Segundo o Ministério Público, já foram cumpridos 121 mandados de busca e apreensão e 22 de prisão
RICHARD VIEIRA, CRICIÚMA
14/02/2023 ÀS 15H08 - Atualizado Há 3 dias
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Sete prefeitos de Santa Catarina já foram presos desde a
primeira fase da operação Mensageiro, deflagrada em dezembro de 2022. A
investigação apura suspeita de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva,
organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de coleta e destinação de
lixo.
Quem são os 7 prefeitos de SC presos no ‘escândalo do lixo’ em SC – Foto: Montagem/ND
Veja lista
Antônio Ceron (PSD), de Lages, no Presídio de Itajaí;
Antônio Rodrigues (PP), de Balneário Barra do Sul;
Deyvison Souza (MDB), de Pescaria Brava, no Presídio Santa
Augusta, em Criciúma;
Joares Ponticelli (PP), de Tubarão;
Luiz Henrique Saliba (PP), de Papanduva, no Presídio
Regional de Caçador;
Marlon Neuber (PL), de Itapoá, no Presídio de Itapema;
Vicente Corrêa Costa (PL), de Capivari de Baixo, no Presídio
da Agronômica, em Florianópolis.
A prisão mais recente ocorreu nesta terça-feira (14), em
Tubarão, no Sul catarinense. O prefeito Joares Ponticelli (PP) e o vice Caio
Tokarski (União Brasil) foram presos preventivamente. Os dois devem passar por
audiência de custódia, nesta tarde, em Florianópolis.
“A operação corre em segredo de Justiça por determinação
legal e nem o prefeito o vice-prefeito foram informados oficialmente sobre o
motivo pelo qual foram conduzidos”, disse, em nota, a Prefeitura de Tubarão. A
reportagem não localizou a defesa do prefeito.
Além de Ponticelli, outros dois prefeitos do Sul catarinense
já foram presos no curso das investigações: Deyvison Souza (MDB), de Pescaria
Brava, e Vicente Corrêa Costa (PL), de Capivari de Baixo.
Deyvison Souza foi preso, no dia 6 de dezembro, durante
viagem oficial a Brasília, ainda na primeira fase da operação Mensageiro. Já
Vicente foi preso no início do mês, na segunda fase. Ambos seguem em presídios
do Estado.
Ao ND+, a defesa Deyvison, feita pelo advogado Pierre
Vanderlinde, informou que não pode dar detalhes sobre o caso, porque o processo
é sigiloso.
O advogado de Vicente, Neto Fontenelle, também relatou que
processos seguem todos em segredo de justiça e, por isso, não poderia informar
detalhes sobre o andamento.
“Destacamos apenas a inocência e a lisura dos agentes
públicos de Capivari que são investigados, de modo que todos os equívocos de
percepção, fática ou jurídica, estão sendo apontadas no processo, de forma
oportuna e na medida em que o rito processual segue”, explicou.
Lages
Ainda na lista de prefeitos presos, está o de Lages, Antônio
Ceron (PSD). Detido no dia 2 deste mês, ele chegou a ser alvo de uma denúncia
na Câmara de Vereadores que pedia o seu afastamento, mas foi rejeita pela
maioria. A reportagem não localizou a defesa de Ceron.
Prisões na 1ª fase da operação
Três prefeitos presos em dezembro: Luiz Henrique Saliba
(PP), de Papanduva, Antônio Rodrigues (PP), de Balneário Barra do Sul, e Marlon
Neuber (PL), de Itapoá, também seguem em presídios de Santa Catarina.
O ND+ não localizou a defesa de Marlon Neuber e tentou
contato com o advogado de Rodrigues, mas até o fechamento da matéria não obteve
retorno. O espaço segue aberto.
‘Escândalo do lixo’
A investigação, que está em curso há pouco mais de um ano
pelo Ministério Público nas apurações de crimes funcionais de prefeitos, ficou
conhecida em Santa Catarina como o “escândalo do lixo”.
Ao todo, já foram cumpridos 121 mandados de busca e
apreensão e 22 mandados de prisão – todos seguem presos preventivamente. A
apuração ainda corre em segredo de justiça.
https://ndmais.com.br/seguranca/quem-sao-os-7-prefeitos-de-sc-presos-no-escandalo-do-lixo-em-sc/

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