sábado, 6 de junho de 2026

Bicicleta elétrica scooter precisa de habilitação?

 Quer rodar de bike elétrica sem multa? Entenda as regras atuais do Contran, as diferenças entre modelos e saiba quando precisa de CNH!

Oi, gente! Se você anda pelas ruas ultimamente, com certeza notou que o jeito de a gente se deslocar está mudando. A mobilidade elétrica virou uma verdadeira febre nas cidades brasileiras. É prático, é sustentável e, vamos combinar, é uma delícia de usar!

 

Mas, com tanta novidade, é normal que a gente fique um pouco perdido com as regras. Afinal, esse universo das duas rodas elétricas cresceu muito rápido. Muita gente comprou seu veículo e agora está sem saber: bicicleta elétrica scooter precisa de habilitação?

 

Essa dúvida é a campeã de audiência por aqui. E não é para menos, viu? As regras foram consolidadas com a Resolução 996/2023 do Contran. Por isso, eu preparei este guia para explicar cada detalhe. Assim, você garante sua liberdade sem correr o risco de levar uma multa pesada ou ter seu xodó apreendido. Vem comigo descobrir tudo!

 

O que mudou na lei da mobilidade elétrica no Brasil?

Antes de entrar no "pode ou não pode", a gente precisa entender o cenário atual. Até pouco tempo atrás, as regras eram meio cinzentas e cada cidade acabava interpretando de um jeito. Muitos aproveitavam essa falta de clareza para vender ciclomotores (aquelas scooters mais potentes) como se fossem bicicletas comuns.

 

O resultado? Muitas pessoas circulando por aí em veículos rápidos demais para ciclovias, sem saber que estavam irregulares. Mas agora o jogo mudou! O Contran decidiu colocar ordem para garantir a segurança de todo mundo: pedestres, ciclistas e motoristas.

 

Eles criaram categorias bem específicas para separar o que é um brinquedo, o que é uma bike e o que é, basicamente, uma moto elétrica. Entender em qual "caixinha" o seu veículo se encaixa é o primeiro passo para saber se você vai precisar de um documento no bolso ou se basta o seu capacete e a vontade de pedalar.

 

Afinal, bicicleta elétrica e scooter são a mesma coisa?

Essa é a confusão número um que eu vejo por aí. Nas lojas e nos sites de busca, é muito comum ver tudo sendo chamado de "scooter elétrica" ou "bike elétrica" de forma misturada. Mas, para a lei, o nome comercial que o fabricante escolhe não importa tanto quanto o que o veículo realmente faz na prática.

 

A legislação brasileira olha para três pilares principais: a potência do motor, a velocidade máxima e, o mais importante, como esse motor é acionado. Vou detalhar cada uma dessas categorias agora para você não errar.

 

Bicicleta elétrica: a rainha da praticidade urbana

Essa categoria é a favorita por ser a mais livre de burocracias. Para ser considerada uma bike elétrica por lei, ela precisa obrigatoriamente do sistema de pedal assistido: o motor só ajuda enquanto você pedala e desliga assim que você para.

 

Para garantir que o seu modelo se encaixe nesta regra e seja isento de documentos, confira estes requisitos técnicos:

  • Potência máxima: o motor pode ter até 1000W.

  • Velocidade máxima: a assistência do motor vai até os 32 km/h.

  • Sem acelerador manual: se tiver aquele acelerador de girar no guidão, ela vira ciclomotor perante o Código de Trânsito.

 

Seguindo essas normas, você não precisa de CNH, nem de emplacamento ou registro. É a solução ideal para fugir do trânsito com economia! Quer entender melhor essa tecnologia? Veja como funciona a bicicleta elétrica.

 

Ciclomotor: o veículo que exige responsabilidade de moto

Agora, se a sua "scooter" tem acelerador manual e você consegue andar nela sem fazer força nenhuma nos pedais (ou se nem tem pedais), ela entra na categoria de ciclomotor. Para o Código de Trânsito Brasileiro, o ciclomotor é um veículo automotor, quase como uma motocicleta pequena.

 

Veja o que define esse tipo de veículo:

  • Potência elevada: pode variar de 1000W até 4000W.

  • Velocidade de cruzeiro: consegue chegar até os 50 km/h com facilidade.

  • Independência dos pedais: tem o controle total no guidão.

 

Aqui a conversa é outra, viu? Se você tem um ciclomotor, a resposta para se bicicleta elétrica scooter precisa de habilitação é um sonoro SIM! Você vai precisar da ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor) ou da CNH categoria A. Além disso, o veículo precisa ter placa e estar devidamente registrado.

