sábado, 11 de abril de 2026

Irã sobre operação dos EUA para resgatar piloto: 'fracassou completamente'



Sistema do Irã e inteligência de China e Rússia; o que explica


Inteligência dos EUA indica que a China prepara o envio de novos sistemas de defesa aérea, especificamente MANPADS (mísseis antiaéreos portáteis),

 Inteligência dos EUA indica que a China prepara o envio de novos sistemas de defesa aérea, especificamente MANPADS (mísseis antiaéreos portáteis), para o Irã nas próximas semanas. A movimentação, negada por Pequim, visaria rotas indiretas para ocultar a origem e fortalecer o Irã.

Detalhes da Situação:
  • O que será enviado: Sistemas de mísseis antiaéreos portáteis (MANPADS), que ameaçam aeronaves de baixa altitude.
  • Contexto: A transferência ocorreria após um cessar-fogo no conflito envolvendo EUA, Israel e Irã.
  • Ação Chinesa: Relatos sugerem que a China planeja usar países terceiros para desviar os carregamentos e mascarar a origem.
  • Reação da China: Um porta-voz da embaixada chinesa em Washington negou a informação, classificando-a como falsa e afirmando que o país não fornece armas às partes em conflito.
  • Impacto: Analistas citados pela CNN Brasil indicam que tais armas poderiam representar uma ameaça significativa caso o cessar-fogo seja quebrado.
OGlobo informa que o governo americano está monitorando a situação com atenção, o que pode aumentar a tensão comercial entre os EUA e a China.

“Bolsonarista chorão”, suspeito de financiar atos do 8/1, é preso nos EUA

 João Dias  -

 Atualizado em 11 de abril de 2026 

Esdras dos Santos – Imagem: Reprodução/Redes Sociais

De acordo com a Polícia Federal (PF), Esdras fugiu para os EUA após os ataques de janeiro, acompanhado de Kathy Le Thi Thanh My dos Santos, sua então esposa. O casal é investigado por incitação ao crime, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Embora os dois não estivessem presentes nos atos em Brasília, Esdras foi apontado como um dos principais líderes do acampamento golpista montado em Belo Horizonte, onde organizava manifestações e convocações para os atos de 8 de janeiro.

Na operação de fuga, o casal embarcou para os EUA com uma passagem comprada apenas quatro horas antes da viagem. Esdras alegou que sua participação nos atos era apenas para “orar” pelas pessoas envolvidas e que sua presença no local foi apenas para “conhecer” o QG do Exército em Brasília. “Eu jamais imaginaria que pessoas iam para Brasília para entrar dentro do Palácio [do Planalto]”, disse ele em sua defesa.

O empresário é investigado também por outras acusações no Brasil, como roubo, lesão corporal e dano patrimonial, todos em 2022. Ele nega os crimes e afirma que foi alvo de perseguição política. A Polícia Federal segue investigando sua rede de apoio e os outros possíveis envolvidos no financiamento dos atos golpistas.

Ele ficou conhecido na época dos protestos por ter feito um vídeo chorando ao pedir ajuda a Eduardo Bolsonaro. Além disso, notabilizou-se por ser proprietário de uma Porsche.

Em sua última publicação nas redes sociais, Esdras demonstrou apoio ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que também se encontra nos Estados Unidos.

Segundo informações, ele tentou vender seu Porsche para se manter foragido, mas as autoridades brasileiras já haviam apreendido o veículo. A PF também está investigando a venda de outros bens do empresário como parte da estratégia para evitar sua prisão.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Deputados mais votados em 2022 causam polêmicas e enfrentam problemas na justiça; veja a atuação parlamentar de cada um

 Nikolas, Boulos, Zambelli, Ricardo Salles e Eduardo Bolsonaro atraíram holofotes por pautas alheias ao parlamento. Dois perderam o mandato e um virou ministro.

Por Luiz Felipe BarbiériPaloma Rodrigues, g1 e TV Globo — Brasília

  • Os cinco deputados mais votados em 2022 têm um histórico marcado por maior atenção a pautas alheias ao trabalho legislativo.

