Oito pessoas são acusadas por seis crimes, como falsificação ideológica, formação de quadrilha e coação.
Por Marina Bhering, g1 Vales de Minas Gerais
09/03/2023 13h33
Atualizado há 10 horas
Além do promotor do MP, Jonas Monteiro, o chefe do 12º
Departamento da PC, Gilmaro Alves e os delegados Augusto Luís e Lívia Athayde
também participaram da coletiva de imprensa — Foto: Marina Bhering / Inter TV
dos Vales
Além do promotor do MP, Jonas Monteiro, o chefe do 12º
Departamento da PC, Gilmaro Alves e os delegados Augusto Luís e Lívia Athayde
também participaram da coletiva de imprensa — Foto: Marina Bhering / Inter TV
dos Vales
O Ministério Público de Minas Gerais denunciou oito pessoas
por fraudes ocorridas dentro da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran)
da 1ª Delegacia Regional de Ipatinga. As informações foram repassadas durante
coletiva de imprensa realizada, nesta quinta-feira (09), no Departamento da Polícia
Civil de Ipatinga.
As investigações começaram em 2021, quando a Delegacia de
Furtos e Roubos de São Paulo acionou o Departamento de Trânsito (Detran) de
Ipatinga sobre a possível clonagem de uma caminhonete. A delegada Lívia Athayde
encabeçou a investigação, que apontou que a transferência de propriedade do
veículo foi feita em Ipatinga, embora o carro nunca tenha circulado na região.
O veículo clonado foi furtado em Capitólio, no sudoeste
mineiro, e localizado no estado de Maranhão. A partir desse caso, a delegada
identificou um esquema que envolvia policiais civis, despachantes, servidores e
até um estagiário da PC para falsificação de documentos e clonagem de veículos.
Entre os oito acusados pelo MPMG estão dois policiais civis
e dois despachantes documentalistas. As denúncias incluem seis diferentes
crimes: peculato informático, falsidade ideológica, violação de sigilo
profissional qualificado, receptação qualificada, associação criminosa (ou
seja, formação de quadrilha) e coação. Alguns réus são acusados de mais de um crime.
Na soma dos delitos, eles podem cumprir pena de reclusão de seis a 20 anos.
Durante as investigações, a delegada Lívia teria sido
coagida por um despachante. Ela relatou que foi ameaçada de ser prejudicada
dentro da instituição e uma possível transferência para outra cidade. Segundo
ela, a coação aconteceu na frente de várias testemunhas.
O despachante foi preso na última terça-feira (07), na
Operação Ponto Final, além de outro despachante e um policial civil, apontado
como ex-chefe da Ciretran de Ipatinga. Na operação também foram cumpridos 25
mandados de busca e apreensão em Ipatinga, Coronel Fabriciano e Ipaba. Foram
recolhidos computadores, celulares e até documentos que não deveriam ter saído
da delegacia.
Todos os materiais apreendidos vão ser analisados e farão
parte da próxima fase da investigação. Segundo a delegada, mais de 300
procedimentos adotados dentro da delegacia de trânsito vão ser investigados.
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