Na terça-feira (8/2), ela publicou um post em seu perfil no Instagram, no qual reclamou, em tom de deboche, de atender uma paciente que chegou à unidade com sinais de infarto e acabou morrendo.
O Centro Universitário Cesmac, onde a jovem cursa o nono período de medicina, divulgou uma nota nesta quinta-feira (10/2) informando que a aluna foi desligada da rede pública de saúde pela Secretaria Municipal de Saúde de Marechal Deodoro.
A Cesmac também diz ter afastado a estudante de suas atividades acadêmicas por seis meses. Reprovada no estágio, ela também está sendo investigada em processo administrativo aberto pela instituição.
O JURAMENTO DE HIPÓCRATES E O CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA
The Hippocratic oath and the code of medical ethics
El juramento de Hipócrates y el código de ética médica
Carlindo Machado Filho
"Eu juro, por Apolo médico, por Esculápio, Hígia e Panacéia, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e sem contrato escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes. Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza à perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva. Conservarei imaculada minha vida e minha arte. Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam. Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução, sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados. Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto. Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça."
"Tô puta"
A estudante de medicina cumpria estágio em regime de internato na Unidade Mista Dr. José Carlos Gusmão, no interior do Alagoas. Na última terça, ela publicou posts em tom jocoso em seu instagram sobre uma paciente que chegou à unidade em estado grave, "interrompendo seu sono".
"Faltando 10 minutos para minha hora de dormir, chega mulher infartando e com edema agudo no pulmão e agora já passou 1h30 da minha hora de dormir. Tô puta", escreveu a estagiária.
"Atualizações: a mulher morreu e eu não dormi", publicou a jovem momentos depois. A frase acompanha uma foto em que ela faz um sinal de "joinha".
A paciente em questão era Lenilda Leite, que morava na zona rural de Marechal Deodoro e precisou sair de casa às pressas para dar entrada na unidade de saúde durante a madrugada.
O post gerou repercussão negativa nas redes sociais, entre os profissionais da José Carlos Gusmão, além de chocar os familiares de Lenilda.
"A família está em choque, a filha dela já está vindo de São Paulo, e o filho mora aqui (em Marechal Deodoro). Eles já estão movendo ação com advogado", afirmou a irmã da paciente em entrevista à TV Pajuçara.
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"Ela não sabia que era o plantão dela? Ela não sabia que iria trabalhar à noite? Qual é a dela? É atender a pessoa direito. Se ela, como estudante de medicina, está fazendo isso, imagina quando for uma médica. Ela vai matar muito paciente desse jeito. Porque queira ou não a culpa também é dela", completou a mulher, em tom de indignação.
https://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2022/02/10/interna_nacional,1343880/estudante-de-medicina-que-ironizou-morte-de-paciente-perde-estagio-em-al.shtml
Dois morrem em acidente de moto na LMG-614, em Pedra Azul
Piloto tentou ultrapassar caminhão e atingiu carro; vítimas,
de 21 e 15 anos, morreram na hora.
Por g1 Vales de Minas Gerais
13/02/2022 10h31
Atualizado há uma semana
Dois rapazes morreram em um acidente na LMG-614, na zona
rural de Pedra Azul, na tarde deste sábado (12).
Segundo a Polícia Militar Rodoviária, as vítimas estavam em
uma moto, que tentou ultrapassar um caminhão e colidiu de frente contra um
carro.
O piloto, de 21 anos, e o carona, de 15, morreram no local.
Os dois eram moradores do Povoado Jussara, cidade de Pedra Azul.
Em consulta ao sistema, os militares constataram que o
condutor da moto era inabilitado.
O motorista do carro atingido não se feriu. Os policiais
verificaram que a CNH dele estava vencida.
Após trabalho da perícia, os corpos das vítimas foram
encaminhados para o IML.
https://g1.globo.com/mg/vales-mg/noticia/2022/02/13/dois-morrem-em-acidente-de-moto-na-lmg-614-em-pedra-azul.ghtml
Viúva de homem negro morto por vizinho policial no Rio
presta novo depoimento
Na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e
Itaboraí, Luziane Teófilo pediu justiça pelo assassinato do marido, Durval
Teófilo, de 38 anos: "Minha filha até hoje espera o pai levantar do caixão
e ir para casa". Vítima levou três tiros ao ser confundido com um bandido
por sargento da Marinha
JV
João Vitor Tavarez*
postado em 10/02/2022 17:05 / atualizado em 10/02/2022 17:05
(crédito: Reprodução/Facebook)
Luziane Teófilo, esposa do homem negro morto por um policial
no Rio de Janeiro, prestou um novo depoimento à Delegacia de Homicídios de
Niterói, São Gonçalo e Itaboraí nesta quinta-feira (10/2). Durval Teófilo Filho
foi assassinado no último dia 2 por um vizinho, o sargento da Marinha, Aurélio
Alves Bezerra.
"Só quero justiça em nome do meu esposo Durval, um cara
que não merecia morrer daquele jeito, e pela minha filha. Até hoje, ela está
esperando o pai levantar do caixão e ir para casa. Tenho fé, em nome de Jesus,
que a justiça vai ser feita. Não vou descansar enquanto não houver essa
justiça", declarou Luziane à imprensa. A viúva prestou cerca de duas horas
de depoimento à polícia.
