Deltan e Janot receberão boleto de R$ 2,8 milhões do TCU por diárias da
Lava Jato, diz TV
O processo
que investiga as diárias milionárias pagas a procuradores da
operação subiu mais um degrau no Tribunal
POR CARTACAPITAL | 12.04.2022
19H18
Deltan Dallagnol, exprocurador da força-tarefa da Lava Jato. Foto: Antônio Leal / MPDFT
O Tribunal de Contas da União deve enviar até esta quarta-feira 13 uma cobrança de quase 2,8 milhões de reais ao ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e aos ex-chefes da Lava Jato em Curitiba Deltan Dallagnol e João Vicente Romão. A informação é da CNN Brasil.
Mais cedo, o processo que investiga as diárias milionárias pagas a procuradores da
operação subiu mais um degrau no TCU. Por decisão unânime da 2ª Câmara da Corte, será
instaurada uma tomada de contas especial, procedimento que aprofundará as
apurações e indicará os responsáveis.
Em seu voto, o relator, ministro Bruno Dantas, escreveu que, “nesta oportunidade, entendo que os elementos já constantes nos autos caracterizam a ocorrência de prejuízo ao erário”.
Dantas já havia concluído que o modelo adotado pela força-tarefa, que não
removeu os procuradores para Curitiba, fez com que esses membros gastassem com
diárias e passagens em todos os deslocamentos. Assim, a escolha representou
muito mais custos do que significaria a realocação dos participantes.
Os personagens citados na tomada de contas especial recebem a cobrança e optam por pagá-la imediatamente ou recorrer ao Tribunal. Segundo a CNN Brasil, também receberão os “boletos” do TCU os procuradores Antonio Carlos Welter (489 mil reais); Orlando Martello Junior (479 mil); Januario Paludo (343
mil); Carlos Fernando dos Santos Lima (308 mil); Isabel Vieira (325 mil); Diogo Castor (389 mil); e Jerusa Viecili (105 mil).
Pelas
redes sociais, Deltan Dallagnol atacou a decisão do TCU de instaurar uma tomada
de contas especial. Segundo ele, a determinação “mostra mais uma vez a completa
inversão de valores que vive o BR”.
“Quase
todos os corruptos presos na Lava Jato estão livres ou com processos anulados e
dinheiro no bolso, mas quem lutou contra a corrupção é perseguido e condenado
por fazer o seu trabalho”, escreveu ainda o ex-chefe da Lava Jato.





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