista Heraldo de Souza para ir a Alpercata (MG). Durante a viagem, no Córrego São José, o trio anunciou o assalto e o mataram a pauladas. Heraldo teve as mãos amarradas com arame farpado. Os autores levaram o relógio e R$ 40 da vítima.
José Rogério chegou a prestar depoimento à polícia teófilo-otonense, no qual negou ter participado do crime. Mas, ele foi denunciado pelos companheiros e por uma testemunha que presenciou o assassinato e o reconheceu como participante. Na época os comparsas foram presos. Em Alpercata, Valdiney, um dos autores, confessou o crime e narrou com detalhes a execução e a conduta dos cúmplices, inclusive a de José Rogério. Valdiney foi condenado a 23 anos. Já o outro assaltante apelidado de Neguinho foi condenado a cumprir 25 anos de prisão fechada.
O juiz de Direito da Vara da Infância e da Juventude, em T. Otoni, determinou em outubro de 2008, que José Rogério fosse recolhido e internado no Centro de Internação de Adolescentes (CIA), já que era menor na época do crime.


José Rogério preso pela polícia de Massachusetts