Por Hora do Povo Publicado em 14 de fevereiro de 2020
Bolsonaro e um cartaz de sua campanha eleitoral (Fotomontagem HP)
Ele disse isso na campanha. Só que os dois produtos já estão praticamente o dobro deste valor no primeiro ano de governo. E vai piorar ainda mais porque Bolsonaro insiste em manter o preço da gasolina atrelado ao dólar
O cartaz que ilustra esta matéria é da campanha de Jair Messias Bolsonaro para a Presidência da República em 2018. Nele estão estampadas promessas eleitorais de campanha. Em seu governo a gasolina teria um preço máximo de R$ 2,50 e o gás de cozinha não passaria de R$ 35,00 o botijão.
Agora, em fevereiro de 2020, os dois, gasolina e gás de cozinha, estão custando praticamente o dobro do que Bolsonaro prometeu.
Nesta época, julho de 2018, a gasolina estava com um preço médio nas bombas de R$ 4,48, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP). A promessa de Bolsonaro era, então, reduzi-lo para um preço que não passaria de R$ 2,50. Já o botijão de gás custava em média, naquela altura, R$ 65,07, segundo a mesma ANP.
Agora, dá para entender porque a alta no preço da gasolina, que está atrelada ao dólar, por decisão de seu governo, fez Bolsonaro tentar tirar o corpo fora e fazer um jogo de cena para jogar a culpa nos governadores.
A culpa pela disparada dos preços do gás e da gasolina é sua. Foi ele que manteve o preço atrelado ao dólar.
Quando ele assumiu, o dólar estava a R$ 3,72. Hoje ele subiu para R$ 4,33 – aumentou 16% em um ano. Nos últimos dias, o dólar acelerou sua subida. Ele quer seguir com sua política de atrelar o preço da gasolina ao dólar para agradar as multinacionais. Por isso mente, dizendo que a causa dos aumentos é o ICMS dos governadores.
Sua promessa de campanha está desmoralizada e vai se desmoralizar ainda mais. “Gasolina no máximo a R$ 2,50!”. Hoje ela está a R$ 4,48 na média, segundo a ANP. Em alguns lugares, como Rio de Janeiro, o preço do litro chega a R$ 4,99, e, em Angra dos Reis, no litoral, por exemplo, o litro da gasolina é vendido a R$ 5,26. Tremendo estelionato eleitoral, muito parecido com o que Dilma Rousseff fez com seus eleitores.
parecido com o que Dilma Rousseff fez com seus eleitores.
No gás de cozinha é a mesma picaretagem. Bolsonaro prometeu na campanha que, se fosse eleito, o preço do botijão não passaria de R$ 35,00. Ele está custando (fevereiro de 2020) R$ 69,24 em média, segundo levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Em alguns lugares, como na Paraíba, por exemplo, o preço do botijão chega a R$ 78,00. Ou seja, ele cometeu um estelionato eleitoral. A ira popular contra este estelionato eleitoral de Bolsonaro, certamente, será tão grande quanto o que ocorreu anteriormente.
Estelionato eleitoral: Bolsonaro prometeu gasolina a R$ 2,50 e gás a R$ 35,00 - Hora do PovoFacebook
Aparelhamento?
Chefe da PF afasta delegado que investigava filho “04” de
Bolsonaro
sexta-feira 08 outubro 2021 13:07 Por Elder Dias
Paulo Maiurino está incomodado com trabalho da cúpula da
Polícia Federal no DF, que trabalha em casos que atingem o presidente
Paulo Maiurino (direita) agiu contra delegado que investigava Jair Renan, o “04” de Bolsonaro | Foto: Reprodução
O diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, decidiu
trocar o superintendente no Distrito Federal, Hugo de Barros Correia.
Correia estava desde meados de maio no cargo, ou seja, menos
de cinco meses. Apesar de nomeado pela atual direção, o policial foi indicação
de outros delegados e nunca teve proximidade com Maiurino.
O órgão no DF tinha virado um incômodo para a cúpula da PF,
porque lá estão algumas das apurações em andamento mais sensíveis ao governo
federal atualmente, como os inquéritos sob relatoria do ministro do STF
Alexandre de Moraes, do STF – o inquérito das fake news –, o sobre organização
criminosa dos atos antidemocráticos e o da live com ataques às urnas
eletrônicas feita por Jair Bolsonaro (sem partido).
Na superintendência também está a investigação sobre Jair Renan, o filho 04 do presidente. Recentemente, saiu de lá uma operação contra desvios de recursos no Ministério da Saúde.
A irritação de Maiurino com a PF no Distrito Federal começou
nos primeiros dez dias após ter nomeado Correia, quando o então ministro
Ricardo Salles foi alvo de busca e apreensão. A operação foi criticada pela
cúpula, sob argumentos diversos, como supostas falhas na apuração e também
ausência de necessidade de divulgação das medidas judiciais cumpridas, o que é
praxe na PF.
Episódios semelhantes se acumularam desde então. Entre
outros acontecimentos, a direção da PF vetou uma nomeação escolhida por
Correia. O delegado Franco Perazzoni iria assumir um cargo de chefia na
superintendência, mas o processo foi encerrado. Ele era o responsável pela
investigação de Salles.
Desde que chegou ao posto de diretor-geral, Maiurino tem
tirado do cargo aqueles que não se enquadram ao seu modelo. Essa é uma das
primeiras mudanças significativas envolvendo uma nomeação que ele mesmo fez.
* Com informações da Folha de S.Paulo
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