domingo, 1 de novembro de 2026

Chef de projeto social comemora doações após boicote de Nikolas

 Em vídeo mostrando as refeições que seriam distribuídas para a população em situação de rua, o chef desafiou o parlamentar: : ‘Quem sabe tu faz o mesmo?’

Mariana Costa
Repórter
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH). No Estado de Minas desde 2020, repórter de Gerais.
01/11/2026

O chef Júlio Ritta gravou um vídeo em que mostra as refeições que serão servidas as pessoas em situação de rua ajudadas por seu projetocrédito: Reprodução/redes sociais

O chef Júlio Ritta publicou um vídeo, neste domingo (1°/11), em que comemora as doações recebidas por seu projeto social, o Cozinheiros do Bem, após a iniciativa sofrer boicote de empresários, devido ao posicionamento político de Ritta. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou a perda das doações na quinta-feira (29/10). 

O Cozinheiros do Bem distribui refeições a pessoas em situação de rua e vulnerabilidade social, no Viaduto da Conceição, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.


“Vocês acharam que iriam me derrubar?”, questiona o chef Ritta. Ele segue e chama o parlamentar de moleque. “Nem conheço a sua história. Acho que você ainda estava nas fraldas quando comecei a servir comida nesse viaduto”, afirma. 

Em seguida, ele mostra o cardápio que seria servido para as pessoas, ao lado de outros voluntários que ajudaram no preparo das refeições. “Mais de 500 pessoas não vão precisar meter a mão numa lata de lixo para comer”, enfatizou. 

Boicote as doações

Na quinta-feira (29/10), em publicações nos stories do Instagram, Nikolas compartilhou um vídeo do chef Julio Ritta e ironizou a situação denunciada pelo chef, de que empresários e doadores estavam deixando de contribuir com o projeto, em razão do posicionamento político de Ritta nas eleições presidenciais. 

“O cara tem um projeto ‘Cozinheiros do Bem’. Tem uma festa programada para dia 14 onde terá o cantor MV Bill. Ele fez esse vídeo xingando a direita (no mínimo 60 milhões de pessoas) e agora os patrocinadores e doadores cancelaram toda verba”, escreveu. 

    Depois, Nikolas questionou por que o projeto deveria receber recursos de pessoas que, segundo ele, foram chamadas de “milicianas, extremistas, fascistas e genocidas”.

    Nikolas também publicou um texto religioso em que questionava a motivação de ações de caridade. “A verdadeira caridade não serve para esconder os vícios da alma, mas nasce de uma alma que busca a santidade”, escreveu. 

    hef de projeto social comemora doações após boicote de Nikolas

    Quem é a jovem que teve garganta cortada pelo namorado no RN após eleições

     Eduardo Ronald de Souza Ferreira foi preso em flagrante após esfaquear a namorada, que teria posição política contrária a dele; polícia investiga motivação política

    Bruna Lopes, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo


    Clara Thaís Silva Maia, de 18 anos, foi esfaqueada na garganta pelo namorado na madrugada da última segunda-feira (26), após o resultado das eleições presidenciais, na região central de Umarizal, no Rio Grande do Norte.

    O suspeito, Eduardo Ronald de Souza Ferreira, também de 18 anos, confessou o crime à polícia e foi preso em flagrante. Segundo apurado pela CNN Brasil, o ataque pode ter sido motivado por uma divergência política entre o casal, após Clara comemorar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial.

    A jovem, que trabalha como atendente em uma farmácia, namorava Eduardo havia aproximadamente seis meses. De acordo com relatos de pessoas próximas ao casal, os dois já tinham discutido em outros momentos por terem posições políticas distintas.

    Divergência política

    Conforme relatos, as duas famílias apoiavam candidatos diferentes. Enquanto os parentes de Clara eram eleitores de Lula (PT), os de Eduardo apoiavam Flávio Bolsonaro (PL).

    De acordo com familiares e amigos, Eduardo não demonstrava incômodo com as posições políticas contrárias na presença dos pais da namorada. No entanto, quando estava com primos e amigos, demonstrava "certo desprezo" pela opinião política da família de Clara.

    Uma fonte ainda afirmou que a família do suspeito teria perdido uma quantia significativa de dinheiro em apostas relacionadas às eleições, o que teria abalado Eduardo.

    Entenda o caso

    A jovem de 18 anos teve a garganta cortada pelo namorado na madrugada da última segunda-feira, logo após o resultado das eleições presidenciais, na região central de Umarizal, no Rio Grande do Norte.

