domingo, 8 de março de 2026

5 ataques de Bolsonaro às mulheres

Gênero e Número

  • 1. No governo Bolsonaro, casas chefiadas por mulheres passam fome

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  • 2. Bolsonaro cortou dinheiro para creches e para combater a violência contra as mulheres

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  • 3. Bolsonaro disse que "pintou um clima" entre ele e meninas de 14 anos

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  • 4. Bolsonaro convidou estrangeiros a fazer sexo com brasileiras

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  • 5. Bolsonaro quis estabelecer o ensino domiciliar

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Como disse Simone Tebet, Jair Bolsonaro tem raiva das mulheres. Com uma lista interminável de ações e xingamentos, o presidente já demonstrou seu machismo e seu desprezo por elas, que, vale lembrar, formam a maior parte da população e do eleitorado do Brasil. 

Na reta final das eleições que vão decidir se o país se entrega de vez à bárbarie ou tenta voltar ao mínimo de civilidade, a Gênero e Número recapitulou 5 atos, falas e decisões do presidente para você, que nos lê aqui, relembrar ou enviar a quem ainda tem dúvidas sobre o voto no dia 30 de outubro. 

Todas as agressões de Bolsonaro às mulheres foram vastamente registradas na imprensa e nas redes sociais, mas acreditamos que, a 10 dias do segundo turno, é nosso papel, organizar uma parte (mesmo que pequena) dessas informações e relembrar você sobre um governo que não se importa com a vida das mulheres e ativamente promoveu um desmonte de políticas para mães e trabalhadoras.

1. No governo Bolsonaro, casas chefiadas por mulheres passam fome

No Brasil, as casas sustentadas por mulheres são as que mais passam fome. Dados do II Relatório VIGISAN, divulgado em junho de 2022, mostram que a fome afeta 33 milhões de brasileiros. E a cada 10 casas chefiadas por mulheres, 6 sofrem de insegurança alimentar, isto é, não têm acesso regular nem garantido à comida. 

O problema atinge 53% das casa chefiadas por homens. Entre as razões que explicam esta diferença, a desigualdade no salário, a sobrecarga causada pelo trabalho e as tarefas de cuidado (de casa e de pessoas) que as mulheres acabam por desempenhar.

ler2. Bolsonaro cortou dinheiro para creches e para combater a violência contra as mulheres

Reportagem do jornal O Globo mostrou que para o ano que vem, o presidente vai destinar apenas R$ 2,5 milhões para a construção de creches. O valor é suficiente para erguer apenas 5 unidades. Em 2022, este valor era de R$ 100 milhões e ano passado, de R$ 220 milhões. Enquanto o presidente abre a torneira do crédito consignado durante o período eleitoral, estimulando o endividamento de famílias, o investimento a longo prazo na educação não é prioridade. 

As políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres também foram prejudicadas. Os dados foram analisados pela Folha de S. Paulo, que mostrou que a verba destinada ao Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos para proteção das mulheres caiu de R$ 101 milhões, em 2020, para somente R$ 9 milhões em 2022. 

A má execução do dinheiro não vem de hoje e a pandemia só escancarou a gestão ineficiente dos recursos públicos no Brasil, em especial para mulheres, pessoas negras, indígenas e crianças e adolescentes. Em março, o Instituto de Estudos Socioeconomicos (Inesc) mostrou que o orçamento para combater a violência contra a mulher em 2022 foi também o menor dos últimos 4 anos.

3. Bolsonaro disse que "pintou um clima" entre ele e meninas de 14 anos

O lembrete agora é sobre o comportamento do presidente. Já ouviu a história do “pintou um clima”? Não? Semana passada, o presidente Bolsonaro se referiu a meninas venezuelanas como se fossem prostitutas, ao contar sobre seus passeios de moto em Brasília nos momentos mais difíceis da pandemia. 

Três, quatro, meninas bonitas, de 14, 15 anos, arrumadinhas, num sábado, em uma comunidade, e vi que eram meio parecidas. Pintou um clima, voltei. ‘Posso entrar na sua casa?’ Entrei. Tinha umas 15, 20 meninas, sábado de manhã, se arrumando, todas venezuelanas. E eu pergunto: meninas bonitinhas de 14, 15 anos, se arrumando no sábado para quê? Ganhar a vida”. 

