sábado, 7 de março de 2026

Nikolas Ferreira NÃO VOTOU pelo auxílio de R$ 600 às famílias mineiras atingidas pelas chuvas.




 

Novo Cruzeiro lança programa com 300 bolsas integrais gratuitas para graduação

 

A Prefeitura de Novo Cruzeiro está com inscrições abertas para o Programa EDUCASUPERIOR, que oferece 300 bolsas integrais para cursos de ensino superior na modalidade Educação a Distância (EAD). A iniciativa é voltada a moradores do município que desejam conquistar um diploma de graduação.


As inscrições devem ser realizadas entre os dias 19 e 27 de fevereiro, na Secretaria Municipal de Assistência Social, localizada na Praça Dom José de Haas, nº 38, das 8h às 12h e das 13h às 17h. O edital completo está disponível no site oficial da prefeitura (novocruzeiro.mg.gov.br).


Podem se inscrever estudantes da rede pública residentes em Novo Cruzeiro que não possuam curso superior completo. Também é necessário estar em situação de vulnerabilidade social, ser pessoa com deficiência ou estar desempregado.


Ao todo, serão ofertadas 50 vagas para cada um dos seguintes cursos: Agronomia, Farmácia, Fisioterapia, Nutrição, Educação Física e Serviço Social. Segundo a administração municipal, o programa busca ampliar o acesso ao ensino superior e criar oportunidades de qualificação profissional para a população.


A Prefeitura reforça que os interessados devem conferir atentamente os critérios no edital e providenciar a documentação necessária dentro do prazo estabelecido.

Novo Cruzeiro lança programa com 300 bolsas integrais gratuitas para graduação – Gazeta dos Vales

A PREFEITURA NAO DIVULGOU MAS O MEC DESTINOU VERBA FEDERAL PARA O ESTADO DE MG QUE COM CERTEZA VAI SER REPASADO PARA A CIDADE DE NOVO CRUZEIRO..OU ALGUEM  ACHA QUE UMA CIDADE TAO PEQUENA AGUENTA BANCAR UM PROJETO DESSES...

                                                        



Fundeb ultrapassará R$ 370 bilhões em 2026, aponta portaria do MEC e da Fazenda · Composição dos recursos do Fundeb em 2026 · Complementação da União cresce 23,3%.



CARRETA TOMBA NA MGC-418 EM PEDRO VERSIANI EM TEÓFILO OTONI

Bandidos 'imprimiam' armas 3D em fábrica de aviação | Brasil Urgente



Bandidos 'imprimem' armas 3D em fábrica de aviação no interior de SP.

De 'projeto de garagem' a pistola letal: Como arma impressa em 3D deu poder de fogo a extremistas em ao menos 15 países

 The New York Times mapeou nascente indústria internacional na internet das FGC-9 caseiras, que podem ser feitas 'do zero' e ameaçam efetividade até de legislações nacionais mais rígidas

Por The New York Times — Londres


Partes de arma FGC-9 apreendidas na Alemanha, em 2021 — Foto: Koblenz Public Prosecutor's Office, Germany via The New York Times


Após uma tentativa de assassinato de gangue na cidade francesa de Marselha, no ano passado, a polícia local encontrou o que parecia ser uma réplica de rifle de assalto, aparentemente feito de plástico e peças de Lego.

— Mas a arma era letal — lembrou o coronel Hervé Pétry da Gendarmaria Nacional, da França.

    Nos últimos três anos, esse modelo de arma de fogo semiautomática caseira, conhecida como FGC-9, apareceu nas mãos de paramilitares na Irlanda do Norte, rebeldes em Mianmar e neonazistas na Espanha. Em outubro, um adolescente britânico será sentenciado por construir uma FGC-9 em um dos últimos casos de terrorismo envolvendo esse armamento.

    Um grupo online conhecido como Deterrence Dispensed publica instruções gratuitas sobre como construir a arma, num manual que diz que as pessoas em todos os lugares devem estar armadas e prontas.

    "Juntos, podemos derrotar para sempre a violação que está ocorrendo em nosso direito natural de portar armas, nos defender e nos levantar contra a tirania", diz o documento.

    Essa marca americana de libertarianismo tem sido historicamente difícil de emplacar em muitas outras partes do mundo. Mesmo que algumas pessoas acreditassem na teoria, leis rígidas tornavam a compra de uma arma tão difícil que a ideologia era quase irrelevante. A FGC-9 está mudando isso.

