segunda-feira, 6 de julho de 2026

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domingo, 5 de julho de 2026

Vereadores são alvos de operação que investiga desvio de R$ 1,95 milhão em cestas básicas em MT

 Investigação aponta que produtos destinados à assistência social teriam sido desviados para um fluxo paralelo de distribuição no município de Barra do Garças.

Por g1 MT

Imagens mostram caminhão transportando suposta carga desviada

Imagens mostram caminhão transportando suposta carga desviada


Vereadores e outros investigados foram alvos da Operação Mesa Vazia, nesta sexta-feira (3), que apura um suposto esquema de desvio de cerca de 13 mil cestas básicas e kits de higiene e limpeza destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social, em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá.

Segundo a investigação, o prejuízo estimado é de R$ 1,95 milhão. As identidades dos envolvidos não foram divulgadas pela Polícia Civil. O g1 entrou em contato com a Câmara Municipal, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Conforme a polícia, os produtos faziam parte do Programa SER Família Solidário, da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e deveriam ser distribuídos por meio de órgãos públicos, entidades credenciadas e beneficiários previamente cadastrados.

No entanto, a investigação aponta que parte das cargas teria sido desviada para um esquema paralelo de distribuição, sem controle institucional e sem prestação de contas.

Ainda conforme a polícia, foram identificadas divergências entre documentos oficiais de entrega e a quantidade de produtos recebida por representantes de entidades.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo, afastamento de função pública e outras medidas cautelares, como a proibição de contato entre os investigados e de frequentar locais relacionados aos fatos apurados.

Como esquema funcionava

Carga de cestas básicas e kits do Programa SER Família Solidário que, segundo a Polícia Civil, foi desviada em um suposto esquema — Foto: Reprodução

Carga de cestas básicas e kits do Programa SER Família Solidário que, segundo a Polícia Civil, foi desviada em um suposto esquema — Foto: Reprodução

A Polícia Civil relatou que parte das cargas era retirada em centros oficiais de distribuição, principalmente em Cuiabá e transportada para Barra do Garças.

Ainda conforme a polícia, em vez de serem entregues às unidades públicas ou instituições responsáveis pela distribuição, os produtos teriam sido levados para imóveis particulares, chácaras, sedes de associações e outros locais privados, de onde ocorreria a redistribuição irregular.

Segundo a Polícia Civil, o esquema funcionaria por meio de dois fluxos:

Ex-esposa do goleiro Bruno reaparece entubada e em estado grave em BH

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Dayanne Rodrigues estava desaparecida desde quinta-feira; ela foi internada no Hospital João XXIII e permanece no setor de politraumatizados


Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, de 39 anos, ex-esposa do goleiro Bruno Fernandes, deu entrada na madrugada deste domingo (5/7) no Hospital de Pronto-Socorro (HPS) João XXIII, em Belo Horizonte. Ela estava desaparecida havia três dias, desde a última quinta-feira (2/7).

Segundo informações obtidas pelo Estado de Minas, Dayanne está internada no setor de politraumatizados, entubada e em estado grave.

Desaparecimento

Dayanne desapareceu na manhã de quinta-feira. O atual companheiro registrou um boletim de ocorrência na madrugada de sexta (3/7), em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com o registro policial, ela deixou cartas em tom de despedida e o celular na residência onde morava com o companheiro. No aparelho, ele encontrou conversas relacionadas a dívidas.

Antes de desaparecer, Dayanne deixou os filhos na casa da mãe, por volta das 11h, e não fez mais contato. Ela foi casada com o goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo homicídio da modelo Eliza Samúdio em 2010.

Pronunciamento da mãe de Eliza

Nesse sábado (4/7), a mãe de Eliza Samúdio, Sônia Moura, comentou o desaparecimento de Dayanne, por meio das redes sociais.

Na publicação, ela cobrou respostas das autoridades e afirmou esperar que o caso tivesse um desfecho diferente do desaparecimento da filha.

"Minha filha, há 16 anos, foi dada como desaparecida e até os dias atuais não tenho resposta. A minha filha virou estatística. Será que Dayanne fará parte dessa estatística? Espero que o final seja positivo", escreveu.

PJC mira vereadores de Barra do Garças em operação contra desvio de 13 mil cestas básicas

 O inquérito da Polícia Civil aponta para o desvio de 13 mil cestas básicas do Programa Ser Família, que seriam destinados à famílias em vulnerabilidade social

MARYELLE CAMPOS

Da redação

A Polícia Civil deflagrou nesta sexta-feira (3), em Barra do Garças, a Operação Mesa Vazia, que investiga um esquema de desvio de aproximadamente 13 mil cestas básicas e kits de higiene, que seriam destinados à famílias em vulnerabilidade social. A investigação apura um prejuízo estimado em R$ 1,95 milhão e mira cinco vereadores da Câmara Municipal e dois diretores da Agência de Regulação e Fiscalização (AGIRF). 

Entre os alvos da Operação estão os vereadores Valdeí Leite Guimarães, conhecido como Pebinha, Adilson Tavares Lopes, Allankley Lopes de Souza, conhecido como Alan Construtor, Armando José de Brito e Elton Melo, que são investigados por participar da retirada, armazenamento e distribuição informal das cestas em suas bases políticas. 


Já o núcleo de liderança do suposto esquema seriam, segundo as investigações, os dois diretores da AGIRF, Benier Marcos Silva, apontado como o líder e articulador central e Renato de Souza Soares, conhecido como Renatinho, citado como braço direito de Benier, ele atuava na execução operacional e usava imóveis da família para ocultar os produtos desviados. 


Por determinação do juiz, Luis Felipe Lara de Souza, do Núcleo de Justiça do Juiz das Garantias de Barra dos Garças, Benier Marcos Silva e Renato de Souza Soares foram afastados de suas funções na AGIRF pelo prazo de 90 dias para evitar interferência nas provas. 


Conforme o inquérito, o esquema teria operado de forma contínua entre 2021 até, pelo menos, dezembro de 2025. Nesse período, cargas assistenciais do Programa Ser Família Solidário, gerenciado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), eram retiradas em Cuiabá sob aparente regularidade. Para isso, segundo a investigação, eram utilizadas entidades e associações, além de documentos suspeitos e representantes sem legitimidade, para viabilizar a retirada e o transporte das cargas para locais privados.


Na decisão, porém, o magistrado negou o pedido de afastamento dos vereadores supostamente envolvidos no esquema. O juiz entendeu que não havia prova cabal do uso do aparato da Câmara Municipal no esquema e que as condutas decorreriam de influência pessoal. 


Todos os alvos da Operação passaram por busca e apreensão, incluindo as residências, gabinetes da Câmara Municipal e a sede da AGIRF. A quebra de sigilo também foi autorizada, tanto para troca de mensagens quanto para os dados em nuvens, com o objetivo de reconstruir a rede de contatos do grupo. Os investigados estão proibidos de se comunicar com testemunhas, motoristas e beneficiários do programa social. 


De acordo com a investigação, houve uma tentativa recente, por parte de Benier, de solicitar novamente caminhões da prefeitura para buscar mais 2.000 cestas em Cuiabá fora do controle oficial, além de registros de tentativas de intimidação de testemunhas e falas ameaçadoras contra policiais envolvidos na apuração. 


Em uma das provas anexadas no inquérito estão prints de conversas entre Bernier e um dos motoristas responsáveis por retirar a carga em Cuiabá e levar até Barra do Garças.