segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Nos últimos cinco anos 29 prefeitos foram presos em Santa Catarina, sendo 8 deles no Sul do Estado

 Nos últimos cinco anos 29 prefeitos foram presos em Santa Catarina, sendo 8 deles no Sul do Estado

Maioria dos prefeitos são do MDB, PP, PL e PSD.

Lista de prefeitos presos no exercício do mandato em Santa Catarina entre 2021 e 2026:
Adelmo Alberti – prefeito de Bela Vista do Toldo;
Adilson Lisczkovski – prefeito de Major Vieira;
Adriano Poffo – prefeito de Ibirama;
Alfredo Cezar Dreher – prefeito de Bela Vista do Toldo;
Antônio Ceron – prefeito de Lages;
Antônio Rodrigues – prefeito de Balneário Barra do Sul;
Ari Alves Wolinger – prefeito de Ponte Alta do Norte;
Armindo Tassi – prefeito de Massaranduba;
Beto Passos – prefeito de Canoinhas;
Clésio Salvaro – prefeito de Criciúma;
Clézio Fortunato – prefeito de São João do Itaperiú;
Clori Peroza – prefeita de Ipuaçu;
Deyvisonn da Silva de Souza – prefeito de Pescaria Brava;
Douglas Elias da Costa – prefeito de Barra Velha;
Felipe Voigt – prefeito de Schroeder;
Fernando de Fáveri – prefeito de Cocal do Sul;
Gustavo Cancellier – prefeito de Urussanga;
Joares Ponticelli – prefeito de Tubarão;
Luis Antônio Chiodini – prefeito de Guaramirim;
Luiz Carlos Tamanini – prefeito de Corupá;
Luiz Henrique Saliba – prefeito de Papanduva;
Luiz Shimoguiri – prefeito de Três Barras;
Marcelo Baldissera – prefeito de Ipira;
Mário Afonso Woitexem – prefeito de Pinhalzinho;
Marlon Neuber – prefeito de Itapoá;
Orildo Antônio Severgnini – prefeito de Major Vieira;
Patrick Corrêa – prefeito de Imaruí;
Vicente Corrêa Costa – prefeito de Capivari de Baixo;
Júnior de Abreu Bento – prefeito de Garopaba.
Dentre os partidos políticos, nove prefeitos são do MDB (Movimento Democrático Brasileiro); seis do PP (Progressistas); cinco do PL (Partido Liberal) e quatro do PSD (Partido Social Democrático). União Brasil, Republicanos, PT (Partido dos Trabalhadores), PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) e Podemos somam um prefeito em cada.

Santa Catarina soma 29 prefeitos presos em cinco anos e meio

 Prisões ocorreram desde agosto de 2020 e envolvem suspeitas de corrupção, fraudes em licitações e desvios de recursos públicos em diferentes regiões do Estado.

10/01/2026 11:22

Foto: MPSC/Divulgação

Santa Catarina chegou à marca de 29 prefeitos presos desde agosto de 2020, número que representa quase 10% dos 295 municípios catarinenses. Os casos ocorreram ao longo de cinco anos e meio, envolvendo gestores municipais que estavam no exercício do cargo ou que se tornaram ex-prefeitos no decorrer das investigações.

O caso mais recente foi registrado na manhã de quinta-feira (8), com a prisão do prefeito de Garopaba, Júnior de Abreu Bento (Progressistas), durante a Operação Coleta Seletiva, deflagrada pela Polícia Civil. A investigação apura um suposto esquema de corrupção, fraudes em licitações e irregularidades em contratos públicos, especialmente relacionados ao serviço de coleta de lixo no município do Litoral Sul catarinense. O prefeito foi alvo de prisão preventiva, além do cumprimento de outros mandados judiciais.

Desde 2020, Santa Catarina passou a figurar entre os estados com maior número de prefeitos presos no país, resultado de uma série de operações de grande repercussão, conduzidas principalmente pelo Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) e pela Polícia Civil. Além das prisões, houve casos de afastamento do cargo, cumprimento de mandados de busca e apreensão e investigações envolvendo ex-prefeitos.


A sequência teve início em agosto de 2020, com a Operação Et Pater Filium, que revelou esquemas de corrupção em municípios do Planalto Norte. Na sequência, ações como as operações Mensageiro, Travessia, Terra Nostra, Fundraising, Caronte, Limpeza Urbana e, mais recentemente, Coleta Seletiva, atingiram gestores municipais de diversas regiões do Estado.

Em comum, as investigações apontam padrões semelhantes de irregularidades, como fraudes em processos licitatórios, pagamento de propina, favorecimento de empresas, desvio de recursos públicos e formação de organizações criminosas envolvendo políticos, empresários e servidores. Grande parte dos casos está relacionada a contratos de serviços essenciais, como coleta de lixo, limpeza urbana, obras públicas, saúde e educação.

As prisões atingiram prefeitos de diversos partidos políticos, entre eles MDB, PP, PSD, PL, PT, Republicanos, PSDB, Podemos e Patriota, sem concentração em uma região específica. Há registros no Litoral, Sul, Norte, Vale do Itajaí, Oeste e Serra catarinense. Em alguns episódios, as prisões foram convertidas posteriormente em medidas cautelares; em outros, os prefeitos já deixaram o cargo ou foram condenados em instâncias judiciais, enquanto parte ainda responde aos processos.