    — Não é apenas uma arma. É também uma ideologia — disse Kristian Abrahamsson, um oficial de inteligência da polícia alfandegária sueca. Dezenas de FGC-9s apareceram em seu país nos últimos anos, ele disse.

    O New York Times registrou o crescimento da FGC-9 de um projeto de garagem de um amador para uma pistola letal empunhada por insurgentes, terroristas, traficantes de drogas e membros de milícias em pelo menos 15 países.

    Embora inúmeras armas impressas em 3D tenham sido projetadas e negociadas na internet, autoridades policiais internacionais dizem que a FGC-9 é de longe a mais comum. A arma é tão desejada entre extremistas de direita no Reino Unido que a posse e o compartilhamento de seu manual de instruções estão sendo enquadrados ​​como um crime terrorista.

    Ninguém faz mais para promover a arma e a ideologia do que seu codesigner, que atende pelo nome online "Ivan the Troll" (Ivan, o Troll). Figura de proa do Deterrence Dispensed, ele apareceu em vários vídeos e podcasts do YouTube, mas sempre sob seus pseudônimos.

    Ivan, o Troll

    Documentos judiciais, registros corporativos e informações publicadas em suas contas de mídia social vinculam Ivan the Troll a um fabricante de armas de Illinois de 26 anos chamado John Elik. Sobrinho de um político do estado, Elik emergiu como uma das figuras mais importantes na nascente indústria internacional de armas impressas em 3D.

    As forças policiais ao redor do mundo veem essa indústria como uma ameaça às restrições de armas que limitaram quem pode ter acesso a armas de fogo.

    O Times enviou uma solicitação de entrevista e um resumo do artigo para o endereço de e-mail de Elik. Uma resposta de uma conta Ivan the Troll se recusou a responder perguntas e disse que não acreditava que seria tratado de forma justa.

    Nos Estados Unidos, armas impressas em 3D são regulamentadas por uma miscelânea de leis estaduais. Illinois restringiu a venda e posse de componentes de armas artesanais, exceto por revendedores e fabricantes de armas de fogo. Como ele é um fabricante licenciado, não há indicação de que Elik esteja violando essa lei. A lei de Illinois exige que os fabricantes adicionem números de série aos componentes de armas artesanais.

    Os vídeos postados online incentivam os espectadores a conhecer suas leis locais.

    Arma para 'pessoas comuns'

    A maioria das armas produzidas em massa do século XX, mesmo aquelas agora comercializadas para defesa pessoal, foram originalmente projetadas para militares e caçadores. A FGC-9, por outro lado, foi criada com o objetivo explícito de armar o máximo possível de pessoas comuns.

    FGC é uma abreviação que representa o que seus criadores pensam sobre controle de armas. Nove referência à bala de 9mm que ela dispara.

    O uso da FGC-9 por insurgentes que se opõem à junta militar em Mianmar é parte do plano declarado de seus criadores, uma realização da "esperança" de que as armas pudessem ser usadas para enfrentar o Estado.

    Elik, em seu e-mail para o Times, disse que era errado focar em "policiais europeus reclamando sobre um pequeno número de armas sendo apreendidas" e tiroteios em que ninguém ficou ferido, "em vez do uso da arma como uma ferramenta de libertação".

    O designer-chefe da arma foi Jacob Duygu, um cidadão alemão de ascendência curda. A Alemanha exige que os proprietários de armas sejam licenciados, mas Duygu queria possuir uma arma de fogo em seus próprios termos. Ele assumiu a missão de dar a qualquer um as ferramentas para fazer o mesmo, especialmente em países com leis rígidas de controle de armas.

    Duygu desenvolveu uma afinidade pelo libertarianismo americano e pelo direito da Segunda Emenda de portar armas, de acordo com Rajan Basra, um membro sênior do Centro Internacional para o Estudo da Radicalização que estudou a proliferação de FGC-9.

    Duygu era conhecido online como JStark, em homenagem ao Maj. Gen. John Stark, um líder militar da Revolução Americana. Contas de mídia social vinculadas a Elik expressaram opiniões semelhantes.

    "Os civis precisam de armas de assalto porque ter uma arma feita para matar pessoas é muito importante para a autodefesa", dizia uma postagem, acrescentando: "Se for feita para matar pessoas de forma rápida e fácil, melhor ainda".