    Eduardo Ronald de Souza Ferreira acionou a Polícia Militar e admitiu ter golpeado a namorada, Clara Thaís Silva Maia, com uma faca. Segundo o registro da ocorrência, a equipe chegou ao endereço por volta das 2h24 e encontrou a jovem ferida, com o instrumento utilizado no crime ao lado.

    A vítima recebeu os primeiros socorros no hospital de Umarizal e foi transferida para uma unidade de referência, onde permanece internada.

    O homem foi preso em flagrante e autuado por tentativa de feminicídio. A Polícia Civil também representou pela conversão da prisão em preventiva.

    A defesa de Clara, representada pela advogada Helena Belmont, informou que ela ainda não foi ouvida pela polícia. O depoimento da jovem é aguardado para esclarecer as circunstâncias do crime e ajudar a confirmar a possível motivação política.

    A CNN Brasil tenta localizar a defesa do suspeito. O espaço segue aberto.

    Tragédia na saúde em governador Valadares (Vídeo mostra pacientes em macas enfileiradas nos corredores da unidade de saúde e levanta questionamentos sobre as condições de atendimento. )


    https://www.facebook.com/reel/1123420736717195


    
    Renews Teofilo Otoni · Áudio original
    *CONTEÚDO SENSÍVEL* Siga Renews Teofilo Otoni Vídeo mostra pacientes em macas enfileiradas nos corredores da unidade de saúde e levanta questionamentos sobre as condições de atendimento. Imagens que circulam nas redes sociais nesta semana mostram um cenário preocupante de superlotação no Hospital Municipal de Governador Valadares. O vídeo revela pacientes acomodados em macas ao longo de um corredor da unidade, dividindo espaço com cadeiras, biombos e a circulação de acompanhantes. Em um dos trechos, pelo menos seis pacientes aparecem deitados lado a lado, alguns cobertos apenas por lençóis e sem privacidade. Ao fundo, outras pessoas aguardam atendimento em cadeiras de plástico e cadeiras de rodas. O corredor, destinado à circulação de pacientes e profissionais de saúde, está parcialmente ocupado por macas e outros objetos.


    A Justiça do Trabalho de Fortaleza (CE) determinou a reintegração de pelo menos 22 funcionários de uma fábrica de roupas, após identificar indícios de demissão coletiva motivada por discriminação política.


    Escobar Advogados

    A Justiça do Trabalho de Fortaleza (CE) determinou a reintegração de pelo menos 22 funcionários de uma fábrica de roupas, após identificar indícios de demissão coletiva motivada por discriminação política.

    Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), o empresário teria ameaçado trabalhadores antes das eleições e, após a votação, reunido os funcionários para comunicar as dispensas.

    A decisão judicial considerou gravações de áudio, documentos e fotografias de cartazes afixados na fábrica como indícios de assédio eleitoral e abuso do poder do empregador.

    A juíza determinou que os trabalhadores sejam reintegrados em até 48 horas, com restabelecimento dos salários e benefícios, sob pena de multa diária de R$ 5 mil por funcionário não reintegrado.

    A empresa também deverá publicar uma retratação nas redes sociais e se abster de novas práticas discriminatórias.

    A decisão é liminar e ainda poderá ser contestada no processo.

    Fonte: Consultor Jurídico em 31/10
    (1) Facebook

     A imagem refere-se a uma decisão liminar da Justiça do Trabalho (7ª Vara do Trabalho de Fortaleza - CE) que determinou a reintegração imediata de 22 funcionários de uma fábrica de confecções (Gout Jeans), após denúncias de assédio eleitoral e discriminação política. [1, 2]

    Detalhes do Caso:
    • A decisão: Proferida pela juíza Manuela de Albuquerque Viana em 29 de outubro de 2026, a ordem atende a uma ação civil pública do Ministério Público do Trabalho no Ceará (MPT-CE). [1, 2, 3]
    • A alegação: O MPT apontou que, no primeiro dia útil após o segundo turno das eleições, a direção da empresa reuniu os funcionários e anunciou a demissão de 22 trabalhadores de forma arbitrária, motivada por divergências e preferências políticas, acompanhada de ameaças, áudios e cartazes depreciativos no local de trabalho. [1, 2, 3]
    • Prazos e penalidades: A empresa tem o prazo de 48 horas para reintegrar os profissionais aos cargos e salários (sob pena de multa diária de R$ 5 mil por trabalhador), além de publicar uma retratação individual e nas redes sociais. O proprietário negou as acusações e declarou que irá contestar a decisão
    https://www.facebook.com/photo?fbid=1508414414519932&set=a.647846450576737