  • Dois deles, inclusive, perderam seus mandatos.

  • Nikolas Ferreira (PL-MG) ficou marcado por forte atuação nas redes sociais e declarações transfóbicas.

  • Os ex-deputados Carla Zambelli (PL-SP) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) acumulam problemas na justiça e perderam os mandatos.


Quase quatro anos após receberem as votações mais expressivas para a Câmara dos Deputados, os cinco parlamentares mais bem votados em 2022 têm um histórico marcado por maior atenção a pautas alheias ao trabalho legislativo. Dois deles, inclusive, perderam seus mandatos.

Em números absolutos, os deputados mais votados em 2022 foram:

  • Nikolas Ferreira (PL), com 1.492.047 votos em Minas Gerais;
  • Guilherme Boulos (PSOL), com 1.001.472 votos em São Paulo;
  • Carla Zambelli (PL), com 946.244 votos em São Paulo;
  • Eduardo Bolsonaro (PL), com 741.701 votos em São Paulo;
  • Ricardo Salles (PL), com 640.918 votos em São Paulo.

Nikolas Ferreira (PL-MG) ficou marcado por forte atuação nas redes sociais e declarações transfóbicas contra as deputadas Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PSOL-MG).

Os ex-deputados Carla Zambelli (PL-SP) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) acumulam problemas na justiça e perderam os mandatos.

Guilherme Boulos (PSOL-SP) teve atuação apagada, priorizando o uso do parlamento como “trampolim” eleitoral, enquanto Ricardo Salles (Novo-SP) só apareceu na CPI do MST.

Leia abaixo o que fizeram os mais votados para a Câmara nas últimas eleições.

Nikolas Ferreira (PL-MG), Guilherme Boulos (PSOL-SP), Carla Zzambelli (PL-SP), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Ricardo Salles (PL-SP) — Foto: Reprodução/ Câmara dos Deputados

Nikolas Ferreira (PL-MG), Guilherme Boulos (PSOL-SP), Carla Zzambelli (PL-SP), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Ricardo Salles (PL-SP) — Foto: Reprodução/ Câmara dos Deputados

Nikolas Ferreira: para as redes sociais

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) concentrou seu mandato em ações e discursos voltados para as redes sociais. O parlamentar não teve uma atuação de destaque relatando projetos no plenário.

Com discursos inflamados e apostando na polarização, o deputado não foi escolhido para comandar projetos importantes, que exigem articulação e capacidade de diálogo com os colegas. Em 2023, ano de estreia na Câmara, Nikolas relatou dois projetos.

Um deles propõe disciplinar a forma de bloqueio de contas de membros do Congresso Nacional nas redes sociais. Ele foi relator do texto na Comissão de Comunicação, mas não conseguiu aprovar o projeto até o final de 2023 e foi substituído na comissão.

A outra proposta relatada pelo parlamentar no mesmo colegiado tem como objetivo agravar a pena para a venda de remédios abortivos. O texto ainda não chegou ao plenário e está tramitando na Comissão da Mulher.

Em seu ano de estreia, Nikolas protagonizou um episódio de transfobia no plenário da Câmara. No Dia da Mulher, o deputado disse que as mulheres estão perdendo espaço para homens que se sentem mulheres.


Pouco antes dele, havia subido à tribuna a deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Ela e Duda Salabert (PDT-MG) são as primeiras deputadas federais transexuais da história.

O deputado desrespeitou as deputadas ao vestir uma peruca e dizer que, no Dia Internacional da Mulher, se sentia uma mulher”.


O caso desencadeou pedidos de cassação e um pedido de apuração do Ministério Público Federal (MPF). Ambos os pedidos não prosperaram.


O auge da atuação parlamentar de Nikolas foi a presidência da Comissão de Educação, que assumiu em 2024.