    O design de Duygu foi publicado em março de 2020 com o objetivo declarado de contornar as leis de armas. Armas de fogo caseiras existem há séculos, mas a de Duygu foi um avanço. A FGC-9 poderia ser construída inteiramente do zero, sem peças de armas comerciais, que geralmente são regulamentadas e rastreadas por agências policiais internacionalmente.

    Qualquer pessoa com uma impressora 3D comercial, centenas de dólares em materiais, algumas habilidades em metalurgia e muita paciência pode se tornar um proprietário de arma.

    O lançamento da FGC-9 inspirou entusiastas de armas a sugerir suas próprias modificações. Entre eles estava Elik, que desenvolveu separadamente um processo do tipo "faça você mesmo" para as ranhuras espirais, ou estrias, dentro do cano de uma arma.

    Um ano depois, uma nova versão do FGC-9 foi lançada, creditando o pseudônimo de Elik como cocriador.

    Basra e um pesquisador de segurança, Nathan Mayer, primeiro vincularam Elik às contas de "Ivan, o Troll" usando pistas online depois que ele foi identificado em um processo como proprietário de um site que promovia armas impressas em 3D. O Times replicou e construiu essa pesquisa, usando fotografias e vídeos que Elik postou de sua casa e campos de tiro na propriedade de sua família, incluindo a de sua tia.

    Sua tia, Amy Elik, é uma representante estadual republicana e uma defensora ferrenha dos direitos às armas. Ela votou contra a proibição estadual de armas de fogo caseiras. Ela não respondeu a uma mensagem solicitando comentários.

    Duygu foi encontrado morto em 2021 de causas indeterminadas poucos dias depois de ser interrogado pela polícia alemã. Elik rapidamente se tornou o porta-voz de maior destaque da arma que eles criaram e passou a desenvolver seus próprios designs para armas parcialmente impressas em 3D, incluindo versões de uma Kalashnikov e de uma submetralhadora MP5.

    Viralizando

    A arma recebeu atenção de alto nível pela primeira vez em dezembro de 2020, quando Matthew Cronjager, um neonazista britânico, foi preso e acusado de tentar recrutar e armar uma milícia. Os alvos incluíam o governo britânico, judeus, gays, muçulmanos e membros de grupos étnicos minoritários.

    Cronjager, então com 17 anos, havia baixado um manual do Deterrence Dispensed para fazer munição de 9 mm e os planos para a FGC-9. Ele foi preso após tentar pagar um policial disfarçado para fabricar a arma. Cronjager, que mais tarde foi condenado e preso por mais de 11 anos, disse que queria derrubar o governo e começar uma revolução, mostram os registros do tribunal.

    A Interpol é notificada sobre apreensões de FGC-9 pelo menos a cada dois meses. Ivaylo Stefanov, da unidade de armas ilícitas da agência, disse que muitas outras provavelmente não eram relatadas.

    — Todos achavam que levaria décadas para que a tecnologia avançasse e as impressoras estivessem disponíveis para cidadãos comuns — disse Stefanov. — [Mas hoje] Você vê isso até mesmo em países europeus que nunca tiveram tais casos.

    A mensagem da mídia de Ivan, o Troll, é que isso é hipocrisia. Os governos ocidentais, ele observou, armaram os insurgentes e líderes autoritários do mundo com armas de guerra. "Estou compartilhando um arquivo de computador", disse ele em uma entrevista em 2022. "Se eu sou culpado de compartilhar informações, o que isso os torna?"

    Conforme a tecnologia melhora, Stefanov e outros disseram, os fabricantes amadores de armas provavelmente poderão usar peças não rastreáveis ​​para construir armas que disparam como metralhadoras. O governo Biden está tentando regulamentar componentes de armas caseiras como armas de fogo, numa medida que a Suprema Corte analisará em breve.

    Cada vez mais, as FGC-9 estão sendo produzidas não apenas por amadores e extremistas individuais, mas também por grupos criminosos que fabricam armas para vender ou alugar. Fábricas improvisadas foram encontradas na Austrália, na França e na Espanha.

    — Há um elemento ideológico óbvio — disse Hervé Pétry da Gendarmaria Nacional, da França. — Mas não devemos ser ingênuos. Acima de tudo, há um desejo de se tornarem fabulosamente ricos.