Os 29 prefeitos presos em Santa Catarina desde 2020

- Orildo Antônio Severgnini – MDB – Major Vieira – Et Pater Filium

- Adelmo Alberti – PSL – Bela Vista do Toldo – Et Pater Filium

- Beto Passos – PSD – Canoinhas – Et Pater Filium

- Deyvisonn Souza – MDB – Pescaria Brava – Mensageiro

- Luiz Henrique Saliba – PP – Papanduva – Mensageiro

- Antônio Rodrigues – PP – Balneário Barra do Sul – Mensageiro

- Marlon Neuber – PL – Itapoá – Mensageiro

- Antônio Ceron – PSD – Lages – Mensageiro

- Vicente Corrêa Costa – PL – Capivari de Baixo – Mensageiro

- Joares Ponticelli – PP – Tubarão – Mensageiro

- Luiz Carlos Tamanini – MDB – Corupá – Mensageiro

- Adriano Poffo – MDB – Ibirama – Mensageiro

- Adilson Lisczkovski – Patriota – Major Vieira – Mensageiro


- Armindo Sesar Tassi – MDB – Massaranduba – Mensageiro

- Patrick Corrêa – Republicanos – Imaruí – Mensageiro

- Luiz Shimoguiri – PSD – Três Barras – Mensageiro

- Alfredo Cezar Dreher – Podemos – Bela Vista do Toldo – Mensageiro

- Felipe Voigt – MDB – Schroeder – Mensageiro

- Luiz Antônio Chiodini – PP – Guaramirim – Mensageiro

- Clézio José Fortunato – MDB – São João do Itaperiú – Mensageiro

- Douglas Elias Costa – PL – Barra Velha – Travessia

- Ari Wollinger (Ari Bagúio) – PL – Ponte Alta do Norte – Limpeza Urbana

- Gustavo Cancellier – PP – Urussanga – Terra Nostra

- Clori Peroza – PT – Ipuaçu – Fundraising

- Fernando de Fáveri – MDB – Cocal do Sul – Fundraising

- Marcelo Baldissera – PL – Ipira – Fundraising

- Mario Afonso Woitexem – PSDB – Pinhalzinho – Fundraising

- Clésio Salvaro – PSD – Criciúma – Caronte

- Júnior de Abreu Bento – PP – Garopaba – Coleta Seletiva

Fonte: WH3 com NSC

Oeste SC Notícias - Santa Catarina soma 29 prefeitos presos em cinco anos e meio

Homem é morto a tiros ao chegar em casa com a esposa em Águas Formosas

 Vítima tentou correr após os disparos, mas caiu na rua e morreu; suspeito fugiu e é procurado pela polícia.

Por Caroline Del Piero, g1 Vales de MG

Homem é morto a tiros ao chegar em casa com a esposa em Águas Formosas — Foto: Redes sociais

Homem é morto a tiros ao chegar em casa com a esposa em Águas Formosas — Foto: Redes sociais


Um homem de 41 anos foi morto a tiros na noite dessa quarta-feira (18), em Águas Formosas. Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, o crime aconteceu quando a vítima chegava em casa de motocicleta, acompanhada da esposa.

De acordo com a polícia, equipes foram acionadas após denúncias de que havia uma pessoa caída ao solo, baleada. No local, os militares encontraram Luciano Rodrigues de Oliveira sem sinais vitais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado e confirmou a morte.

Ainda conforme as informações levantadas no local, um homem aguardava nas proximidades e atirou várias vezes contra a vítima quando ela ainda estava sobre a motocicleta. Luciano chegou a correr por cerca de 10 metros, mas caiu e morreu antes de receber socorro.

Após o crime, o suspeito fugiu a pé em direção a uma área de vegetação próxima. Até a última atualização desta reportagem, ele não havia sido localizado.

A perícia da Polícia Civil esteve no local e recolheu cápsulas e projéteis de munição. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal.

Linhas de investigação

A Polícia Civil informou que apura diferentes linhas de investigação para esclarecer a motivação do homicídio.

Entre as hipóteses consideradas estão possíveis desavenças comerciais. Segundo as autoridades, a vítima teria se envolvido anteriormente em um desacordo relacionado a negociações, situação que teria evoluído para ameaças. Esse fato foi registrado oficialmente e agora é analisado como uma possível motivação.

Outra linha investigativa considera o contexto do local onde o crime ocorreu. Informações levantadas pela polícia indicam que nas proximidades da residência funcionaria um ponto conhecido pelo comércio de entorpecentes, o que também é avaliado para verificar se há alguma relação com o homicídio.

Além disso, os investigadores não descartam que o crime possa ter ligação com a atuação da vítima em negociações informais, prática pela qual ele era conhecido na cidade.

Passado criminal

Segundo consulta ao sistema policial, Luciano possuía registros anteriores por contrabando e descaminho, lesão corporal, agressão e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar o autor e esclarecer a motivação do crime