 

Autopropulsados: os pequenos notáveis das calçadas

Você já viu aqueles skates elétricos, monociclos ou patinetes que parecem vir do futuro? Eles entram na categoria de autopropulsados. Eles são feitos para trajetos bem curtos e para circular em áreas de pedestres ou ciclovias.

 

As regras para eles são: velocidade máxima de 6 km/h em calçadas (velocidade de caminhada rápida) e até 20 km/h em ciclovias. Eles também não precisam de habilitação, mas exigem um cuidado redobrado com os pedestres!

 

O perigo das modificações e da adulteração caseira

Gente, eu preciso abrir um parêntese aqui para fazer um alerta muito sério. Eu sei que tem muita gente instalando aceleradores manuais em bikes que eram de pedal assistido.

 

Pode parecer uma ideia legal para ganhar tempo, mas isso é um perigo jurídico imenso. Se a fiscalização (Polícia Militar ou agentes de trânsito) te parar e perceber que sua bike tem acelerador ou passa dos 32 km/h no motor, ela será apreendida na hora. Mantenha sua bike original e dentro da lei para ter paz de espírito, combinado?

 

Com quantos anos pode andar de bicicleta elétrica?

Essa é a dúvida número um dos pais e mães que querem dar um presente inesquecível para os filhos. Vamos separar por tipo de veículo de novo, porque a idade muda conforme a potência.

 

Regras para crianças e adolescentes nas bikes comuns

Como a bicicleta elétrica de pedal assistido é equiparada à bicicleta comum, não existe uma lei federal que proíba uma criança de, digamos, 12 anos de usar. No entanto, o bom senso é fundamental. 

 

Uma bike a 32 km/h é muito rápida para quem ainda não tem total controle motor ou noção das regras de trânsito. O meu conselho é: o uso por menores deve ser sempre supervisionado.

 

O limite rigoroso dos 18 anos para ciclomotores

Já para as scooters que são consideradas ciclomotores, a regra é de "gente grande". Como exige habilitação (ACC ou CNH), o condutor precisa ter obrigatoriamente 18 anos ou mais. Entregar um ciclomotor para um menor de idade é uma infração gravíssima para o proprietário do veículo.

 

E as motorizadas à combustão? Ainda existem?

Sim! Essas são as bicicleta motorizada elétrica (no caso das híbridas) ou puramente à gasolina. Pela lei atual, quase todas elas entram na categoria de ciclomotor. Ou seja: exigem habilitação, emplacamento e o uso de capacete de moto.

 

Equipamentos obrigatórios para bicicleta elétrica e ciclomotor

A Resolução 996 exige que o seu veículo saia de fábrica (ou seja equipado por você) com itens básicos de segurança. 

 

Confira o que não pode faltar:

  • Velocímetro: obrigatório para controlar o limite de 32 km/h.

  • Buzina ou campainha: fundamental para avisar pedestres.

  • Sinalização noturna completa: luz branca na frente, vermelha atrás e refletores laterais e nos pedais.

  • Espelho retrovisor: pelo menos do lado esquerdo.

 

Sobre o capacete: para bicicletas elétricas, o capacete de ciclismo é altamente recomendado. Já nos ciclomotores, o capacete de motociclista é obrigatório.

 

Homem ajustando o capacete de segurança antes de iniciar o trajeto com sua scooter elétrica, destacando a prevenção.

A segurança começa antes mesmo de ligar o motor: colocar o capacete corretamente é o primeiro passo indispensável.

 

Onde você pode (e onde não pode) circular?

Saber por onde andar evita acidentes e discussões chatas no trânsito.

 

  • Na ciclovia e ciclofaixa: é o lugar ideal para a bicicleta elétrica. Mas lembre-se: a prioridade é sempre da bicicleta comum (sem motor).

 

  • Na calçada: a regra clara, bicicleta não anda na calçada! A menos que haja sinalização de uso compartilhado. Caso contrário, desça e empurre.

 

  • Nas vias urbanas: se não houver ciclovia, ande na rua, sempre no mesmo sentido dos carros e rente à direita. Nunca ande na contramão.

 

  • Rodovias: evite ao máximo. Em muitas rodovias, a circulação de bikes é proibida por lei se não houver acostamento.

 

Respeitar esses espaços é o que garante que a mobilidade elétrica continue sendo uma solução incrível. Agora que você já sabe por onde circular, que tal escolher o seu modelo?

 

Guia de compra: como escolher o modelo ideal no Magalu

Agora que você já é um mestre nas leis, como escolher o modelo que vai mudar sua vida? No Magalu, a gente ajuda você a decidir.

