Negacionistas pedem #ForaTite e chamam treinador da seleção de 'comunista' após posicionamento sobre realização da Copa América no Brasil
NOTÍCIASO Brasil entra em campo nesta sexta-feira (4) pela 5ª rodada das eliminatórias para a Copa do Mundo para enfrentar o Equador. Mas, nesta quinta, às vésperas da partida, o assunto na coletiva de Tite foi a Copa América.
Isso porque, de acordo com informações da Rádio Gaúcha, os jogadores da seleção que atuam na Europa não desejam participar do torneio que tem início para o próximo domingo (13).
URGENTE: TITE REVELA REUNIÃO DOS JOGADORES DO BRASIL COM PRESIDENTE DA CBF SOBRE COPA AMÉRICA
Fora Tite? Técnico da seleção é chamado de "comunista" por falar de Copa América | Leonardo Sakamoto
“A (opinião) de todos os atletas está muito clara, muito limpa. Ela foi externada em uma conversa direta com o presidente e comissão técnica. Para o torcedor, fica o nosso respeito. Gostaríamos de externar no momento oportuno a ele. Não vamos externar agora porque temos que, na prioridade, jogar bem e ganhar o jogo de amanhã. No término dessa Data Fifa, se não no término, em algum momento as situações vão ficar claras da nossa posição. Terminou esses dois jogos, eu externarei publicamente essa minha posição”, continuou.
Tite admitiu que há um desconforto entre os atletas e a comissão técnica para disputar a Copa América no Brasil. As declarações do treinador irritaram apoiadores de Jair Bolsonaro. O presidente da República tem apostados suas fichas no torneio para reverter a baixa aprovação popular registrada pelos institutos de pesquisa e pelas recentes manifestações nas ruas e nas varandas.
“O Tite é comunista e adora sentar no colo do Lula”, publicou um influencer bolsonarista que tem milhares de seguidores. “Tite e a Globo estão levando a politicagem para dentro das 4 linhas”, escreveu outro.
PT ameaça processar Amado Batista por chamar Lula de
“ladrão”
Cantor é apoiador de Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro participa da cerimônia de
comemoração dos 54 anos da EMBRATUR, que contou com a participação do cantor
Amado Batista. Sérgio Lima/Poder360 17.11.2020
PODER360
06.jun.2021 (domingo) - 12h00
A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que
vai processar o cantor Amado Batista depois que ele chamou o ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva de “ladrão”. A declaração foi no programa de rádio “Frente
a Frente”, da Rede Nordeste de Rádio, em 28 de abril (ouça a íntegra no final da
reportagem).
Na entrevista, Batista defende o presidente Jair Bolsonaro
(sem partido), com quem tem amizade, e ataca Lula e seus filhos. O cantor
também criticou as últimas pesquisas de intenção de voto, que trazem Lula à
frente de Bolsonaro nas simulações de 1º e 2º turno das eleições de 2022.
Pelo Twitter, Gleisi Hoffmann escreveu que “quem faz
acusações falsas tem que ser responsabilizado pelo que diz, famoso ou não”.
Gleisi Hoffmann afirma que processará Amado BatistaReprodução / Twitter
Amado Batista é condenado por morte de funcionário em ...
Amado Batista é condenado a pagar R$ 60 mil aos filhos de ..
Batista é um dos maiores apoiadores de Bolsonaro na classe
artística. Sua fase de maior sucesso foi nos anos 1980, com apresentações no
Cassino do Chacrinha.
Ouça a entrevista completa.
O Poder360 integra o Saiba mais›
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PODER360 enviar e-mail para Poder360
https://www.poder360.com.br/governo/pt-ameaca-processar-amado-batista-por-chamar-lula-de-ladrao/

Atos antidemocráticos: inquérito da PF cita 'rachadinha',
dinheiro do exterior e uso de verba federal
Relatório da Polícia Federal indicou, em janeiro, que era
preciso aprofundar investigações. Cinco meses depois, PGR defendeu arquivamento
do caso. Atos pregaram rompimento institucional.
Por TV Globo — Brasília
05/06/2021 21h02
Atualizado há um mês
Relatório da PF sobre atos antidemocráticos revela pedidos
de prosseguimento de diligências ignorados pela PGR
A Polícia Federal indicou pelo menos seis linhas adicionais
de investigação no relatório parcial do inquérito que apura a organização de
atos antidemocráticos no país em 2020.
A PF pediu novas diligências à Procuradoria-Geral da
República em janeiro mas, cinco meses depois, a PGR pediu ao Supremo Tribunal
Federal (STF) o arquivamento do caso – sem fazer diligências adicionais.
As investigações dos atos antidemocráticos apuram o
financiamento e a organização de manifestações realizadas em abril do ano
passado. A abertura do inquérito foi pedida pela PGR e autorizada pelo STF.
