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sábado, 5 de setembro de 2020

Reforma da Previdência do funcionalismo público estadual é aprovada

 Reforma da Previdência do funcionalismo público estadual é aprovada

por redacao
  

Com a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) ,o Governo de Minas Gerais finaliza as discussões sobre a reforma da Previdência

No início da tarde desta sexta-feira (4), a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou o projeto criado pelo governador Romeu Zema (Novo) de reforma da Previdência do funcionalismo público estadual, que altera o sistema previdenciário dos servidores estaduaisO Projeto de Lei Complementar (PLC) foi aprovado com 52 votos favoráveis a 20.

Logo após a alteração da idade mínima e do tempo de contribuição, a Assembleia sinalizou positivamente pelo aumento das alíquotas dos servidores. Segundo a ALMG, no dia 19 de junho, o governo sugeriu a adoção de descontos entre 13% e 16%, em quatro patamares. Confira o modelo de alíquotas aprovado:

Manifestação contra a reforma da Previdência na porta do prédio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG)

Durante a reunião fechada ao público, aconteceram manifestações contra a reforma do lado de fora do prédio. Para a deputada estadual Beatriz Cerqueira, membro da Comissão de Administração Pública e uma das autoras das emendas, considerou a mobilização das entidades que representam os servidores públicos estaduais, do lado de fora da Assembleia, protestando contra as alterações apresentadas pelo governo do Estado durante a pandemia, como essenciais para evitar prejuízos maiores.

A retirada da cobrança extraordinária para cobrir eventuais déficits na previdência estadual do parecer da PEC 55/2020 e a exclusão do Ipsemg da reforma, preservando no Instituto a previdência e assistência à saúde, foram importantes, avalia a deputada. A Emenda 13, aprovada na Comissão de Administração Pública, que garante 80% da média das maiores remunerações, foi uma conquista do Bloco Democracia e Luta.

“Pela regra do Zema, valeriam 100% de todas as remunerações, o que traria redução de 60% na aposentadoria dos servidores. Na prática, isso significa que as professoras não precisarão mais ficar 40 anos na sala de aula para se aposentarem integralmente,” destacou a deputada Beatriz.

Segundo Rafael Toledo, diretor estadual do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), “esse é o modelo de governo que retira direitos, dificulta cada vez mais o acesso aos serviços públicos pela população, enquanto protege as grandes corporações, por meio de isenções fiscais, sem uma política séria de combate à sonegação fiscal, estabelecendo subsídios a setores da economia que superexploram o povo sem dar qualquer contrapartida significativa do ponto de vista social. Um governo permitindo que as maiores empresas desse país não sejam responsabilizadas pela degradação que provocam”.

Com a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC), o Governo de Minas Gerais finaliza as discussões sobre a reforma da Previdência.

domingo, 2 de abril de 2017

Sindicatos realizam hoje ato contra a reforma da previdência

Ato promete mobilizar milhares de pessoas contrárias às mudanças na previdência e na legislação trabalhista propostas pelo governo Temer
TEÓFILO OTONI – Após os atos populares realizados durante este mês de março, as centrais sindicais e movimentos sociais se organizam mais uma vez para manifestar contra a reforma previdenciária (PEC 287/2016), arquitetada pelo governo do presidente Michel Temer. Em Teófilo Otoni, entidades sindicais, associações, levantes e movimentos sociais preparam uma agenda de ações conjuntas para combater as medidas do Governo Federal. Um ato público foi convocado para hoje, sexta-feira (31), a partir das 8h da manhã em frente ao prédio da Câmara Municipal, Centro. De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, José Antônio Esteves Guedes, os trabalhadores e trabalhadoras devem voltar às atenções, mais do que nunca, à Proposta do Governo, que altera as regras da aposentadoria para trabalhadores dos setores público e privado, que, inclusive, já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados no final do ano passado.
“A política de ajuste fiscal do Governo Temer é um ataque aos direitos da população, que é agravado com os cortes de investimentos nas áreas sociais. O discurso do governo não mostra a realidade, e ao invés de reajustarem os gastos dos políticos, ele repassam isso aos trabalhadores”, concluiu.
Dispostos a conter mais esta tentativa de retirada de direitos da sociedade, entidades e movimentos sociais articulam manifestações que deverão ocorrer em diversas cidades da região, entre elas, Teófilo Otoni, Catuji e Itaobim.

 http://www.diariodeteofilootoni.com.br/?p=18294

quinta-feira, 16 de março de 2017

GV tem protestos contra a reforma da previdência


Manifestantes se assentaram no chão para impedir a saída dos ônibus (Foto: Leonardo Morais/Axah)
Professores da rede estadual, índios e policiais civis lideraram os protestos contra a reforma da previdência, nesta quarta-feira (15) , em Governador Valadares (MG).
Logo cedo, passageiros do transporte coletivo foram surpreendidos pela falta dos ônibus. É que a porta da garagem da Empresa Valadarense, no bairro Vila Bretas, amanheceu ocupada por manifestantes.  Assentados no chão, eles impediram a saída da frota do serviço de transporte coletivo. Circularam apenas os veículos que haviam saído da garagem antes da chegada dos participantes do protesto. A movimentação foi acompanhada de perto por policiais militares.
Professores
Entre os manifestantes, estavam representantes sindicais de diversas categorias, integrantes de movimentos populares e professores. As escolas da rede estadual não funcionaram.”Nossa estratégia ao parar os ônibus foi fazer com que trabalhadores de diversos setores não tivessem como chegar ao trabalho; e assim, impedir o funcionamento de empresas importantes”, explicou o diretor do Sind-UTE, Rafael Toledo.
A mobilização dos professores não se resume ao dia 15 de março. Essa é a data  para o início de uma greve nacional da Educação contra a reforma da previdência e em defesa do Piso e pelo cumprimento dos acordos assumidos em Minas Gerais pelo governo do Estado.
Policiais Civis
Na porta da delegacia regional, no centro da cidade, policiais civis fizeram duas horas de protesto contra a reforma da previdência. “A população brasileira precisa entender que essa história de que a previdência está quebrada não é verdade. A previdência arrecada o suficiente, até sobra e muito. Não há rombo. O governo é que lança mão da maior parte dos recursos e a população nem fica sabendo para onde esse dinheiro vai”, afirmou o diretor do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sindpol),José Renato.
Investigadores, delegados e escrivães aderiram ao movimento. Mas, os policiais informaram que mantiveram o funcionamento dos serviços em cinquenta por cento, enquanto durava a paralisação.
Índios na linha férrea
Na linha férrea, no trecho que passa ao lado do bairro Altinópolis, índios da aldeia Pataxó, da cidade de Açucena queimaram pedaços de madeira e interditaram a passagem do trem. O vice-cacique Clenis Brás, analisou que “a reforma da previdência não vai ser ruim só para uma parte das pessoas não, mas toda a população brasileira”.

Índios interditaram a linha férrea no trecho do bairro Altinópolis ( Foto: Leonardo Morais/Axah)
A proposta do governo federal
Na  proposta de reforma da previdência, o governo federal fixa a idade mínima de 65 para requerer aposentadoria e eleva o tempo mínimo de contribuição de 15 anos para 25 anos. Vão ser afetados todos os trabalhadores ativos: homens a partir de 50 anos e mulheres com 45 anos ou mais vão ser enquadrados em normas mais suaves, mas com tempo adicional para requerer o benefício. Aposentados e aqueles que completarem os requisitos para pedir o benefício até a aprovação da reforma não vão ser afetados.


Índio Pataxó durante interdição da ferrovia em GV (Foto: Leonardo Moraix/Axah)