Mostrando postagens com marcador Entrevista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Entrevista. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Prefeito eleito Getúlio Neiva concedeu mais

Prefeito eleito Getúlio Neiva concedeu mais uma entrevista-Rádio
Publicado em 21/12/2012 

 Getúlio Neiva é eleito em Teófilo Otoni  com expressiva votação Com impressionantes 86,16% dos votos válidos, Getúlio Neiva (PMDB) é eleito prefeito de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. Ele obteve 35.842 votos. Fátima Dantas, candidata do PSC, terminou com 5.759 votos, o que corresponde a 13,84% da votação. A abstenção na cidade foi de 25,03%. Todas as urnas já foram apuradas. O prefeito eleito Getúlio Neiva concedeu mais uma entrevista antes de assumir o cargo de prefeito na cidade de Teófilo Otoni. MG Ele falou a respeito do colégio Maia Amália, Dividas e outras atitudes dele quando Assumir a prefeitura para o mandato de Quatro anos. 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Breno é considerado culpado por incêndio e pega 3 anos e 9 meses

Juíza encerra julgamento por medo de o jogador, sem contrato, fugir para o Brasil. Atleta pede desculpas aos filhos: 'Não era um bom modelo'

Por Clícia Oliveira

Direto de Munique, Alemanha

Breno bayern de munique tribunal julgamento (Foto: Agência Reuters)

Breno é condenado a três anos e nove meses de

prisão na Alemanha (Foto: Agência Reuters)

O zagueiro Breno foi condenado a três anos e nove meses de detenção por ter colocado fogo na própria casa, em Munique, em setembro do ano passado. A decisão foi revelada nesta quarta-feira no Tribunal de Justiça da cidade pela juíza Rozi Datzmann, que acredita ter provas para considerar que o jogador de 22 anos, revelado pelo São Paulo, provocou o incêndio de propósito.

 

A pena é imediata, e o atleta seguiu direto para a cadeia. A juíza decidiu encerrar o julgamento alegando receio de que Breno fugisse da Alemanha para o Brasil, já que está sem contrato com o Bayern de Munique. O advogado do jogador, Werner Leitner, tem uma semana para recorrer.

 

- Peço desculpas por aquela noite. Sou uma pessoa que acredita em Deus e agradeço a Ele por ter protegido a minha família. Eu sei que tudo é muito difícil no momento, e eu prometi ao tribunal que não vou fugir - disse Breno, após ouvir a decisão da juíza.

 

Casado com Renata e pai de dois meninos e uma menina, o zagueiro também pediu desculpas aos filhos:

 

- Sei que eu não era um bom modelo.



saiba mais


O promotor Nicholas Lanz, que chegou a pedir cinco anos e meio de prisão, afirmou que o fato de Breno estar alcoolizado no dia do incêndio não permitiria ao zagueiro saber se sua família estava em casa na hora do fogo. O advogado do brasileiro defendia uma pena máxima de dois anos.

 - Breno não tem nada além do futebol e da família. Uma prisão fora do Brasil será o fim da sua carreira - Leitner.

 As sessões do julgamento vinham acontecendo às terças e quartas e estavam previstas para acabar apenas no próximo dia 17, mas as provas levadas ao tribunal anteciparam a decisão da juíza. Breno está sem contrato com o Bayern desde 30 de junho. Segundo informações da imprensa europeia, o Lazio, da Itália, estava interessado na contratação do zagueiro e poderia acertar com o atleta caso ele fosse inocentado.

 

Breno, que disputou as Olimpíadas de 2008 com a Seleção em Pequim e foi medalha de bronze, foi negociado pelo São Paulo com o Bayern em 2008 por € 12 milhões (R$ 30 milhões atualmente). O jovem nunca se firmou no time de Munique, sofreu com lesões e chegou a ser emprestado ao Nuremberg em 2010.


Breno ao lado do advogado e da intéprete no julgamento de terça (Foto: Clicia Oliveira / Globoesporte.com)

Breno demonstrava calma no julgamento

 

saiba mais

Zagueiro Breno bebia uma garrafa de uísque por dia, relata psiquiatra

'Satanás havia tomado posse de seu corpo', teria dito esposa de Breno

O GLOBOESPORTE.COM acompanhou um dia de julgamento do zagueiro, terça, em Munique. O jogador de 22 anos aparentava estar calmo o tempo todo e sempre contava com a ajuda de uma intérprete para entender o que era dito, já que nunca foi fluente em alemão.