As manifestações levantaram causas inconstitucionais, como
ataques ao Congresso e ao STF e apologia ao AI-5, considerado o ato mais
repressor da ditadura militar. Parlamentares e blogueiros bolsonaristas são
investigados no inquérito.
A TV Globo teve acesso ao relatório parcial da PF, enviado à
PGR no início do ano. No documento, a corporação diz ter encontrado indícios de
que apoiadores e parlamentares bolsonaristas discutiram ações para a propagação
de discursos de ódio e a favor do rompimento institucional.
Ao longo do relatório, a Polícia Federal indica uma série de
linhas para o aprofundamento das investigações. Essas sugestões incluem:
apurar uma suposta articulação para evitar que um sócio do
blogueiro bolsonarista Allan dos Santos fosse chamado para depor à CPI das Fake
News;
conferir se houve direcionamento de verbas do governo
federal para sites e canais bolsonaristas;
investigar repasses a uma empresa de tecnologista ligada à
publicidade do Aliança pelo Brasil (partido que Jair Bolsonaro tentou fundar) e
que também prestou serviço para parlamentares governistas;
apurar valores repassados por servidores públicos ao
blogueiro Allan dos Santos, incluindo uma funcionária do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES);
investigar a existência de um braço estrangeiro de
financiamento dos atos antidemocráticos, contando com um acordo de cooperação
internacional com o Canadá;
aprofundar investigações sobre uma possível
"rachadinha" em gabinetes de deputados governistas na Câmara dos
Deputados, com o redirecionamento das verbas para o financiamento dos atos
antidemocráticos.
Um despacho obtido pela TV Globo mostra que o relator do
caso no STF, ministro Alexandre de Moraes, enviou esse relatório parcial da PF
à PGR em 4 de janeiro. A resposta da PGR, sem aderir às sugestões de
diligência, saiu nesta semana.
A PGR afirmou à TV Globo que recebeu o inquérito em
fevereiro. Documento obtido pela reportagem, no entanto, indica que o relatório
deu entrada na procuradoria em 5 de janeiro.
A PGR também diz que fez uma “auditagem” da investigação
feita pela PF, mas não providenciou novas diligências.
Ao pedir o arquivamento, o vice-procurador-geral da
República, Humberto Jacques de Medeiros, apontou a falta de aprofundamento nas
investigações da Polícia Federal. Disse, por exemplo, que os policiais não
seguiram o rastro do dinheiro usado para organizar e financiar os atos, e que
não haveria mais prazo razoável para fazer isso após um ano de inquérito.
O ministro Alexandre de Moraes ainda vai analisar o pedido
de arquivamento feito pela PGR e o material produzido pela PF.
PGR pede ao STF arquivamento de investigação de
parlamentares em atos antidemocráticos
PGR pede ao STF arquivamento de investigação de
parlamentares em atos antidemocráticos
Linhas de investigação
Ao longo do relatório, no entanto, a PF sugere aprofundar a
investigação em diferentes linhas. Veja abaixo detalhes de algumas delas:
Blogueiro e CPI das Fake News
A Polícia Federal quer ampliar a apuração sobre o blogueiro
Allan dos Santos – um dos principais aliados de Jair Bolsonaro, com forte
influência sobre deputados da chamada “base ideológica” do governo.
A PF identificou a articulação e a atuação de integrantes do
grupo para evitar que um sócio de Allan dos Santos fosse convocado para depor
na CPI das Fake News, na Câmara. O tema foi debatido em um aplicativo de
mensagens de celular (veja no vídeo que abre esta reportagem).
Repasses federais a apoiadores
A PF fez uma série de cruzamentos de dados de empresários,
políticos e apoiadores do governo. Outra linha de investigação sugerida trata
do possível direcionamento de repasses federais para que sites e outros canais
bolsonaristas atacassem as instituições.
A Polícia Federal também pede, especificamente,
investigações adicionais sobre a Inclutech Tecnologia, do empresário Sérgio
Lima. A empresa ficou responsável pela marca do partido Aliança pelo Brasil, que
Bolsonaro pretendia criar.
A firma recebeu R$ 1,7 milhão de reais pelo projeto, mas
também recebeu valores da cota parlamentar de deputados bolsonaristas do PSL.
Segundo o relatório, os deputados Aline Sleutjes, Elieser Girão, José Negrão
Peixoto e Bia Kicis pagaram R$ 30,3 mil à Inclutech.
A PF diz no documento que, segundo Sérgio Lima, tais valores
"estariam relacionados a prestação de serviço de desenvolvimento de redes
sociais de tais parlamentares".
Os policiais não chegaram a concluir se os recursos
impulsionaram a divulgação dos atos antidemocráticos. Neste caso, a PGR
defendeu que o tema seja enviado para a primeira instância, alegando que a
suspeita recai sobre pessoas sem foro privilegiado.
A Inclutech já havia sido citada pela PGR em junho do ano
passado, por suposta ligação com o financiamento dos atos antidemocráticos.
