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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

BH: Projeto quer proibir espaços públicos com nomes associados à Ditadura

 Projeto provocou discussão na Câmara Municipal de Belo Horizonte nesta sexta-feira e foi aprovado em 1º turno

10/02/2023 19:23 - 

Vereador Pedro Patrus (PT), ao microfone, é o responsável pelo Projeto de Lei(foto: Barbara Crepaldi / CMBH)
A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) aprovou, nesta sexta-feira (10/2), Projeto de Lei (PL) que proíbe que espaços públicos da capital sejam nomeados a partir de datas ou pessoas com envolvimento na Ditadura Militar. A proposta teve maioria favorável em primeiro turno.
O PL 354/2022 é de autoria do vereador Pedro Patrus (PT) e se baseia nos relatórios da Comissão Nacional da Verdade para determinar responsáveis por violações de direitos humanos durante o período ditatorial no país.

“Não podemos, de forma alguma, nos esquecer dos crimes contra a humanidade e das violações dos direitos humanos que foram cometidos no Brasil, durante o período da Ditadura Militar, que tantos sofrimentos trouxeram ao povo brasileiro. O nome de próprios públicos que façam menção a atores que cometeram tais crimes ou a datas referentes ao período da Ditadura são um desrespeito à nossa democracia e a todas e todos que foram vítimas de tais atrocidades”, aponta o PL.

A votação pela aprovação do PL foi conturbada na Câmara, evidenciando diferenças entre parlamentares alinhados à esquerda e à direita. Autor do projeto, Patrus destacou que a ideia é promover uma reparação histórica às vítimas dos crimes políticos da ditadura e que outras capitais do país já adotaram medidas semelhantes.


A assessoria do autor do PL cita como exemplos de espaços que remetem à Ditadura Militar em BH a rua Luiz Soares da Rocha e a Avenida 31 de março.

O vereador Uner Augusto (PRTB), que assumiu a cadeira de Nikolas Ferreira (PL) na semana passada, usou seu tempo de fala para sinalizar voto contrário ao projeto e fazer ataques ao Partido dos Trabalhadores (PT).

“Um projeto do PT vem com esse selo de hipocrisia e dissimulação. Um projeto aparentemente inofensivo, mas que quer reescrever a própria história, Logo o PT, o partido mais abortista, que propaga uma cultura de ódio às mulheres mães, que deseja ver assassinados os bebês dentro da barriga das mulheres, institucionalizou a corrupção, que faz nota de apoio aos piores ditadores, vem falar de graves violações aos direitos humanos”, disse

Outros parlamentares como Irlan Melo (Patriota) e Flávia Borja (PP) fizeram críticas ao projeto e ao partido de seu proponente ao sinalizar oposição ao PL. Apesar das propostas, apenas 17 dos 41 vereadores se manifestaram de forma contrária e o projeto passou em primeiro turno.

Durante a discussão do projeto, o presidente da CMBH, Gabriel Azevedo (sem partido) também se pronunciou, destacou que existem regimes ditatoriais com viés de esquerda e de direita e sugeriu que o PL inclua também a mudança do nome da Avenida Getúlio Vargas, a quem classificou como ditador durante a vigência do Estado Novo (1937-45).

A Comissão Nacional da Verdade, órgão temporário criado em 2011, foi organizada para apurar e tornar públicos crimes cometidos durante o período ditatorial do país. Foram atribuídas 191 mortes à Ditadura, 210 brasileiros estão até hoje desaparecidos e apenas 33 corpos foram encontrados, totalizando 434 cidadãos. A prática sistemática de detenções ilegais e arbitrárias e de tortura também foi atestada pela comissão, que identificou 337 responsáveis pelos crimes.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Morador em situação de rua morre após ser torturado, amarrado em poste e ter corpo queimado em BH

Morador em situação de rua morre após ser torturado, amarrado em poste e ter corpo queimado em BH

Um homem em situação de rua foi brutalmente assassinado na madrugada desta segunda-feira (11), próximo ao Viaduto Senegal, no bairro Lagoinha, na região Noroeste de Belo Horizonte.

De acordo com a polícia, populares amarraram o homem, conhecido como Copasa, em um poste com um fio de arame farpado e depois atearam fogo nele.


Testemunhas contaram à polícia que o homem estuprava mulheres da região, também em situação de rua.





