quinta-feira, 23 de abril de 2026

Ex-vereador é suspeito de matar cães envenenados em Paulistana; vídeo mostra ação

Por Breno Moreno e Izabella Lima

Atualizada às 20h

A Polícia Civil prendeu, na noite desta sexta-feira (17), Francisco das Chagas Rodrigues, suspeito de envenenar e matar cerca de 10 cães de rua no município de Paulistana, no Sul do Piauí. Ele foi localizado na cidade de Petrolina, em Pernambuco, e está detido na Central de Flagrantes, onde aguarda audiência de custódia.

Ex-vereador do município de Acauã, Francisco Rodrigues é apontado como suspeito de envenenar cerca de 10 cães na cidade de Paulistana. Nesta sexta-feira (17), a Polícia Civil do Piauí (PC-PI) cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao empresário, que tinha uma ordem de prisão preventiva em aberto e era considerado foragido da Justiça.

“Após todas as provas colhidas na investigação, a autoridade policial representou por buscas e também pela prisão preventiva. Na data de hoje essas buscas foram cumpridas, porém o mandado de prisão preventiva não foi cumprido porque o suspeito não foi encontrado nos seus endereços, encontrando-se no momento foragido”, informou o delegado Juarez Paiva.

 

Cidadeverde.com busca contato com o suspeito. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

morte dos animais foi registrada na madrugada do último sábado (11). Naquela ocasião, vários cachorros foram encontrados mortos no Centro da cidade com sinais de envenenamento. “De imediato, iniciamos as diligências e investigações necessárias com o intuito de identificar o possível suspeito da prática desse crime", afirmou a autoridade policial. 

As investigações avançaram após a análise dos vídeos de câmeras de segurança na região onde os animais foram encontrados. “Visualizamos o suspeito dando alimento a vários cachorros em um local próximo ao seu estabelecimento comercial. Após o fornecimento do alimento, os animais começaram a ter os primeiros sintomas de intoxicação, correr cambaleando e caírem desfalecidos", disse Paiva. 

Nos vídeos, o suspeito se aproxima dos animais carregando um recipiente de alimento, semelhante a uma "quentinha", e oferece o conteúdo aos cães. Pouco tempo após o consumo do alimento supostamente envenenado, as imagens mostram os animais apresentando sinais severos de intoxicação, como tontura e desorientação, evoluindo rapidamente para o óbito no local. 

Além de manter diligências para tentar localizar o empresário, a polícia solicitou que o Instituto de Criminalística realize a perícia nos animais mortos. “A equipe irá se deslocar até Paulistana para fazer a análise desses animais, que foram enterrados no dia que foram encontrados, porém, eles serão desenterrados pelo e levados até Teresina para os exames toxicológicos necessários", concluiu o delegado

Ex‑vereador suspeito de envenenar animais no PI tem prisão mantida pela Justiça; vídeo registrou ação

 Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi transferido para um presídio em Picos.

Por Vitória Bacelar*, g1 PI

Vídeo mostra ação de comerciante suspeito de envenenar animais no PI

Vídeo mostra ação de comerciante suspeito de envenenar animais no PI


A Justiça manteve, nesta segunda-feira (20), a prisão do ex-vereador de Acauã e empresário Francisco das Chagas Rodrigues. Ele é suspeito de envenenar cães e gatos no Centro de Paulistana, no Sul do Piauí. A informação foi confirmada pelo delegado Juarez Paiva, responsável pela investigação.

Segundo o delegado, o ex-vereador foi transferido para um presídio no município de Picos e ficou em silêncio durante o depoimentoFrancisco das Chagas foi localizado no sábado (18), na casa de familiares, em Petrolina (PE).

"O inquérito policial será finalizado nos próximos 10 dias", explicou o delegado.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência e no restaurante do empresário na sexta-feira (17). Como ele não foi localizado nos dois endereços, passou a ser considerado foragido.

No restaurante, foram encontradas substâncias líquidas com características semelhantes a veneno. O material será encaminhado para análise toxicológica.

Câmera registrou ação do suspeito

Imagens de câmera de segurança obtidas pela Polícia Civil registraram o momento em que o suspeito surgiu na garagem do restaurante com um recipiente parecido com uma quentinha. Em seguida, passou a alimentar os cães com o conteúdo da quentinha.

Ainda segundo a Polícia Civil, a ação se estende por cerca de 40 minutos. Após 20 minutos da ingestão do alimento fornecido pelo homem, os cães começaram a apresentar sintomas de intoxicação e agonizar.

A investigação aponta que o envenenamento pode ter sido motivado pelo fato de os animais revirarem o lixo do estabelecimento do suspeito.