O presidente sempre tão preocupado com a pedofilia e os bons costumes teve que se desculpar em rede nacional.

4. Bolsonaro convidou estrangeiros a fazer sexo com brasileiras

“Quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade”. Esse é o convite que Bolsonaro fez aos turistas que quiserem vir ao Brasil. A afirmação é de abril de 2019, durante um café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto. No mesmo ano, ao falar da Amazônia, ele disse: “O Brasil é uma virgem que todo tarado de fora quer”. Em 2020, esses ataques foram usados pelo Ministério Público Federal de São Paulo (MPF/SP) para abrir um processo por danos morais contra a União.

5. Bolsonaro quis estabelecer o ensino domiciliar

Como trabalhar e dar aula pro seu filho ao mesmo tempo? Quando assumiu, o presidente Bolsonaro demonstrou uma estranha obsessão: o ensino domiciliar. É como se a pandemia não acabasse nunca e as crianças tivessem que ter aulas dentro de casa pra sempre. E mais: quem ensina são os mães e pais. A senadora eleita Damares Alves, ex-ministra de Bolsonaro, afirmou que crianças poderão socializar na igreja, nos cursos de inglês e fazendo esportes. A ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos parece ignorar direitos e benefícios relacionados às escolas, como a merenda e o convívio social das crianças, sem falar no tempo das mães para trabalhar enquanto filhos estão nas escolas. 

Incêndio que matou trabalhadoras é associado a criação do Dia Internacional da Mulher

 

No dia 25 de março de 1911, 146 pessoas, em sua maioria mulheres, morreram em um incêndio da fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova York.

No dia 25 de março de 1911, 146 pessoas, em sua maioria mulheres, morreram em um incêndio da fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova York.

A fábrica empregava cerca de 600 trabalhadores, a maioria constituída por mulheres jovens imigrantes que trabalhavam 14 horas por dia.

A Triangle Company ocupava os três últimos andares do edifício Asch, de dez andares, que fazia esquina entre as ruas Greene Street e Washington Place.

Três anos antes, em 1909, uma grande greve de mulheres costureiras coordenadas pelo sindicato International Ladies\' Garment Workers\' Union, que tentava negociar um acordo coletivo.

A International Ladies\' Garment Workers\' Union era um dos maiores sindicatos dos Estados Unidos e um dos primeiros sindicatos americanos a ter a maioria dos filiados do sexo feminino.

Os donos da Triangle se recusaram a assinar o acordo.

Na tarde do dia 25 de março de 1911 um incêndio nos últimos andares do edifício encheu as escadarias com fumaça e o elevador parou de funcionar.

Para evitar o roubo de materiais ou pausas durante o trabalho as portas eram trancadas.

A única saída de emergência acabou bloqueada pelo peso das operárias que tentavam escapar.

Algumas trabalhadoras lançaram-se das janelas, a uma altura de nove andares.

Poucas sobreviveram a estas quedas. As restantes esperaram até que o fogo as consumisse.

O total de mortos foi de 146, sendo que 84 pereceram no incêndio e 62 nas quedas.

O incêndio da Triangle Shirtwaist é, muitas vezes, associado à instituição do Dia Internacional da Mulher.

A data já havia sido proposta em 1910, um ano antes do incêndio.

Durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague, Dinamarca, Clara Zetkin, militante e intelectual alemã, apresentou uma resolução para que se criasse uma \"jornada especial, uma comemoração anual de mulheres

Somente a partir de 1977 a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) decretou o dia 8 de março como o Dia Internacional pelos Direitos da Mulher e pela Paz Internacional.

fontes:

- A última fogueira das mulheres. A memória dos direitos civis. Por Vittorio Zucconi.

- Conquistas na luta e no luto. Por Maíra Kubík Mano

SINTECT-SC

Mendonça abre inquérito para investigar vazamentos de dados de Vorcaro

 Decisão vem após pedido de investigação da defesa do banqueiro

André Richter - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 06/03/2026 - 17:36
Brasília

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (6) abertura de inquérito da Polícia Federal (PF) para investigar os vazamentos dos dados dos sigilos bancário, fiscal e telemático do banqueiro Daniel Vorcaro.

A decisão do ministro foi motivada por um pedido de investigação feito defesa do banqueiro.