 

Na terça, o médico Aachen Henning Sass afirmou que o zagueiro bebia regularmente e que no dia do incidente havia ingerido uma garrafa de uísque, cinco a dez cervejas e vinho do Porto. Quando ficou detido pela primeira vez, durante 13 dias, após o ocorrido, Breno recebeu a visita da legista Jutta Schopfer, que afirmou que o atleta tinha 2,5 ml de álcool no sangue, no dia do exame, mas que isso não seria motivo para não se lembrar de nada no dia do ocorrido. O zagueiro não teria respondido a nenhuma pergunta feita por Jutta e a única coisa que disse foi que não se lembrava de nada no dia do incêndio. A juíza então insistiu no assunto e várias perguntas foram feitas para a legista. Drogas não foram encontradas no sangue do brasileiro.

 

Em sua defesa, o advogado de Breno, Werner Leitner, afirmou que o jogador tomou um medicamento chamado "Stilnox", remédio forte para dormir, que não pode ser misturado com álcool, e por isso não se lembrava de nada que acontecera naquela noite do incêndio. Esse medicamento teria sido dado por um médico do Bayern de Munique.

 

Um diretor esportivo do clube, que esteve presente no tribunal nesta quarta, afirmou que no clube não há remédios para dormir e que portanto nenhum medicamento teria sido dado ao jogador. Breno afirmou em seu depoimento que bebeu demais e fumou alguns cigarros também, por isso teria entregado três isqueiros para a polícia.

 

Vizinho critica zagueiro: 'No Brasil, acaba tudo em pizza'

 

Vizinho de Breno no bairro de Grunwald, onde a casa pegou fogo, Klaus Popping criticou o jogador e afirmou que o pensamento do zagueiro estava no Brasil na hora do incidente.

 

- Ele deve ter achado que estava no Brasil e que nada iria acontecer. No Brasil, se a pessoa é rica, ela dá dinheiro e consegue tudo. No final acaba tudo em pizza. Aqui na Alemanha é mais sério e rígido. A justiça daqui não está levando em consideração que ele é famoso e jogador de futebol. Mas mesmo assim espero que ele receba apenas dois anos para não ter a vida destruída – afirmou o vizinho do bairro de Grunwald.

 


Incêndio na casa do jogador Breno do Bayer de Munique (Foto: EFE)

Casa de Breno que sofreu incêndio em setembro era avaliada em € 1 milhão (Foto: EFE)

A esposa do jogador, Renata, não compareceu a nenhum dia ao julgamento. Em uma das sessões, a juíza revelou gravações de conversas telefônicas de Renata com um amigo logo após o incidêndio, quando a brasileira teria dito que "satanás havia tomado conta do corpo de Breno" na hora do incidente.

 

Policiais que chegaram na casa de Breno durante o incêndio afirmaram que o jogador estava completamente fora de si, que corria pela casa e que gritava "schaise" ("merda" em alemão). Disse ainda que tudo na sua vida estava ruim e que a única coisa que conseguiu fazer foi salvar os cachorros.

 

Breno, que perdeu tudo no incêndio, inclusive os passaportes de toda a família, não pôde sair da Alemanha sequer para visitar parentes no Brasil. Na época do fogo, o zagueiro, a mulher e os filhos chegaram a ficar sem roupas, sapatos e objetos pessoais. A família foi ajudada pelo companheiro de clube, o lateral-direito Rafinha, que além de ter dado roupas, ainda os recebeu em casa logo após o incêndio. O ex-atleta do Coritiba chegou a afirmar que Breno era um “cara tranquilo até demais” e disse não entender o que teria acontecido. O zagueiro também teria ficado em depressão por não estar jogando (por problemas no joelho) e foi cogitada a hipótese de um incêndio proposital para o jogador receber o dinheiro do seguro da casa, já que na Alemanha, quando o atleta fica um tempo sem jogar, ele para de receber salários do clube e passa a ganhar uma espécie de seguro no valor de € 5 mil, cerca de R$ 12 mil.

http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-alemao/noticia/2012/07/julgamento-acaba-e-breno-pega-tres-anos-e-nove-meses-de-prisao.html


seta-imagem-animada-0182


Eduardo Costa fala sobre o novo CD

“Pecado de Amor”

