domingo, 15 de fevereiro de 2026

Morre segundo filho baleado por secretário, em Itumbiara

 Criança estava internada em estado gravíssimo no Hospital Estadual de Itumbiara desde quarta-feira (11). Irmão mais velho também morreu após ser baleado pelo pai.

Por Bárbara França, g1 Goiás



Morreu nesta sexta-feira (13) o segundo filho de Thales Naves Alves Machado, Benício Araújo Machado, de 8 anos. O menino estava internado em estado gravíssimo na UTI do Hospital Estadual de Itumbiara desde a noite de quarta-feira (11), quando foi baleado pelo pai, o secretário de Governo de Itumbiara, que se matou em seguida. Miguel Araújo Machado, de 12 anos, filho mais velho de Thales também morreu após ser baleado pelo pai. A informação foi confirmada pela Polícia Civil.

O corpo de Benício será velado na casa do prefeito Dione Araújo, a partir das 7h deste sábado (14), assim como ocorreu com o velório de Miguel. O horário do sepultamento ainda será definido, mas o enterro está previsto para o Cemitério Avenida da Saudade.

Secretário de Governo da Prefeitura de Itumbiara Thales Machado e os dois filhos — Foto: Reprodução/Instagram de Thales Machado

Secretário de Governo da Prefeitura de Itumbiara Thales Machado e os dois filhos — Foto: Reprodução/Instagram de Thales Machado

As mortes ocorreram na casa da família. Conforme apurado, Thales atirou contra os dois filhos e, em seguida, contra si mesmo. Parentes descobriram o crime após verem uma publicação em tom de despedida no perfil do secretário, que foi apagada pouco depois. Thales era genro do prefeito de Itumbiara, Dione Araújo.

Segundo a Polícia Militar, a equipe foi acionada, compareceu ao local e realizou o isolamento e a preservação da área até a chegada das demais equipes.

A esposa de Thales e mãe das crianças estava viajando no momento do crime. Horas antes de atirar nos filhos, o secretário publicou um vídeo nas redes sociais em que aparece ao lado dos dois meninos. Na legenda, escreveu: “Que Deus abençoe sempre meus filhos, papai ama muito”.


Investigações

A Polícia Civil informou que instaurou procedimento para apurar os fatos e que as investigações estão em andamento. Não há suspeita do envolvimento de outras pessoas no crime.

Em nota, a corporação declarou que o caso é investigado. As diligências são conduzidas pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Itumbiara.

Luto oficial e manifestações

Em nota, a Prefeitura de Itumbiara decretou luto oficial de três dias, a partir de quinta-feira (12). Durante o período, os atendimentos ao público ficaram suspensos nos órgãos da administração direta e indireta. A rede municipal de ensino encerrou as aulas às 9h30 e informou que o retorno está previsto para sexta-feira (13).

O governador Ronaldo Caiado também se manifestou por meio de nota e lamentou a morte das crianças. Ele prestou solidariedade à família, amigos e à população de Itumbiara, e destacou o momento de dor e comoção no município.

Homenagens a Miguel

Amigos e familiares prestaram homenagens a Miguel Araújo Machado durante o velório e o sepultamento. Um grupo de colegas usou camisetas com os dizeres “Miguel Eterno”. O corpo do adolescente foi velado na casa do avô, o prefeito Dione Araújo, e enterrado no Cemitério Avenida da Saudade.

A morte das crianças e do secretário gerou forte comoção em Itumbiara e mobilizou manifestações de pesar de autoridades, instituições e moradores da cidade.


                                                Estão e armando a população na verdade e quem tem grana para comprar....Ne                  

'Bolsa pistola': comissão aprova incentivo para compra da 1ª arma

13 fevereiro 2026 - 20h50


A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta semana um projeto que prevê "incentivos fiscais" para a compra da "primeira arma" de fogo.




Professor da UFMG é denunciado por discriminação após fechar acesso a rampa de cadeirante e fazer deboche: 'Voltou a andar?

 Chef de cozinha Juliana Duarte, proprietária de restaurante no bairro Santo Antônio, em BH, denunciou à polícia que o marido dela foi alvo de discriminação por parte de docente.

