domingo, 21 de junho de 2026

Justiça nega novo pedido de habeas corpus de empresário acusado de matar gari em BH

 Defesa de Renê da Silva Nogueira Júnior recorreu após o STJ anular julgamento anterior para garantir sustentação oral; pedido foi rejeitado pela 8ª Câmara Criminal nesta quinta-feira (18). Empresário segue preso.

Por g1 Minas — Belo Horizonte

Empresário Renê da Silva Nogueira em audiência de instrução — Foto: Reprodução

Empresário Renê da Silva Nogueira em audiência de instrução — Foto: Reprodução


O empresário Renê da Silva Nogueira Junior, acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, em BH, na manhã do dia 11 de agosto do ano passado, segue preso após ter mais um pedido de habeas corpus negado pela justiça. A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) foi a responsávelpelo julgamento, nesta quinta-feira (18).

O habeas corpus já havia sido negado pelo TJMG em fevereiro. A defesa recorreu ao STJ, que entendeu que os advogados deveriam ter tido a oportunidade de apresentar seus argumentos durante a sessão. Por isso, determinou que o pedido fosse julgado novamente pela Corte mineira.

Após a determinação do STJ, o pedido foi analisado novamente pelos desembargadores do TJMG. Ao final do novo julgamento, eles mantiveram o entendimento adotado em fevereiro e negaram mais uma vez o pedido de soltura apresentado pela defesa.

Relembre o caso

Segundo as investigações, Renê se irritou porque o caminhão de coleta de lixo ocupava a via. Ele teria ameaçado a motorista do veículo e, em seguida, efetuado disparos contra os trabalhadores. Laudemir foi atingido no abdômen e morreu no local.

A perícia confirmou que a arma usada no crime pertencia à delegada. A Polícia Civil abriu um procedimento para apurar as circunstâncias da guarda do armamento.

O Ministério Público de Minas Gerais também pediu o bloqueio de R$ 3 milhões em bens do casal para garantir eventual indenização à família da vítima.

Laudemir trabalhava havia nove anos na limpeza urbana de Belo Horizonte e era considerado um funcionário exemplar pela empresa para a qual prestava serviços. Segundo colegas e familiares, ele estava prestes a ser promovido quando foi morto durante o expediente.

Infográfico mostra principais pontos do assassinato do gari Laudemir Fernandes pelo empresário Renê Júnior, que confessou o crime — Foto: Arte/g1

Infográfico mostra principais pontos do assassinato do gari Laudemir Fernandes pelo empresário Renê Júnior, que confessou o crime — Foto: Arte/g1

Justiça nega novo pedido de soltura de acusado de matar gari | G1

Nenhum comentário:

Postar um comentário