quarta-feira, 9 de março de 2022

Jovem escapa de atropelamento de jeito inusitado em Minas; veja

 Débora 'escalou' o balcão com celular e milk-shake nas mãos para se livrar de um carro

08/03/2022 22:13 - atualizado 08/03/2022 22:16

Vídeo da jovem escapando de atropelamento viralizou nas redes sociais

(foto: Twitter/Reprodução)
A estudante Débora Rezende escapou de um atropelamento, na cidade de Três Pontas, interior de Minas, ao subir no balcão de uma loja com um celular e uma bebida na mão. O carro, que veio em sua direção, foi arrastado por um ônibus que perdeu o controle em função de problemas com o freio, batendo em cinco veículos no Centro da cidade. Apesar disso, ninguém ficou ferido. 










As imagens do ocorrido são de uma câmera de segurança que flagrou o exato momento em que Débora escala o balcão. O vídeo viralizou na internet, chegando até ela por mensagens de amigos, que já tinham recebido as imagens. 
Em entrevista ao portal "G1", a jovem conta:
 
"Cheguei à faculdade e todo mundo me ligando falando que tinha um vídeo meu. Quando eu vi o vídeo, nem eu acreditava que eu tinha feito aquilo. Eu nem pensei, só pulei. Depois que eu pulei, peguei minhas coisas e subi [fui embora] como se nada tivesse acontecido", relembrou. 

Rejane Rezende, mãe da sobrevivente, conta que o ocorrido rendeu a ela momentos de angústia, mas que logo foram interrompidos por muita gratidão pelo impulso da filha. 
*Estagiária sob supervisão do subeditor Eduardo Oliveira 

https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2022/03/08/interna_gerais,1351126/jovem-escapa-de-atropelamento-de-jeito-inusitado-em-minas-veja.shtml

                                                                 


Justiça proíbe policiais de interditar ruas e portar armas em manifestação nesta quarta

Decisão do TJMG ainda prevê proibição de manifestantes ocuparem prédios públicos e fixa multa de R$ 100 mil por hora por descumprimento

Por Lucas Pavanelli e Edilene Lopes | 08/03/2022 às 17:59

 

Guilherme Bergamini/ALMG

Foto: Guilherme Bergamini/ALMG

Policiais marcam nova manifestação para esta quarta-feira (9)

 O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) acatou, nesta terça-feira (8), um pedido do Governo de Minas e determinou que integrantes das forças de segurança do Estado não interditem ruas, invadam ou bloqueiem o acesso a prédios públicos ou privados ou portem armas de fogo durante manifestações marcadas para esta quarta-feira (9). São esperadas cerca de 50 mil pessoas nas ruas da cidade, entre policiais militares, civis, penais e bombeiros, em protesto contra a proposta de reajuste salarial feita pelo governo estadual.

  

O protesto é convocado por sindicatos e associações representativas dos integrantes das forças de segurança. A decisão judicial, assinada pelo juiz Michel Curi e Silva, da 1ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte, também tem os mesmos efeitos de decisões anteriores, que determinaram que a manifestação não cause prejuízo ao serviço público.

 

De acordo com a decisão, o protesto, por "envolver servidores públicos civis e militares que representam a força pública armada deste Estado, têm evidente potencial de submeter a ordem pública a risco". 

O TJMG ainda fixou em R$ 100 mil por hora a multa em caso de descumprimento das medidas.

 Recomendações

 O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) também expediu duas recomendações para os integrantes das forças de segurança. O documento cita o chefe da Polícia Civil, delegado Joaquim Francisco Neto e Silva, o comandante-geral da Polícia Militar, Rodrigo Sousa Rodrigues, e do Corpo de Bombeiros, Edgard Estevo da Silva, para que adotem uma série de providências para evitar:

 

- interrupção de serviços prestados pela Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros

- obstrução de vias públicas

- queima de objetos ou porte de armas, bombas e foguetes

- invasões em prédios públicos ou privados

- obstrução de espaços estratégicos para prestação de serviços e garantia de locais de entrada e saída da Cidade Administrativa, em caso de protestos no local

  

O MP também recomendou que o diretor-geral do Departamento Penitenciário de Minas Gerais, Rodrigo Machado adote medidas para evitar:  

 

- interrupção na prestação de serviços públicos prestados por policiais penais

- queima de objetos ou porte de armas, bombas e foguetes

- obstrução de espaços estratégicos imprenscindíveis à manutenção da ordem pública nas unidades prisionais

 Ainda de acordo com o MP, o diretor do Depen também deve determinar a retomada dos serviços de entrega de correspondências, banhos de sol, escoltas, atendimento a advogados e visitas dentro dos presídios.

