Segundo a Polícia Civil, a vítima, que trabalhava como advogado, tinha pedido medida protetiva contra o suspeito por já ter sido ameaçado anteriormente. A motivação do crime teria relação com problemas envolvendo a guarda do neto.
Por Gabriel Ferreira, g1 Vales de Minas Gerais
Um advogado, de 38 anos, foi morto a tiros, na manhã desta terça-feira (15), no momento em que se aproximava do escritório onde trabalhava, na área central de Ipatinga. De acordo com a polícia, quem atirou contra Anderson Clayton Nunes Ferreira foi o ex-sogro dele, um policial reformado, de 62 anos.
Câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais
flagraram o momento do crime (veja o vídeo acima). O suspeito, de boné claro,
caminha na calçada, em frente ao local de trabalho do advogado. Quando a vítima
se aproxima e reconhece o ex-sogro, ele começa a correr, mas é perseguida e
atingida pelos disparos.
Segundo as investigações já levantadas pela PC, após a
separação, a mulher se mudou para Joinville, em Santa Catarina, para viver com
o pai e levou o filho com ela. Anderson teria entrado com um processo pedindo a
guarda da criança e passou a receber ameaças do ex-sogro. O advogado chegou a
pedir medida protetiva contra ele.
Para o delegado responsável pelo caso, Marcelo Marino, a
investigação preliminar aponta que o suspeito planejou o crime e veio de
Joinville para assassinar Anderson. “As imagens demonstram isso. Não só as
imagens, como as circunstâncias. Não se tratou de um crime praticado mediante a
extrema violenta emoção. Foi um crime a sangue frio. Ele planejou. Ele disse
que se não conseguisse resolver a guarda na justiça, que resolveria por meios
próprios e ele resolveu fazer o que fez hoje. Ele queria riscar o Anderson do
convívio familiar com o filho e isso motivou a prática do crime."
Para a Polícia Militar, o suspeito alegou que a motivação do
assassinato estaria associada à uma suposta violência doméstica sofrida pela
filha na época em que eles ainda eram casados.
“O autor nos informou que teria efetuado três disparos de
arma de fogo contra a vítima, que seria um parente próximo dele, alegando que
os fatos ocorreram por causa de atritos familiares que vêm se arrastando ao
longo dos anos”, disse da Polícia Militar, Ramon Pires.
Após ser detido, o suspeito foi encaminhado para delegacia
para prestar esclarecimentos sobre o caso, que segue em investigação.

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