Prefeito de Betim, Vittorio Medioli, posa ao lado do presidente Jair BolsonaroImagem: Reprodução/Facebook
O prefeito de Betim (MG), Vittorio Medioli (sem partido),
defendeu que o Nordeste seja separado do restante do Brasil, após o presidente
eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencer em todos os estados da região.
Em texto publicado no jornal O Tempo, do qual é dono, Medioli diz que a eleição mostrou que há "dois Brasis". "Um que produz mais e arrecada impostos, e outro, paradoxalmente mais carente, que vive das transferências. Dessa forma, a divisão territorial, por meio de um 'divórcio consensual', está com suas sementes se espalhando", escreveu o chefe do Executivo da cidade mineira, que fica na região metropolitana de Belo Horizonte.Ele afirma também que "dar a Lula o que é de Lula e a Bolsonaro o que é de Bolsonaro" seria talvez a "única solução para resgatar a legitimidade ameaçada". O prefeito também demonstrou apoio às manifestações antidemocráticas que acontecem no país. "Com exceção do Nordeste, milhões de pessoas se a
glomeram em frente aos quartéis do Exército procurando alternativas ao que não querem", declarou.
O prefeito é apoiador declarado do presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi derrotado com 49,1% dos votos, contra 50,9% de Lula. O presidente eleito obteve a maioria em 13 dos 27 estados brasileiros: todos os nove do Nordeste, além do Amazonas, Pará, Tocantins e Minas Gerais — estado de Medioli.
A lei n° 9.459, de 1997, prevê pena de um a três anos de prisão e multa para quem cometer discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Mesmo com a restrição, apoiadores do presidente derrotado
Jair Bolsonaro (PL) fazem comentários xenofóbicos contra o Nordeste desde o
resultado do primeiro turno.
Apesar do movimento, foi no Sudeste que Lula mais ganhou
votos em relação ao resultado do PT no primeiro turno de 2018, quando Fernando
Haddad era o candidato do partido. Bolsonaro, por sua vez, avançou justamente
no Nordeste, com 1,3 milhão de votos a mais.
Medioli é dono do jornal O Tempo. Italiano naturalizado brasileiro em 1981, Medioli é prefeito de Betim desde 2017 e já foi deputado federal de 1991 a 2017.
Além de político, ele também é dono do grupo Sada, composto por mais de 30 empresas de diferentes ramos, incluindo a Sempre Editora, que publica o jornal O Tempo.

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