 Uma outra recomendação, com as mesmas medidas, foi direcionada pelo Ministério Público a sindicatos e entidades representativas das forças de segurança.

  protestopolíciaMinas Geraismanifestação policiais

https://www.itatiaia.com.br/noticia/justica-proibe-policiais-de-interditar-ruas-e-portar-armas-em-manifestacao-nesta-quarta1

                                                                   


        

ONG ambiental pede que CVM investigue dona de Belo Monte por omitir informações.. 

André Borges

Em Brasília

08/03/2022 10h09

Barragem da hidrelétrica de Belo Monte durante a fase de construção da usinaImagem: Paulo Santos/Reuters

O ISA (Instituto Socioambiental) enviou uma reclamação à CVM (Comissão de Valores Imobiliários), apontando irregularidades na divulgação de informações sobre a hidrelétrica Belo Monte nas comunicações a investidores feitas pela Norte Energia. Desde setembro de 2020, a concessionária da usina possui registro na CVM, o que a obriga a prestar esclarecimentos ao mercado e estar sujeita ao seu regime informacional.

O ISA afirma que as informações compartilhadas "a respeito do processo de licenciamento ambiental e, em especial, a respeito do hidrograma da usina hidrelétrica de Belo Monte, omitem informações relevantes, como decisões administrativas e judiciais diretamente relacionadas ao tema".

RELACIONADAS

O hidrograma diz respeito ao controle da vazão de água que a concessionária aplica sobre o Rio Xingu, onde as barragens de Belo Monte foram erguidas, na região de Altamira e Vitória do Xingu, no Pará.

Segundo o Instituto Socioambiental, decisões judiciais emitidas pela Justiça Federal do Distrito Federal e o TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) que ratificaram decisões do Ibama sobre alteração do hidrograma aplicado na gestão da usina foram omitidas pela Norte Energia, em comunicações ao mercado em dezembro de 2020 e janeiro de 2021.

Na reclamação, o ISA aponta que foram comunicadas "informações inconsistentes, contraditórias e omissas a respeito da diferenciação entre fatos e interpretações próprias da companhia, o que pode induzir erroneamente a avaliação do mercado a respeito dos potenciais riscos relacionados à companhia e a questões socioambientais de seu principal empreendimento".

A definição do hidrograma é assunto controverso, porque a restrição de água feita pela usina impacta cerca de 100 km de rio, na chamada Volta Grande do Xingu, onde vivem milhares de ribeirinhos e indígenas e que dependem do rio para sobreviver.

Danos ao ecossistema

O desvio das águas já causou danos graves ao ecossistema local e, segundo o ISA, há pelo menos cinco anos não ocorre a piracema na área. O Ibama, responsável pelo licenciamento ambiental, reconhece a insuficiência do hidrograma de consenso para a mitigação dos impactos em pareceres técnicos desde 2019 e pediu estudos complementares à Norte Energia, em 2021, quando celebraram um termo de compromisso para aplicação de outra regra, o "hidrograma de consenso B", durante 2021. Esse termo venceu em 31 de janeiro de 2022, e o Ibama deve emitir novo parecer técnico sobre a efetividade do hidrograma a partir da análise dos estudos complementares.

Questionada pela reportagem sobre o assunto, a Norte Energia não se manifestou. Não há um prazo específico para resposta da CVM à organização. Caso seja constatada alguma irregularidade, a área técnica da CVM poderá tomar três caminhos: enviar ofícios de alerta para correção, se cabível, das irregularidades apontadas; instaurar processo administrativo sancionador; ou instaurar inquérito administrativo.

Se os processos administrativos apurarem violações à lei e às regras editadas pela CVM, pode ser realizada acusação por parte da área técnica, que será julgada, assim como as defesas, pelo colegiado da CVM. As decisões condenatórias do colegiado da CVM são passíveis de recurso junto ao CRSFN (Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional).

As sanções administrativas, no caso de condenação, podem ser advertência, multa, inabilitação temporária para o exercício de cargos de administrador, atividades mobiliárias no mercado financeiro, suspensão da autorização ou registro para o exercício das atividades no mercado de valores mobiliários, dentre outras.

Em qualquer fase anterior ao julgamento pelo Colegiado, a CVM pode celebrar termo de compromisso com o acusado, que deverá cessar a prática ilícita e corrigir as irregularidades constatadas.

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