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quarta-feira, 30 de julho de 2014
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Estrada de Ferro Bahia e Minas
Estrada de Ferro Bahia e Minas deixa saudade e inspira compositoresEla foi inaugurada há 130 anos para integrar o Nordeste de Minas e o Sul da Bahia. Hoje as estações antigas clamam por reforma
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| Paulo Scheid mostra suas miniaturas: vagões da maria-fumaça e moradores das cidades por onde a estrada passava |
Bahia ainda se escrevia sem “h”, Araçuaí tinha dois “s” e a esperança andava nos trilhos para garantir a integração regional. Foi nos tempos imperiais, sete anos antes da Proclamação da República, que começaram a circular os trens em direção a um porto no Oceano Atlântico. A Estrada de Ferro Bahia e Minas estava a todo vapor para transportar madeira e café, fomentar o comércio, tornar rápidas as viagens e acelerar o desenvolvimento. Mas a história durou pouco mais de oito décadas, deixou saudades na população e hoje é um fantasma na paisagem dos vales do Jequitinhonha e Mucuri. Estações foram abandonadas, dormentes arrancados deram espaço a estradas vicinais e uma página da história descarrilou.
A maria-fumaça deu seu último apito em 1966. De lá para cá, a via férrea foi cantada em prosa, verso e rendeu livros – o mais famoso lamento está contido na música Ponta de Areia, composta por Fernando Brant e Milton Nascimento e gravada por Elis Regina, Nana Caymmi e pelo próprio Milton. Eis um verso da canção: “Ponta de areia, ponto final/Da Bahia-Minas estrada natural/Que ligava Minas ao porto, ao mar/Caminho de ferro mandaram arrancar”. Ponta de Areia ou d’Areia, conforme a grafia antiga e o verso, era a última parada em Caravelas (BA) para quem vinha de Minas.
A maria-fumaça deu seu último apito em 1966. De lá para cá, a via férrea foi cantada em prosa, verso e rendeu livros – o mais famoso lamento está contido na música Ponta de Areia, composta por Fernando Brant e Milton Nascimento e gravada por Elis Regina, Nana Caymmi e pelo próprio Milton. Eis um verso da canção: “Ponta de areia, ponto final/Da Bahia-Minas estrada natural/Que ligava Minas ao porto, ao mar/Caminho de ferro mandaram arrancar”. Ponta de Areia ou d’Areia, conforme a grafia antiga e o verso, era a última parada em Caravelas (BA) para quem vinha de Minas.
Saiba mais...
Patrimônio histórico de ferrovia em Minas está abandonado Estação Ferroviária histórica sofre com abandono no Norte de Minas Prefeitura assina convênio para iniciar obras em ferrovia entre BH e SabaráO lado bom também está descrito em A ferrovia do adeus, título que traduz o sentimento dos moradores em relação ao fim do caminho de ferro. Eram as festas de inauguração das estações. Em Teófilo Otoni, em 3 de maio de 1898, os sinos das igrejas badalaram, a multidão foi para as ruas e o estouro de morteiros e de bombas cabeça-de-negro “cobriu de fumaça o céu azul”. E mais escreveu Arysbure: “Desde a Praça Argolo até a estação moderna da Praça do Governo (Praça Antônio Carlos), todo o trecho estava enfeitado de bandeirolas, girândolas, estandartes e folhas de coqueiro”.
Colecionador de livros, mapas e outros documentos sobre as ferrovias brasileiras, além de estudioso do tema, o professor de maquetes Paulo Scheid, tem um carinho especial pela estrada “que ligava Minas ao porto, ao mar…”. Aficionado do ferromodelismo, ele tem na sua casa do Bairro Carlos Prates, na Região Noroeste de Belo Horizonte, as miniaturas da locomotiva. Para completar a cena típica do fim do século 19, há esculturas de homens de terno, mulheres com sombrinhas e carroças passando ao lado da máquina a vapor, vagões de carga e de passageiros. “Foi uma estrada muito importante, feita para integrar duas regiões e depois ao resto do país”, afirma Scheid, enquanto examina, todo orgulhoso, a composição sobre os trilhos.
