Alcides Hahn foi condenado pelo STF a 14 anos de prisão

05/04/2026 - 23:13
O empresário catarinense Alcides Hahn, natural de Blumenau e que reside em Corupá, foi um dos brasileiros condenados por financiar os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Sua condenação pelo STF a 14 anos de prisão em regime fechado foi homologada em março, mas somente nesta semana os nomes dos sentenciados foiram divulgados. De acordo com as investigações, Alcides contribuiu com R$ 500 para as mobilizações bolsonaristas que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Alcides não estava em Brasília naquele 8 de janeiro. Mas o dinheiro doado ajudou a custear um dos ônibus que levaram os manifestantes á Capital Federal. O nome do catarinense passou a integrar a lista de condenados no inquérito que apura tanto a execução quanto o financiamento dos atos, ampliando o foco das punições para além dos participantes diretos.

Outros dois catarinenses também foram condenados por financiar a viagem: Rene Afonso Mahnke, que transferiu R$ 1.000, e Vilamir Valmor Romanoski, dono de uma fábrica de postes em Botuverá, que repassou R$ 10 mil. Romanoski foi apontado como uma liderança local, responsável por recrutar participantes e organizar a estrutura do grupo.

Durante o processo, Alcides Hahn afirmou que realizou o Pix a pedido de um conhecido, e alegou não saber qual seria o destino do dinheiro. Segundo ele, tratava-se de um empréstimo, sem relação direta com os atos em Brasília. Sua defesa sustentou que a acusação se baseou exclusivamente na transação de R$ 500, sem provas concretas de que o empresário tinha conhecimento de que o valor seria usado para financiar uma viagem com fins criminosos.
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