terça-feira, 7 de abril de 2026

Vereador pede que STF revogue domiciliar do presidiário Bolsonaro: ‘Voltar pra jaula’

 

Ex-presidente recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira e foi para a prisão domiciliar

27/03/2026





O vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT) entrou com pedido nesta sexta-feira (27/3) no Supremo Tribunal Federal (STF) para revogar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Em vídeo publicado nas redes sociais, ele argumenta que o detento Bolsonaro vai violar as determinações do ministro Alexandre de Moraes ao conduzir articulações políticas na prisão domiciliar. Como evidência, cita fala do filho do presidiário Eduardo Bolsonaro (PL), que respondeu sobre possíveis discussões na casa em que o pai está preso: “É claro que vão falar de política”.

    “Algo que é expressamente proibido pela própria decisão do ministro Alexandre de Moraes, por questão de saúde. Sendo expressamente proibido qualquer contato com política”, disse Pedro Rousseff. Nas normas para a domiciliar, entretanto, Moraes não cita nenhuma proibição para realização de articulação política.

    Violação da domiciliar?

    O documento apresentado por Rousseff ao STF usa ainda outro argumento: de que as visitas poderiam violar uma proibição sobre o uso de redes sociais.

    Na decisão monocrática de Moraes sobre a domiciliar, lê-se: “8) Proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros”.

    Assim, o vereador argumentou: “Nesse contexto, a declaração de que o réu continuará “articulando politicamente” por meio de visitas não é juridicamente neutra: ao contrário, constitui forte indício de que a restrição imposta poderá ser contornada por meio de interlocutores presenciais, funcionando como vetores de transmissão externa de orientação política”.

    Na legenda da publicação, Rousseff garantiu: “O inelegível e presidiário Bolsonaro vai voltar pra jaula!


     O brasil deveria fazer a mesma coisa que o Donald Trump faz, enviar os terroristas do 8 de janeiro para El salvador..
                                                  



    Vídeo. Donald Trump deportou mais de 230 membros do grupo criminoso Tren de Aragua para El Salvador, apesar de um bloqueio judicial.


    Advogada, empresário, PM e 15 outras pessoas são presas em operação contra facções criminosas em Teófilo Otoni

     Ação cumpriu mandados, bloqueou R$ 5 milhões. A advogada, o empresário e o policial militar foram apontados como peças-chave do esquema criminoso.

    Por Caroline Del Piero, g1 Vales de MG

    18 pessoas são presas em Teófilo Otoni

    18 pessoas são presas em Teófilo Otoni


    Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (4), a operação Fachada para desarticular a cúpula e o núcleo de apoio de uma organização criminosa ligada a uma das maiores facções do país, atuante em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. Foram cumpridos 18 mandados de prisão, sendo que seis dos investigados já estavam no sistema prisional, além de 13 ordens de busca e apreensão domiciliar.

    Durante a ação, foram apreendidos celulares, documentos e cheques. A Justiça também determinou medidas cautelares contra 41 pessoas físicas e três empresas, incluindo o bloqueio de valores que podem chegar a R$ 5 milhões por alvo e o sequestro judicial de um veículo.

    Segundo a PCMG, a investigação revelou que o grupo utilizava empresas e serviços aparentemente legais para dar suporte às atividades ilícitas, justificando o nome da operação. Entre os presos estão uma advogada, um empresário do ramo de veículos e um policial militar, apontados como peças-chave no esquema.

    De acordo com as apurações, a advogada extrapolava suas funções profissionais ao repassar ordens de líderes presos e informações sigilosas para integrantes da facção. Já o empresário é suspeito de atuar na lavagem de dinheiro e no transporte de armas. O policial militar teria participado de negociações ilícitas envolvendo compra e venda de veículos, com repasse de armas de fogo como parte do pagamento após um negócio desfeito.

    As investigações continuam para identificar outros envolvidos e apurar a extensão das atividades da organização criminosa. Todo o material apreendido será periciado para reforçar as provas do esquema.

    Advogada, empresário e PM são presos em operação contra facções em MG | G1