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terça-feira, 17 de setembro de 2013

STF adia júri de Norberto Mânica,



Acusado de ordenar chacina de Unaí

4 foram mortos em 2004 quando apuravam denúncia de trabalho escravo.
Defesa de fazendeiro nega acusações e diz que provará inocência.

Mariana OliveiraDo G1, em Brasília

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello decidiu nesta segunda-feira (16) adiar o júri de Norberto Mânica que estava marcado para esta terça (17). O fazendeiro é acusado de ser mandante das mortes de quatro servidores do Ministério do Trabalho em janeiro de 2004 enquanto apuravam denúncia de trabalho escravo na região de Unaí, no Noroeste de Minas Gerais.
Havendo designação do Júri para o dia de amanhã, às 9h, impõe-se deferir a medida acauteladora, evitando-se, quem sabe, atividade judiciária inútil"
Ministro Marco Aurélio Mello, ao adiar júri de Norberto Mânica
No processo, a defesa do fazendeiro nega as acusações e diz que vai provar a inocência do cliente.
O ministro decidiu adiar o julgamento após pedido da defesa de Norberto Mânica para transferir o processo que corre na Justiça Federal em Belo Horizonte para a Justiça Federal em Unaí. Para Marco Aurélio, o adiamento é necessário para que se evite uma "atividade judiciária inútil", já que a Primeira Turma do STF terá que decidir sobre em qual cidade o caso será julgado. A previsão é de que o colegiado, formado por cinco ministros do Supremo, decida sobre o caso em 1º de outubro.
"Deve-se aguardar o crivo do colegiado. Havendo designação do Júri para o dia de amanhã, às 9h, impõe-se deferir a medida acauteladora, evitando-se, quem sabe, atividade judiciária inútil", afirmou o ministro Marco Aurélio.
O magistrado negou um outro pedido feito pela defesa para anular decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que manteve a competência da Justiça Federal em Belo Horizonte para analisar o caso. Para Marco Aurélio, a Primeira Turma ainda avaliará quem ficará com o processo.
No fim de agosto, três acusados de executar as mortes dos servidores foram condenados. Eles pegaram entre 56 anos de prisão e 94 anos de detenção pelas mortes dos auditores fiscais Nélson José da Silva, João Batista Soares Lage e Eratóstenes de Almeida Gonsalves, e do motorista do Ministério do Trabalho Aílton Pereira de Oliveira.
Ao todo, o processo tinha nove réus, mas um deles, acusado de ter contratado os matadores, morreu no começo deste ano. Norberto Mânica e o irmão dele, Antério Mânica, são acusados de ter encomendado as mortes dos servidores.
Nesta terça, seriam julgados Norberto, Hugo Alves Pimenta e José Alberto de Carvalho. O julgamento de Antério Mânica ainda não tem data marcada.
Hugo Pimenta, que depôs na condição de informante no fim de agosto, disse que presenciou a troca de ligações em que foi dada a ordem de matar as vítimas. Pimenta não falou quais foram os valores oferecidos aos três acusados de serem os assassinos.  Mas contou que, posteriormente, Norberto ofereceu R$ 300 mil a Erinaldo para que ele assumisse o crime de latrocínio e R$ 200 mil para Rogério Alan, para ele “se virar”, como disse Pimenta em depoimento.


Obs:

Uma coisa e fato esse julgamento custar tanto para acontecer nem e preciso eu falar o que estava acontecendo, o tal Norberto Mânica

Tem muita grana e ainda esta solto por que....!Pois se fosse pobre já estaria encarcerado (Preso) e condenado...

Realmente o judiciário legisla com os olhos bem abertos...



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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Para ministra, atraso para julgar

Chacina de Unaí “já é impunidade”...

30/08/2013 - 16h49


Alex Rodrigues e Marcelo Brandão Repórteres Agência Brasil
Brasília – Para a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, a demora de nove anos para que os acusados de participar da Chacina de Unaí – quando foram assassinados três auditores fiscais do Trabalho e um motorista do Ministério do Trabalho - começassem a ser julgados “já é, em si, impunidade”.
O crime ocorreu em 28 de janeiro de 2004, na cidade mineira de Unaí. Somente agora, três dos oito réus da chamada Chacina de Unaí começaram a ser julgados. A expectativa é que o tribunal do júri, iniciado terça-feira (27), seja concluído e tenha a sentença anunciada até a madrugada de amanhã (31).
“Estamos falando de pessoas que estavam a serviço do Estado brasileiro, do governo federal, protegendo brasileiros explorados em um regime de escravidão. Houve uma emboscada e o assassinato desses funcionários federais. Nove anos para o Poder Judiciário dar conta desse julgamento já é, em si, impunidade”, disse a ministra à Agência Brasil. Ela fez o comentário ao abrir a exposição Ausências, ontem (29), no Museu da República.
Os oito acusados foram divididos em dois grupos, o dos que já estão presos em caráter preventivo – e que, por isso, estão sendo julgados esta semana - e o dos que respondem ao processo em liberdade.
Do primeiro grupo fazem parte Rogério Allan Rocha Rios, Erinaldo de Vasconcelos Silva e William Gomes de Miranda. Acusados de executar o crime, os três estão detidos desde 2004 em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a acusação, os três foram contratados por Francisco Elder Pinheiro, que morreu em janeiro deste ano, aos 77 anos de idade.
Já o fazendeiro Norberto Mânica; o empresário Hugo Alves Pimenta; o empregado de Pimenta, José Alberto de Castro; e Humberto Ribeiro dos Santos devem ir a júri no próximo dia 17 de setembro. A expectativa é que o fazendeiro Antério Mânica, irmão de Norberto, também vá a julgamento no mesmo dia. Acusados de encomendar e planejar a morte dos quatro servidores públicos, eles respondem ao processo em liberdade.
“Chamamos a atenção da população para que ela fique atenta aos resultados [do júri], a fim de que não se configure, além da morosidade [no julgamento], uma condição de impunidade”, declarou a ministra.
Edição: Davi Oliveira
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Domingo Espetacular:...

 A Grande Reportagem traz depoimentos de pistoleiros sobre a chacina de
 Unaí....

 
Publicado em 06/05/2013 

 Veja onde estão os acusados de matar e mandar matar fiscais de governo que investigavam denúncias de trabalho escravo em 2004

  Chacina em Unaí
 
Enviado em 29/01/2008


Assassinato de fiscais e motorista do Ministério do Trabalho em Unaí (MG) completa quatro anos. Saiba como é o clima na cidade hoje em dia Pós Audiência Pública sobre Chacina de Unaí (MG) • 26/08/2013  
Publicado em 26/08/2013

 O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Durval Ângelo, comenta sobre Audiência Pública realizada nesta segunda-feira (26) e julgamento do crime que acontece no dia 27/08. 8 anos do massacre de 4 fiscais do MTE, em Unaí -

 Entrevista com Calazans - 1a parte - 12/01/2012
Enviado em 12/01/2012 Dia 28/01/2012,

 Completar-se-á 8 anos do Massacre de 4 fiscais do Ministério do Trabalho, em Unaí, Noroeste de Minas. O crime hediondo aconteceu às 8:20h do dia 28/01/2004. Ceifaram a vida de Nelson, João Batista, Aristótenos e Ailton. Cf., no vídeo, entrevista que Gilvander L. Moreira gravou com Carlos Calazans, então Delegado Regional do Ministério do Trabalho, em MG. Belo Horizonte, 12/01/2012.