domingo, 13 de fevereiro de 2022

Médico que divulgou desinformação sobre vacina não será indenizado por checagem

 Allan dos Santos faz música xingando Alexandre de Moraes

“O cabeça de piroca pensa que pode me calar, mas não esperava que tenho amigos e estou livre agora”, diz a canção


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Reprodução/Instagram

Allan dos Santos é alvo de inquérito no STF que apura disseminação de fake news e de investigação sobre financiamento de atos com pautas antidemocráticas

O jornalista Allan dos Santos segue procurando maneiras de burlar as suspensões das redes sociais. O bolsonarista tem mantido uma conta no Instagram, na qual compartilha xingamentos contra os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). O

Em um dos vídeos publicados nesta 4ª feira (9.fev.2021), Allan aparece contando uma música contra o ministro Alexandre de Moraes. “O cabeça de piroca pensa que pode me calar, mas não esperava que tenho amigos e estou livre agora. O escravo é você, que não pode sair na rua e ainda é amigo do PCCh”, diz a letra da música. 

Assista (1min11s):Allan, que está nos Estados Unidos, tem um mandado de prisão preventiva expedida pelo Supremo. Ele é investigado em 2 inquéritos na Corte: o das fake news e o das milícias digitais antidemocráticas. Em julho do ano de 2021, o bolsonarista deixou o país após ser alvo de buscas e apreensões.

Oficialmente punido das redes sociais tradicionais, Allan costuma usar seu Telegram para atacar ministros do Supremo. Na última semana, afirmou que o ministro Luís Roberto Barroso é “um satanista de merda”.

Em outubro do ano passado, Allan divulgou um áudio pelo Telegram endossando suas críticas ao ministro Alexandre de Moraes. Disse que Moraes é um “psicopata”, um “tirano”, que “usurpa o poder judiciário”. 

 

https://www.poder360.com.br/brasil/allan-dos-santos-faz-musica-xingando-alexandre-de-moraes/

                                              


Para juíza, médico assumiu o risco de ser taxado de propagador de fake news. Profissional arcará com R$ 7 mil de honorários

SÃO PAULO

Um médico renomado ser taxado como propagador de fake news numa checagem de informação sobre a vacinação da Covid-19 pode afetar a reputação do profissional a ponto de que ele seja indenizado? A resposta, para a juíza Patricia Persicano Pires, da 16ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo, é que, muito embora este fato possa trazer certa angústia ao profissional, ao divulgar informações que não encontram respaldo na realidade, o profissional assumiu o risco desse resultado.

Numa gravação divulgada em 12 de junho de 2021 no YouTube e que circulou no WhatsApp, o médico Paulo Porto responde a uma pergunta de uma internauta sobre o intervalo entre uma infecção pelo coronavírus e o posterior recebimento da vacina contra Covid-19: “Quem teve a doença está imunizado pela própria doença”, afirmou o médico, que tem 145 mil seguidores no Instagram e 112 mil inscritos em seu canal principal no YouTube.

Diante da afirmação que não encontra respaldo nas recomendações da Organização Mundial da Saúde e de outras autoridades sanitárias, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo postou uma checagem com a chamada de “fake news” junto a uma imagem do médico retirada do vídeo. “Não caia em #FakeNews. Vacine-se, independentemente de ter tido COVID-19, e procure sempre os canais oficiais para se informar”, publicou a secretaria.


O profissional de saúde acionou a Justiça para requerer uma indenização de R$ 70 mil por danos morais sob a justificativa de que a checagem o “angustiou profundamente” a repercussão “maculou a imagem e a credibilidade desse renomado cientista”.

A juíza não comprou a tese, e como a ação foi julgada improcedente, o médico foi condenado a pagar 10% do valor da causa em honorários, ou seja, R$ 7 mil.

Quanto ao uso de usa imagem, ela entendeu que, uma vez publicada em redes sociais, ela se torna pública, tendo o próprio médico renunciado à intimidade quando decidiu pela criação de um canal no qual expõe sua pessoa. Já em relação ao fato de ter sido apontado como propagador de uma fake news, Pires citou estudo publicado no “Jornal da USP” e informações de autoridades sanitárias para concluir que: “não é verdadeira a afirmação de que a infecção por Covid-19 garante a imunização natural. E o que não é verdadeiro, é falso”.

Além disso, ela afirma que o Estado agiu no exercício regular de seu direito-dever de informar, o que afasta a ilicitude. Para a magistrada, a Secretaria de Saúde paulista “tinha o dever de informar a população sobre a falsidade da afirmação, uma vez que o autor da falsidade não se trata de pessoa comum, como o próprio autor se qualifica na inicial”.

Para Marco Antonio Sabino, sócio de Mannrich e Vasconcelos e professor da FIA e do Ibmec, há um consenso de que figuras públicas têm menos proteção quantos aos direitos de personalidade que as comuns. A visibilidade à qual estão submetidas se traduz em maior responsabilidade e as sujeitam ao escrutínio público.