No mês passado, foi lançado “Pecado de Amor”, o novo CD do Eduardo Costa.
São 16 canções, muitas delas já cantadas em alguma época por outros sertanejos. O estilão continua o mesmo. Romântico, com suas intepretações bastante peculiares, e com espaço crescente para batidas de samba, algo que o cantor sempre admitiu gostar.
O CD, produzido por César Augusto, conta com a participação de Alexandre Pires na faixa “Presente de Aniversário”.
Eduardo, ao que parece e pelo que ele responde na entrevista, já não se importa muito com crítica. Passa a impressão de ter compreendido que ser artista popular é bem melhor que ser “o” artista da mídia, mesmo tendo feito, intencionalmente, mais televisão nos últimos meses.
Sobre a nova fase da carreira, e principalmente sobre o novo trabalho, conversei com ele. Segue abaixo a entrevista.

O que esperar do novo CD do Eduardo Costa?
A gente tá num momento bom da música sertaneja, público crescendo, muita gente aparecendo. O meu CD é a cara do meu público, eu fiz e sempre faço pensando na pessoa que vai no meu show, que canta junto comigo. O artista tem que agradar aquela pessoa que gosta dele, que compra o CD, que vai no show, o resto não importa. Eu acho que consegui escolher um repertório muito legal não só pra quem gosta de música sertaneja, mas pra quem gosta de música no geral. É um trabalho muito bem produzido, pensado, nada feito na correria. Acho que tá bem a cara do Eduardo Costa de hoje.

Você sempre gostou muito de regravar o “lado B” de artistas conhecidos, tanto que o projeto “No Boteco” era basicamente isso. No novo CD, também há algumas canções que pouca gente vai se lembrar que já foram gravadas antigamente. De onde vem esse gosto?

Tem muita música que fica perdida na carreira dos artistas. Todos eles têm, Chitão, Rionegro, Leonardo, sempre alguma música muito boa passa batido nos CD’s. Como eu ouvi música demais nos anos 1990, eu sempre guardei muitas dessas músicas na cabeça. Tenho um monte ainda que eu vou usar em outros discos, mas nesse agora especialmente eu resolvi puxar umas lá de trás. Eu acho muito legal isso. O povo ouve, tem aquela impressão de que já ouviu antes, mas não consegue lembrar de onde é. Gosto bastante de fazer isso.
Mas você tem essas música anotadas em algum lugar?
Não, nada. É na cabeça mesmo. Quando eu paro pra lembrar de música, pra pensar em repertório, são essas músicas que aparecem. De tanto que eu ouvi e gostei, nunca esqueço delas.
Há uma participação especial no seu CD, que é do Alexandre Pires.

Como surgiu a ideia de ele participar?
O Alexandre é meu amigo pessoal, mesmo. Eu já gravei com o Chitão, Zezé, Belo, Amado, Chico Rey, e tenho a intenção de conseguir gravar com todo mundo que eu admiro. Já fazia tempo que eu pensava no Alexandre, e aí quando eu compus o “Presente de Aniversário”, que é um samba, tive certeza que era a música que a gente tinha que gravar junto.

O fato de você ser um artista popular faz com que seus CD’s sempre tenham destaque entre os produtos piratas…

Cara, você sabe da minha história, sabe que a pirataria acabou me divulgando muito, mas eu ainda tenho uma relação antiga com o CD. Eu dou muito valor no meu músico, na fase de produção, por isso eu ainda acho legal quando uma pessoa vai na loja e compra o produto. Claro que eu sei da realidade, eu vivo esse mercado todo, mas é uma coisa mais pessoal mesmo gostar do ato de comprar o CD. Sei que o que importa no final das contas é que a pessoa ouça minha música.

Em meio ao ‘novo’ sertanejo, você segue fazendo a linha romântica que acabou ficando em segundo plano no mercado, tanto que igual a você, não há quase ninguém investindo no estilo…

Eu acho que tem espaço pra quem queira investir na música romântica, mas é uma questão também de apostar e se dedicar, é um estilo como outro qualquer. Tem algo que o universitário influenciou bastante que é reduzir os tons mais agudos. O pessoal dessa nova geração não tem o costume de cantar com aqueles agudos lá em cima, e isso acaba influenciando a turma que vai surgindo, e o interesse pela música romântica, cheia de interpretação, acaba diminuindo. Pra cantar o tipo de música que eu canto, o agudo é fundamental. Acho que tem espaço pra tudo sim, o sertanejo tá muito aberto hoje pra todo mundo.

