quinta-feira, 18 de junho de 2026

Concurso Polícia Penal MG: STF libera contratação de temporários

Decisão do STF libera a contratação temporária de 686 agentes até a conclusão do concurso Polícia Penal MG, que está em andamento. Entenda!

Publicado em:16/06/2026 às 14:58
Atualizado em:16/06/2026 

O Supremo Tribunal Federal (STF) liberou a contratação de 686 servidores temporários para a Polícia Penal MG. Os contratos ficarão vigentes até a conclusão do concurso público para efetivos, que está em andamento.

A medida altera a decisão proferida em agosto de 2025, quando a Corte havia declarado a inconstitucionalidade do artigo 19, inciso I, da Lei nº 23.750/20, que permitia a contratação de agentes temporários para ocupação de cargos vagos.

A alteração da decisão do Supremo ocorreu após o estado de Minas Gerais apresentar embargos de declaração. Na manifestação, o governo argumentou que não há candidatos aprovados em concursos anteriores ao de 2025 aptos ao quadro efetivo da Polícia Penal.

O estado também destacou que o déficit de servidores pode comprometer a prestação do serviço público, além de representar riscos à segurança das unidades prisionais, dos detentos e da sociedade.

Diante desse cenário, o STF autorizou, em caráter excepcional, a contratação temporária de 686 policiais penais para suprir a carência de pessoal.

Os contratos terão validade até a conclusão do concurso Polícia Penal MG em andamento ou pelo prazo de 24 meses, contados a partir da data do julgamento do acórdão.

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STF libera contratos temporários na Polícia Penal MG

(Foto: Tiago Ciccarini/Sejusp MG)

Concurso Polícia Penal MG de efetivos oferece mais de mil vagas

Organziado pelo Instituto AOCP, o concurso Polícia Penal MG de efetivos teve seu edital publicado no final de 2025.

A seleção conta, ao todo, com 1.178 vagas. As oportunidades estão divididas por gênero:

  • policial penal feminino: 271 vagas, sendo 244 para disputa em ampla concorrência e 27 para pessoas com deficiência; e
  • policial penal masculino: 907 vagas, sendo 816 para disputa em ampla concorrência e 91 para pessoas com deficiência.

A carreira exige o nível médio de formação.

O salário do aprovado será de R$5.332,64, para jornada de 40 horas, que poderá ser cumprida em regime de escala de plantão, de acordo com a necessidade do sistema prisional.

As provas objetivas exigiram conhecimentos em:

  • Língua Portuguesa – 10 questões (20 pontos);
  • Informática Básica – 5 questões (5 pontos);
  • Noções de Direito – 10 questões (10 pontos);
  • Direitos Humanos – 10 questões (20 pontos);
  • Legislação Especial – 20 questões (40 pontos); e
  • Raciocínio Lógico – 5 questões (5 pontos).

A etapa de redação consistiu em um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas.

Os candidatos, além das provas objetiva e de redação, já passaram pela avaliação psicológica, pelos exames médicos e pela prova de condicionamento físico.

O concurso Polícia Penal MG está, no momento, na fase de comprovação de idoneidade e conduta ilibada (investigação social).

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Serial killer de Gilgo Beach: homem que matou 8 mulheres é condenado à prisão perpétua em Nova York

 Arquiteto de 62 anos, Rex Heuermann levava vida discreta até ser descoberto pela polícia. Ele se declarou culpado pelos crimes.

Por Associated Press

Rex A. Heuermann se declarou culpado pelo assassinato de sete mulheres e admitiu ter matado uma oitava em uma série de crimes conhecidos como os assassinatos de Gilgo Beach — Foto: James Carbone/Newsday via AP, Pool

Rex A. Heuermann se declarou culpado pelo assassinato de sete mulheres e admitiu ter matado uma oitava em uma série de crimes conhecidos como os assassinatos de Gilgo Beach — Foto: James Carbone/Newsday via AP, Pool


Rex Heuermann, conhecido como o assassino em série de Gilgo Beach, foi sentenciado nesta quarta-feira (17) à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional pelos crimes.

Heuermann, um arquiteto de Long Island, havia sido preso em 2023 após confessar ter assassinado oito mulheres em uma praia de Nova York, nos Estados Unidos.

    ➡️ Os crimes ficaram conhecidos como os assassinatos de Gilgo Beach e foram cometidos ao longo de 17 anos. Os casos chamaram atenção e inspiraram uma série documental e um filme.

    A sentença desta quarta encerrou a investigação extraordinária que solucionou um dos mistérios mais intrigantes de Nova York.

    “A justiça foi feita, mas não pode substituir o que foi tirado”, disse JoAnn Mack, mãe da vítima Valerie Mack. “Ela tinha sonhos, e vocês os destruíram.”

    Heuermann, que permaneceu praticamente em silêncio durante suas aparições no tribunal desde sua prisão, também teve a oportunidade de falar nesta quarta.

