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Aliados do senador dizem enxergar semelhanças entre o texto e o formato da gravação da ex-primeira-dama e os vídeos publicados pelo deputado.
A coluna perguntou à assessoria de Nikolas se o parlamentar participou, direta ou indiretamente, da elaboração do texto ou da edição do vídeo e se tinha conhecimento prévio da gravação.
Mansão comprada por Santini fica num bairro nobre de Brasília (Foto: Reprodução - ICL)
30/06/2026
Patrimônio de Vicente Santini foi construído depois dos cargos que ocupou no governo de Jair Bolsonaro
O coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), José Vicente Santini, comprou uma mansão de R$ 14,5 milhões em Brasília, com financiamento no BRB, depois de ocupar cargo no governo de Tarcísio de Freitas, em São Paulo.
As informações são do site ICL Notícias
A mansão, localizada no Lago Sul, que é uma região de luxo de Brasília, tem área total 1.312m² e 635m² de área construída.
Em setembro de 2025, ele pagou R$ 4 milhões de entrada e financiou R$ 10 milhões junto ao Banco Regional de Brasília (BRB), que foi envolvido no escândalo do Banco Master pelo governo de Ibaneis Rocha (MDB).
O advogado e aliado de Flávio Bolsonaro deverá pagar o financiamento por 30 anos, tendo parcelas iniciais de R$ 128 mil.
Santini ocupou diversos cargos no governo federal quando Jair Bolsonaro era presidente da República.
O valor do empréstimo, de R$ 10,5 milhões, chama a atenção porque as regras do financiamento exigem que a prestação não comprometa mais de 30% da renda mensal de quem o contrata. O ICL Notícias fez uma simulação baseada nas regras do BRB descritas no contrato e verificou que, para pagar R$ 128 mil por mês de prestação, Santini e a companheira tiveram que comprovar uma renda de cerca de R$ 429 mil, ou seja, uma renda mensal de quase meio milhão de reais.
Quando da oficialização da compra, em 2 de setembro de 2025, José Santini atuava como assessor especial de Tarcísio de Freitas e recebia um salário de até R$ 23 mil.
Dois meses depois, o Banco Master seria liquidado pelo Banco Central e o esquema criminoso que também envolvia o BRB começou a ser revelado.
(Foto: Marlus Naves – ICL)
Santini tem ajudado Flávio Bolsonaro em sua pré-campanha para presidente. Segundo o advogado, “é uma coordenação informal”. Flávio “precisava de alguém que conhecesse as pessoas para falar em nome dele, né? Não dava pra ser qualquer pessoa, né? Pra ficar tratando assim com os candidatos, organizando os palanques, fazendo as estruturas ali das agendas dos estados”.
Santini tem patrimônio declarado de R$ 23 milhões e comprou, desde 2022, nove imóveis e foi construído depois de seus cargos no governo de Jair Bolsonaro.
O caso da mansão de Santini vem após o escândalo em que Flávio Bolsonaro pediu R$ 134 milhões ao banqueiro criminoso Daniel Vorcaro para supostamente financiar o filme Dark Horse sobre seu pai.
Vorcaro liberou R$ 61 milhões, que foram parar num fundo nos EUA controlado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro.
Flávio havia negado anteriormente conhecer Vorcaro, mas com os áudios em que pede o dinheiro teve que recuar e contar outra história da carochinha.
Segundo a polícia, mulher de 30 anos, que havia sido indicada para trabalhar na casa dos idosos, deixou o prédio com duas sacolas e uma bolsa reconhecida pelo filho da empresária.
Casal de idosos é encontrado morto em apartamento de luxo em Belo Horizonte — Foto: Foto 1: Reprodução/Redes sociais. Foto 2: Júlio César Santos/TV Globo
A Polícia Civil procura uma mulher de 30 anos suspeita de envolvimento na morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, encontrados mortos dentro do apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
De acordo com a polícia, uma das sacolas foi reconhecida pelo filho de Maria Clotilde como pertencente à mãe.
A mulher havia sido indicada para trabalhar na casa do casal por um parente das vítimas, segundo relato de familiares à polícia.
Após a identificação da suspeita, militares do Grupo Especializado em Policiamento em Áreas de Risco (Gepar) foram até o endereço onde ela estaria morando, no bairro Veneza, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, mas ela não foi encontrada.
No local, uma mulher que se apresentou como tia da suspeita contou aos policiais que a sobrinha chegou à casa na noite de segunda-feira com uma mochila preta e o filho. Questionada sobre a origem da mochila, a suspeita teria respondido que havia ganhado o objeto.
Ainda segundo a tia, na manhã de terça-feira (30), a mulher reuniu os próprios pertences e os do filho e disse que viajaria para o Espírito Santo. Depois, afirmou que ficaria hospedada em um hotel. Até a publicação desta reportagem, ela não havia sido localizada para prestar esclarecimentos.
O casal foi encontrado morto na tarde de terça-feira (30), depois que o filho estranhou a falta de contato com os pais desde a manhã de segunda-feira. Segundo a Polícia Militar, ele tentou telefonar diversas vezes e, sem resposta, foi até o apartamento, onde encontrou os dois mortos.
