terça-feira, 7 de junho de 2022

Confira os artistas contrários à Lei Rouanet que já faturaram com shows contratados com verbas públicas

 Dupla sertaneja Zé Neto e Cristiano e Latino estão na lista

Em 17/05/2022 9:14

Zé Neto, Netinho com Bolsonaro e Latino (Foto: Montagem Reprodução Redes Sociais)

Artistas que criticam a Lei Rouanet, alegando que a legislação promove mau uso de recursos do governo, já faturaram em shows contratados por prefeituras, também com o uso de verbas públicas. Na madrugada desta sexta-feira, um vídeo de Zé Neto, da dupla com Cristiano, viralizou nas redes sociais. “Não somos artistas que dependem da Lei Rouanet. Nosso cachê quem paga é o povo”, disse o membro da dupla que recebeu R$ 400 mil oriundos de recursos públicos para subir no palco em que fez a declaração em Sorriso, no Mato Grosso. Zé Neto aproveitou o holofote para criticar Anitta: “A gente não precisa fazer tatuagem no ‘toba’ para mostrar se a gente está bem ou mal”, em alusão a tatuagem que a artista fez no ânus. Bolsonarista declarado, Latino saiu em defesa dos sertanejos e provocou a cantora carioca que alcançou sucesso internacional. “Tem artistas que tem a nomenclatura a zelar, outros tem o toba, né?”, escreveu em tuíte. Assim como Zé Neto e Cristiano, o dono do hit “Festa no apê” já recebeu dinheiro público.

Nas redes sociais, Latino ainda completou que “Enquanto alguns robôzinhos trabalham pra sustentar o marketing do “toba” internacional, papai aqui segue fazendo shows há 30 anos. Detalhe, sem ganhar um centavo de mentoria da oposição”, disse junto a hashtag #Bolsonaro2022.

Destaque nos anos 2000, Latino recebeu cachê público em ao menos uma ocasião. Em 13 de agosto de 2014, ele fez um show de 35 minutos no evento “Arena Agosto Show”, promovido pela prefeitura de Lagoa Santa (MG). De acordo com o portal da transparência do município, a presença custou R$ 120 mil reais.

Outro nome que está ao lado de Bolsonaro, o baiano Netinho, em março de 2019, usou as redes sociais para comentar a polêmica que envolveu Daniela Mercury após o lançamento da música “Proibido o Carnaval”, em parceria com Caetano Veloso. À época, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tinha escrito no Twitter que “esse tipo de ‘artista’ não mais se locupletará da Lei Rouanet”. Diante da repercussão, o cantor Netinho disse que nunca usou a lei em questão.

Extra apurou que o artista recebeu dinheiro público um pouco antes da pandemia. Em 21 de fevereiro de 2020, durante o carnaval, a prefeitura de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, pagou R$ 125 mil reais por uma apresentação de uma hora e quarenta minutos do baiano. A performance ocorreu em uma das praças públicas da cidade.

No caso que tomou o Twitter e o Instagram no último final de semana, Zé Neto recebeu R$ 400 mil da prefeitura de Sorriso (MT), mas essa não foi a primeira ocasião. Em 20 de fevereiro deste ano, a dupla recebeu R$ 403 mil do município de Sebastianópolis do Sul (SP) por show no 23° Rodeio da cidade. Em outubro, eles receberão R$ 550 mil da prefeitura de Extrema, em Minas Gerais, para apresentar um show na Festa do Peão de Boiadeiro, evento da cidade.

Em fevereiro, o governo Bolsonaro oficializou, por meio de uma nova Instrução Normativa (IN), uma série de mudanças na Lei Rouanet, que foi criada em 1991. A redução de 50% no teto, inclusão da “arte sacra” e diminuição de cachês em 93% foram algumas das alterações feitas na legislação.

 https://www.maisgoias.com.br/confira-os-artistas-contrarios-a-lei-rouanet-que-ja-faturaram-com-shows-contratados-com-verbas-publicas/

                                                                      


Temer desmente Bolsonaro sobre acordo com Moraes no 7 de setembro

De acordo com ele 'não houve uma condicionante' para que o presidente divulgasse a carta em que recuou de seus ataques depois dos atos de 7 de setembro de 2021

AM

Ana Mendonça

07/06/2022 18:10 - atualizado 07/06/2022 18:27

COMPARTILHE

Temer cumprimenta Jair Bolsonaro

Temer desmente Bolsonaro sobre acordo com Moraes

(foto: Marcos Corrêa/PR)

 

O ex-presidente Michel Temer (MDB) desmentiu seu sucessor, Jair Bolsonaro (PL), sobre um “acordo” com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para publicar a carta na qual pediu desculpas pelos ataques à democracia na celebração do Dia da Independência (7 de setembro) em 2021.

   

Foi Temer quem ajudou Bolsonaro a redigir o documento. Segundo o político do MDB, "não houve condicionantes" para a divulgação da carta, uma vez que se tratava de "um gesto conjunto de boa vontade e grandeza entre dois poderes do Estado brasileiro". Na ocasião, o atual presidente da República se retratou das ofensas ao STF e à democracia nacional.

 

Bolsonaro sobre STF: 'Fui do tempo que decisão se cumpria. Não sou mais'

Mais cedo, em entrevista ao SBT, Bolsonaro disse que assinou a carta escrita com auxílio de Michel Temer porque o ministro Alexandre de Moraes concordou em fazer um acordo. Segundo o presidente, Moraes acabou não cumprindo “com nenhum dos itens” combinados.

 

O chefe do Executivo federal não explicou qual seria o “acordo” entre ele e o ministro, mas frisou que a intermediação foi feita por Temer.

 

“Estava eu, Michel Temer e um telefone celular na minha frente. Ligamos pro Alexandre de Moraes e falamos três vezes com ele. Combinamos umas certas coisas para assinar aquela carta. Ele não cumpriu nenhum dos itens que eu combinei com ele. Logicamente eu não gravei essa conversa por questão de ética, jamais faria isso, mas digo que o Alexandre de Moraes não cumpriu uma só das coisas que acertamos naquele momento para assinar aquela carta”, afirmou o presidente.

 

Em 2021, Jair Bolsonaro participou de uma série de manifestações no feriado do Dia da Independência (7 de setembro). Em cima dos palanques, o presidente insinuou um possível golpe, atacou os Três Poderes e ministros do STF e declarou que o sistema eleitoral brasileiro não oferecia segurança.

 

Com a palavra, Michel Temer

 

“Em relação à declaração de hoje do Senhor presidente da República sobre a assinatura da carta de 9 de setembro, tenho o dever de esclarecer que fui a Brasília naquela oportunidade com o objetivo de ajudar a pacificar o país e restabelecer o imperativo constitucional da harmonia entre os Poderes. As conversas se desenvolveram em alto nível como cabia a uma pauta de defesa da democracia. Não houve condicionantes e nem deveria haver pois tratávamos ali de fazer um gesto conjunto de boa vontade e grandeza entre dois Poderes do Estado brasileiro. Mais do que nunca, o momento é de prudência, responsabilidade, harmonia e paz”.

https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2022/06/07/interna_politica,1371794/temer-desmente-bolsonaro-sobre-acordo-com-moraes-no-7-de-setembro.shtml

                                                                         

                                        

Chefe do Executivo 'mente'

Em discurso a deputados apoiadores hoje, o presidente Jair Bolsonaro (PL) se atrapalhou com as palavras e disse que "o chefe do Executivo ...
UOL · 1 mês atrás

Nenhum comentário:

Postar um comentário