 

Para quem quer praticidade e zero burocracia

Se você quer ir ao trabalho sem suar e sem se preocupar com CNH, as bicicletas elétricas de pedal assistido são ideais. Elas unem exercício leve com o fôlego do motor, sendo super econômicas e livres de IPVA. No Magalu, temos modelos urbanos e dobráveis, fáceis de carregar e perfeitos para o dia a dia!

 

Para quem busca o conforto de uma "motinho"

Se você já tem habilitação de moto (categoria A), as scooter elétricas são fantásticas. Elas são extremamente confortáveis e o custo de abastecimento é quase zero.

 

Checklist antes de clicar em comprar:

  • Autonomia: veja quantos quilômetros ela faz com uma carga.

  • Peso suportado: algumas aguentam até 120 kg ou mais.

  • Tipo de bateria: as de Lítio são as melhores (leves e duráveis).

  • Assistência técnica: compre marcas conhecidas que tenham peças de reposição.

 

Para uma comparação detalhada, preparei um conteúdo sobre a melhor bicicleta elétrica para cada perfil. Confira!

 

Dicas de ouro da Lu para a sua bateria durar anos

A bateria é o "coração" do seu veículo elétrico e também a parte mais cara. Cuidar dela é inteligência financeira!

 

  • Não deixe zerar: tente carregar quando estiver com uns 20%. Baterias de lítio odeiam chegar em 0%.

  • Cuidado com o calor: não deixe sua bike "fritando" no sol forte por horas. O calor excessivo estraga as células.

  • Use o carregador original: um carregador ruim pode causar um curto-circuito.

  • Limpeza correta: nada de jato de água de alta pressão. Use um pano úmido e produtos neutros.

 

Se quiser virar um especialista, veja o guia de como carregar bicicleta elétrica com segurança.

 

Sustentabilidade e economia: o planeta e seu bolso agradecem

Além de toda a diversão, mudar para um veículo elétrico é uma decisão incrível para o meio ambiente. A bicicleta elétrica é silenciosa, não emite fumaça e consome pouquíssima energia.

 

E o bolso? O custo para carregar uma bateria completa costuma ser de centavos na conta de luz. Comparado ao preço da gasolina e da manutenção de um carro, a economia no final do ano pode pagar a própria bike!

 

Pronto para ganhar as ruas com sua nova bike?

Ufa! Falei de muita coisa, né? Mas agora você já tem o que precisa para decidir com segurança. Em resumo: se for pedal assistido (até 1000W) e sem acelerador, você está livre de CNH. Se for potente e com acelerador, precisa de habilitação e placa.

 

A mobilidade elétrica é o futuro e já está disponível para você! Na hora de escolher o modelo ideal, conte com o Magalu para encontrar as melhores ofertas e aquela entrega super rápida.

 

E não para por aqui, viu? Continue navegando no Blog da Lu para descobrir mais dicas de mobilidade, tecnologia e lifestyle. Bora pedalar com consciência? Até o próximo post!

Quatro perguntas sobre a nova mansão de Flávio Bolsonaro e o caso da rachadinha

 Acusado de enriquecimento ilícito, senador acaba de comprar imóvel de quase R$ 6 milhões.

02/03/2021



Mansão comprada por senador Flávio Bolsonaro tem valor três vezes maior do que o patrimônio declarado por ele em eleição de 2018(foto: REUTERS/SERGIO MORAES)



O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e sua mulher, a dentista Fernanda Antunes Bolsonaro, acabam de comprar uma mansão de quase R$ 6 milhões em Brasília, revelou o site Antagonista.

O filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro pagou parte do imóvel com um empréstimo de R$ 3,1 milhões no Banco de Brasília (BRB), instituição pública sob autoridade do governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha, que mantém boa relação com o governo federal.


O novo patrimônio é mais de três vezes o declarado pelo senador na eleição de 2018 (R$ 1,74 milhão).

O Ministério Público do Rio de Janeiro acusa o senador de ter enriquecido ilicitamente desviando recursos do seu antigo gabinete de deputado estadual, com um esquema de "rachadinha" em que parte do salário dos servidores era devolvido a Flávio. Ele nega as acusações e se diz perseguido por ser filho do presidente.

"A casa adquirida pelo senador Flávio Bolsonaro em Brasília foi comprada com recursos próprios, em especial oriundos da venda de seu imóvel no Rio de Janeiro", diz nota do senador.

"Mais da metade do valor da operação ocorreu por intermédio de financiamento imobiliário. Tudo registrado em escritura pública. Qualquer coisa além disso é pura especulação ou desinformação por parte de alguns veículos de comunicação", afirma ainda o comunicado.