Segundo os advogados, os vazamentos começaram após Mendonça autorizar o compartilhamento dos dados com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

Os sigilos do banqueiro foram solicitados pela CMPI para apurar a suposta ligação do Banco Master com fraudes em empréstimos consignados de aposentados e pensionistas do INSS.

Segundo os advogados de Vorcaro, as conversas pessoais foram publicadas pela imprensa e é necessário averiguar a origem dos vazamentos.

Na decisão, Mendonça disse que o compartilhamento dos dados de Vorcaro com a comissão não autoriza que as informações sejam tornadas públicas.

“A quebra do sigilo de dados relativos à pessoa investigada não autoriza o seu desvelamento. Bem ao contrário, enseja, pela autoridade que recebeu a informação de acesso restrito, a responsabilidade pela manutenção do sigilo. Isso porque, a toda evidência, a eventual quebra de sigilo não tornam públicas as informações acessadas”, afirmou.

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Imprensa

André Mendonça ressaltou que a investigação não vai envolver a publicação de reportagens pela imprensa, que tem o sigilo da fonte garantido pela Constituição.

Segundo o ministro, o alvo do inquérito serão as autoridades que têm o dever de zelar pelo sigilo dos dados.

“A imprescindível observância à delimitação ora fixada decorre da absoluta necessidade de se preservar os meios adequados para continuidade do relevantíssimo papel desempenhado pela imprensa, instituição essencial à constituição de qualquer modelo de organização estatal que se pretenda estruturada a partir dos ideais democráticos e republicanos”, completou.

Polícia Federal

Em nota, a PF diz que nenhum relatório, informação de polícia judiciária ou representação apresentada que apresentou no âmbito da Operação Compliance Zero conteve dados irrelevantes para a instrução das investigações. "Não foram incluídas, portanto, informações relacionadas à intimidade ou à vida privada dos investigados", disse em nota o órgão.

"Não compete à Polícia Federal editar conversas, selecionar ou manipular dados extraídos de equipamentos apreendidos, sob pena, inclusive, de violação ao direito ao contraditório e à ampla defesa, constitucionalmente assegurados", diz a nota.

A corporação afirma que segue padrões rigorosos de segurança no tratamento de informações e na preservação e garantia dos direitos fundamentais, incluindo do respeito à privacidade e à intimidade.

Histórico

Daniel Vorcaro foi preso novamente na quarta-feira de manhã pela Polícia Federal, na terceira fase da Operação Compliance Zero

No ano passado, o empresário também foi alvo de um mandado de prisão da operação, mas ganhou direito à liberdade provisória, mediante uso de tornozeleira eletrônica.

A nova prisão foi fundamentada em mensagens encontradas no celular do banqueiro, apreendido na primeira fase da operação. Nas mensagens, Vorcaro ameaça jornalistas e pessoas que teriam contrariado seus interesses.

A Compliance Zero apura fraudes bilionárias no Banco Master, que causaram um rombo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos para o ressarcimento a investidores. 




A justiça chinesa não aceita acordos com traficantes que destroem a saúde pública



A justiça chinesa não aceita acordos com traficantes que destroem a saúde pública. Para combater a epidemia de drogas sintéticas, o governo passou a condenar fabricantes e vendedores de fentanil à morte sumária. Em várias províncias, essas execuções são realizadas em estádios esportivos abertos ao público, servindo como um espetáculo de intimidação máxima. A política de eliminar o problema pela raiz demonstra que a China trata a venda de narcóticos como um ato imperdoável de terrorismo interno.

7 eletrodomésticos que foram inventados por mulheres e você não sabia

 Conheça a história de tecnologias domésticas que surgiram a partir da criatividade de inventoras e que ajudaram a transformar a rotina dentro de casa

Por 
Julio Castro
, para o TechTudo


O Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8), também é uma oportunidade para revisitar contribuições femininas que ajudaram a moldar tecnologias presentes no cotidiano. Em diferentes períodos da história, inventoras desenvolveram soluções para problemas domésticos práticos e abriram caminho para a evolução de diversos eletrodomésticos utilizados atualmente. Muitas dessas criações nasceram da observação de tarefas do dia a dia e acabaram influenciando equipamentos que hoje fazem parte da rotina de milhões de pessoas.