Você tem algum artista pra citar desse estilo que você gosta?
Se tivesse que citar um, eu citaria o Léo Magalhães. Ele também não tá nem aí se chamam de brega, se dizem que é muito simples. Ele é muito bom, canta muito bem. Gosto muito do trabalho que ele vem fazendo. Se ele continuar nessa linha, misturando aquele arrochinha simples do Nordeste com as letras populares, eu acho imbatível.

Compararam muito o Léo a você no começo da carreira…

Isso é bobagem. O povo compara, fica arrumando intriga em tudo. Tem mais é que aparecer cada vez mais gente apostando em música pro povo.
Você parece ter mudado um pouco em relação a críticas, não fica mais dando respostas, não parece arredio.

 Você resolveu se controlar ou realmente deixou de se importar?
Passei dessa fase, sinceramente. Eu sou antenado com o que falam, presto atenção quando vejo que a crítica é construtiva. Posso até nem gostar, mas paro pra pensar depois se aquilo que alguém disse faz sentido. O que eu deixei de dar importância mesmo é pra quem fala mal só por falar. Tô nem aí mesmo. Eu tô preocupado com quem gosta de música sertaneja, com quem vai pegar meu CD com a intenção de curtir minhas músicas novas. Hoje, se o cara falar algo que não me acrescenta em nada, eu realmente não tô nem ligando.

Você é figura mais presente hoje nos programas de televisão do que antigamente. É alguma estratégia nova?
Eu tinha a cabeça um pouco fechada, não achava que a televisão poderia me ajudar muito. Mas esse lance de ser popular faz com que você tenha que aparecer em um programa aqui, outro ali, trabalhar um pouco sua imagem pra te divulgar mais pro povo. Eu dei uma maneirada no jeito de falar em público, tem muita criança que me ouve, muita senhora que é minha fã, então passei sim a me preocupar mais com essa coisa de imagem e de televisão. Sinto que isso tá sendo positivo pra minha carreira.
 O público gosta.O que tem chamado muita é sua mudança física, visível por conta das fotos que você publica no Twitter…

Eu quero ser um cara melhor sempre, e nessa coisa de aparência eu precisava mexer. Eu sou um cara muito agitado, você sabe disso, quem me conhece sabe disso. A academia foi um jeito de descontar um pouco essa hiperatividade, comecei a viciar mesmo, me ajudou muito. Como eu gostei do resultado, virou vaidade também. Eu gosto, as fãs gostam, as mulheres gostam, tem que cuidar da aparência mesmo.


Eduardo Costa - Pecado de Amor Acústico 2012 

 

  Pecado de Amor (lançamento 2012)

CD Eduardo Costa Pecado de Amor (lançamento 2012) 
Tamanho: 53,28 MB
Nome do Álbum: Pecado de Amor Artista:
Eduardo Costa INFORMAÇÕES DO CD Ano de Lançamento: 2012 Gênero: Sertanejo. Duração: - Descrição: Eduardo Costa declara que é o único artista que veio do povo para a midia, enquanto todos os outros foram da midia para o povo. Além de cantor, Eduardo Costa é compositor e se auto-declara um multi-instrumentista. Toca viola, se exibindo fazendo malabarismos com o instrumento, tocando-o entre as pernas, nas costas, com um copo de cachaça entre outras formas inusitadas. 


 250912 10150922501412935 366426321 n Baixar CD Eduardo Costa   Pecado de Amor (lançamento 2012)


Servidores Para Downloads

 
Obs.: o servidor que esta online e o FREAKSHARE
Mas você pode testar os outros.
Atualização Quarte feira 11 de Julho de 2012 as 11h00min


                     
Eu não apoio a pirataria, mas se você quiser baixar gratuito e evitar pagar 17.90.
Os links estão ai disponível...
Outra coisa e que de graça e melhor e faz o mesmo efeito...