Moradora de Novo Cruzeiro, a professora aposentada Maria de Lourdes de Souza Rocha Barbosa era adolescente quando os trens pararam de circular. “Era o único meio de transporte da região e o fim da linha causou muito desemprego”, recorda-se a professora, cantando um verso de Bahiminas, do conterrâneo José Emílio Guedes: “Os meninos na estação, a bandeja está vazia. A miséria está no bolso, pra tentar comprar feijão. Vai embora, Bahiminas, rumo adentro o meu sertão”.
Altos e Baixos
Puxada pelas mãos da Justiça, a história da via férrea volta à tona. Esta semana, o juiz de direito da comarca de Araçuaí, Eduardo Monção Nascimento, concedeu liminar, em ação do Ministério Público Estadual, determinando a retirada de famílias que moram há sete anos nas estações de Engenheiro Schnoor (1940) e Alfredo Graça (1942), nas comunidades rurais de mesmo nome. Além disso, a prefeitura, proprietária dos imóveis, deverá fazer obras emergenciais nos prédios a fim de garantir a preservação. “Araçuaí é um dos poucos municípios do interior do país com três estações ferroviárias”, afirma o promotor de Justiça Randal Bianchini Marins, que vai firmar termo de ajustamento de conduta (TAC) para conservar outro imóvel, a Estação Araçuaí, da década de 1940, na região central da cidade. As três, segundo o presidente do Conselho Deliberativo do Patrimônio Histórico e Cultural de Araçuaí, Jackson do Espírito Santos, foram as últimas construídas ao longo da ferrovia.
O projeto de construção da ferrovia ligando Araçuaí a Caravelas era um sonho antigo do político mineiro Teófilo Otoni (1807-1869), destaca Scheid, lembrando que a lei imperial autorizando a construção só foi sancionada 11 anos depois da morte dele. Conforme as pesquisas, o governo mineiro concedeu a empreitada de construção ao engenheiro civil Miguel de Teive e Argolo. Em 1881, a mulher do construtor, dona Joviana, deu o golpe de martelo pioneiro para afixar o primeiro trilho da estrada, que começou em Ponta de Areia e foi concluída em Araçuaí.
Altos e baixos acompanharam a trajetória da via férrea. Em 1885, uma crise financeira interrompeu a obra e, 15 anos depois, o governo de Minas vendeu o acervo para dar um caráter industrial e comercial ao empreendimento. Dessa época em diante, foram muitos os administradores. Em 1912, por pouco tempo, a estrada esteve sob comando dos franceses da Compagnie des Chemins de Fer Fédéraux de L’Est Brésilien. Na sequência, foi incorporada pela Estrada de Ferro Federal Leste Brasileiro e transferida para o Departamento Nacional de Estrada de Ferro e Viação Férrea Centro Oeste. O último apito foi ouvido em 1966 e a explicação era de, no lugar do leito, surgiria uma rodovia, o que não ocorreu.
A canção Ponta de areia tem mais um verso que emociona: “Velho maquinista com seu boné/Lembra do povo alegre que vinha cortejar/Maria-fumaça não canta mais/Para moças flores, janelas e quintais/Na praça vazia um grito um ai/Casas esquecidas viúvas nos portais”. Viajar, portanto, pela Estrada de Ferro Bahia e Minas, só mesmo pela música, estações que ficaram ou estão na memória dos ferroviários e moradores das cidades cortadas pela estrada.
Linha do Tempo ..........
