quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Eleições Atleticanas e o sonho do Torcedor

Desde que fui escorraçado do Conselho Deliberativo do Clube Atlético Mineiro, pelo então presidente Paulo Cury, me recolhi e adotei o comportamento básico e exclusivo de Torcedor. Não me meto em política interna, embora tenha cá meus conceitos e opiniões sobre o assunto.

Reitero que a mim, não importa se o presidente é o Zé, João, Bastião, Sérgio e qual seja o sobrenome, uma vez que sou Atleticano por convicções pessoais e íntimas que em nada se relacionam sequer ao número que o jogador usa em campo. Se 7 ou outro, embora nunca vá me esquecer do 1, Victor; 9, Reinaldo, 10, Ronaldinho.

Estive no Conselho por dois ou três mandatos consecutivos, entre meados dos anos de 1980 até metade da década seguinte. Tentei apurar isso lá na sexta-feira, sem sucesso, uma vez que os telefones não atendiam. Já contei sobre isso aqui, tempos atrás, não fazia parte dos interesses de continuidade do então presidente, que sequer terminou seu mandato. Tempos idos, isso jamais interferiu na minha Atleticanidade, ao contrário, me mostrou ser o lugar da minha origem. Na arquibancada, embora tenha exercido o mandato com honradez e dignidade.

Mas o que nos interessa é o futuro. A chapa única, já registrada, deixa alguns recados para a Massa. Eu até preferia, baseado em intuição pessoal, que poderia ser até os mesmos nomes, mas nas posições invertidas. Será Sérgio Coelho e José Murilo Procópio, presidente e vice. O primeiro foi vice de Nélio Brant e depois do Ricardo Guimarães. Já Zé Murilo foi vice Jurídico do segundo. Isso comprova que, embora a grande parte do aporte financeiro recebido venha dos Menins, o Guimarães é que vem ditando o assunto de gestão.

A mim, e creio que para a maioria dos Atleticanos, importa sim a administração do time. Os dois últimos presidentes não marcaram seus nomes na história do Galo. Nepomuceno venceu apenas dois mineiros e Sette até o momento o mesmo regional desta temporada. É muito pouco para a expectativa do Torcedor. Ainda mais considerando que seu antecessor, o polêmico Alexandre Kalil – reeleito prefeito de Belo Horizonte sem segundo turno – conquistou Libertadores, Copa do Brasil e Recopa.

Porém, sem muitos detalhes para conhecimento da Massa, teria deixado o clube endividado e com pendências que só foram quitadas recentemente na gestão Sette Câmara. Sei que tem muita gente que não se importa com o endividamento, o que não se aplica ao blogueiro. Se realmente o atual presidente cumpriu bem essa missão de equacionar dívidas antigas e sem assumir novos compromissos para o futuro, sua gestão haverá de ser reconhecida.

Via de regra, e não me excluo disso. Afoitamente avaliamos exclusivamente pelas conquistas de títulos, deixando de lado a questão financeira. Apesar do mísero título mineiro do Sette Câmara, sou capaz de lhe conceder a imunidade administrativa de Torcedor, caso duas situações (talvez até uma), se configure de fato. Gestão transparente e sem deixar dívidas para o futuro. E que, ao sair, ainda neste ano, entregue o clube além de saneado, nas primeiras colocações (preferencialmente na liderança) do Brasileirão 2020/21. Simples assim!

Já o virtual presidente, a ser eleito nos próximos dias, faz interessantes projeções. Quero acreditar nelas, por diversas razões. A exemplo dos gestores públicos, eleitos a cada quatros ano no sistema eleitoral brasileiro, a escolha do eleitor se fundamenta no melhor discurso entre os postulantes ao cargo. Pois Sérgio, agora falo do Coelho – que vai presidir o Galo – não tem concorrente e vem criando boas expectativas entre os Torcedores. Elencou, mesmo não tendo necessidade de tentar convencer a quem escolhe (conselheiros) seus quatro pilares para seu mandato.

Sanear as finanças, destacando o trabalho da diretoria se finaliza. Depois falou sobre o Estádio do Galo, afirmando que com a nossa casa própria seremos uma das potências do futebol mundial. A categoria de base, tanto esculhambada por gestões seguidas – inclusive vitoriosas nos gramados – que tem revelado pouco em relação ao nosso histórico passado.

Destacou as décadas de 70 e 80, período que tive o privilégio de acompanhar desde o dente de leite até os profissionais. Finalmente, ao que mais interessa ao Atleticano, a parceria com os 4 Rs – Rubens, Ricardo, Rafael e Renato – que vem se notabilizando como um trabalho de quase filantropia ao nosso Galo.

Afirmou ele, que vamos disputar com protagonismo e alto nível as competições que são objetivos de todos nós, diretoria e Torcedor. Que sua gestão seja o sucesso que todo Atleticano quer e espera. Todos nós temos em comum o sobrenome que nos une. Desde o meu Ávila, passando por Menin, Guimarães, Salvador, Coelho, Procópio, Câmara, Cândido, Nepomuceno, Kalil, Cadar e tantos outros, assinamos Galo com nossa alma Atleticana.

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