                                                    Comprar

quarta-feira, 27 de julho de 2011

AO DIÁRIO FABINHO FALA COM EXCLUSIVIDADE SOBRE ZPE,

ALPARGATAS E ELEIçõES 2012

2011-07-20

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e Fábio Ramalho ao lado do vice-presidente da república, Michel Temer, homenageado por ele em Brasília na casa do deputado
TEÓFILO OTONI – Em sua passagem pela cidade, o deputado federal Fabinho Ramalho (PV) concedeu uma entrevista exclusiva ao jornal DIÁRIO. O parlamentar falou sem ‘meias palavras’, da instalação da empresa Alpargatas em Montes Claros, e não em T. Otoni, ao contrário do que ele vinha defendendo nos últimos meses. De maneira sincera e até então inédita soltou sua opinião sobre a ZPE (“Temos de ser sinceros e dizer para as pessoas que a ZPE sozinha não vai resolver o problema de Teófilo Otoni”), e da possibilidade de construção da estrada de ferro ligando T. Otoni a Governador Valadares (“Eu tenho que falar com sinceridade. Não vejo nenhuma possibilidade. Hoje é um sonho”). Ele falou ainda de uma homenagem que prestou ao vice-presidente da república, Michel Temer (PMDB), na casa do deputado, em Brasília, além dos detalhes das conversas que vem mantendo com o governador Antônio Anastasia sobre a ZPE, eleições 2012, e o desenvolvimento econômico da região. Para ele a construção de uma T. Otoni maior e melhor, industrializada, é o passo primordial para o avanço sócio-econômico de todo o nordeste mineiro. Na oportunidade Fabinho também elogiou o jornal DIÁRIO e o povo teófilo-otonense. “Eu queria agradecer ao jornal DIÁRIO, que tem feito um trabalho sério, e agradecer ao público de Teófilo Otoni e região, destacando que sou um deputado que vai continuar trabalhando para o progresso local”.

Como manter a qualidade de liderar sem arestas no campo político?
Respeitando a ética, tendo o bom senso. Muito mais que isso é escutar as pessoas nas suas dificuldades. Em todas as comissões em que participo, procuro ser igual a todos os que estão lá. Nem maior e nem menor do que ninguém. Procuro me colocar como deputado eleito para representar os cidadãos que me levaram para o parlamento. Através dessa representação procuro trazer progressos para as pessoas que votaram em mim, para o meu Estado e assim para o meu país.

Como o senhor conseguiu espaço entre várias personalidades políticas de Minas Gerais e do Brasil em tão pouco tempo de Congresso?
A gente tem quatro anos e meio de bom relacionamento com ministros, parlamentares do Congresso Nacional (deputados e senadores) e agora também com a Presidente da República, além do vice-presidente da nação, de quem somos muito amigos. A gente sempre reúne na minha casa para comer uma comida mineira com doces, carne de sol da região, a leitoa mineira dentre vários outros. Então, através dessa mesa mineira a gente discute e escuta bastante sobre os assuntos, pois o mineiro é aquele que gosta de escutar. A gente está nessa fase de estar sempre escutando e ao mesmo tempo procurando levar as nossas idéias. Um dia desses, eu almoçava com o Robson, presidente da Confederação Nacional da Indústria, e falava com ele a importância que se tem em obter uma indústria para Teófilo Otoni. O Robson está comigo nessa caminhada. O Olavo, que é o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), o governador de Minas, a bancada de Minas entre os deputados federais, o Senado, todos estes estão nos apoiando. Por isso, quando se fala da nossa influência em Brasília, é falar das nossas amizades. Não pedimos nada em troca, apenas levamos nossos pedidos que, na maioria deles são atendidos, pois todos sabem que queremos esta região de Minas melhor para se viver.

Quais são os projetos para o Vale do Mucuri e para o Estado de Minas Gerais?
Nossa ação principal é tentar a implantação da faculdade de Medicina e outros cursos como Odontologia e Enfermagem para que a UFVJM seja uma universidade que gere progresso, formando pessoas bem qualificadas. Pensamos também na instalação de uma escola técnica profissionalizante, pois quando se fala em cursos, fala-se em qualificação voltada para determinadas áreas. E nosso trabalho em Brasília também é voltado para Minas Gerais, para projetos que são mineiros. A gente sempre defende os projetos que são bons para o Brasil, votando e consequentemente os viabilizando. Dentre as pautas nacionais temos o projeto “Minha casa, Minha Vida”, que está estruturado moradias para todo o país, inclusive, T. Otoni e região.