Mulher é presa após matar homem a facadas em Simonésia

Segundo a Polícia Militar, vítima de 27 anos deu entrada em hospital, mas não resistiu. Mulher dele afirmou que o homem teria se ferido sozinho, mas versão dela não condiz com os ferimentos da vítima.

Por G1 Vales de Minas Gerais

 

10/01/2021 15h45  Atualizado há 2 semanas

 

Faca utilizada no crime foi apreendida — Foto: Polícia Militar/Divulgação

 

Um homem de 27 anos foi morto a facadas na madrugada deste domingo (10) em Simonésia. A Polícia Militar foi acionada após Cleverton Júnior da Silva morrer depois de dar entrada em hospital com ferimentos.

 

Ainda conforme a PM, a mulher da vítima o acompanhou ao hospital e disse aos funcionários da unidade de saúde que teria apanhado do homem e então pegou uma faca para se defender, mas que ele teria conseguido pegar a faca e golpeou o próprio peito.

 

No entanto, a equipe médica informou à PM que a vítima possuía quatro ferimentos provocados por facadas, sendo dois no peito e outros dois nas costas.

 

A mulher foi presa pelos militares e não falou mais sobre o crime.

 

A perícia foi acionada e constatou que a cena do crime, na casa da vítima, já havia sido alterada, tendo o local sido limpo. A mulher vai responder também por fraude processual. A faca utilizada no crime foi apreendida.

 

O caso será investigado pela Polícia Civil.

 

https://g1.globo.com/mg/vales-mg/noticia/2021/01/10/mulher-e-presa-apos-matar-homem-a-facadas-em-simonesia.ghtml

sábado, 2 de agosto de 2014

Belo Horizonte A Teófilo Otoni

Compilação de imagens retiradas do Google Street View e editadas em ordem de modo a formar uma viagem completa entre as cidades.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Falso juiz preso no Fórum de BH

Tem várias passagens pela polícia

 (Rodrigo Clemente/Esp. EM/D.A Press)
João Francisco Pinheiro dos Santos, de 61 anos, foi detido na tarde de quarta-feira no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, acusado de se passar por juiz de direito e corregedor da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para aplicar golpes. Ele disse à polícia ser assessor jurídico também, mas foi reconhecido por duas mulheres que afirmam que lhe pagaram para que seus processos andassem mais depressa, diante da morosidade da Justiça. O acusado, que já responde a pelo menos quatro processos criminais e tem várias passagens pela polícia, preferiu o silêncio, citando seus direitos constitucionais.

Somente a pensionista I.M.S., de 59 anos, disse que entregou mais de R$ 5 mil ao falso juiz. “Há 22 anos aguardo decisão da Justiça para as ações que entrei contra a Petrobras, já que meu marido morreu sem receber valores a que tinha direito. Conheci esse homem em outubro do ano passado no Centro da cidade. Ao comentar sobre minha situação, ele disse que estava deixando a advocacia para iniciar a carreira de juiz, me pediu dinheiro e lhe dei mais de R$ 5 mil em três parcelas. Hoje estava no fórum quando fiquei sabendo que ele havia sido detido.”

A servente N.S.C., de 50, foi quem reconheceu João Francisco quando tentava obter mais informações sobre a ação de cobrança contra ela. “Eu não queria nenhum mal para ele, pedi apenas que me devolvesse os R$ 1 mil que lhe dei em abril para resolver minha situação. Ele chegou a ligar para alguém dizendo para trazer o dinheiro, mas estava apenas tentando escapar.” N. contou que está sendo cobrada judicialmente por dívida de R$ 10 mil pelo fornecimento de energia elétrica da creche que mantinha no Bairro Taquaril. “O débito seria de R$ 1,2 mil, mas estão querendo muito mais. No desespero pensei que esse moço, que se apresentou como juiz, poderia me ajudar.”

A delegada Adriana de Barros Monteiro, do 3º Distrito do Centro, abriu inquérito contra o acusado, cuja ficha policial apresenta crimes de estelionato, falsidade ideológica, adulteração de chassis, entre outros, desde 1976. “Não houve flagrante, já que os dois casos são anteriores. Ele será liberado, mas responderá a inquérito”, explicou. 


 João Francisco Pinheiro dos Santos, de 61 anos, prometia favores em ações
 judiciais em troca de dinheiro. O estelionatário foi preso em flagrante enquanto aplicava mais um golpe.


Falso juiz é preso em BH

Obs.: o sujeito parece comagnaldo timoteo