1880 – Em 26 de agosto, é sancionada a lei imperial que autoriza a construção da Estrada de Ferro Bahia e Minas
1881 – Em 16 de maio, é fixado o primeiro trilho da ferrovia, em Caravelas (BA)
1882 –Em 9 de outubro, é feita a primeira viagem num trecho ferroviário entre Minas e Bahia
1882 –Em 9 de novembro, a ferrovia é inaugurada, estando concluído o trecho entre Caravelas (BA) e Serra dos Aimorés (MG)
1885 – Crise financeira e falta de dinheiro para pagar empreiteiras interrompem a construção da ferrovia até Teófilo Otoni
1898 – Em 3 de maio, é inaugurada a estação de Teófilo Otoni
1910 – Governo de Minas vende acervo da ferrovia para implementar comércio e indústria na região
1966 – Estrada de Ferro Bahia e Minas deixa de funcionar
2012 – Justiça manda Prefeitura de Araçuaí retirar famílias que ocupam duas estações e preservar os imóveis
“Ponta de areia, ponto final/Da Bahia-Minas estrada natural/Que ligava Minas ao porto, ao mar/Caminho de ferro mandaram arrancar” Trecho da música Ponta de Areia, de Fernando Brant e Milton Nascimento
O Que sobrou da E. F. Bahia-Minas foi isso ai pintado com os dizeres E.F.B.M
e não e segredo que a família do Ex governador Aécio neves Mandava por aqui e nada fez para impedir isso que condenou teó ao atraso.e para se ter uma ideia eu digo que com certeza que teó seria outra com uma linda ferroviária qui na cidade e só olhar o desenvolvimento de governador valadares com a cia VALE DO RIO DOCE e as empresas que se estalaram naquela cidade..e teó nada...
Agora chorar o leite derramado nem adianta......temos que nos contentar com factóides ,mentiras ou demagogias de uma possível volta de linha ferrea .
http://teofilootoninoticias.blogspot.com.br/p/imagens-da-cidade-de-teofilo-otoni-mg.html
e não e segredo que a família do Ex governador Aécio neves Mandava por aqui e nada fez para impedir isso que condenou teó ao atraso.e para se ter uma ideia eu digo que com certeza que teó seria outra com uma linda ferroviária qui na cidade e só olhar o desenvolvimento de governador valadares com a cia VALE DO RIO DOCE e as empresas que se estalaram naquela cidade..e teó nada...
Agora chorar o leite derramado nem adianta......temos que nos contentar com factóides ,mentiras ou demagogias de uma possível volta de linha ferrea .
http://teofilootoninoticias.blogspot.com.br/p/imagens-da-cidade-de-teofilo-otoni-mg.html
sábado, 25 de maio de 2013
VISTA PARCIAL DE UMA FAZENDA
NCS-174- VISTA PARCIAL DE UMA FAZENDA DE CULTURA NA CIDADE DE TEÓFILO OTONI (MG) - RAIMUNDO ALVES PINTO
NCS-173(01)- ESTAÇÃO DA ESTRADA DE FERRO BAHIA-MINAS NA CIDADE DE TEÓFILO OTONI (MG) - RAIMUNDO ALVES PINTO
NCS-173(02)- ESTAÇÃO TERMINAL DA ESTRADA DE FERRO BAHIA-MINAS NA CIDADE DE TEÓFILO OTONI (MG) - RAIMUNDO ALVES PINTO
Arquivo Público Mineiro – APM, superintendência da Secretaria Estadual de Cultura,
é responsável por planejar e coordenar o recolhimento de documentos
produzidos e acumulados pelo Poder Executivo de Minas Gerais, assim como
de documentos privados de interesse público.
Uma vez integrados ao acervo, a instituição tem a missão de tratar e preservar esses documentos com o objetivo de colocá-los à disposição da sociedade. Nesse sentido, para facilitar e ampliar o acesso ao acervo do APM, na sua sede ou por meio da Internet, nasceu o SIA/APM, base informatizada que concentra os instrumentos de pesquisa e parte dos documentos do APM. Nela estão disponíveis para consulta: instrumentos de pesquisa, milhares de documentos, fotografias, filmes e a coleção centenária da Revista do Arquivo Público Mineiro. Saiba Mais »
Uma vez integrados ao acervo, a instituição tem a missão de tratar e preservar esses documentos com o objetivo de colocá-los à disposição da sociedade. Nesse sentido, para facilitar e ampliar o acesso ao acervo do APM, na sua sede ou por meio da Internet, nasceu o SIA/APM, base informatizada que concentra os instrumentos de pesquisa e parte dos documentos do APM. Nela estão disponíveis para consulta: instrumentos de pesquisa, milhares de documentos, fotografias, filmes e a coleção centenária da Revista do Arquivo Público Mineiro. Saiba Mais »
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Bahiaminas, uma estrada que deixou saudades
Estudo procura resgatar importância da estrada de ferro no desenvolvimento regional
Araçuaí- Novo Cruzeiro - Ladainha - Teófilo Otoni
Óleo da estação de Ladainha, EFBM. Autor desconhecido A estrada de ferro bahiaminas virou lenda entre moradores dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. São tantas histórias contadas... Esta estrada nasceu, em 1878, como uma verdadeira redenção da região, procurando tornar concretos os sonhos republicanos do líder político Teófilo Otoni. Depois de quase um século virou signo do atraso, quando a moda era valorizar rodovias e automóveis, sob inspiração de Juscelino Kubischeck e da indústria do petróleo. Os trilhos foram arrancados, em 1966.A música Ponta de Areia, de Milton Nascimento e Fernando Brant, fala da visão romântica desta estrada de ferro que virou um dos símbolos do progresso do século XX, na nossa região.
