sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Um gesto de coragem e amor pelos animais!




Scott Dugdale · Moments Emotional
Um gesto de coragem e amor pelos animais! ❤️🐶 Em meio à água poluída, esse homem não pensou duas vezes antes de arriscar tudo para salvar o cachorro. Uma cena de arrepiar! 😢👏
Você teria coragem de fazer o mesmo? 🥹
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Incrível. o cãozinho se jogou no rio para salvar seus filhotes que estavam do outro lado..


Quando os humanos falharam, a mãe cãe se tornou a heroína

Trump exigiu que Brasil permitisse 'dissidentes' na eleição de 2026

 Proposta dos EUA foi feita durante negociação de tarifas. Itamaraty considerou o pedido 'absurdo'

17/09/2026

Donald Trump tenta interferir nas eleições presidenciais no Brasil

crédito: SAUL LOEB/AFP

O governo de Donald Trump exigiu que o Brasil permitisse a candidatura de "dissidentes políticos" nas eleições de 2026. A exigência constava em um documento enviado ao Itamaraty, segundo informações reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fontes da diplomacia brasileira afirmaram que a proposta dos Estados Unidos surgiu durante a negociação sobre o aumento de tarifas que Washington anunciou ao Brasil no ano passado.

As fontes não detalharam se o governo norte-americano especificou quem seriam os "dissidentes políticos". No entanto, em uma carta enviada a Lula no ano passado, Trump acusou o Brasil de promover uma "caça às bruxas" e mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O Brasil rejeitou a proposta por considerar que o texto continha "absurdos". Por essa razão, o pedido não chegou a ser um ponto de diálogo entre as diplomacias dos dois países. A discussão ocorreu apenas em nível técnico, sem chegar a autoridades como o ministro Mauro Vieira ou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

O governo dos Estados Unidos não havia se manifestado sobre o tema até a última atualização desta reportagem.

'Caça às bruxas'

No ano passado, ao anunciar a elevação de tarifas sobre produtos brasileiros, Donald Trump enviou uma carta a Lula para justificar a medida. No documento, o republicano afirmou, sem apresentar provas, que a decisão também foi motivada por "ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres".

Na carta, Trump citou o ex-presidente Jair Bolsonaro e classificou o julgamento dele no Supremo Tribunal Federal (STF) como "uma vergonha internacional".

"A forma como o Brasil tem tratado o ex-Presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional. Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma Caça às Bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!", escreveu Trump na ocasião.

Para revisar tarifaço, Trump exigiu do Brasil mudanças nas eleições, acesso a minerais e redes sociais sem restrições

 Documento revelado pelo Estadão mostra 21 exigências de Trump. Governo brasileiro considerou as condições 'inaceitáveis'

17/09/2026

Presidente Donald Trump

crédito: Mandel NGAN/AFP

O governo de Donald Trump apresentou 21 exigências ao Brasil para negociar a retirada do tarifaço de 50% aplicado nos produtos brasileiros exportados aos norte-americanos. A proposta, enviada em 2025, incluía uma demanda sobre as condições da eleição presidencial, cobrando que “dissidentes políticos” não fossem impedidos de participar da disputa.

Um documento obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo revela a íntegra da proposta americana, apresentada em 16 de outubro do ano passado. O governo brasileiro considerou as condições “inaceitáveis”.

O texto exigia que a eleição ocorresse de forma “justa e livre”. Além da demanda eleitoral, os Estados Unidos buscaram garantias relacionadas à liberdade de expressão e à aplicação de sanções financeiras do Tesouro americano no Brasil.

A proposta também detalhava como os EUA pretendiam obter vantagens no setor de minerais críticos e em outros segmentos da economia brasileira. Em troca, o governo americano oferecia apenas “ajustes” nas tarifas.

Quase três meses depois, em 9 de janeiro, os EUA enviaram uma segunda proposta, mais enxuta, com 14 tópicos em sete setores. O novo texto deixou de fora assuntos de política doméstica, mas repetiu demandas para eliminar tarifas de alguns produtos brasileiros. A oferta foi novamente rejeitada.