    De 'projeto de garagem' a pistola letal: Como arma impressa em 3D deu poder de fogo a extremistas em ao menos 15 países

    quarta-feira, 4 de março de 2026

    Como venda de armas 3D está se espalhando pela internet — e como são usadas em crimes pelo mundo

     

    Venda de armas 3D está se espalhando pela internet — Foto: Getty Images via BBC

     

    As armas criadas em impressoras 3D podem se tornar o padrão utilizado por criminosos e extremistas violentos em todo o mundo, segundo um especialista entrevistado pela BBC.

     

    Estas armas de fogo artesanais não rastreáveis já foram recuperadas em diversos crimes recentes, como uma arma parcialmente impressa em 3D, supostamente utilizada no assassinato do executivo-chefe da seguradora de saúde americana United Healthcare, Brian Thompson.

     

    A BBC Trending investigou o aumento global das armas 3D nas plataformas de redes sociais, como o Telegram, Facebook e Instagram, além de websites que oferecem guias para sua produção.

     

    As armas impressas em 3D são frequentemente descritas como uma espécie de armas "fantasmas", que não podem ser rastreadas.

     

    Elas podem ser montadas com uma impressora 3D, usando moldes disponíveis para download e alguns materiais básicos.

     

    Projetada para burlar as leis de controle de controle de armas, esta tecnologia avançou rapidamente na última década. Os modelos mais recentes podem disparar diversas rajadas sem quebrar seus componentes de plástico.

     

    Nick Suplina, da organização americana de controle de armas Everytown, afirma que as armas 3D podem se tornar o "padrão" para o planejamento de atos violentos.

     

    "Os materiais ficaram melhores, o custo caiu e a facilidade de acesso a esses moldes é muito grande", explica ele.

     

    A investigação da BBC Trending partiu de anúncios de armas publicados no Instagram e no Facebook.

     

    Em outubro de 2024, a organização sem fins lucrativos Tech Transparency Project (que monitora as empresas de tecnologia) encontrou centenas de anúncios de armas nas plataformas da Meta, violando as políticas da empresa. Eles incluem armas 3D e outros tipos de armas fantasmas.

     

    Na época, a Meta não comentou as descobertas. E, vários meses depois, a BBC descobriu que anúncios de armas ainda constam como ativos no banco de dados de anúncios da empresa.

     

    Muitos desses anúncios de armas levavam os possíveis clientes para canais do Telegram ou do WhatsApp.

     

    No Telegram, encontramos canais que exibem diversos tipos de armas para venda. Algumas delas parecem ter sido impressas em 3D.

     

    Anúncios de venda de armas seguem constando como ativos no banco de dados da Meta, segundo investigação da BBC — Foto: Meta/BBC

     

    Anúncios de venda de armas seguem constando como ativos no banco de dados da Meta, segundo investigação da BBC — Foto: Meta/BBC

     

    Uma das contas presentes no Telegram tem mais de 1 mil assinantes e promete enviar as armas para qualquer lugar do mundo.

     

    A BBC entrou em contato com o responsável pela conta, identificado como "Jessy", para confirmar se ele estaria disposto a enviar armas impressas em 3D para o Reino Unido, o que é proibido por lei.

     

    Depois de uma hora, Jessy nos ofereceu uma pistola Liberator ou um conversor Glock.

     

    O conversor Glock (glock switch ou auto sear, em inglês) é uma peça pequena, às vezes impressa em 3D, que transforma uma pistola em uma arma automática.

     

    A Liberator, projetada em 2013 pelo "criptoanarquista" Cody Wilson, é a primeira arma 3D do mundo disponível para venda. Ela consegue disparar um único tiro.

     

    Jessy afirmou que conseguiria liberar a arma na alfândega britânica. Ele pediu 160 libras (cerca de R$ 1,2 mil) em bitcoins e depois sugeriu o pagamento por transferência bancária, para uma conta no Reino Unido que não conseguimos identificar.

     

    Posteriormente, voltamos a entrar em contato com Jessy e nos identificamos como sendo da BBC. Ele admitiu que a venda de armas no Reino Unido é ilegal, mas não pareceu arrependido.

     

    "Tenho meu negócio, vendo algumas armas online", disse ele.

     

    Jessy ofereceu à reportagem da BBC partes de pistolas impressas em 3D — Foto: BBC

     

    Jessy ofereceu à reportagem da BBC partes de pistolas impressas em 3D — Foto: BBC

     

    A reportagem não deu prosseguimento à transação para testar as afirmações de Jessy.