A tese de doutorado de José Marcello Salles Giffoni, defendida em 2006, na UFMG, intitulada “Trilhos arrancados: história da Estrada de Ferro Bahia e Minas (1878-1966)”, procura discorrer sobre “o entendimento do processo de como esta ferrovia se estabeleceu com o signo do progresso e redenção de uma região e foi erradicada sob o signo do atraso. Ambas ações financiadas pelo Estado”. Giffoni alia esta questão à pergunta sobre a importância da EFBM na “introdução de um ritmo capitalista e na formação da rede urbana que se estabelece entre os Vales” do Mucuri e do Jequitinhonha.
Este é considerado um dos estudos mais sérios sobre a Bahiaminas que deixou saudades, principalmente entre os moradores de cidades como Teófilo Otoni, Ladainha e Araçuaí, além de pequenos povoados como Alfredo Graça e Engenheiro Schnoor, em Araçuaí, e Queixada, em Novo Cruzeiro.
A Bahia MinasA Estrada de Ferro Bahia Minas (EFBM) era uma linha ferroviária brasileira que ligava o nordeste de Minas Gerais com o sul da Bahia.
Essa linha contribuiu para o nascimento de cidades como Teófilo Otoni e várias outras com o crescimento demográfico do Vale do Jequitinhonha.
A Estrada de Ferro Bahia Minas teve como diretriz a ligação do arraial de Ponta de Areia, próximo a cidade de Caravelas, no litoral sul da Bahia, à cidade de Araçuaí, no Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas Gerais, numa extensão de aproximadamente 600 quilômetros.
Este ramal ferroviário foi implantado por volta de 1878 pela Estrada de Ferro da Bahia em parceria com o Governo de Minas Gerais, tendo como principal objetivo a exploração e transporte de madeira, e em especial dormentes, para as demais ferrovias, tendo como cliente predominante a própria Estrada de Ferro da Bahia, e como estratégia um porto de exportação a ser instalado em Caravelas.
Posteriormente a concessão foi transferida para a Compagnie des Chemins de Fer Fédéraux de lÉst Brésilien - CCFFEB.
Como o comércio de madeira não teve continuidade, nem o porto de Caravelas foi efetivamente implantado, foram propostas outras atividades econômicas para a viabilização da ferrovia, com ênfase no comércio de café, que, devido às seguidas crises econômicas nâo teve prosperidade.
A partir dessa configuração a ferrovia foi incorporada pela Estrada de Ferro Federal Leste Brasileiro - EFFLB, em seguida transferida ao Departamento Nacional de Estrada de Ferro DNEF e à Viação Férrea Centro Oeste - VFCO, e finalmente pela Rede Ferroviária Federal S.A. quando foi desativada em 1966.Com informações de Marcos Lobato Martins em http://www.minasdehistoria.blog.br/
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atividades da ferrovia. "A foto que lhe envio (ver abaixo à direita)foi cedida por Hilda Ottoni Porto Ramos, uma respeitável senhora de 87 anos, avó materna dos meus filhos, para quem a Baiminas foi vivida com intensidade nos veraneios em Alcobaça, BA, dos anos 1930 aos início dos 1960. Pelas lembranças dela a foto é dos anos 1930 - vide o fordinho parado em frente. Deste lindo prédio
praticamente nada mais resta, pois foi transformado em rodoviária logo depois da extinção da ferrovia. Teófilo Otoni é importante centro do nordeste mineiro na Rio-Bahia, o movimento de ônibus é enorme, um 