Sua chegada ao comando da comissão foi considerada uma derrota do governo, mas o parlamentar não conseguiu emplacar pautas conservadoras, como o homeschooling e a Escola Sem Partido.

Em 2025, o deputado foi o principal responsável pelo recuo do Governo Federal na edição de uma portaria que ampliava o escopo da fiscalização da Receita Federal sobre transações financeiras.

Embora tenha dito que o PIX não seria taxado, o deputado declarou que não duvidava que o meio de pagamento pudesse ser alvo de alguma taxa no futuro.

Procurado, o deputado afirmou que, enquanto presidente da Comissão de Educação, aprovou 34 projetos, entre eles o que proíbe a chamada “promoção automática” — prática em que alunos passam de ano mesmo sem ter aprendido o conteúdo necessário.

Nikolas lembrou ainda que foi relator de uma proposta que permite a destinação de bens e equipamentos apreendidos pela polícia, como celulares e computadores, à rede pública de educação.

Guilherme Boulos: deputado ‘ministro’

O deputado pouco circulou pela Câmara no período em que exerceu o mandato de deputado e teve uma atuação apagada no parlamento.

Ele foi líder da Federação PSOL/Rede em 2023 e titular das comissões de Desenvolvimento Urbano, Finanças e Tributação e Cultura.

Boulos relatou cinco projetos que viraram leis. Um deles de autoria do governo que Institui o Programa de Aquisição de Alimentos.

O parlamentar ficou marcado pelo relatório favorável à absolvição do deputado André Janones (PT-MG), apresentado no Conselho de Ética.

Em seu parecer, Boulos defendeu que o caso não deveria prosseguir por tratar de “fatos ocorridos antes do início do mandato”. Ele foi criticado por integrantes da oposição e se envolveu em uma discussão com Pablo Marçal.

O deputado ganhou protagonismo e se destacou pelos debates em torno da regulamentação dos trabalhadores por aplicativos.

O projeto, no entanto, decolou quando ele já havia se tornado ministro da Secretaria Geral da Presidência da República.

No comando do grupo de trabalho que discutiu a proposta com representantes de entregadores e motoristas por aplicativo, Boulos propôs elevar a taxa mínima paga aos trabalhadores e ofereceu uma versão alternativa à proposta pelo relator na Câmara, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE).

Procurado, Boulos afirmou que em pouco menos de três anos de mandato na Câmara aprovou dois projetos de lei, foi autor ou co-autor de 756 propostas parlamentares, relatou 23 matérias, das quais cinco viraram leis, e realizou 133 discursos na tribuna da Câmara. O desempenho é superior ao de deputados que passaram décadas na Câmara.

"Além disso, Boulos foi criador e presidente da Frente Parlamentar de Combate à Desigualdade, vice-presidente da Comissão Mista do Novo Minha Casa Minha Vida e da Comissão de Desenvolvimento Urbano. Na condição de líder da bancada da federação PSOL/REDE, Boulos participou com destaque dos principais debates políticos realizados no Parlamento desde 2023", afirmou via assessoria de imprensa.

O parlamentar destacou ainda que não “enfrentou problemas na Justiça” e nem “criou polêmicas”, como Eduardo Bolsonaro e Carla Zambeli.

Carla Zambelli: abandonada pelo ex-presidente

A deputada ficou marcada pelos problemas na justiça e pouco exerceu o mandato na Câmara.


Ela foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e por perseguir, armada, um eleitor na véspera da eleição de 2022.


A perseguição armada foi apontada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como um dos motivos que o levaram a perder a eleição naquele ano.

A deputada foi abandonada pelos aliados na Câmara. Depois da condenação no STF, ela fugiu para os EUA e buscou asilo na Itália, onde acabou presa. A justiça italiana já concordou com a sua extradição.

Segundo o sistema da Câmara, antes de renunciar ao mandato em dezembro de 2025, ela havia relatado apenas dois projetos na Casa.

Zambelli ocupou um cargo de titular na Secretaria da Mulher e nas comissões de Educação e Relações Exteriores e de Defesa Nacional.