Em períodos anteriores, inclusive, elas enfrentavam dificuldades para registrar patentes ou obter financiamento para desenvolver suas ideias. Pensando nisso, o TechTudo listou oito eletrodomésticos e tecnologias domésticas que foram inventados por mulheres e ajudaram a transformar a rotina das casas ao redor do mundo, principalmente dos brasileiros. A seguir, veja os itens que marcaram a história da inovação doméstica.

7 eletrodomésticos que foram inventados por mulheres e você não sabia — Foto: Arte/TechTudo
7 eletrodomésticos que foram inventados por mulheres e você não sabia — Foto: Arte/TechTudo

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Invenções feitas por mulheres que mudaram a sua rotina (e muito)!

Muitos dos aparelhos que fazem parte da rotina doméstica hoje surgiram a partir de ideias criadas por mulheres que buscavam soluções práticas para problemas do dia a dia. A seguir, veja os tópicos que vamos abordar nesta matéria:

  1. Geladeira elétrica
  2. Máquina de sorvete
  3. Lava-louças
  4. Sistema de segurança doméstico
  5. Torradeira com controle automático
  6. Aquecedor a gás
  7. Energia solar para uso doméstico

1. Geladeira elétrica

Hoje, a geladeira é um dos eletrodomésticos mais importantes da cozinha moderna. Os modelos atuais contam com recursos como controle digital de temperatura, sensores inteligentes e compartimentos específicos para diferentes tipos de alimentos. Um dos avanços decisivos para tornar esse tipo de equipamento viável ocorreu em 1914, quando a inventora norte-americana Florence Parpart registrou a patente de um sistema de refrigeração elétrica voltado para uso doméstico. Antes disso, a conservação de alimentos dependia principalmente de caixas de gelo.

A solução proposta por Parpart ajudou a abrir caminho para o desenvolvimento das primeiras geladeiras elétricas modernas. Com o avanço da eletrificação das casas ao longo do século XX, esse tipo de equipamento se popularizou rapidamente, transformando hábitos de consumo e armazenamento de alimentos no mundo inteiro.

Florence Papart e sua invenção — Foto: Reprodução/O Explorador
Florence Papart e sua invenção — Foto: Reprodução/O Explorador

2. Máquina de sorvete

A produção de sorvete em grande escala só se tornou viável graças a uma invenção do século XIX. Em 1843, a norte-americana Nancy Johnson registrou a patente de uma máquina manual capaz de produzir sorvete de maneira mais rápida e eficiente. O equipamento, chamado de “congelador artificial”, tinha uma estrutura relativamente simples.

Ele era composto por um balde externo de madeira preenchido com gelo, um cilindro metálico interno para a mistura e uma pá conectada a uma manivela que realizava o movimento necessário para congelar a sobremesa. Esse movimento contínuo era essencial para evitar a formação de cristais de gelo e garantir uma textura mais cremosa.

Apesar da simplicidade, a invenção foi revolucionária para a época. O método criado por Johnson se tornou base para diversas máquinas industriais posteriores e ajudou a popularizar a sobremesa em diferentes países.

A produção de sorvete em larga escala só se tornou possível em 1843, quando Nancy Johnson patenteou uma máquina — Foto: Reprodução/CulturePop
A produção de sorvete em larga escala só se tornou possível em 1843, quando Nancy Johnson patenteou uma máquina — Foto: Reprodução/CulturePop

3. Lava-louças

A máquina de lavar louça é um dos eletrodomésticos mais associados à praticidade dentro da cozinha. Sua origem remonta ao século XIX, quando a inventora norte-americana Josephine Cochrane decidiu criar uma solução para evitar que suas louças fossem danificadas pela lavagem manual.

Segundo relatos históricos, Cochrane se irritava com o fato de empregados quebrarem peças de porcelana valiosas durante a limpeza. Em 1886, ela registrou a patente de um equipamento que utilizava jatos de água sob pressão para lavar pratos e utensílios.

Diferente de protótipos anteriores, sua máquina tinha compartimentos organizados para acomodar os objetos com segurança. O equipamento acabou chamando atenção em feiras industriais e começou a ser utilizado em hotéis e restaurantes antes de chegar às casas.