    Sua ex-esposa e seus dois filhos adultos não compareceram à audiência de sentença, tendo informado, por meio de seus advogados, que se manteriam afastados em respeito às famílias das vítimas.

    Arquiteto de Long Island, nos Estados Unidos, e pai de família, Rex Heuermann, de 62 anos, levava uma vida aparentemente comum — mas escondia uma rotina marcada por crimes brutais.

    No ano passado, após ser preso, ele se declarou culpado por assassinar sete mulheres e admitiu ter matado uma oitava.

    Ele viveu por décadas em Massapequa Park, no subúrbio de Long Island, a cerca de 25 minutos de carro de um dos locais onde restos mortais de suas vítimas foram encontrados.

    Como foram as confissões de Heuermann

    Em abril, Heuermann apresentou as confissões em um tribunal lotado de repórteres, policiais e familiares das vítimas, alguns dos quais choraram enquanto ele detalhava os assassinatos.

    As confissões de culpa de Heuermann — por três acusações de homicídio em primeiro grau e quatro de homicídio doloso — encerraram um caso que atormentou investigadores, angustiou famílias das vítimas e fascinou o público obcecado por crimes reais durante anos.

    Embora não tenha sido formalmente acusado pela morte dela, ele também admitiu ter matado Karen Vergata em 1996.

    “Esta tem sido uma longa jornada de esperança — a esperança de que um dia estaríamos aqui e diríamos o nome dela com justiça ao lado”, disse Melissa Cann, irmã da vítima Maureen Brainard-Barnes, em uma coletiva de imprensa horas após a audiência em abril, enquanto tentava conter as lágrimas. “Hoje, essa longa e dolorosa jornada nos trouxe a este momento.”

    No tribunal, Heuermann admitiu que estrangulou todas as oito vítimas e desmembrou algumas delas antes de descartar os corpos.

    Vestindo um paletó preto e uma camisa branca, Heuermann se mostrou direto e sem emoção ao responder às perguntas do promotor do condado de Suffolk, Ray Tierney, e do juiz. Ele não olhou para trás em nenhum momento para a plateia lotada.

    Muitas das mulheres eram trabalhadoras do sexo.

    Ex-esposa do assassino acompanhou as confissões

    Asa Ellerup, ao centro, esposa de Rex Heuermann, e o advogado de Ellerup, Robert Macedonio, à direita, chegam à saída do tribunal — Foto: Foto AP/Eduardo Munoz Alvarez

    Asa Ellerup, ao centro, esposa de Rex Heuermann, e o advogado de Ellerup, Robert Macedonio, à direita, chegam à saída do tribunal — Foto: Foto AP/Eduardo Munoz Alvarez

    A ex-esposa de Heuermann, Asa Ellerup, e a filha do casal compareceram à audiência em abril e foram cercadas por repórteres ao entrar e sair do tribunal. Ellerup disse que seus pensamentos e orações estão com as famílias das vítimas e pediu privacidade para sua própria família neste que chamou de “momento muito difícil”.

    Ellerup e a filha, Victoria, não tinham conhecimento nem envolvimento nos crimes, afirmou o advogado delas, Robert Macedonio, na ocasião.

    O advogado de Heuermann, Michael Brown, disse que a decisão de se declarar culpado foi do próprio Heuermann, em parte para poupar os familiares das vítimas e sua própria família do sofrimento de um julgamento.

    Questionado por um repórter se Heuermann estava arrependido, Brown respondeu: “Espero que sim. [...] Imagino que, na sentença, ele tenha algo a dizer.”

    Como parte do acordo de culpa, Heuermann concordou em cooperar integralmente com a unidade de análise comportamental do FBI como parte de um exercício acadêmico e científico.

    Uma descoberta chocante

    A descoberta de vários conjuntos de restos humanos ao longo da costa sul de Long Island a partir do fim de 2010 desencadeou uma busca por um possível serial killer que atraiu interesse global e inspirou um filme de Hollywood.

    Restos mortais de seis vítimas — Melissa Barthelemy, Brainard-Barnes, Amber Lynn Costello, Valerie Mack, Taylor e Megan Waterman — foram encontrados na vegetação ao longo da Ocean Parkway, perto de Gilgo Beach. Os restos de outra vítima, Sandra Costilla, foram encontrados a mais de 100 quilômetros de distância, nos Hamptons.

    A polícia também identificou os restos de Vergata, encontrados em Fire Island, a mais de 30 quilômetros a oeste, em 1996, e perto de Gilgo Beach em 2011.

    Apesar da grande atenção, incluindo uma série documental e o filme da Netflix de 2020, “Lost Girls”, a investigação se arrastou por mais de uma década, marcada por pistas passageiras e esperanças frustradas.

    Serial killer de Gilgo Beach é condenado à prisão perpétua em NY | G1