“Ele é comerciante do ramo de alimentos. Os animais costumavam ficar em frente ao estabelecimento e, durante a madrugada, reviravam o lixo, o que teria causado revolta. Isso pode ter motivado o crime”, explicou o delegado

Vídeo mostra suspeito de envenenar animais sendo atacado por cães no PI; possível veneno é apreendido — Foto: Reprodução/PCPI

Vídeo mostra suspeito de envenenar animais sendo atacado por cães no PI; possível veneno é apreendido — Foto: Reprodução/PCPI

*Vitória Bacelar, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena.

Ex‑vereador suspeito de envenenar animais no PI tem prisão mantida | G1

O julgamento coletivo em El Salvador que reúne centenas de acusados de integrar a gangue MS-13

 Entre os crimes de que são acusados ​​está a ordem para assassinar 87 pessoas durante um único fim de semana em março de 2022. Críticos alertam para o risco de condenações injustas.

Por BBC

Mais de 250 dos réus estão presos no temido Cecot — Foto: Reuters

Mais de 250 dos réus estão presos no temido Cecot — Foto: Reuters


Desde segunda-feira (20) acontece em El Salvador um julgamento contra 486 acusados de pertencer à Mara Salvatrucha (MS-13), uma das poderosas gangues que aterrorizaram o país e a região durante décadas.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, entre os que se sentarão no banco dos réus durante o julgamento coletivo estão vários fundadores e líderes da organização criminosa.

Entre os crimes dos quais são acusados está o de ordenar o assassinato de 87 pessoas durante um único fim de semana, em março de 2022.

Esse episódio levou o presidente Nayib Bukele a declarar "guerra" às gangues e a solicitar ao Parlamento a aprovação de um regime de exceção que já está em vigor há quatro anos e resultou em mais de 91 mil detidos, de acordo com números oficiais.

Desde que foi aprovado, o controverso estado de emergência ampliou os poderes de Bukele para prender pessoas suspeitas de ligação com gangues e suspendeu direitos constitucionais.

Diante disso, grupos de direitos humanos, tanto locais quanto internacionais, afirmam que a medida levou a detenções arbitrárias e sem ordem judicial.

Embora os apoiadores do presidente Bukele afirmem que sua política linha dura tornou El Salvador um lugar mais seguro, especialistas da ONU alertaram o governo que "não se pode atropelar o direito a um julgamento justo em nome da segurança pública".

Na segunda-feira, a Procuradoria divulgou à imprensa local um vídeo em que um promotor, sem mostrar o rosto, especificou que os réus do julgamento coletivo são acusados de 47 mil crimes, que teriam sido cometidos entre 2012 e 2022— incluindo 29 mil homicídios, feminicídios e desaparecimentos.

413 dos réus participarão das audiências de forma virtual. Os outros 73 estão foragidos, mas serão julgados à revelia.

Mais de 250 dos acusados estão detidos no Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), a megaprisão de segurança máxima para membros de gangues construída pelo governo Bukele, e o restante em outros presídios de alta segurança.

"Vamos julgar e vamos pagar uma dívida histórica. Estão sendo atribuídos a eles todos os crimes cometidos pela Mara Salvatrucha ao longo desses 11 anos", afirmou o promotor.

Desde que Bukele assumiu o poder, milhares de suspeitos de pertencerem a gangues foram presos em El Salvador — Foto: Getty Images

Desde que Bukele assumiu o poder, milhares de suspeitos de pertencerem a gangues foram presos em El Salvador — Foto: Getty Images

Os Centros Judiciais de El Salvador, órgão que reúne os tribunais, informaram em sua conta na rede X que entre os acusados estão integrantes da "ranfla" (a cúpula da organização) da MS-13, chefes de áreas e fundadores.

A MS-13 e sua rival Barrio 18 — com suas duas facções —, surgidas em Los Angeles (Califórnia, Estados Unidos) na década de 1980 e que evoluíram até se tornar organizações transnacionais classificadas como "terroristas" pelos Estados Unidos no ano passado, chegaram a controlar 80% do território nacional de El Salvador, segundo o governo de Bukele.

Nesse contexto, os acusados agora também respondem pelo crime de rebelião, por supostamente buscarem manter o controle territorial para estabelecer um "Estado paralelo", o que atenta contra a "soberania nacional", segundo comunicado da Procuradoria-Geral.

'Risco de condenações injustas'

Não é a primeira vez que audiências com um grande número de acusados julgados ao mesmo tempo acontecem em El Salvador.

Reformas na Lei contra o Crime Organizado, aprovadas pela Assembleia Legislativa — controlada pelo partido governista Nuevas Ideas — no âmbito do regime de exceção, abriram caminho para esse tipo de processo.

Além de permitir a realização de julgamentos coletivos contra pessoas detidas nesse contexto, as mudanças extinguiram o prazo máximo de um processo penal (24 meses) e concederam poderes investigativos à Polícia Nacional Civil.