As negociações foram consideradas um fracasso pelo governo brasileiro e não impediram um novo tarifaço de até 37,5% em julho. Novas tratativas, no entanto, começaram no fim de agosto. Uma nova reunião está agendada para o fim de setembro, nos EUA. Itamaraty e EUA não se manifestaram.

A primeira proposta dos EUA (outubro de 2025)

  • O Brasil deverá eliminar as tarifas sobre etanol, produtos químicos, máquinas, produtos automotivos e bens de alta tecnologia dos EUA.

  • O Brasil compromete-se a não adotar nem manter quaisquer proibições ou restrições à importação de bens remanufaturados.

  • O Brasil deverá abster-se de impor impostos sobre serviços digitais, ou impostos semelhantes, que discriminem empresas dos EUA e reconhecer os Estados Unidos como um país que proporciona proteção adequada de dados.

  • O Brasil deverá aderir ao princípio da neutralidade competitiva no que diz respeito ao papel do banco central como regulador e operador do sistema de pagamentos.

  • O Brasil deverá abster-se de impor direitos aduaneiros sobre transmissões eletrônicas e apoiar uma moratória permanente sobre o tema na Organização Mundial do Comércio.

  • O Brasil não deverá introduzir um regime de concorrência digital que restrinja o comércio dos EUA.

  • O Brasil deverá comprometer-se com uma eleição presidencial livre e justa em 2026 e não deverá deter ou prender arbitrariamente dissidentes políticos ou limitar sua participação no processo eleitoral.

  • O Brasil não deverá, de forma extraterritorial, aplicar multas, congelar ativos ou prender cidadãos ou empresas dos EUA por condutas protegidas pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

  • O Brasil deverá proporcionar aos provedores de serviços digitais dos EUA aviso prévio e oportunidade de recorrer de decisões relacionadas a publicações em redes sociais, além de desenvolver regras claras para remoção de conteúdo.

  • O Brasil não deverá penalizar instituições financeiras brasileiras por cumprirem sanções financeiras dos EUA.

  • O Brasil não deverá restringir o acesso ao mercado brasileiro em razão do mero uso de determinados termos referentes a carnes e queijos.

  • O Brasil deverá informar os EUA, antecipadamente, sobre potenciais transferências de ativos no setor de minerais críticos e dar às empresas americanas a oportunidade de participar de licitações.

  • O Brasil deverá adotar e implementar uma proibição da importação de bens produzidos, total ou parcialmente, mediante trabalho forçado.

  • O Brasil alinhará suas normas às internacionais para facilitar o comércio e permitirá a entrada de bens dos EUA que cumpram as normas aplicáveis americanas ou internacionais sem requisitos adicionais.

  • O Brasil deverá fortalecer a cooperação econômica e de segurança nacional com os EUA para aumentar a resiliência das cadeias de suprimentos e adotar medidas para enfrentar políticas não orientadas pelo mercado de outros países.

  • O Brasil deverá adotar medidas efetivas para limitar investimentos de entidades estrangeiras consideradas preocupantes em seus setores de mineração e outros setores industriais.

  • Companhias aéreas brasileiras comprometeram-se a adquirir aeronaves comerciais fabricadas nos EUA, incluindo anúncios de intenção de comprar [xx] aeronaves Boeing.

  • O Brasil deverá adotar medidas para enfrentar efetivamente o desmatamento ilegal, implementando e aplicando as leis existentes relacionadas à governança do setor florestal.

  • O Brasil deverá fortalecer a aplicação das leis para combater a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (IUU) e impedir o comércio de produtos provenientes dessa prática.

  • Os Estados Unidos e o Brasil trabalharão para estabilizar o comércio mundial de soja.

  • Os Estados Unidos e o Brasil trabalharão conjuntamente para enfrentar o excesso de capacidade global na produção de aço.

