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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Sequestradores do prefeito de Jacinto continuam

foragidos



O prefeito de Jacinto, no Vale do Jequitinhonha,Carlos Dantez Ferraz de Mello, sua mulher e empregada viveram momentos de pânico durante a manhã dessa segunda-feira (18). A casa do político, localizada no centro da cidade, foi invadida por seis homens armados, que pularam o muro de uma residência vizinha para conseguirem abordar as vítimas. A primeira rendida foi a mulher do prefeito, de 62 anos. O político, de 65 anos, foi acordado pelos suspeitos por volta das 5h30.

Depois de quase uma hora de consecutivas ameaças de morte, a empregada do casal, de 28 anos, chegou ao trabalho e também foi rendida. Em seguida, os criminosos reviraram toda a casa e obrigaram as vítimas a entrar no carro da família, uma caminhonete Mitsubishi L200. O casal e a empregada foram amarrados e só libertados depois de mais de duas horas de viagem. Os três foram deixados em um matagal perto da estrada que liga as cidades Salto da Divisa a Itagemirim, na Bahia. As vítimas não ficaram feridas e, depois de conseguirem se soltar, pegaram carona até uma delegacia.
O prefeito informou aos militares que os bandidos fugiram com dois carros. Até a manhã desta terça-feira (19), os bandidos e a caminhonete da família ainda não haviam sido encontrados.
Em casa, o casal constatou que pelo menos R$ 1.200 em dinheiro, joias, cartões de créditos, relógios e dois celulares foram roubados pelo grupo. O valor do prejuízo não foi informado.

Fonte: O tempo

Prefeito de Jacinto é sequestrado e abandonado

Na Bahia


  Seis bandidos invadiram a casa de Carlos Dantez Ferraz de Mello (PMDB). Mantiveram reféns o prefeito, a esposa e uma empregada do casal. Os criminosos ameaçaram colocar fogo nas vítimas e na residência

Luana Cruz
Publicação: 19/06/2012 12:35 Atualização: 19/06/2012 12:38
O prefeito de Jacinto, cidade do Vale do Jequitinhonha, Carlos Dantez Ferraz de Mello (PMDB), foi sequestrado na segunda-feira por seis bandidos. Os criminosos invadiram a casa dele, armados e encapuzados. Eles ameaçaram o político, a esposa e a empregada do casal, depois levaram os reféns até a Bahia.


Segundo o delegado Hélder Carvalhal de Almeida, os criminosos aproveitaram quando a esposa do prefeito saía de casa. Renderam a mulher e invadiram a residência, que fica no Centro da cidade. Lá fizeram a ameaças contra a vida dos reféns exigindo dinheiro. Disseram que colocariam fogo nas vítimas e na residência, caso não fosse entregue a quantia exigida. Conforme o delegado, os bandidos pegaram uma garrafa de álcool para a ameaça de incêndio.

O grupo revirou o imóvel e o cofre da família, mas quando percebeu que não havia muito dinheiro, pegou R$ 1.200 em dinheiro, joias e objetos da família. Eles exigiram que o prefeito entregasse o cartão de banco e a senha. Parte do bando foi até uma agência bancária, mas não conseguiu sacar dinheiro. “Por ser período eleitoral, eles imaginaram que Carlos Dantez teria alguma quantia de dinheiro em casa”, afirma o delegado.

Os criminosos levaram os três reféns no carro de Carlos Dantez, um Mitsubishi L200 Triton, e seguiram até a cidade de Itagimirim, no Sul da Bahia. Depois de mais de cinco horas de pânico, as vítimas foram abandonadas em uma estrada de chão dentro de uma plantação de eucalipto a cerca de três quilômetros da BR-101. A cidade onde os reféns foram deixados fica a 100 quilômetros de Jacinto.

O casal e a empregada conseguiram andar até a rodovia federal e pediram ajuda. Eles receberam apoio do prefeito de Salto da Divisa e foram atendidos por um médico da cidade. De acordo com o delegado Almeida, um inquérito foi instaurado, mas ninguém está preso. Um suspeito já foi identificado, porém o nome dele é mantido em sigilo para não atrapalhar as apurações.

O delegado acredita que o crime não tenha ligação com a carreira política de Carlos Dantez. “Como as investigações estão no início não podemos precisar. Creio que seja um crime sem motivação política. Talvez sejam criminosos oportunistas que realmente acharam que o prefeito tinha dinheiro em casa. Há também o fato da vulnerabilidade da região, que é rota de fuga porque está na divisa do estado”, conclui o delegado