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quarta-feira, 31 de março de 2021

Semana Santa aquece mercado de pescados

Semana Santa aquece mercado de pescados

por Fábio Velame  

Como muitas famílias católicas têm o costume de se abster de carne vermelha e frango neste período, as vendas de bacalhau e outros tipos de peixes aumentam

Nos dias que antecedem a Semana Santa, a procura por bacalhau e peixes costumeiramente aumenta, devido à tradição de muitas famílias de não comer carne vermelha neste período. Donos de peixarias confirmam essa tendência, mas ressaltam que a onda roxa atrapalhou um pouco, pois restaurantes que normalmente compravam deixaram de comprar, por não poderem receber clientes nos estabelecimentos, considerando que o delivery não surte tanto efeito.

Em pesquisas realizadas ontem (30) em alguns supermercados e peixarias, o bacalhau “Saithe” salgado era encontrado entre R$ 49,90 e R$ 59,90 o quilo, enquanto o mesmo bacalhau dessalgado foi encontrado a partir de R$ 79,90. Já o bacalhau importado “Morhua” pode ser comprado a partir de R$ 99 o quilo. Também é possível encontrar o “lombo” de bacalhau por R$ 149,00 o quilo.

Já em relação ao valor dos peixes, o surubim era encontrado a partir de R$ 35,90 o quilo; dourada do Belém, R$ 32,90 o quilo; dourada São Francisco, R$ 26,90 o quilo; e piramutaba, R$ 22,90 o quilo. Dos peixes empacotados e congelados, filé de merluza 500g sai a R$ 17,98; filé de tilápia 400g, R$ 19,90; traíra inteira, R$ 17,98 o quilo; traíra sem espinha, R$ 29,98 o quilo; postas de cação 800g, 16,99.

Carlos Abreu administra uma peixaria no Mercado Municipal junto com a esposa há 20 anos. De acordo com ele, os pescados que têm mais saída no período da Semana Santa são surubim, dourada do Belém, piramutaba, camarão e filés, além do bacalhau.

Carlos conta que o comércio de pescados estava em uma crescente, mas, após o decreto da onda roxa, apresentou uma queda. Porém, mantém a esperança de boas vendas, já que ele indica que o brasileiro tem o costume de deixar pra última hora para fazer as compras.

“Vários clientes, como restaurantes e pizzarias, não compraram mais, pois só no delivery não conseguem atingir o mesmo êxito que teriam se estivessem com as lojas abertas. Na semana passada estava muito parado, mas desde a última sexta-feira melhorou um pouco o movimento. Segunda e terça o comércio é razoável, mas de quarta a sexta a gente espera um maior número de clientes. Brasileiro se dedica mais a comer o peixe nos últimos três dias da Semana Santa e estamos esperançosos”, disse.

Tradição católica

A Semana Santa se inicia no Domingo de Ramos e se encerra uma semana depois, no Domingo de Páscoa. Uma das tradições católicas é não consumir carne vermelha ou frango na Sexta-feira da Paixão.

Maiza Elaine é uma das muitas fiéis que seguem essa tradição. “A Igreja Católica propõe a seus fiéis, na quaresma, abster-se de carne nas quartas e sextas-feiras, para relembrar o sacrifício que Jesus fez por nós, de passar 40 dias no deserto. Desde pequena eu aprendi com meus avós a não comer carne, principalmente na Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira Santa. A igreja Católica recomenda que não se coma carne vermelha e nem o frango, pois é algo prazeroso, e por isso não se deve comer, a fim de renunciar aos desejos carnais e fazer a vontade de Deus. A carne de peixe é aceita pela igreja por não trazer saciedade. Na minha família temos o costume de fazer muito bacalhau na Sexta-feira Santa, mas nos últimos anos esse tipo de peixe ficou muito caro, sendo substituído por outros.”

Maiza Elaine explica que aprendeu a tradição de não comer carne vermelha e frango na quaresma e Semana Santa desde que era criança (Foto: Arquivo Pessoal)

Amine Halabi do Vale também explica que segue a tradição católica de não comer carne vermelha ou frango na Sexta-feira da Paixão. “Eu e minha família não comemos carne e substituímos por peixe, mas nem sempre tem que ser o bacalhau. Apesar de ser um peixe com sabor especial, o mais importante é a abstinência por carne, além do jejum e oração. Estive pesquisando o preço do bacalhau, mas está de assustar. Teve um grande aumento, e fica difícil fazer um almoço para toda a família com ele. Pensei em fazer pelo menos uma torta com lascas de bacalhau, que são bem mais em conta. E completar o almoço com um peixe mais em conta mesmo.”