A segunda proposta dos EUA (janeiro de 2026)

  • Eliminar a tarifa sobre o etanol dos EUA;

  • Comprometer-se a não restringir o acesso dos EUA ao mercado em razão do mero uso de determinados termos referentes a carnes e queijos; e

  • Estabelecer, com a USTR, um grupo de trabalho no âmbito do ATEC para discutir a estabilidade do comércio agrícola mundial.

  • Apoiar a adoção multilateral de uma moratória permanente sobre direitos aduaneiros incidentes sobre transmissões eletrônicas na Organização Mundial do Comércio, imediatamente e sem condições;

  • Assegurar tratamento justo às empresas dos EUA no que diz respeito a medidas relacionadas à concorrência e à aplicação dessas medidas no setor digital, incluindo consulta às partes interessadas durante o desenvolvimento de novas medidas; e

  • Assegurar que as medidas relacionadas ao conteúdo em redes sociais e à aplicação dessas medidas sejam justas para os provedores de serviços digitais dos EUA.

  • Eliminar tarifas sobre bens industriais dos EUA, incluindo produtos químicos, veículos automotores e peças, produtos médicos e frutos do mar;

  • Aceitar a importação de veículos fabricados nos Estados Unidos que atendam aos padrões federais de segurança veicular e aos padrões de emissões dos EUA;

  • Aceitar certificados eletrônicos da Food and Drug Administration dos EUA e autorizações prévias de comercialização para dispositivos médicos e produtos farmacêuticos fabricados nos Estados Unidos, sem requisitos adicionais.

  • Adotar medidas que limitem investimentos de atores não orientados pelo mercado e de entidades estrangeiras consideradas preocupantes na mineração, refino e outros setores industriais críticos; e

  • Revisar a venda das operações de níquel da Anglo American e assegurar um processo justo para que empresas dos EUA invistam no setor de minerais críticos do Brasil.

  • Enfrentar riscos de segurança relacionados a tecnologias de comunicação, serviços públicos, infraestrutura e equipamentos de triagem de segurança.

  • Remover todas as barreiras tarifárias e não tarifárias à venda de jatos executivos dos EUA no Brasil.

  • Propor legislação que proíba a importação de bens produzidos mediante trabalho forçado ou compulsório.

Medidas propostas para os Estados Unidos

  • Reduzir a alíquota tarifária aplicada aos bens brasileiros pela Ordem Executiva 14323, de 30 de julho, conforme alterada, para [--] por cento ad valorem para os seguintes produtos: [a definir]

    Reduzir a tarifa recíproca sobre determinados bens conforme estabelecido abaixo: [a definir]

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Investigação da PM liga Milton Leite, ex-presidente da Câmara de SP, a empresa de ônibus suspeita de elo com PCC

 Documentos da Corregedoria apontam indícios de relação financeira entre Milton Leite e a Transwolff, empresa que teve contrato cancelado com a prefeitura da capital

Por Bruno Tavares, TV Globo e g1 SP — São Paulo

Documentos ligam Milton Leite à Transwolff

Documentos ligam Milton Leite à Transwolff


Documentos da Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo obtidos pelo SP2 apontam indícios que ligam o ex-presidente da Câmara Municipal da capital, Milton Leite (União Brasil), à empresa de ônibus Transwolff, investigada por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A apuração também investiga a atuação de policiais militares em favor de dirigentes da empresa, que teve o contrato cancelado com a Prefeitura de São Paulo.

A investigação da Corregedoria da PM, que inicialmente apurava o envolvimento de policiais militares com dirigentes da Transwolff, avançou e passou a alcançar o campo político. Segundo os documentos, há indícios de uma relação financeira entre Milton Leite, um dos políticos mais influentes da capital, e a empresa de ônibus.

De acordo com a Corregedoria, a construtora Neumax é apontada como o elo financeiro entre o ex-vereador e a Transwolff. A empresa tem Milton Leite como sócio e, segundo os investigadores, pode ter sido utilizada para lavar dinheiro da empresa de ônibus.

