domingo, 19 de abril de 2026

Justiça turca condena mais de 300 à prisão perpétua por tentativa de golpe em 2016

 Eles foram declarados culpados por tentar 'derrubar a ordem constitucional'; sentença foi dada depois de quatro anos dos ataques contra o Parlamento da Turquia e o palácio presidencial.

Por G1

Soldados são vistos do lado asiático de Istambul, na Turquia, em foto de 2016 — Foto: Emrah Gurel/AP/Arquivo

Soldados são vistos do lado asiático de Istambul, na Turquia, em foto de 2016 — Foto: Emrah Gurel/AP/Arquivo


A Justiça da Turquia condenou 337 pessoas à prisão perpétua nesta quinta-feira (26). Elas foram consideradas culpadas pela tentativa frustrada de golpe de estado contra o presidente Recep Tayyip Erdogan, em 2016.

A sentença veio depois de um longo julgamento em Ancara, que começou ainda em 2017. Entre os condenados, estão os pilotos que bombardearam áreas importantes da capital, como o Parlamento e áreas próximas ao palácio presidencial.

Além disso, os militares também foram declarados culpados pela tentativa de assassinato de Erdogan e pela morte de voluntários durante a ação que aconteceu na madrugada de 15 para 16 de julho de 2016, segundo a sentença divulgada pela agência de notícias France Presse.

Outras 60 pessoas foram condenadas a penas menores, e 75 foram absolvidas. No total, 475 pessoas eram julgadas neste processo.

As primeiras 3 horas da tentativa de golpe na Turquia

As primeiras 3 horas da tentativa de golpe na Turquia

Relembre a tentativa de golpe

Entre os dias 15 e 16 de julho de 2016, militares bloquearam pontes no Estreito de Bósforo, em Istambul, tomaram o controle da emissora estatal de televisão TRT e sobrevoaram a capital, Ancara, com aviões e helicópteros.

O presidente Recep Tayyip Erdogan, que estava de férias no momento do levante, afirmou que os militares por trás da tentativa de golpe estavam agindo fora da linha de comando do exército, e convocou a população a tomar as ruas em protesto.

Na capital, aviões de caça haviam voado durante à noite a baixa altitude, e o Parlamento foi alvo de uma série de ataques aéreos. Mais tarde, um avião lançou uma bomba perto do palácio presidencial. Os bombardeios deixaram 68 mortos e mais de 200 feridos na capital turca.

Justiça turca condena mais de 300 à prisão perpétua por tentativa de golpe em 2016 | G1

Amigo do bolsonaro que foi encontrado com dinheiro dentro da cueca


 

PF encontra dinheiro na cueca do vice-líder do governo Bolsonaro no Senado



sábado, 18 de abril de 2026

O arranjo que pode deixar Carlos Viana sem vaga para concorrer ao Senado

 8 de abril de 2026 em Política 2 min read

A filiação do senador Carlos Viana ao PSD, celebrada com pompa em 1º de abril em evento com o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, e o governador Mateus Simões, perdeu parte do brilho em poucos dias. Em declaração ao jornal O Tempo, Simões reafirmou que o deputado federal Marcelo Aro, ligado ao eixo União-PP, “faz parte” de sua chapa para o Senado — e que a segunda vaga seguiria reservada ao PL, desde que o partido não opte por lançar candidatura própria ao governo de Minas.

A fala reorganiza o tabuleiro e transforma Viana, que chegou como reforço, em uma espécie de plano B da montagem majoritária do governador.

A declaração que estreitou o caminho de Viana

A posição de Simões não é nova. Em 31 de março, também ao O Tempo, o governador já havia indicado que a vaga “organizada” de sua chapa era a de Marcelo Aro e que não havia fechamento das demais posições — deixando a discussão sobre Viana com a direção nacional do PSD, sem reservar formalmente um espaço ao senador.

De solução clara a ativo de contingência

Na prática, Viana deixou de ser uma peça de encaixe imediato e passou a ocupar uma posição mais ambígua. Ele fortalece o PSD, oferece ao partido um nome competitivo para o Senado e amplia o poder de negociação de Simões. Mas isso não equivale, hoje, a uma vaga garantida.

O senador se torna relevante em um cenário específico: se a aliança com o PL fracassar, se houver reacomodação interna ou se a chapa for redesenhada mais adiante. Enquanto isso não acontece, seu caminho segue mais estreito do que o anúncio da filiação sugeria. Essa leitura é uma inferência política baseada nas declarações públicas do governador e no desenho atual das alianças.

O PL como fator decisivo

O elemento que mais condiciona o futuro de Viana é justamente o PL. Simões continua tratando o partido como parceiro preferencial para a segunda vaga ao Senado, e dirigentes liberais têm insistido que qualquer composição pressupõe compartilhamento dos cargos majoritários. Ao mesmo tempo, a relação entre PSD e PL segue instável, com dúvidas sobre apoio mútuo e sobre o tamanho da participação liberal na chapa governista.

Portanto, a leitura do cenário é: com Aro na chapa, Carlos Viana só será candidato se o PL decidir não fazer parte da coligação. Se a parceria sair do papel, o senador fica sem espaço na composição.

Fonte: The Política


                                                                        


Dinheiro público, investigação travada… e agora a verdade começando a aparecer.

Denunciamos R$ 3,6 milhões em emendas para uma fundação ligada à Lagoinha.

O mesmo senador que enviou o recurso, Carlos Viana, preside a CPMI do INSS, e trava pedidos de investigação.

Isso tem nome: conflito de interesses.

Eu e @rogeriocorreia_ Levamos ao STF.

E veio a resposta: prazo de 5 dias para explicações.

O que tentaram esconder agora terá que ser explicado.

Transparência, não blindagem.