De acordo com o Corpo de Bombeiros, a mãe disse que deixou o menino sozinho em casa enquanto levava a filha para a escola. A causa do incêndio ainda vai ser investigada.
Por g1 Vales de Minas Gerais
Apartamento onde o bebê estava foi tomado pelas chamas — Foto: Corpo de Bombeiros Militar
Um bebê, de 1 ano e três meses, morreu carbonizado, na manhã
desta segunda-feira (13), depois que o apartamento em que ele estava pegou
fogo, no bairro São Raimundo, em Governador Valadares. A criança estava sozinha
no momento do incêndio, que ainda terá a causa investigada.
A mãe, de 26 anos, contou aos bombeiros que saiu de casa
para levar a filha para escola e deixou o bebê no apartamento. Quando retornou,
o imóvel já estava em chamas. Ao saber da morte da criança, a mulher passou mal
e foi levada para o hospital.
Os bombeiros foram acionados por vizinhos que viram a fumaça
saindo do apartamento. Após arrombar a porta, os militares conseguiram combater
as chamas que estavam concentradas em um quarto do imóvel.
“O restante da casa ficou só tomada pelos restos de fuligem.
Ficou tudo preto nas paredes, mas o incêndio mesmo ficou concentrado em um dos
quartos”, detalhou o sargento Mauro Fernando de Almeida.
O corpo do bebê foi localizado em meio aos escombros dos
imóveis destruídos pelas chamas. A perícia da Polícia Civil esteve no local e
somente um laudo técnico poderá apontar o que causou o incêndio e a morte do
menino.
Ainda segundo o sargento dos bombeiros, a equipe que
combateu o incêndio ficou abalada ao encontrar a vítima e deixou o alerta para
os pais e responsáveis.
“Jamais deixar uma criança sozinha num apartamento. Sempre
tem que ter a supervisão de um adulto, nem mesmo por um breve instante para que
não ocorra uma tragédia como aconteceu hoje aqui”.
Em nota enviada ao g1, a Polícia Civil informou que:
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) enviou a polícia
científica ao local, onde foram realizados os trabalhos periciais. Além disso,
foram ouvidas, na Delegacia de Plantão, a mãe da criança, de 26, e uma
testemunha.
Em depoimento, a genitora da vítima alegou que deixou esta
dormindo no quarto, quando desceu ao rol do prédio com a testemunha. Em
determinado momento, perceberam uma fumaça saindo do quarto e subiram ao
apartamento. Ainda, segundo ela, alguns vizinhos também ajudaram a debelar as chamas,
mas os extintores de incêndio do prédio não teriam funcionado.
Após os procedimentos de Polícia Judiciária, a mulher foi
liberada, pois não havia elementos suficientes que ensejassem sua prisão em
flagrante.
O inquérito policial foi instaurado para apurar,
inicialmente, crime de abandono de incapaz qualificado, em virtude da morte do.

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