Paciente tinha procedimento agendado há um mês em Governador Valadares
A moradora Salete Batista, de Novo Cruzeiro, relatou na última quarta-feira (18) a perda de um exame de ressonância magnética agendado para sua mãe em Governador Valadares após não conseguir vaga no transporte disponibilizado pela Secretaria de Saúde. O procedimento havia sido marcado com um mês de antecedência, mas, diante da falta de confirmação, a paciente não conseguiu comparecer.
De acordo com a moradora, a busca pelo transporte começou ainda no período em que o exame foi marcado. Ela tentou contato com o secretário, mas não obteve resposta. Em seguida, procurou outro responsável, que a orientou a tratar diretamente com o setor competente. Ao chegar ao local, relatou a situação ao responsável pelo transporte e explicou que havia conseguido agendar o exame fora do município.
No primeiro atendimento, a moradora foi orientada a retornar com um documento que comprovasse o agendamento do exame. No entanto, ao retornar com toda a documentação, a resposta recebida era de que a confirmação sairia de 1 a 2 dias antes da viagem. Ainda assim, a mesma foi informada de que havia transporte semanal para o destino.
Nos dias que antecederam a viagem, a moradora manteve contato com uma funcionária do setor para acompanhar a situação. Inicialmente, recebeu a informação de que conseguiria o transporte. No dia seguinte, Saleta voltou a procurar o serviço e, dessa vez, a funcionária solicitou os documentos da paciente e da acompanhante para efetivar o agendamento, o que gerou expectativa positiva.
Entretanto, poucos minutos depois, a funcionária entrou em contato informando que não poderia concluir o agendamento sem autorização do responsável pelo setor. A moradora explicou que já havia recebido sinalização anterior de que, havendo vaga, poderia utilizar o transporte.
Na sequência, um novo contato foi realizado e ela foi informada de que houve um erro na verificação das datas e o veículo já estava completo.
“Ela falou que tinha se confundido, que olhou a data errada, e que agora não tinha mais vagas”, disse a moradora.
Diante da situação, ela decidiu ir até o local no fim da tarde para verificar pessoalmente. Ao chegar, foi informada de que o transporte disponível comportava apenas seis pacientes e já estava totalmente preenchido.
“Fiquei um mês esperando a resposta de uma vaga de um carro que
leva seis pessoas”, disse Salete.
No desabafo, a moradora relembrou ações recentes que destacaram a aquisição de veículos para o município, contrapondo com a experiência vivida. “Fizeram festa, mostraram carros, falaram que estava bem servido
. Aí eu pergunto: atender quem?”, questionou.
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