A perícia apontou que o crime provavelmente ocorreu na tarde de segunda-feira. Maria Clotilde foi atingida por sete facadas na garganta, pescoço, queixo, tórax e pelve. Cláudio Atala sofreu 17 golpes, principalmente no abdômen, pescoço e cotovelos. Ambos apresentavam ferimentos compatíveis com tentativa de defesa.
Durante os trabalhos periciais, foi constatado que uma gaveta onde eram guardadas semijoias havia sido arrombada. O filho também informou o desaparecimento dos celulares das vítimas.
A Polícia Civil investiga a autoria, a motivação e a dinâmica do crime.
Com 1,4 milhão de seguidores no Instagram, o coach e empresário Leonardo Marcondes é acusado de aporofobia, termo utilizado para definir aversão ou rejeição aos pobres.
Coach influencer é alvo de ação na Justiça por discriminação contra pobres nas redes
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ingressou com uma ação civil pública na Justiça paulista contra o influenciador Leonardo Marcondes, acusado de produção de conteúdo considerado discriminatório contra pessoas pobres.
A ação foi proposta pela Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da Capital paulista e sustenta que o influenciador promoveu discurso de ódio contra pessoas em situação de vulnerabilidade econômica, defendendo, em vídeos publicados nas redes sociais, que esse grupo não deveria ter direito ao voto.
No processo, os promotores pedem que a Justiça determine a retirada do perfil do influenciador com mais de 1,4 milhão de seguidores do ar no Instagram, a condenação ao pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos e dano social, além da proibição de novas publicações com conteúdo considerado discriminatório contra pessoas pobres.
Em nota, a defesa do influencer informou que não foi citada e nem teve acesso aos autos, e que só irá se manifestar quando for notificada.
O documento sustenta que o valor da indenização tem caráter repressivo, pedagógico e preventivo, buscando desestimular a repetição de condutas semelhantes.
A ação foi motivada por um vídeo em que Leonardo Marcondes afirmou que pessoas pobres não deveriam ter o direito de votar no Brasil.
“Você já parou pra pensar que pobre não devia ter direito de votar? Pensa comigo. Uma pessoa que é pobre, ela não soube tomar boas decisões pra ter o melhor pra sua família e pra si mesma. E essa pessoa que não tomou boas decisões pra ter o melhor pra si mesma, ela vai agora tomar uma decisão que vai ser o melhor para o país”, declarou Marcondes na internet.
“Qual que é a habilidade que essa pessoa tem ao tomar decisões? Nenhuma. É uma pessoa que não deveria votar. Porque um país ou uma empresa não pode estar nas mãos de uma pessoa que não consegue nem ter responsabilidade sobre as próprias atitudes. Tenta pensar quão que o mundo seria um lugar melhor se os pobres não votassem, se o poder de decisão de um país ficasse nas mãos dos ricos, até que o pobre, ele ficasse rico pra que ele conseguisse ter o poder de tomar decisões também”, disse.
Segundo o Ministério Público, o conteúdo publicado por Marcondes “extrapola os limites da liberdade de expressão ao promover discriminação contra pessoas pobres”. A prática é classificada na ação como "aporofobia" — termo utilizado para definir aversão ou rejeição aos pobres.
De acordo com a ação, o vídeo que motivou o processo não seria um caso isolado. Vídeos espalhados pelas redes sociais trazem vários trechos de falas dele dizendo que pobres “não deveriam ter o direito de transar”, “que pobre não gosta de trabalhar no feriado porque é preguiçoso”, entre outros ataques.
O Ministério Público afirma que todo o conteúdo da página do influenciador “apresenta discurso de ódio contra parcela da população e busca excluir pessoas pobres da participação política”.
Leonardo Marcondes é alvo de ação na Justiça de SP por preconceito e discriminação contra pobres brasileiros. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Cursos sem formação
A Promotoria também afirma que Marcondes utiliza suas redes sociais para divulgar cursos e palestras, embora tenha declarado, em depoimento ao próprio Ministério Público, que não possui formação superior.
Na ação, os promotores reproduzem trecho da oitiva em que ele afirma: "Eu não sou formado. Eu fiz 8 semestres de administração em 8 faculdades diferentes".
O documento sustenta que ele não possui qualificação profissional para oferecer esse tipo de conteúdo e que utiliza o discurso para atrair público pagante.
A Promotoria também afirma que a permanência das publicações nas redes sociais amplia continuamente os danos, já que o conteúdo segue disponível para compartilhamento e reprodução.
Por isso, pede à Justiça a concessão de tutela de urgência para retirar do ar tanto a publicação apontada quanto todo o perfil do influenciador no Instagram.
Quem é Léo Marcondes?
Leonardo Marcondes, conhecido nas redes sociais como Léo Marcondes, é um influenciador digital que se autointitula ‘treinador financeiro’.
Ele é coach, palestrante e empresário, e produz conteúdo sobre desenvolvimento pessoal, empreendedorismo e educação financeira.
Segundo sua apresentação oficial, ele diz que é ex-atleta profissional de vôlei e fundador da Escola NPAC, empresa que comercializa cursos, mentorias, eventos e treinamentos voltados à chamada "liberdade financeira".