Por g1 Minas — Belo Horizonte

  • Uma chef de cozinha de Belo Horizonte denunciou à polícia que o marido, que é cadeirante, foi alvo de discriminação na noite da última quinta-feira (12).

  • O suspeito é um professor da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

  • Ele estacionou na faixa de pedestre e obstruiu o acesso à rampa de acessibilidade. Ao retirar o carro, perguntou à chef se o marido dela tinha "voltad a andar".

  • O marido da chef, Pedro Edson Cabral Vieira, sofre de uma doença degenerativa que o impede de falar e se locomover.

Juliana Duarte e o marido, Pedro Vieira — Foto: Vânia Cardoso

Juliana Duarte e o marido, Pedro Vieira — Foto: Vânia Cardoso

Uma chef de cozinha de Belo Horizonte denunciou à polícia que o marido, que é cadeirante, foi alvo de discriminação na noite da última quinta-feira (12). O suspeito é um professor da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Segundo a chef Juliana Duarte, proprietária de um restaurante no bairro Santo Antônio, na Região Centro-Sul, ela, o marido, Pedro Edson Cabral Vieira, e a cuidadora dele estavam indo para o estabelecimento quando se depararam com um carro parado na faixa de pedestres, impedindo o acesso à rampa de acessibilidade da calçada.

Ela foi a um bar próximo, identificou o proprietário do veículo, o professor Pedro Benedito Casagrande, e pediu que ele retirasse o automóvel para que o marido pudesse passar com a cadeira de rodas.

    No caminho até o carro, Juliana perguntou ao professor se "ele não tinha vergonha de estacionar na faixa de pedestre". Ele disse que não e que era "escroto". Em seguida, retirou o veículo.

    "Para mim, o caso estava encerrado. Mas ele veio por trás da gente e se dirigiu ao meu marido dizendo: 'Tchau, cadeirante. Espero que você ande muito por aí'. Eu fiquei tão abobada, tão nervosa, que nem falei nada", contou a chef.

    Segundo Juliana, na sequência, o professor ainda entrou no restaurante dela, sorrindo, e perguntou a ela, em tom sarcástico: "E aí, ele voltou a andar?".

    "Eu fiquei muito abalada, é um negócio inexplicável. O que nós vivemos foi uma violência", lamentou.

    Denúncia

    Juliana Duarte registrou um boletim de ocorrência contra o suspeito na Delegacia Especializada de Atendimento à Pessoa com Deficiência e ao Idoso, em Belo Horizonte, além de denunciar o caso na ouvidoria do governo federal.

    O marido dela sofre há quatro anos de uma doença degenerativa que o impede de falar e se locomover, mas está consciente e tem ciência de todo o ocorrido. Eles nunca tinham passado por nada parecido.

    "Temos que lutar por justiça. Eu espero que ele seja intimado e punido e que, a partir desse acontecimento, a gente consiga dar visibilidade à discriminação contra as pessoas com deficiência. Agora é luta, é um assunto que tocou nosso coração", falou.

    g1 entrou em contato com o professor Pedro Benedito Casagrande, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

    g1 também questionou a Polícia Civil sobre o fato.

    O que diz a UFMG

    Em nota, a UFMG afirmou que "recebeu, por meio de sua Ouvidoria, denúncia envolvendo um professor da Escola de Engenharia, relacionada a ato de ofensa e discriminação contra pessoa com deficiência".

    Segundo a instituição, a denúncia seguirá a tramitação administrativa, "com rigor na apuração dos fatos, observância dos ritos processuais e adoção de todas as providências cabíveis, na forma da lei".

    "A UFMG reafirma que não tolera qualquer conduta que viole a dignidade humana ou os direitos fundamentais. Seus servidores devem pautar sua atuação pelos princípios da legalidade, da moralidade, da ética e do respeito irrestrito aos direitos humanos, dentro e fora do ambiente universitário, nos termos da lei que rege a atuação de servidores públicos", disse a UFMG.

    A universidade declarou, ainda, que "reitera seu compromisso institucional com a construção de uma sociedade mais inclusiva e respeitosa, na qual não há espaço para práticas discriminatórias ou violadoras de direitos".