A reportagem não conseguiu contato com a deputada.

Eduardo Bolsonaro: de prioridade do partido à perda do mandato

Atuou como titular em quatro comissões da Câmara: Constituição e Justiça, Fiscalização Financeira e Controle, Relações Exteriores e Defesa Nacional e Trabalho.

Eduardo chegou a presidir a Comissão de Relações Exteriores, até ceder o cargo para Luciano Zucco (PL-RS) ao se licenciar do cargo de deputado. O comando da comissão foi tratado como prioridade máxima pelo partido.

No processo, o PT se movimentou para que a eleição de Eduardo para o posto fosse condicionada à apreensão de seu passaporte, alegando que Eduardo poderia usar a comissão para "utilizar um governo estrangeiro contra os interesses nacionais e contra o STF".

Eduardo também atuou como líder da minoria e vice-líder da oposição, minoria e do seu partido, o PL.

Em fevereiro de 2025, Eduardo se mudou para os Estados Unidos em uma tentativa de articulação junto ao governo de Donald Trump para pressionar o Brasil a conceder anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em 18 de abril de 2025, o deputado anunciou um pedido de licença do cargo para continuar no exterior.

Após sua saída do Brasil, uma estratégia traçada pela oposição buscou retomar o posto de Eduardo como líder da minoria na Casa, dado que os líderes partidários não precisam registrar presença em plenário com a justificativa de compromissos com suas bancadas.

Dessa forma, o partido buscava evitar a contabilização de faltas de Eduardo, que levaria à cassação do seu mandato.

A nomeação para o posto, entretanto, foi barrada pelo presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

Na ocasião, Motta afirmou que ficava evidente "a incompatibilidade do exercício da Liderança da Minoria na Câmara dos Deputados pelo Deputado Federal Eduardo Bolsonaro, visto que se encontra ausente do território nacional".

Em 18 de dezembro de 2025, Eduardo perdeu seu mandato por excesso de faltas através de um ato da mesa. A Constituição determina que deputados que faltem a mais de 1/3 das sessões deliberativas ordinárias devem perder o cargo.

Durante sua atuação neste último mandato, Eduardo apresentou 502 projetos, dois desses projetos foram aprovados. Nenhum contou com Eduardo como autor principal – o deputado que, de fato, assina a proposição. Ele relatou outras quatro propostas.

O deputado não foi localizado para comentar a reportagem.

Ricardo Salles: CPI do MST e mudança de partido

Ricardo Salles foi eleito pelo PL, mas em agosto de 2024 anunciou sua mudança de partido para o Novo. A troca aconteceu após tentativa frustrada de Salles de concorrer à prefeitura de São Paulo, movimento barrado pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

Salles também expressou o desejo de concorrer ao Senado na próxima eleição e não tinha perspectiva de conseguir a candidatura pelo PL, o que lhe foi garantido pelo Novo.

Seu mandato foi marcado por forte oposição ao governo Lula. Teve participação de destaque na CPI do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), da qual foi relator, marcada por intensos bate-boca e embates entre deputados de direita e esquerda.

Em seu parecer, Salles propôs o indiciamento de 11 pessoas, o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional do governo Lula, Gonçalves Dias, José Rainha, líder da Frente de Luta Campo e Cidade, Jaime Messias Silva, presidente do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas e outros 9 integrantes do MST.

Durante os quatro anos como deputado, dos quais não pediu afastamento oficial em nenhum período, apresentou 559 projetos, tendo sido apenas aprovado, uma PEC que permite reserva de orçamento para uso em catástrofes e emergências naturais, da qual não foi autor principal.

Relatou 16 projetos e conseguiu a aprovação de três, incluindo projeto que restringe direitos de ocupantes de terra, como o recebimento de Bolsa Família e possibilidade de prestar concursos. O texto está agora no Senado.

Procurado, o deputado não retornou o contato da reportagem.

Deputados mais votados 2022 acumularam polêmicas e perda de mandatos | G1