     

    Sua postura casual sugere que ele pode ser um golpista. Mas sua capacidade de anunciar na Meta e operar no Telegram demonstra a aparente existência de brechas que podem ser exploradas pelos verdadeiros comerciantes de armas.

     

    Em resposta à consulta enviada pela BBC, a Meta declarou que os anúncios que destacamos haviam sido "desativados automaticamente, seguindo nossas políticas". A empresa afirma que sua inclusão na biblioteca de anúncios "não significa, necessariamente, que o anúncio ainda seja válido ou visível".

     

    Já o Telegram declarou que a conta de Jessy foi removida proativamente por desrespeitar suas políticas.

     

    Um porta-voz da plataforma destacou que "a venda de armas é explicitamente proibida pelos termos de serviço do Telegram e é removida sempre que descoberta".

     

    "Moderadores equipados com ferramentas de IA e aprendizado de máquina específicas monitoram proativamente as partes públicas da plataforma e aceitam denúncias para retirar milhões de mensagens com conteúdo pernicioso todos os dias, incluindo a venda de armas", segundo o porta-voz.

     

    Mas o mais preocupante é que as pessoas que buscam armas 3D não precisam comprar o produto pronto pelas redes sociais. Elas podem montar suas próprias armas.

     

    Modelos como a carabina semiautomática FGC-9 são projetados usando apenas plástico impresso em 3D e componentes metálicos adaptados, sem necessidade de usar partes de armas comercialmente disponíveis.

     

    "Você, essencialmente, se torna um fabricante de armas artesanal", afirma o pesquisador Rajan Basra, do King's College de Londres. Mas ele destaca que "não é fácil como imprimir uma folha de papel A4 na impressora do escritório".

     

    Existem websites que oferecem guias detalhados gratuitos e moldes de construção de armas 3D para download. Um desses manuais foi escrito pelo advogado defensor do porte de armas Matthew Larosiere, da Flórida, nos Estados Unidos.

     

    Larosiere faz parte de uma comunidade global que defende a impressão de armas 3D, com muitos membros nos Estados Unidos. Eles consideram o direito ao porte de armas estabelecido pela Segunda Emenda à Constituição americana como um direito humano.

     

    A BBC questionou Larosiere sobre o motivo que o levou a divulgar informações que ajudam as pessoas a construir uma arma mortal.

     

    "É apenas informação", respondeu ele. "São números 1 e 0."

     

    "Sobre o fato de que a informação tem um caso de uso que deixa você desconfortável, eu compreendo e me solidarizo com isso, mas não altera o fato de que é apenas informação."

     

    Questionado sobre o risco de uso dessa "informação" para um massacre ou um ataque em uma escola, o advogado respondeu "graças a Deus que não aconteceu".

     

    Ele mencionou Mianmar como um país onde, na sua opinião, as armas 3D serviram para uma causa positiva.

     

    Até o momento, Mianmar é o único caso conhecido de uso de armas 3D em um conflito militar ativo. Houve amplos relatos do emprego de FGC-9s pela resistência que combate a junta militar do país.

     

    As forças da resistência produziram centenas de FGC-9s entre 2022 e 2023. Seu custo é mais de 10 vezes menor que o das metralhadoras no mercado negro.

     

    Mas a jornalista Hnin Mo, do Serviço Birmanês da BBC, descobriu que muitos desses grupos já deixaram de usar armas impressas em 3D.

     

    Mo conversou com líderes rebeldes, que mencionaram o rígido controle dos militares sobre a importação de materiais essenciais para a sua produção, como cola e metal. Além disso, os grupos passaram a ter mais armas convencionais à sua disposição, como lançadores de granadas e metralhadoras.

     

    O exemplo de Mianmar demonstra as limitações das armas 3D atuais para uso militar. Mas sua disseminação pelo mundo é visível.

     

    Diversos países estudam a criação de leis para criminalizar a posse dos moldes para sua construção. Existem também apelos para que os fabricantes de impressoras 3D bloqueiem a impressão de partes de armas, da mesma forma que as impressoras convencionais restringem a impressão de dinheiro.

     

    Resta saber se estas medidas trarão algum efeito.

     

    Com colaboração de Hnin Mo, do Serviço Birmanês da BBC.

     

    Fonte: G1 Tecnologia.