Entenda melhor a seguir a nova operação imobiliária do parlamentar e como anda o caso da "rachadinha".

1. Quais as condições do empréstimo milionário?

A escritura do imóvel obtida pelo site Antagonista indica que ele foi comprado por R$ 5,97 milhões, dos quais R$ 3,1 milhões foram financiados pelo BRB.

O empréstimo foi parcelado em 360 meses, com "taxa de juros nominal reduzida de 3,65% ao ano", condições melhores do que o mercado costuma oferecer.

Simulação de crédito no site do BRB realizada pela BBC News Brasil com os mesmos valores da operação de Flávio Bolsonaro e correção pelo IPCA indica que seria preciso uma renda líquida de ao menos R$ 46.436,18 para conseguir o financiamento, com a parcela inicial de R$ 18.574,47.

Como senador, Flávio tem salário bruto de R$ de R$ 33.763,00. Já a renda líquida é de R$ 24,9 mil.

O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, é um dos nomes que têm sido cotados para substituir André Brandão no comando do Banco do Brasil, segundo o portal Metrópoles.

A BBC News Brasil questionou a assessoria de Flávio sobre qual a renda do casal, mas não obteve ainda retorno do parlamentar. O senador disse em vídeo no seu Instagram que o financiamento foi aprovado de acordo com o rendimento familiar, sem dar detalhes sobre a renda da sua mulher.

"A maior parte do valor dessa casa está sendo financiada num banco, numa taxa que foi aprovada conforme o rendimento familiar, como qualquer pessoa no Brasil pode fazer", afirmou o senador.

Na gravação, ele reclamou também da exposição do seu endereço pela imprensa e disse que solicitou segurança extra ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

"Em função disso, já oficiei o GSI, que é o órgão responsável aqui no governo pela segurança da família do presidente, para que intensifique a segurança aqui no entorno da minha residência", contou.

"Está tudo redondinho, dentro da lei, e sem problema nenhum", disse ainda, ao final do vídeo.

2. Como é a mansão?

Mansão comprada por Flávio Bolsonaro em bairro nobre de Brasília custou quase R$ 6 milhões(foto: Divulgação/Reprodução)

O imóvel fica no Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul, área nobre de Brasília, com 2,4 mil m², dois pavimentos, jardim e piscina, dentro de um condomínio com apenas três casas e "segurança armada 24 horas na guarita", segundo anúncio de uma imobiliária reproduzido pelo site Antagonista.

O piso inferior tem "salas de estar e de jantar com pé direito duplo, escritório, lavabo, home-theater, cozinha, espaço gourmet com ampla varanda, despensa, lavanderias coberta e descoberta, duas dependências completas para empregadas e quarto de motorista".

Já o piso superior oferece "sala e copas íntimas, uma brinquedoteca, quatro suítes amplas, sendo a máster com hidromassagem para o casal, closet e academia".

"Na área externa, piscina e spa com aquecimento solar, iluminação em led e deck, banheiros do espaço gourmet, depósito, quatro vagas de garagem cobertas e mais quatro descobertas", dizia ainda o anúncio, desativado após a compra.

3. Qual era o patrimônio do senador até então?

Flávio Bolsonaro declarou em 2018 à Justiça Eleitoral ter um patrimônio de de R$ 1,74 milhão. O montante incluía um apartamento na Barra da Tijuca no valor de R$ 917 mil, salas comerciais no mesmo bairro no valor de R$ 150 mil, além de aplicações e investimentos de R$ 558.200 e um carro Volvo XC 2014 de R$ 66.500.

Havia ainda R$ 50 mil referentes a sua participação em uma loja de chocolates, recentemente vendida pelo senador.

Segundo reportagem da revista Época que analisou a declaração de bens de Flávio ao longo de várias eleições, seu patrimônio "cresceu 397,1% entre 2006 e 2018, intervalo de 12 anos em que o filho do presidente Jair Bolsonaro exerceu três de seus quatro mandatos como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj)". No período analisado, as posses do hoje senador passaram de R$ 385 mil para R$ 1,74 milhão.

Denúncia sobre investigação que apontou movimentações suspeitas na conta de ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz, está parada enquanto STF e STJ analisam recursos do senador(foto: Reprodução/Instagram)

4. Como está o caso da rachadinha?

A investigação contra o filho do presidente começou em 2018, quando um relatório do antigo Coaf, órgão rebatizado para Unidade de Inteligência Financeira (UIF), apontou movimentações suspeitas na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e amigo pessoal de Jair Bolsonaro.