"Tudo que eu mais quero é justiça, porque pude entender
que foi racismo, sim, e ele não pode ficar impune. Ele não teve piedade do meu
marido e nesse momento eu não aceito desculpa, não aceito perdão. Foi um crime
bárbaro. Ele foi um assassino frio", ressaltou.
Crime
Durval Teófilo Filho, 38 anos, foi assassinado com três
tiros pelo sargento da Marinha, Aurélio Alves Bezerra, no dia 2 de fevereiro.
Os dois moravam no mesmo condomínio no bairro do Columbandê, em São Gonçalo,
Região Metropolitana do Rio. O militar efetuou os disparos dentro do próprio
carro após confundir Durval com um assaltante no momento em que a vítima abria
a mochila para tirar a chave do portão.
Aurélio Alves responde responde por homicídio doloso, quando
há intenção de matar. Na quarta-feira (9), 5ª Vara Criminal de São Gonçalo
determinou que o militar seja julgado por um Tribunal de Júri da 4ª Vara
Criminal.
*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro
https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2022/02/4984262-viuva-de-homem-negro-morto-por-vizinho-policial-no-rio-presta-novo-depoimento.html
O canibal vegetariano
Após se filiarem a partido de extrema-direita de Portugal, vários imigrantes brasileiros teriam sido vítimas de atitudes xenófobas
12/02/2022 - 03:30
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Após se terem filiado ao Chega, o partido de extrema-direita que nas últimas eleições conquistou 12 lugares no parlamento português, vários imigrantes brasileiros teriam sido vítimas de atitudes racistas e xenófobas por parte dos seus próprios companheiros.
O caso mais conhecido é o da ex-dirigente do Chega na cidade de Braga, Cibelli Pinheiro de Almeida, perseguida por nomes importantes do partido, que se recusaram a aceitar uma brasileira entre eles. Antes dela, também o responsável pelo Chega na cidade da Maia, Marcus Santos, teria sido alvo de ataques racistas.
Leia também:Ator congolês Blaise Musipere fala sobre caso Moïse, racismo e situação do imigrante africano no Brasil: 'Nos veem como miseráveis'
A vitória de Donald Trump em 2016, e a de Jair Bolsonaro dois anos depois, deu forte impulso à extrema-direita em Portugal. Muitos dos imigrantes brasileiros que correram a filiar-se ao Chega quando da sua constituição, em abril de 2019, eram fervorosos bolsonaristas. No Brasil, é provável que alguns deles defendessem propostas xenófobas e racistas. Ironicamente, estão agora sendo atropelados pela sua própria ideologia.
O que aconteceu aos dissidentes brasileiros do Chega vem acontecendo há décadas a muitos portugueses racistas que, viajando ou radicando-se em países do norte da Europa, descobrem com surpresa não serem tão brancos, nem tão europeus, quanto pensavam.
Não tenho ilusões: mesmo tendo passado pela experiência de viver na pele o ódio racista, os brasileiros do Chega dificilmente se transformarão em vigorosos combatentes pelo multiculturalismo e pela diversidade. O mais provável é que gritem contra a xenofobia em Portugal, mas, de regresso ao Brasil, fechem os olhos à perseguição aos congoleses e a outros imigrantes pobres. As raposas não passam a comer capim apenas porque foram perseguidas por leões.
Silvio Almeida:'As pessoas descobriram que o racismo não é uma patologia. É o que organiza a vida delas'
O episódio serve para ilustrar uma das principais contradições dos movimentos ultranacionalistas, racistas e xenófobos: a dificuldade em estabelecer parcerias internacionais. Uma Internacional Nacionalista é possível, embora improvável, pois seria pela sua própria natureza um oxímoro irônico — como um canibal vegetariano. Steve Bannon, o despenteado guru de Donald Trump, perdeu muito tempo e muito dinheiro (dos outros) a tentar criar uma Internacional Nacionalista e, como se diz em Angola, “desconseguiu”.
A prometida visita de Jair Bolsonaro à Rússia, que deverá ocorrer na próxima semana, é outro episódio revelador deste paradoxo. Desesperado para furar o isolamento que ele próprio criou, Bolsonaro vai a Moscou abraçar um antigo agente da KGB. É o chamado abraço dos afogados. Graças a tal gesto, o Brasil ficará ainda mais isolado e Vladimir Putin ainda mais desmoralizado. Na matemática da vida e das relações políticas há somas que são subtrações.
Privilégio:'A maioria das pessoas brancas não sabe dizer o que significa ser branco', diz autora de best-seller americano sobre racismo
A ascensão do Chega não pode deixar de ser vista como um sintoma claro de que a democracia portuguesa adoeceu. Convém analisar as causas dessa degradação e encontrar o tratamento adequado. Contudo, não há ainda motivos para pânico. O mais provável é que o partido de André Ventura entre em guerra civil e impluda muito antes das próximas eleições. Até lá, espero que o parlamento português consiga manter aqueles 12 deputados em severo isolamento profilático.
https://oglobo.globo.com/cultura/o-canibal-vegetariano-25390982?utm_source=Twitter&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilhar
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