"Essas disposições ameaçam o direito de acesso à Justiça, o devido processo legal e o direito à defesa garantidos em tratados internacionais de direitos humanos", alertou em 2023 o Escritório em Washington para Assuntos Latino-Americanos (WOLA) — críticas às quais se somaram organizações nacionais e internacionais da área.

"Os salvadorenhos têm o direito de que os crimes atrozes das gangues sejam investigados, julgados e punidos. Mas esses julgamentos em massa tornam impossível estabelecer responsabilidades individuais com provas sólidas e garantias reais de defesa e, por isso, correm o risco de transformar a Justiça em uma encenação", afirmou Juanita Goebertus, diretora da Divisão das Américas da Human Rights Watch.

O julgamento coletivo em El Salvador que reúne centenas de acusados de integrar a gangue MS-13 — Foto: AFP vía Getty Images

O julgamento coletivo em El Salvador que reúne centenas de acusados de integrar a gangue MS-13 — Foto: AFP vía Getty Images

O processo "exigirá muito cuidado por parte dos juízes, que devem ser extremamente meticulosos na análise e avaliação das provas", afirma o juiz salvadorenho Juan Antonio Durán Ramírez.

"Será necessário muito tempo para identificar os acusados, individualizar os fatos e os crimes atribuídos a cada um, bem como as evidências, a fim de determinar corretamente a responsabilidade de cada réu; porque há o risco de generalizar essas responsabilidades e de ocorrerem condenações injustas", acrescenta.

A Procuradoria afirmou ter "provas abundantes para pedir as penas máximas" para os acusados, sem especificar se isso incluiria a prisão perpétua, que deve entrar em vigor em breve para punir homicidas, estupradores e "terroristas", segundo uma reforma legal recentemente aprovada.

Também acrescentou, sem indicar datas, que espera que o julgamento termine "em breve".

Diante disso, o juiz Durán considera que deveria "ser avaliada a adoção de procedimentos mais rápidos, para aplicar os princípios da celeridade e da economia processual".

"De que adiantarão condenações de 300, 500, 800 ou 1.200 anos de prisão, se não poderão ser cumpridas?", questiona.

"Seria mais prático negociar essas penas com base nas provas existentes, para que a responsabilização e as punições sejam razoáveis."

O magistrado aponta ainda a existência de uma "atmosfera de pressão" sobre os juízes e que "o medo a sanções, represálias, à exposição pública ou críticas está profundamente enraizado".

"Sem dúvida, isso afeta a qualidade da Justiça e a prestação de um serviço independente e imparcial", ressalta.

"Ainda assim, é preciso exigir da magistratura essa independência em suas atuações para evitar decisões injustas. É necessário cobrar decisões objetivas, com base em evidências reais, confiáveis, corroboradas e que não possam ser refutadas ou questionadas por outras evidências igualmente confiáveis e verificáveis", afirma.

"Muitos familiares alegam a inocência de alguns detidos e esperam uma Justiça independente, imparcial e objetiva. Muitas pessoas estão presas há quatro anos ou mais, à espera deste momento, do seu dia de julgamento, e deveriam ter a oportunidade de conhecer as evidências contra elas, para poder questioná-las, contestá-las e provar sua inocência; e os julgamentos em massa dificultam o pleno exercício desses direitos", explica.

"É um enorme desafio para os juízes, e há grande expectativa em relação ao desempenho deles, pois se espera justiça."

Julgamento coletivo em El Salvador que reúne centenas de acusados | G1

NOSSOS TERRORISTAS FORAM CONDENADOS MAS ESRAO EM HOTEL 5 EXTRELAS....

                                                




Até janeiro de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou 1.399 pessoas envolvidas nos atos de 8 de janeiro de 2023, sendo que a grande maioria dos envolvidos já foi solta.
Status Atualizado dos Condenados (Janeiro/2026):
  • Total de Condenados: 1.399 indivíduos.
  • Presos: 179 pessoas continuam presas.
    • Regime Fechado: 114 presos após trânsito em julgado.
    • Prisão Preventiva: 15 presos (incluindo o ex-assessor Filipe Martins).
    • Prisão Domiciliar: 50 presos.
  • Acordos: 552 pessoas firmaram acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para evitar processos mais graves.
Principais Crimes e Penas:
Os condenados foram sentenciados por crimes como tentativa de abolição violenta do estado de direito, golpe de estado, associação criminosa e dano qualificado. As penas para os casos mais graves chegam a 17 anos e seis meses de prisão.
O andamento dos casos:
Os julgamentos ocorrem principalmente no plenário virtual da Primeira Turma do STF, com o ministro Alexandre de Moraes como relator dos processos. A maioria dos condenados que participaram da depredação na Praça dos Três Poderes ou estavam no acampamento em frente ao QG do Exército já responde em liberdade ou cumpriu penas alternativas.