Google anunciou que excluirá os dados do histórico de localização de visitas a clínicas de aborto. Foto: Getty Imaes.
A Alphabet, dona do Google, anunciou na última sexta-feira (1°) que apagará os dados de localização dos usuários que visitarem clínicas de aborto;
A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou no final de junho a jurisprudência que permitia o aborto no país;
Segundo o Google, a partir das próximas semanas, registros dos locais serão apagados após a visita.
A Alphabet, conglomerado por trás do Google, divulgou na última sexta-feira (1°) que excluirá os dados de localização dos usuários que visitarem clínicas de aborto.
O anúncio surge com a preocupação de que a “trilha digital” de localização do smartphone possa informar ou dar pistas às autoridades sobre indivíduos que procuram interromper a gravidez.
Com a decisão da Suprema Cortes dos Estados Unidos de que abortos não são mais garantidos pela Constituição, a indústria de tecnologia temeu que a polícia conseguisse obter mandatos para caçar o histórico de busca dos clientes, assim como geolocalização e outras informações.
A companhia afirmou na sexta-feira que continuará a se opor a demandas impróprias ou muito amplas do governo quanto aos dados.
Segundo o Google, a partir das próximas semanas, os registros de locais como centros de fertilidade, clínicas de aborto e instalações de tratamento de vícios serão deletados após a visita.
Contudo, um porta-voz da companhia não informou como essas visitas seriam identificadas, ou se quaisquer dados do tipo seriam apagados.
Com a postura, o Google é a primeira big tech a afirmar publicamente como agirá com os dados do usuários em relação à decisão do tribunal.

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