Após oito anos foragido, ex-detetive é preso por morte de modelo em BH

 Reinaldo Pacífico foi condenado por matar a modelo Cristiana Aparecida Ferreira em 2000. A prisão preventiva dele foi decretada em 2012. Ele foi localizado pela Polícia Federal ontem, em Matozinhos.

postado em 07/07/2020 08:05 / atualizado em 07/07/2020 08:27

O ex-detetive Reinaldo Pacífico e a modelo Cristiana Aparecida Ferreira se conheceram na década de 1990

(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press - 10/01/2009 - Arquivo pessoal)
Polícia Federal (PF) prendeu o ex-detetive particular Reinaldo Pacífico de Oliveira, condenado pelo assassinato da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, 24 anos, em agosto de 2000. Ele estava foragido desde 2012. 

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Por meio de nota, a PF informou que a prisão foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), coordenada pela instituição e composta pelas polícias Civil, Militar, Rodoviária Federal (PRF) e Departamento Penitenciário de Minas Gerais.

“Após apurações e diligências, a Ficco identificou que Reinaldo Pacífico de Oliveira Filho estava escondido em Matozinhos”, informou a Polícia Federal, sem dar mais detalhes sobre a ação na Grande BH.

Oliveira foi condenado a 14 anos de prisão após julgamento em 2009. O ex-detetive ficou preso por pouco tempo, mas ganhou o benefício de recorrer em liberdade por ser réu primário e ter bons antecedentes. Como o Estado de Minas mostrou em março de 2012, a Justiça decretou a prisão preventiva dele. Na época, Oliveira alegou inocência e disse que não fugiria. Em 2014, a sentença condenatória transitou em julgado. Não cabia mais recurso e um mandado de prisão foi expedido. No entanto, ele não foi localizado. 

O crime ocorreu em um hotel no Bairro de Lourdes, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Consta no processo que Cristiana se hospedou em um flat com um suposto acompanhante que não foi identificado por funcionários. Na tarde seguinte, ela pediu para fechar a conta por telefone, mas não desceu, pois teria recebido a visita inesperada de Oliveira. Depois de matá-la por asfixia e agressão física, diz o processo, ele teria tentado “maquiar” o local do crime, para parecer que Cristiana havia se matado, ou incriminar um suposto companheiro da vítima.

O réu foi condenado por asfixiar e agredir Cristiana até a morte. De acordo com a denúncia oferecida à Justiça pelo Ministério Público, Reinaldo conheceu Cristiana em 1996 e namoraram até o ano seguinte. O ex-detetive teria se apresentado à família dela como um juiz criminal, mas, aos poucos, segundo o processo, foi revelando um temperamento violento, possessivo, ciumento e dissimulado, motivo que levou Cristiana a terminar o relacionamento, pois vinha sendo agredida e ameaçada por ele.

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