Amine Halabi conta que nem sempre o bacalhau é escolhido, devido ao alto preço (Foto: Arquivo Pessoal)

Maria das Graças Silva Oliveira destaca que este período da Semana Santa não é só se abster de algum tipo de alimento específico, mas de manter viva a fé que professa. “Manter viva nossa fé, nossa crença de que Deus nos enviou seu filho pra morrer uma morte de cruz para nos salvar. Já em relação à Sexta-feira da Paixão, aqui em casa costumo fazer o peixe de duas formas: moqueca e o frito. Eu sempre vou a região de praia no Carnaval e trago um peixe de água salgada, a tainha. Quando não tenho, aí providencio uma traíra e faço recheada, sem espinha.”

Maria das Graças afirma que em sua casa sempre tem peixe na mesa na Sexta-feira da Paixão (Foto: Arquivo Pessoal)

sábado, 7 de abril de 2012

Feira do Peixe reúne 80 expositores

 No centro da cidade

05/04/2012 - 12:57

O objetivo do evento é fomentar as vendas do pescado

A prefeitura de Teófilo Otoni abriu oficialmente nesta quarta-feira (4) a 19ª Feira do Peixe na Avenida Luiz Boali no centro da cidade.
O evento, que é realizado todos os anos durante a Semana Santa, se estende até o próximo sábado (7). O horário de funcionamento é das 9 às 22h.
Segundo a Secretaria Municipal de Agropecuária e Abastecimento, deverão ser comercializadas mais de 50 toneladas de pescado.
Nesta edição cerca de 80 expositores comercializam além de peixe, ovos de páscoa, canjica, amendoim e verduras.  
O objetivo do evento é fomentar as vendas do pescado e oferecer à população produto de qualidade, além da valorização do trabalho dos aquicultores da região.
A novidade deste ano é o caminhão adaptado, adquirido pela prefeitura para conservação e comercialização do peixe vivo.
Segundo a prefeita, Maria José Haueisen Freire, Teófilo Otoni está entre as 37 cidades beneficiadas pelo Ministério da Pesca e Aquicultura com o caminhão adaptado .
“Estamos sempre renovando e isso é sinal de crescimento, geração de emprego e renda. Avançamos muito no trabalho com os aquicultores e o resultado disso é a construção de 202 barraquinhas e 223 tanques para produção do peixe”, ressaltou Maria José.
“A Feira do Peixe fortalece o produtor rural, o agricultor familiar e aquece a economia local”, lembrou Maria José.

Fonte:
 

terça-feira, 26 de abril de 2011

Feriado termina com 42 mortos nas rodovias de Minas

25/04/2011



Segundo balanço da Polícia Militar Rodoviária, 20 pessoas morreram nas MGs. A imprudência ainda é a principal causa de acidentes nas estradas


Embora tenha registrado queda no número de mortes durante o feriado da semana santa, entre os dias 21 e 24 de abril, o número de acidentes nas rodovias estaduais mineiras aumentou, segundo balanço divulgado pela Polícia Militar Rodoviária na tarde desta segunda-feira. Segundo o levantamento, 20 pessoas morreram durante os quatro dias de feriado, contra 28 no mesmo período do ano passado.

Com esse resultado, o feriado terminou com 42 mortos em acidentes nas rodovias que cortam o estado. Um dos acidente mais graves aconteceu no domingo. Um ônibus tombou na MGC-259, em Virginópolis, na Região do Rio Doce, matando três passageiros e deixando 13 feridos. O desastre ocorreu numa curva acentuada e sob neblina.

Ainda de acordo com a PMR, o número de acidentes quase dobrou em relação a 2010: foram 403 acidentes contra 228 no ano passado. Nesses acidentes também houveram mais feridos, sendo 366 vítimas este ano contra 238 em 2010, um aumento de 53,7%.
Motoristas inabilitados e embriagados são presos

Quase 50 mil veículos foram fiscalizados durante a operação semana santa nas rodovias estaduais. Destes, 132 foram apreendidos e 232 Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) foram recolhidas. Um dado que chama atenção no balanço da Polícia Militar Rodoviária é que o número de motoristas inabilitados quase dobrou em comparação com o feriado de 2010. Foram 541 motoristas flagrados dirigindo sem carteira contra 264 na semana santa do ano passado.

A polícia informou também que oitenta pessoas foram presas dirigindo embriagadas, sendo que no ano passado foram 30 prisões por esse motivo. Estes motoristas ainda provocaram 30 acidentes no feriado de 2011. A imprudência ao volante foi a principal causa de acidentes nas estradas, com 268 ocorrências.


Fonte: Estado de Minas

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