Artistas e representantes de entidades ambientais vão se reunir em Brasília nesta quarta-feira (9) para protestar contra pautas que são polêmicas e que, segundo eles, promovem retrocessos no meio ambiente.
Caetano Veloso é o principal líder do grupo que quer barrar o "Pacote da Destruição" (Crédito: Reprodução/YouTube)
Organizados por Caetano Veloso, artistas como Lázaro Ramos, Malu Mader, Nando Reis, Bruno Gagliasso, Emicida e Christiane Torloni, além de movimentos sociais, vão participar de uma audiência pública no Salão Negro do Senado Federal. Eles vão se reunir com o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD), e entregar um manifesto assinado por 230 entidades pedindo a pausa na tramitação de projetos de lei.
Às 15h, está marcado o “Ato pela Terra”, em frente ao Congresso, em que esses representantes farão discursos e se apresentações musicais, incluindo Caetano Veloso.
Cinco projetos estão na mira dessas lideranças, junção apelidada de “Pacote da Destruição”. Boa parte deles passou pela Câmara e agora tramita no Senado, por isso a reunião com Pacheco. Nesta terça-feira (8), Arthur Lira (PP), presidente da Câmara, incluiu na pauta de votações do plenário um dos projetos um desses projetos, o PL 191/2020, que autoriza a exploração de minério em terras indígenas.
Este projeto regulamenta, entre outros itens, a exploração de potássio e, na visão de Lira, pode diminuir os impactos que o mercado brasileiro terá com uma crise de abastecimento de fertilizantes russos – item importantíssimo para o agronegócio brasileiro e que deve ficar cada vez mais escasso conforme avança a guerra com a Ucrânia, no Leste Europeu.
Outros pontos do chamado Pacote da Destruição também miram em projetos de demarcação de terras indígenas, grilagem de terra, licenciamento ambiental e liberação do uso de agrotóxicos sem autorização da Anvisa e do Ibama.
https://www.istoedinheiro.com.br/artistas-protestam-hoje-9-em-brasilia-contra-pacote-da-destruicao/
Museu da Imigração celebra Dia da Comunidade Árabe
seg, 07/03/2022 -
15:47 Publicado em:
Geral
Isaura Daniel (ANBA)
Nos dias 26 e 27 de março haverá atividades no museu sobre a
imigração árabe no Brasil. Programação inclui exibição de filmes e peça de
teatro. Câmara Árabe é parceira da iniciativa.
O Dia Nacional da Comunidade Árabe no Brasil vai ser
comemorado neste mês no Museu da Imigração (foto acima), na capital paulista.
Nos dias 26 e 27 de março, sábado e domingo, haverá programação especial no
local voltada para a data. A iniciativa é uma parceria com a Câmara de Comércio
Árabe Brasileira.
No dia 26 ocorre um evento presencial, a partir das 14h30,
com exibição de quatro curtas-metragens que tratam do tema. Os filmes foram os
finalistas em concurso da Câmara Árabe e são “25 de março – A Memória do Mundo
Árabe”, com direção de Gustavo Brandão, “Ao Mundo Novo”, com roteiro de Pedro
Jorge e Thaís Medeiros, “Arabescos – Do Mascate ao Doutor”, de Beatriz Le
Senechal, e “O Cheiro de Zattar”, de Zeca Miranda.
ntes da exibição dos curtas, lideranças das instituições
envolvidas e especialistas vão falar sobre a imigração árabe. O presidente da
Câmara Árabe, Osmar Chohfi, e a diretora-executiva do Museu da Imigração,
Alessandra Almeida, fazem a abertura, que será seguida por uma breve
apresentação da história da chegada dos árabes no Brasil pela diretora de
Cultura da Câmara Árabe, a historiadora Silvia Antibas.
Haverá apresentação de censo feito pelo instituto H2R
Pesquisas Avançadas e o Ibope Inteligência, a pedido da Câmara Árabe, sobre a
presença árabe no Brasil. Quem falará sobre o tema será a diretora comercial da
H2R e diretora da Câmara Árabe, Alessandra Frisso. Também será apresentado o
projeto de digitalização da memória da imigração árabe no Brasil, levado
adiante pela Câmara Árabe e a Universidade Saint Esprit de Kaslik, do Líbano. A
coordenadora do projeto, Heloísa Dib, contará detalhes da iniciativa.
No dia 27, às 15 horas, haverá exibição online da peça
teatral “Cartas Libanesas”, no canal do YouTube do Museu da Imigração. A peça
traz a história do personagem Mighel Mahfouz, jovem libanês que se mudou para o
Brasil em 1917 e conta para a público seu cotidiano, dramas e vitórias como
mascate e imigrante árabe no Brasil. Ele divide com os expectadores também as
cartas pelas quais se comunica com a mulher que ficou no Líbano.
Leia mais sobre a peça: Mascate libanês nos palcos de São
Paulo
O Museu da Imigração fica no complexo da antiga Hospedaria
de Imigrantes, que recebeu os estrangeiros que chegaram ao Brasil no final do
século 19 e início do século 20. A hospedaria abrigava principalmente os
imigrantes que vinham de forma organizada em acordos entre os governos para
trabalhar em fazendas. “A imigração árabe foi diferente, ela foi uma imigração
espontânea”, afirma Antibas, dando uma pista do que vai falar no evento.
Os imigrantes árabes foram principalmente para a atividade
do comércio e por isso a Dia Nacional da Comunidade Árabe é celebrado em 25 de
março, já que foi a rua do mesmo nome, na capital paulista, que recebeu as
primeiras lojas dos árabes no Brasil. “O árabe faz parte da comunidade de
imigrantes no Brasil, então o Museu da Imigração se interessou em fazer essa
comemoração conosco”, relata Antibas.
Leia mais sobre a imigração árabe:
Fluxo de imigrantes árabes ao Brasil é constante
De 1500 a 2000, árabes encontram no Brasil seu novo lar
Além dos integrantes da colônia árabe, que costumam
participar das atividades de comemoração da data, a expectativa dos
organizadores é que a celebração deste ano também atraia o público que
frequenta o Museu da Imigração. A participação no evento do dia 26 de março é
gratuita. Aos sábados a entrada no museu não é cobrada. É preciso, no entanto,
apresentar comprovante de vacinação contra a covid-19 em formato digital ou
físico.
Dias 26 e 27 de março de 2022
Museu da Imigração
Gratuito
Programação
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