Em 1886, Cochrane patenteou um equipamento que usava pressão de água para lavar pratos e utensílios  — Foto: Reprodução/O Explorador
Em 1886, Cochrane patenteou um equipamento que usava pressão de água para lavar pratos e utensílios — Foto: Reprodução/O Explorador

4. Sistema de segurança doméstico

Em 1966, a enfermeira Marie Van Brittan Brown desenvolveu um dos primeiros sistemas de segurança doméstica para proteger sua casa durante longos períodos de trabalho noturno como enfermeira. O sistema incluía quatro visores instalados na porta, uma câmera deslizante capaz de observar diferentes ângulos e monitores de televisão para acompanhar as imagens dentro da residência.

Além disso, havia um microfone para comunicação com visitantes e um botão de emergência que podia acionar a polícia. A invenção foi patenteada com a ajuda do marido e se tornou um dos primeiros exemplos de vigilância residencial eletrônica, tecnologia que hoje está presente em câmeras de segurança, campainhas inteligentes e sistemas de monitoramento doméstico.

Marie Van Brittan Brown criou um dos primeiros sistemas de segurança residencial em 1966, para proteger sua casa enquanto trabalhava — Foto: Reprodução/SIA
Marie Van Brittan Brown criou um dos primeiros sistemas de segurança residencial em 1966, para proteger sua casa enquanto trabalhava — Foto: Reprodução/SIA

5. Torradeira automática

Torrar pão já foi uma tarefa que exigia atenção constante. Nos primeiros modelos de torradeira, o usuário precisava virar manualmente a fatia para dourar os dois lados e desligar o aparelho no momento certo para evitar que o pão queimasse.

Esse cenário começou a mudar quando Sharon Jeter desenvolveu um mecanismo que permitia controlar melhor o tempo de aquecimento do aparelho. Em 1987, a inventora criou uma versão de torradeira com relógio digital, capaz de controlar automaticamente o ponto da torrada.

A inovação ajudou a aprimorar a experiência de uso do equipamento, permitindo que o preparo fosse mais preciso e seguro. Com o tempo, o conceito evoluiu para os controles eletrônicos e regulagens de intensidade presentes nas torradeiras atuais.

Em 1987, Sharon Jeter lançou uma torradeira com relógio digital que ajustava automaticamente o ponto da torrada. — Foto: Pexels/Cottonbro
Em 1987, Sharon Jeter lançou uma torradeira com relógio digital que ajustava automaticamente o ponto da torrada. — Foto: Pexels/Cottonbro

6. Aquecedor a gás

No início do século XX, muitos sistemas de aquecimento doméstico dependiam de carvão ou lenha, o que gerava fumaça, fuligem e diversos riscos à saúde. Foi nesse contexto que a inventora afro-americana Alice H. Parker desenvolveu um sistema inovador de aquecimento baseado em gás natural.

A patente, registrada em 1919, descrevia um sistema composto por múltiplos queimadores conectados a dutos responsáveis por distribuir o calor por diferentes ambientes da casa. A proposta era tornar o aquecimento mais eficiente e reduzir os problemas causados pela queima de combustíveis sólidos. Embora o projeto original não tenha sido produzido exatamente como Parker idealizou, seu conceito ajudou a inspirar os sistemas modernos de aquecimento central, utilizados atualmente em diversas residências ao redor do mundo.

Alice H. Parker e a planta do seu forno elétrico — Foto: Reprodução/Internet
Alice H. Parker e a planta do seu forno elétrico — Foto: Reprodução/Internet

7. Energia solar para uso doméstico

A ideia de utilizar energia solar para abastecer residências ganhou destaque em 1948 com a construção da Dover Sun House, considerada uma das primeiras casas projetadas para funcionar com energia solar. O projeto foi desenvolvido por três mulheres: a cientista Maria Telkes, responsável pelo sistema de captação de energia, a arquiteta Eleanor Raymond e a patrocinadora Amelia Peabody.

A casa utilizava um sistema capaz de capturar o calor do Sol e armazená-lo por meio de um composto químico chamado sulfato de sódio hidratado, que funcionava como material de armazenamento térmico. Durante a noite ou em dias frios, esse calor era liberado gradualmente para aquecer os ambientes. As pesquisas conduzidas no projeto ajudaram a estabelecer bases importantes para as tecnologias de energia solar residencial, hoje presentes em aquecedores solares e sistemas fotovoltaicos utilizados em milhões de casas.

Eleanor Raymond e a planta da Dover Sun House — Foto: Reprodução/Internet
Eleanor Raymond e a planta da Dover Sun House — Foto: Reprodução/Internet