A análise da movimentação financeira da Neumax indica que, por meio da construtora, Milton Leite recebia R$ 812 mil por mês da Transwolff pelo aluguel de um terreno vizinho ao Terminal Varginha, na Zona Sul de São Paulo, e de um conjunto industrial, também localizado na Zona Sul da capital. Ainda segundo a Corregedoria da PM, o valor pago estaria quase três vezes acima da média do mercado.

Na semana passada, a Corregedoria prendeu três policiais militares suspeitos de fazer segurança particular para dois dirigentes da Transwolff. O inquérito reúne mensagens de texto trocadas entre os dirigentes da empresa e os PMs investigados que, segundo os investigadores, revelam a subordinação dos policiais presos ao então presidente da Câmara Municipal, Milton Leite.

Milton Leite (União Brasil), ex-presidente da Câmara de SP — Foto: Paulo Gomes/TV Globo

Milton Leite (União Brasil), ex-presidente da Câmara de SP — Foto: Paulo Gomes/TV Globo

Em agosto do ano passado, o sargento Nereu Aparecido Alves enviou uma mensagem para Cícero de Oliveira, conhecido como “Té”, diretor da Transwolff, para justificar um atraso no serviço. Segundo a investigação, na mensagem o policial afirma que o “chefe” seria Milton Leite.

Em outro trecho destacado no inquérito, o sargento escreveu: “Estamos em uma agenda, vai demorar, o celular do chefe está comigo. ‘Inauguração da escola do nome da mãe do chefe Milton’.” A Corregedoria cruzou informações e confirmou que, em 18 de agosto de 2023, houve a entrega de uma creche que leva o nome da mãe do vereador.

Logo após citar a homenagem, o assunto da conversa passa a ser dinheiro. O diretor da Transwolff orienta o sargento a passar no escritório para pegar “uns Q-S-J”, expressão que, segundo a Corregedoria, é uma gíria militar para propina.

Durante a operação realizada na semana passada, os investigadores apreenderam cerca de R$ 1 milhão em dinheiro vivo na casa do sargento Nereu Aparecido Alves.

Para a Corregedoria, o uso da expressão “chefe Milton” e a presença do policial em um evento do então vereador no mesmo dia em que negociava um suposto pagamento de propina indicam uma dupla lealdade. A conclusão dos investigadores é a de que os agentes faziam segurança para suspeitos de ligação com o PCC e, ao mesmo tempo, atendiam demandas do então presidente da Câmara.

Ainda segundo a investigação, o elo entre crime e política se fecharia com o capitão Alexandre Paulino, que trabalhava na assessoria militar da Câmara Municipal. Apontado como chefe da segurança clandestina da Transwolff, ele foi ajudante de ordens de Milton Leite na Câmara e, de acordo com o relatório, mantinha “estreitas ligações” com o político desde 2014.

O que dizem os acusados

Em nota, o ex-presidente da Câmara afirmou que o valor do aluguel pago pela Transwolff segue o preço de mercado e que qualquer informação diferente disso se trata de ilação ou mentira.

Disse ainda que não conhece o sargento Nereu Aparecido Alves e que o policial não trabalhou na escolta dele. Sobre o capitão Alexandre Paulino, Milton Leite declarou que eventuais atividades fora das funções do cargo são de total responsabilidade do militar.

A defesa do capitão Alexandre Paulino afirmou que ele é inocente de todas as acusações.

O SP2 não conseguiu contato com a defesa do sargento Nereu Aparecido Alves.

A Transwolff informou que sempre contratou empresas de segurança devidamente estabelecidas e que continua se defendendo nas instâncias competentes, além de colaborar com as autoridades.

A Câmara Municipal de São Paulo afirmou que o cargo ocupado pelo capitão Alexandre Paulino Vieira é de confiança e que não há registro que o desabone nas cinco gestões em que atuou junto à Presidência.

Investigação da PM liga Milton Leite, ex-presidente da Câmara de SP, a empresa de ônibus suspeita de elo com PCC | G1