Veja no vídeo abaixo:
Em junho de 2020, PGR havia indicado possível uso de
dinheiro público no financiamento de atos antidemocráticos
Em junho de 2020, PGR havia indicado possível uso de
dinheiro público no financiamento de atos antidemocráticos
Repasses de servidores a blogueiro
A Polícia Federal também apreendeu uma planilha indicando
valores repassados por servidores públicos ao canal do blogueiro Allan dos
Santos. A lista inclui uma transferência de R$ 70 mil feita por uma servidora
do BNDES a um sócio do blogueiro.
Entre abril e maio de 2020, período do auge dos atos
antidemocráticos, houve quase 650 transações para Allan sem identificação de
CPF.
"A quantidade de doações, o valor repassado por
servidores públicos, a forma do repasse [...] indica a necessidade de
compreender os fatos e circunstâncias", diz o relatório da PF.
Financiamento estrangeiro
A PF propôs, em outra linha de investigação, aprofundar a
apuração sobre a existência de um braço estrangeiro para financiar os atos
antidemocráticos.
O elo, segundo a Polícia Federal, seria o empresário João
Bernardo Barbosa, sócio de Allan dos Santos que mora em Miami (EUA).
Investigadores apontam a possibilidade de que os valores
tenham sido enviados ao exterior para o recebimento de recursos da chamada
"monetização" de páginas bolsonaristas. Segundo a PF, um pedido de
cooperação internacional foi feito à Justiça do Canadá para que o Brasil receba
dados adicionais sobre os fatos.
'Rachadinha' na Câmara
Outra linha de investigação sugerida trata da possibilidade
de uma "rachadinha" ter financiado a rede de ódio. A
"rachadinha" é a prática de o parlamentar ficar com parte dos salários
dos servidores do gabinete.
A PF afirma que a deputada Aline Sleutjes (PSL-PR) recebeu
diversos depósitos de funcionários do gabinete em suas contas bancárias. Os
investigadores pedem maior apuração sobre esses repasses.
A parlamentar afirmou à corporação que os valores
transferidos são legais e se referem, por exemplo, à quitação de um empréstimo
feito a seu auxiliar.
Relação entre blogueiros e o Planalto
Em outra frente, a PF defende a apuração de possíveis
conexões entre Allan dos Santos e a comunicação oficial do governo federal.
Segundo o relatório, um bilhete encontrado na casa do
blogueiro expõe as seguintes ideias:
"Objetivo: materializar a ira popular contra os
governadores/prefeitos; fim intermediário: saiam às ruas; fim último: derrubar
os governadores/prefeitos."
Bilhete encontrado na casa do blogueiro Allan dos Santos —
Foto: Reprodução/TV Globo
Bilhete encontrado na casa do blogueiro Allan dos Santos —
Foto: Reprodução/TV Globo
Ainda de acordo com a PF, esses "objetivos antidemocráticos
externados em manuscritos apreendidos na residência de Allan dos Santos têm de
ser interpretados em conjunto com o interesse demonstrado (e ratificado nos
relatórios em análise) em obter espaço junto à área de comunicação do governo
federal".
Os investigadores citam que, em 2020, Allan dos Santos
enviou mensagens ao tenente-coronel Mauro Cesar Cid, ajudante de ordens do
presidente Jair Bolsonaro, tentando influenciar e provocar o rompimento
institucional com os atos antidemocráticos.
A troca de mensagens aparece no depoimento de Mauro Cesar
Cid à PF. O blogueiro diz: "As FFAA [Forças Armadas] precisam entrar
urgentemente".
Mais apurações
No relatório, a Polícia Federal também trata das relações
entre o blogueiro Allan dos Santos e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).
Pela internet, os dois combinaram um movimento que pedia a saída do então
presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
"No dia 17 de abril do ano passado, o deputado Eduardo
Bolsonaro e Allan dos Santos conversam, sobre a #ForaMaia. [...] Na mesma
ocasião, Allan dos Santos chama o deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ) para
participar ao vivo da transmissão pelo YouTube. Após Jordy perguntar sobre o
que seria, Allan afirma: 'Bater no Maia'.", diz trecho do documento.
A PF utilizou uma investigação da empresa Atlantic Council,
uma organização que tem parceria com o Facebook para analisar grupos
responsáveis por disseminar desinformações em eleições democráticas.
A corporação obteve dados externos para checar a
consistência dessa investigação e identificou dois acessos de Eduardo Bolsonaro
a uma das contas apontadas. A PF diz, no entanto, que o cenário é provisório em
razão de pendências em dados de órgãos públicos, incluindo a Presidência da
República e o Senado Federal.
Faltou informação, também, da Câmara de Vereadores do Rio de
Janeiro, onde atua o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do
presidente.
"Foi comunicado que tal instituição não possui
arquitetura de registro de logs de acesso à internet, Logo, não teriam como
fornecer dados que pudessem individualizar os usuários da internet no ambiente
do mencionado órgão público", afirma o relatório da PF.




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