sábado, 22 de agosto de 2026

Juíza anula suspensão de vistos imposta por governo Trump a 75 países

 A medida, em vigor desde 21 de janeiro, suspendia o processamento de vistos de imigrante, que permitem a entrada temporária no país, para cidadãos de países como Brasil, Rússia e Irã.

Por France Presse

Governo Trump congela emissão de vistos para cidadãos de 75 países

Governo Trump congela emissão de vistos para cidadãos de 75 países


Uma juíza federal americana anulou, nesta sexta-feira (21), o congelamento da emissão de vistos de residência permanente nos Estados Unidos imposta a 75 países.

A medida, em vigor desde 21 de janeiro, suspendia o processamento de vistos de imigrante, que permitem a entrada temporária no país, para solicitações feitas por cidadãos de países como o Brasil, a Rússia e o Irã.

    O Departamento de Estado havia justificado a decisão alegando que os imigrantes destes países representam "um alto risco de depender de assistência social ou de se tornarem um peso para as finanças públicas".

    "Visto americano é um privilégio, não um direito', disse uma porta-voz do governo dos EUA na época.

    No entanto, na decisão, Jeannette Vargas, de um tribunal de Nova York, declarou que a política é "contrária à lei" e que excede a "autoridade legal" do secretário de Estado, Marco Rubio.

    A busca pelo visto EB-2 NIW nos EUA — Foto: Divulgação

    A busca pelo visto EB-2 NIW nos EUA — Foto: Divulgação

    A juíza afirmou que os funcionários consulares foram equivocadamente instruídos a recusar vistos de imigração baseados apenas no país de origem do demandante, mesmo quando se havia determinado que a pessoa cumpria os demais requisitos.

    A decisão revoga qualquer negativa de visto baseada exclusivamente nesta política, mas o governo ainda pode apresentar recurso.

    Desde seu retorno ao poder, Trump prioriza o combate à imigração ilegal, com deportações em massa de imigrantes sem documentos, mas também restringiu de maneira significativa a entrada legal de estrangeiros.

    Várias medidas emblemáticas do governo foram anuladas pelos tribunais.

    No final de junho, a Suprema Corte anulou um decreto emitido por Trump no primeiro dia de seu segundo mandato que eliminava a cidadania por direito de nascimento para filhos de imigrantes sem documentos, com o objetivo de acabar com o que ele considerava um incentivo à imigração ilegal.

    Juíza anula suspensão de vistos imposta por governo Trump a 75 países | G1

    quinta-feira, 20 de agosto de 2026

    Professora denuncia racismo durante abordagem em padaria de BH

     Rosália Estelita Gregoria Diogo afirma que foi parada por fiscais depois de pagar pelas compras e deixar estabelecimento; caso foi registrado na polícia.

    Por Giovanna Minarrini — Belo Horizonte

    Professora denuncia racismo durante abordagem em padaria de BH

    Professora denuncia racismo durante abordagem em padaria de BH


    A professora e pós-doutora em antropologia afro-brasileira Rosália Estelita Gregoria Diogo, de 62 anos, denunciou ter sido vítima de racismo após ser abordada por fiscais ao sair de uma padaria na região central de Belo Horizonte. O caso foi registrado na polícia.

    Segundo Rosália, ela já havia passado pelo caixa e pago pelas compras quando foi abordada, do lado de fora do estabelecimento, por dois fiscais.

    "Passei pelo caixa, efetuei o pagamento com cartão e, quando eu já estava na calçada, já saindo, dois fiscais me interromperam a passagem pedindo para eu abrir a bolsa", contou.

    A padaria Mania Gostosa informou que afastou os funcionários envolvidos (veja nota completa no fim da reportagem).

      De acordo com o registro policial, um dos funcionários afirmou ter visto uma garrafa de vinho dentro da bolsa da professora. Rosália, no entanto, havia comprado o produto no local e estava com o cupom fiscal das compras.

      A professora disse que se recusou a abrir a bolsa e questionou a abordagem. Segundo ela, um dos fiscais insinuou que a garrafa de vinho teria sido furtada. Mesmo após Rosália apresentar o comprovante da compra, os funcionários teriam insistido para que ela mostrasse o conteúdo da bolsa.

      "Eu não abri a bolsa", afirmou Rosália ao relatar o episódio. Segundo a professora, após a segunda negativa, a polícia foi chamada.

      Rosália permaneceu no local enquanto funcionários do estabelecimento verificavam as imagens das câmeras de segurança.

      "Eu aguardei a viatura chegar. Ele e a gerente pediram alguém para abrir a câmera, verificar se eu havia furtado essa garrafa de vinho e depois me liberaram", relatou.

      A professora registrou a ocorrência e denunciou a abordagem como racista.

      A professora divulgou um vídeo, nas redes sociais, denunciando o ocorrido — Foto: Reprodução/Redes Sociais

      A professora divulgou um vídeo, nas redes sociais, denunciando o ocorrido — Foto: Reprodução/Redes Sociais

        Posicionamento da empresa

        Por meio de nota, a padaria Mania Gostosa se manifestou.

        "A empresa tomou conhecimento do relato referente à abordagem a uma cliente e apura internamente as circunstâncias. Como medida de cautela, os envolvidos foram preventivamente afastados enquanto durar a apuração. A empresa mantém protocolos de atendimento aplicáveis e não tolera discriminação de qualquer natureza. O empreendimento manifestou-se diretamente à cliente e permanece à disposição para prestar os esclarecimentos necessários."

        Racismo em padaria de BH: professora denuncia abordagem de fiscais | G1