A médica e secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, se filiou ao Partido Liberal, do presidente Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira (2). Mayra ficou conhecida como “Capitã Cloroquina” por defender, desde o início da pandemia, uso de medicamentos comprovadamente ineficazes no combate à Covid-19.
Nas redes sociais, a médica comemorou a decisão. Ela deverá concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados.
Em 2020, a Capitã foi a responsável por planejar a ida de uma comitiva de médicos a Manaus para difundir o uso de medicamentos, sem eficácia comprovada, contra a Covid-19. Dias depois, o estado do Amazonas entrou em colapso pela falta de oxigênio. A médica foi alvo de indiciamento por três crimes no relatório final da CPI da Covid.
Além de Mayra, o comandante da Força Nacional de Segurança Pública, coronel Aginaldo de Oliveira, marido da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), também se filiou ao partido.
Debandada ao PL
É esperado que o partido de Valdemar Costa Neto receba novos filiados do entorno de Bolsonaro. Na última terça-feira, o filho 03 do presidente anunciou sua ida para à sigla. O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) deve mudar de partido quando abrir a janela partidária para os parlamentares, em março.
O secretário especial de Cultura, Mário Frias, também definiu filiação ao PL. Ambos devem concorrer à Câmara.
A ida de Eduardo Bolsonaro ao partido do pai foi antecipada pelo Congresso em Foco, em novembro. O senador, Flávio Bolsonaro assinou a ficha de filiação junto a Jair Bolsonaro. A debandada da família bolsonarista ao partido deixa o vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, isolado no Republicanos.

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