segunda-feira, 14 de setembro de 2026

‘É guerra’: na véspera de julgamento sobre Moraes, Dino mira aliado de Mendonça

 Operação da PF contra Cezinha de Madureira prova que ninguém está disposto a ceder ou recuar na crise do Supremo

Diego Amorim
Repórter

14/09/2026

‘É guerra’: na véspera de julgamento sobre Moraes, Dino mira aliado de Mendonça

crédito: Foto: Bruno Spada/Agência Câmara

Flávio Dino começou a semana autorizando a Polícia Federal a deflagrar uma operação que tem como alvo o deputado Cezinha de Madureira, do PL de São Paulo.

Cezinha busca o terceiro mandato como deputado federal.

Na manhã desta segunda-feira, 14, ele recebeu a visita da Polícia Federal em uma ação que investiga desvio de emendas. Tráfico de influência em tribunais superiores também está no radar da investigação.

Pastor do Ministério de Madureira e liderança evangélica no Congresso, Cezinha é muito próximo de André Mendonça. Foi ele quem teria intermediado um encontro entre o ministro do STF e Daniel Vorcaro, em 2025.

Cezinha teve papel decisivo na indicação de Mendonça ao STF. Mais recentemente, trabalhou ao lado do ministro, sem sucesso, para emplacar Jorge Messias na corte.

A operação da PF na véspera do julgamento marcado para decidir sobre Alexandre de Moraes mostra a disposição de uma ala do Supremo de espalhar lama para todos os lados, para ver quem se salva.

“É guerra. E não tem recuo. Quem for mais fraco que corra”, comentou com a coluna uma liderança política em Brasília, com bom trânsito com ministros do STF.

Diarista acusada de matar casal de idosos deve passar por exame de insanidade mental nesta segunda-feira

 O juiz Alexandre Magno de Resende Oliveira considerou que há dúvida fundada sobre a saúde mental da acusada. Ele levou em consideração o depoimento da própria acusada e de familiares.

Por g1 Minas

Paola Stefany Neto Cirino em audiência de custódia — Foto: Reprodução

Paola Stefany Neto Cirino em audiência de custódia — Foto: Reprodução


A Justiça determinou a realização de exame de insanidade mental em Paola Stefany Neto Cirino, acusada de matar um casal de idosos em Belo Horizonte. O crime ocorreu no dia 29 de junho, no Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital.

O exame psiquiátrico foi marcado para esta segunda-feira (14), às 10h30, no Instituto Médico-Legal (IML) da capital, conforme informou a defesa.

A medida foi autorizada pela 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte. Na decisão, o juiz Alexandre Magno de Resende Oliveira considerou que há dúvida fundada sobre a saúde mental da acusada.

O magistrado cita a alegação da própria ré de que teria cometido o crime durante um "surto psicótico". Ele também ressaltou os relatos de familiares que apontaram um histórico de instabilidade emocional, ideação suicida, atendimento psiquiátrico e uso contínuo de medicamentos controlados.

O processo principal foi suspenso em relação à acusada até a conclusão da perícia, sem prejuízo de diligências que não dependam do resultado do exame.

Ministério Público denuncia diarista por morte de idosos

Ministério Público denuncia diarista por morte de idosos

O caso

Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a companheira dele, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foram encontrados mortos dentro do apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na tarde de 29 de junho.

Segundo a investigação, Paola Stefany indicada por um primo de Maria Clotilde para fazer uma faxina no imóvel, foi quem cometeu o crime.

De acordo com a investigação, após matar o casal, a diarista tomou banho no apartamento, trocou de roupa, reuniu dinheiro, joias, relógios, celulares, cartões bancários e outros objetos de valor antes de deixar o prédio carregando bolsas e sacolas.

Paola Stefany foi localizada e presa pela Polícia Civil em um hotel de Itabira, na Região Central de Minas Gerais, na madrugada de 2 de julho.

Diarista acusada de matar idosos deve passar por exame | G1

domingo, 13 de setembro de 2026

Professora morre após receber injeção para queda capilar em salão

Lidiane Gomes de Souza Alves recebeu a medicação em um salão de beleza no Setor P Norte, em Ceilândia. Após a injeção, ela apresentou uma reação alérgica



Polícia Civil do Distrito Federal investiga homicídio culposo no caso da morte de Lidiane Gomescrédito: Redes sociais/Reprodução

Uma mulher morreu após receber uma injeção para tratamento capilar em um salão de beleza no Setor P, em Ceilândia. Identificada como a professora Lidiane Gomes de Souza Alves, de 50 anos, ela foi ao estabelecimento no último sábado (5/9) para fazer as unhas e o cabelo. No salão, foi oferecida a ela uma medicação com a promessa de evitar a queda e fortalecer os fios. Lidiane aceitou e recebeu a injeção na região do glúteo. Segundo o marido da vítima, Valdeci Alves dos Santos, logo após a aplicação, ela começou a tossir e a se sentir mal.


“Nós moramos muito perto do salão, então ela veio logo para casa. Quando chegou, ela estava bem ofegante e transpirando muito. Eu perguntei o que tinha acontecido e ela me disse que tinha tomado um coquetel para o cabelo, mas já estava com dificuldade para falar”, lembrou Valdeci.

O homem contou que levou a esposa à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do P Norte e, durante o trajeto, ela desmaiou dentro do carro. “Nós conseguimos atendimento rápido e ela chegou a ser reanimada. Mas teve um choque anafilático por conta da reação alérgica ao medicamento que tomou e não resistiu”, lamentou. Segundo Valdeci, o relatório médico aponta que Lidiane sofreu sete paradas cardíacas.


Enquanto Lidiane era atendida na unidade de saúde, Valdeci voltou ao salão de beleza para descobrir o nome do medicamento e auxiliar a equipe médica no atendimento. “A mulher me mostrou o nome do coquetel, falou que era biomédica e que outras pessoas tinham tomado o mesmo que ela (Lidiane)”, contou.


A responsável pela aplicação do medicamento acompanhou Valdeci até a UPA. Segundo ele, porém, após a confirmação da morte de Lidiane, ela deixou o local. “Eu fiquei desesperado, fui resolver as coisas do enterro da minha esposa e ela desapareceu”, afirmou o marido.


Em busca de Justiça, Valdeci denunciou o caso à 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro). Ele retornou à unidade na sexta-feira (11/9) para buscar informações sobre a investigação e descobriu que a responsável pela aplicação havia se apresentado na delegacia acompanhada de um advogado e permanecido em silêncio. Segundo Valdeci, uma cabeleireira e uma cliente do salão também prestaram depoimento.


“Eu quero justiça. Foi um homicídio, mesmo que de forma culposa, mesmo que ela não tivesse intenção de matar, ela foi imprudente. Ela não perguntou se minha esposa sofria de alguma doença, não fez nenhum teste de alergia”, declarou Valdeci. Segundo ele, a principal motivação para denunciar o caso é alertar outras pessoas. “Mesmo que ela não tivesse a intenção, nós somos responsáveis pelo que fazemos”, afirmou.


Lidiane deixa uma filha de 26 anos, médica, que mora no Paraná por conta dos estudos. O viúvo contou que a mulher tinha boa saúde, mas sofria de bronquite asmática desde a infância e tinha alergia a alguns medicamentos. “A pergunta que não sai da nossa cabeça é esta: por que ela aceitou tomar isso? Ela estava muito feliz pela profissão da nossa filha e, no fim, ofertaram esse medicamento que ceifou a vida da minha esposa”, lamentou.


Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o caso é investigado pela 23ª Delegacia de Polícia (Setor P Sul), como homicídio culposo e exercício ilegal da medicina.