Por se tratar de médico renomado, com milhares de seguidores em suas redes, o profissional já estava ciente da repercussão que o caso poderia tomar, opina Mayra Mallofre Ribeiro Carrillo, sócia do Damiani Sociedade de Advogados, que acrescentou: “ainda mais considerando que estamos vivenciando uma das maiores crises pandêmicas da história da humanidade e que os estudos e orientações da Organização Mundial da Saúde são contrários ao posicionamento dele”.

Procurado, Paulo Porto não respondeu até o fechamento desta reportagem.

O número do processo é 1051288-73.2021.8.26.0053.

https://www.jota.info/coberturas-especiais/liberdade-de-expressao/fake-news-checagem-indenizacao-04022022


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https://jornalemtempo.com/noticia/atendimento-da-caixa-federal-em-nanuque-e-falho-e-desumano
                                                             


ATENDIMENTO DA CAIXA FEDERAL EM NANUQUE É FALHO E DESUMANO

Publicado em 11/02/2022 às 14h56

Observação sugere operação tartaruga. Suposta iniciativa, pune a clientela do banco

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 Clientes aguardam o momento para serem atendidos. Fora da agência, os mesmos ficam sujeitos às intempéries do tempo

 Inúmeras reclamações chegaram ao jornal Em Tempo sobre a forma de como trabalha a Caixa Econômica Federal. Nosso repórter esteve na agência de Nanuque e constatou a dificuldade de acesso à agência e também às linhas de crédito que a instituição oferece.

Quanto ao acesso à agência, é preciso obter uma senha para o atendimento, o que é perfeitamente normal. Entretanto, o cliente tem de aguardar um longo tempo na calçada do banco sujeitando-o às intempéries do tempo – sol, chuva e um calor insuportável. Já dentro da agência, o atendimento não ocorre no tempo hábil, conforme estabelece a Lei Estadual nº 14.235/2002 que dá um tempo máximo de espera de 15 (quinze) minutos.

 

 

 

O repórter do EM TEMPO fez uma consulta junto à gerência para acessar uma linha de crédito sobre financiamento de veículo pelo Pronampe. A atendente pediu uma lista de documentos. Como ele já havia, sem sucesso, tentado o mesmo financiamento, ele disse à atendente que dois processos já haviam na Caixa para a devida negociação, mas que até aquele momento, o banco não havia analisado o processo – para não recomeçar do zero, preferiu desistir do financiamento. “O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, tem dito que o banco direciona seu atendimento para o pequeno investidor, exercendo sua condição de instituição financeira, voltada para o social. Diz também que o banco entrará como entidade financiadora do agronegócio brasileiro. Com as dificuldades apresentadas, acho difícil que a agência de Nanuque cumpra com as determinações do alto comando. Conheço pessoas que vão à Caixa Econômica Federal de Montanha porque lá tudo se resolve à contento. A agência de Nanuque precisa passar por um processo de reavaliação, já que a cidade é sede de u ma microrregião do Vale do Mucuri”, analisou o repórter.

Segundo nosso repórter, às 15 horas, horário de encerramento, haviam mais de 25 clientes aguardando atendimento, pelo pequeno número de funcionários.

O jornal apurou a existência de moradores de Nanuque que preferem abrir contas em outras cidades, como em Montanha no Espírito Santo, que dispensa melhor atenção ao que procuram aquela agência.

A inclusão da Caixa no agronegócio dificilmente atrairá produtores da região, já que a agência impõe inúmeras dificuldades para se obter uma linha de crédito. Segundo um empresário, sua empresa entregou a documentação por duas vezes para ter acesso a linha de crédito, porém nunca obtivemos respostas, a alegação sempre foi a mesma, mudança de gerente. A superintendência tem que avaliar melhor a necessidade de continuar com as portas abertas em Nanuque, já que as empresas, produtores rurais e pessoas físicas, jamais vão querer pagar para serem mal atendidos. 

  

Na parte interna, o suplício da espera deixa revoltada grande parte do correntistas 

  

Senha de 14:05 foi atendida às 15:43

  

Nosso repórter obteve a senha emitida às 14:05:23 do dia 11/01/2021 e o atendimento ocorreu às 15:43, atendimento não, a primeira peneirada. “Fui encaminhado para o segundo piso, depois de 10 minutos, mais uma peneirada, tenho que aguardar o gerente, esperamos por mais tempo.

"Essa agência de Nanuque, hoje, não passa de um posto avançado de atendimento, não vejo outra solução, tenho que encerrar nossa conta", disse um cliente.

A Caixa informa que agendou atendimento com o cliente e prestou todos os esclarecimentos a ele e que permanece realizando ações sistêmicas para dar celeridade ao atendimento nas agências e oferecer um serviço de qualidade a todos os cidadãos.

Segundo eles, a agência de Nanuque segue rigorosamente as determinações específicas para agências bancárias, elencadas na legislação federal e estadual, com o objetivo de minimizar o risco de contaminação, notadamente, controle de entrada, distanciamento de 1,5 m entre as pessoas e lotação máxima de 50% da capacidade de atendimento da agência.

 (Fonte EM TEMPO)

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 Nanuque, INTOLERÁVEL

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