Esse relatório deu origem a uma investigação do Ministério Público sobre um possível esquema de rachadinha no antigo gabinete de Flávio na Alerj, operado por Queiroz, em que eram contratados com dinheiro público funcionários fantasmas que devolviam quase a totalidade de seus salários.

Os promotores dizem ter levantado provas de que esse dinheiro era usado por Queiroz para pagar na boca do caixa contas da família de Flávio, como boletos do plano de saúde ou da mensalidade escolar das filhas. Além disso, afirmam que parte do recurso desviado era lavado através do investimento em imóveis e por meio de uma loja de chocolate que o senador possui em um shopping no Rio de Janeiro.

Essa apuração culminou no início de novembro em uma denúncia criminal contra Flávio, Queiroz e mais 15 pessoas. O senador e seu antigo assessor são acusados dos crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita — a Justiça ainda decidirá se aceita a denúncia e os transforma em réus.

Além disso, em junho Queiroz foi preso por decisão do juiz Itabaiana, que considerou que o investigado estava atuando para atrapalhar a apuração do Ministério Público. Ele depois passou para prisão domiciliar, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

Queiroz nega as acusações e diz que recolhia parte dos salários para conseguir contratar mais pessoas para atuar pelo mandato de Flávio no Estado do Rio de Janeiro. Já o hoje senador afirma que não tinha conhecimento do que seu ex-assessor fazia e nega ter sido beneficiado pelo esquema. Ele também se diz perseguido politicamente pelo Ministério Público.

No momento, o andamento da denúncia está parado, enquanto recursos do senador são analisados no STF e no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

No último dia 23 de fevereiro, a Quinta Turma do STJ anulou a quebra de sigilo fiscal e bancário de Flávio por considerar que a decisão não foi bem fundamentada pelo antigo juiz do caso em primeira instância, Flávio Itabaiana.

Ainda cabe recurso do MP contra essa decisão, mas, se a anulação for mantida, os promotores também poderão pedir novamente a quebra.

Outro recurso que o STJ ainda vai analisar pode ter consequência mais importante para o andamento do caso — a Quinta Turma vai decidir se houve alguma ilegalidade no compartilhamento de dados entre o antigo Coaf e o Ministério Público. Caso esse recurso do senador seja aceito, a investigação pode vir a ser integralmente anulada.

Além disso, há um recurso no STF, de relatoria do ministro Gilmar Mendes, para definir o foro de julgamento do senador. Seu caso começou tramitando em primeira instância, mas o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decidiu que a denúncia deve ser analisada em segunda instância, retirando o caso da vara do juiz Flávio Itabaiana.

O MP recorreu contra a decisão do TJ-RJ, argumentando que ela contraria decisão de 2018 do STF que restringiu o foro privilegiado

A Polícia Civil de Governador Valadares prendeu, no Espírito Santo, um homem de 67 anos suspeito de aplicar golpes milionários

A Polícia Civil de Governador Valadares prendeu, no Espírito Santo, um homem de 67 anos suspeito de aplicar golpes milionários na região leste de Minas Gerais. Segundo as investigações, o caso mais recente causou um prejuízo superior a R$ 1 milhão. O suspeito teria intermediado a venda de mais de 100 cabeças de gado de uma fazenda em Governador Valadares, mas o pagamento foi feito com um cheque sem fundos. Após a prisão, policiais cumpriram mandados em Governador Valadares e seguiram para propriedades rurais em distritos da cidade, além de Marilac e Frei Inocêncio, onde os animais teriam sido distribuídos. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e localizar os

 demais animais

 

Duplo homicídio é registrado na noite desta sexta-feira em Itaipé

 Saiba mais na matéria.

Um duplo homicídio foi registrado na noite desta sexta-feira (5.06) no bairro Chapadinha, em Itaipé. As vítimas foram identificadas preliminarmente pelos moradores como Gisele e Dedé.

De acordo com relatos de testemunhas, diversos disparos de arma de fogo foram ouvidos na região. Pouco tempo depois, moradores receberam a informação de que um homem e uma mulher haviam sido mortos no local.

As circunstâncias do crime ainda são desconhecidas. Equipes da Polícia Militar foram acionadas e se deslocaram para atender à ocorrência. O Instituto Médico Legal (IML) também foi chamado para realizar os procedimentos de praxe e a remoção dos corpos.

O caso será investigado pelas autoridades competentes, que irão apurar a motivação e a autoria do duplo homicídio.

Esta matéria está em atualização e novas informações poderão ser divulgadas a qualquer momento.

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