segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Angra 3: juiz absolve Temer e mais 7 por suposta corrupção em contrato

Magistrado da 12ª Vara Federal de Brasília avaliou não haver provas contundentes na peça acusatória

atualizado 05/02/2022 15:49

ex-presidente Michel Temer prisao stj
Daniel Ferreira/Metrópoles

Em decisão da Justiça Federal de Brasília, o ex-presidente Michel Temer (MDB) foi absolvido das acusações apontadas contra ele no âmbito da Operação Radioatividade, desdobramento da Lava-Jato. Além do emedebista, outros sete réus também acabaram inocentados. São informações foram publicadas na coluna do jornalista Fausto Macedo, do jornal Estado de S. Paulo.

Os oito réus respondiam a uma ação penal por suposta prática de lavagem de dinheiro e corrupção. Entre eles, estão o ex-ministro de Minas e Energia Moreira Franco; os empresários Rodrigo Castro Alves Neves, Carlos Alberto Costa, Maria Rita Fratezi; além do ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva; do sócio da Engevix, José Antunes Sobrinho e o amigo do ex-presidente João Baptista Lima Filho, o coronel Lima.

A sentença foi expedida pela 12ª Vara Federal do Distrito Federal por decisão do juiz Marcus Vinícius Reis Bastos. Na avaliação do magistrado, a “extensa peça acusatória original, cuja narrativa não contém descrição objetiva de todas as circunstâncias dos atos ilícitos, imputa aos denunciados condutas desprovidas de elementos mínimos que lhe deem verossimilhança”.

Operação Radioatividade

Temer e Moreira Franco foram presos pela Polícia Federal no âmbito da Operação Descontaminação em março de 2019. A ação foi um desdobramento de outra investigação policial conduzida pela Polícia Federal, a Operação Radioatividade.

Na ocasião, foram cumpridos, ao todo, oito mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 26 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e Paraná, além de no DF. Parte da apuração se refere ao pagamento de propinas para a construção da usina Angra 3, no Rio de Janeiro.

A investigação teve como base as delações do empresário José Antunes Sobrinho, ligado à Engevix, e do corretor Lucio Funaro. Sobrinho citou acordo sobre “pagamentos indevidos que somam R$ 1,1 milhão, em 2014, solicitados por João Baptista Lima Filho, coronel próximo a Temer, e pelo ministro Moreira Franco, com anuência do então presidente, no contexto do contrato da AF Consult Brasil com a Eletronuclear.

Os mandados forma expedidos na época pelo juiz federal Marcelo Bretas. O magistrado afirmou que o ex-presidente da República “liderava uma organização criminosa”. Temer foi solto quatro dias após sua prisão.

                                                   

A PF pediu o indiciamento do presidente Michel Temer e indiciou sua filha ... que teria beneficiado ...
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... (18.mai.2017) as gravações que fazem parte da delação premiada da JBS. O pacote inclui a gravação ...
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Tem que manter isso, viu”, disse Temer quando Joesley relatou que “estava de bem com Eduardo”
YouTube · Revista ÉPOCA · 18 de mai. de 2017

                                                 

Temer está tentando tirar o Brasil da recessão. Quer acertar as contas públicas. Isso é positivo. E todo ...
Luiz Flávio Gomes · Instituto Luiz Flávio Gomes · 11 de nov. de 2016


https://www.metropoles.com/brasil/justica/angra-3-juiz-absolve-temer-e-mais-7-por-suposta-corrupcao-em-contrato

                                                               

Bolsonaro: Brasil é “refém” da dolarização dos combustíveis

Presidente diz, no entanto, que não vai interferir na política de preços da Petrobras


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Reprodução/Facebook

Presidente Jair Bolsonaro deu entrevista à Super Rádio Tupi de Campos dos Goytacazes (RJ)BEATRIZ ROSCOE12.fev.2022 (sábado) - 10h26

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (12.fev.2022), durante entrevista à rádio Tupi de Campos dos Goytacazes (RJ), que o Brasil é “refém” da paridade de preços internacional dos combustíveis. Segundo ele, o governo trabalha para reverter o cenário de aumento do preço dos combustíveis, mas que não pode “ser irresponsável” e interferir na política da Petrobras.

“Das 10 maiores economias do mundo, apenas o Brasil não é autossuficiente no refino do petróleo. Nós somos amarrados pela legislação

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De acordo com ele, “essa conta vai demorar um pouco para pagar” e o governo tenta, com apoio da Petrobras, de diretores e do conselho, “ver o que se pode fazer para produzir o Petróleo, diesel e gasolina da forma mais barata possível na ponta da linha”. 

“Estamos tentando reverter isso [a disparada de preço dos combustíveis] sim. Eu fico indignado com a Petrobras com seu lucro bilionário, onde se atende acionistas, e à voracidade do governo federal e também dos governos estaduais com impostos e na ponta da linha quem paga essa conta é a população”, declarou.

O presidente disse que “não podemos ser irresponsáveis” e que não pode interferir no preço do combustível. Também afirmou que não tem “poder nenhum sobre a Petrobras para decidir a maioria das coisas que acontecem lá dentro”. 

COMO FUNCIONA O PPI

O Preço de Paridade de Importação consiste na equiparação dos valores praticados no mercado interno, para os consumidores brasileiros, aos do mercado externo. Passou a ser adotado pela Petrobras em outubro de 2016, durante o governo Michel Temer (MDB). Até então, havia o que o mercado chama de “controle artificial dos preços” pela petroleira, o que trazia prejuízos aos acionistas e à própria empresa.

O PPI leva em consideração não só o dólar, mas também as flutuações do preço do barril do petróleo. Em 2021, a cotação do barril Brent, negociado na bolsa de Londres e usado como referência pela Petrobras, subiu mais de 50%, de US$ 50 para US$ 77. Hoje, já se aproxima dos US$ 90 e, segundo analistas do mercado de óleo e gás, deve passar dos US$ 100, consequência também do potencial conflito entre a Rússia e a Ucrânia. A Rússia é a segunda maior produtora de petróleo do mundo.

O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, afirmou, em diversos eventos, que o controle dos preços dos combustíveis pelo governo traria o risco de desabastecimento para o país. Isso porque, se a Petrobras vender a gasolina e o diesel, nas refinarias, a preços menores que os praticados no exterior, as importadoras não teriam interesse em vender os produtos para o Brasil.

A associação que representa os importadores, inclusive, afirma que ainda há defasagem dos preços praticados pela Petrobras. Segundo o levantamento semanal mais recente da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), entre 23 e 29 de janeiro, o preço médio da gasolina comum, no país, está em R$ 6,68 o litro, mas o valor máximo já chega a R$ 8,03 no Sudeste. O diesel S-10 custa, em média, R$ 5,68 o litro, mas já é encontrado por até R$ 7, também no Sudeste.

 https://www.poder360.com.br/governo/bolsonaro-brasil-e-refem-da-dolarizacao-dos-combustiveis/

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