O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a fazer críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem chamou de “picaretão” pela postura contrária ao armamento da população. Bolsonaro acenou à sua base composta por colecionadores, atiradores e caçadores (CACs) e disse que o adversário vai recolher as armas liberadas pela atual gestão se for eleito no pleito de outubro.
“Ontem, por coincidência andando de moto, na pista tinha um clube de tiro, entrei, atirei com o pessoal etc. Tinham três alvos, um vermelho, por coincidência eu botei no vermelho. São 600 mil CACs no Brasil”, iniciou Bolsonaro na conversa no cercadinho do Palácio da Alvorada.
“O picaretão está dizendo que se for presidente vai recolher as armas”, prosseguiu, sem citar nomes. A conversa foi registrada por um canal no YouTube simpático ao presidente.
Uma das principais bandeiras de Bolsonaro em 2018, a flexibilização no uso e compra de armas de fogo no país foi uma das demandas que o presidente buscou atender nos três anos de mandato.
No início de 2021, Bolsonaro editou quatro decretos que facilitam o acesso a armas de fogo. Em linhas gerais, os decretos retiram do Exército a fiscalização da aquisição e do registro de alguns armamentos, máquinas para recarga de munições e acessórios; aumentam o limite máximo para a aquisição de armas de uso permitido pela população civil; e autorizam as pessoas que têm porte a conduzir simultaneamente até duas armas.
Lula tem criticado as medidas do governo federal em favor do armamento da população e dito que vai buscar desarmar o país se o PT voltar ao governo.
Fonte: Metrópoles
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