E sobre a questão industrial, o que a população local pode aguardar sobre investimentos nesta área na cidade e região?
Num primeiro momento tentamos instalar em T. Otoni a Alpargatas (empresa fabricante das sandálias Havaianas). Eu e o governador Anastasia, mais o senador Aécio Neves (PSDB) tentamos através de conversas pessoais e até mesmo e-mails a implantação desta indústria na cidade. Mas, infelizmente ela não veio. Porém, o governador garantiu que tem o compromisso de trazer uma indústria de grande porte para atender a demanda de Teófilo Otoni, que possa dar dignidade ao povo dessa região. Eu penso que o governador vai realizar alguma coisa nesse sentido, principalmente porque o senador Aécio tem a mesma opinião.

Como anda o processo de implantação da ZPE de Teófilo Otoni em Brasília?
A ZPE está sancionada. Ela não vai sair de Teófilo Otoni. Ela tem alguns entraves que me parecem serem jurídicos. Anastasia está tentando viabilizar esses entraves para que o Estado possa ter uma participação e colocá-la para funcionar. Temos de ser sinceros e dizer para as pessoas que a ZPE sozinha não vai resolver o problema de Teófilo Otoni. A ZPE é boa, mas ela não resolve o que resolveria a 30 anos atrás. Claro que há muita divergência entre as pessoas sobre essa opinião, pois, na verdade, querem vender uma coisa que não existe. A ZPE vai sim ser instalada em Teófilo Otoni, tanto é que já está sancionada. E não existe nenhuma outra ZPE sancionada por Lei federal além da nossa. Depende apenas da instalação, e o próprio prédio da ZPE de T. Otoni já está instalado. A partir do parecer favorável da Advocacia Geral do Estado, o governador cumprirá sua parte, a de assumir e implantar definitivamente o empreendimento. E com isso, a ZPE vai funcionar e gerar riquezas e trabalho para a população. Mas, saliento e lutarei para que além da ZPE cheguem mais empresas para a cidade.

Especula-se na cidade sobre a instalação de uma ferrovia ligando Governador Valadares a Teófilo Otoni. Existe a possibilidade disso acontecer?
Eu tenho que falar com sinceridade. Não vejo nenhuma possibilidade. Hoje é um sonho. Se a gente tiver muito minério pode ter certeza que terá a chance. Pois, para você ter uma linha férrea, precisa-se, sobretudo de ter o que vai ser carregado nos vagões. A gente torce, faz e tenta viabilizar, mas hoje, a linha férrea vai até onde se tem muita produção agrícola e produção de minério. Além de ser uma estrada cara, é uma estrada criada para gerar riquezas. E não adianta a gente vender ilusões para as pessoas. Ainda não vi nada a nível nacional para instalar uma linha férrea em Teófilo Otoni. Agora, em se falando de Brasil, de necessidade no país para melhorarmos o escoamento de nossos produtos, precisamos sim de muitas linhas férreas, porque a nossa malha ferroviária está em 22 mil quilômetros enquanto que a malha da Índia, por exemplo, é de 250 mil quilômetros. A gente tem que olhar que a infra-estrutura de uma estrada de ferro custa muito dinheiro e para um empresário investir tem de haver retorno.

E no esporte? O que pode ser feito?

Em relação ao time do América posso garantir que estamos prontos para ajudar no que for preciso e necessário. Esses dias, o presidente do clube, Nodje Walter, me ligou e conversamos bastante sobre o assunto. Estive junto ao time durante a gestão de Marcelo Ramos à frente do clube, e não cabe a mim diferenciar gestor ou presidente do time, quero é ajudar. Cabe a Nodje Walter fazer uma gestão tão boa quanto foi a do Marcelo.

O senador e dirigente do Cruzeiro, Zezé Perrella, deve enviar jogadores de qualidade para Teófilo Otoni, já que há uma parceria entre os dois clubes?
O Zezé me fez o compromisso de dar continuidade a essa parceria. Agora, o trabalho do gestor é muito importante. Tínhamos um bom administrador no América. Eu espero que eles coloquem outro à altura do que tinha. Estou pronto para ajudar no que for preciso, e isso é indiferente a quem esteja à frente do clube, assim como temos parceria com a prefeitura de Teófilo Otoni em relação à maioria das obras da prefeita Maria José (PT), o objetivo, nesse caso, é dar qualidade de vida para as pessoas que aqui residem. Então, no América, não é diferente. A parceria é para que o clube continue sendo bem administrado visando não decepcionar os torcedores e a cidade em geral.

Em Teófilo Otoni, o Partido Verde vai lançar algum candidato a prefeito?
O PV em Teófilo Otoni está constituído e a gente vai conversar no momento adequado. Nós vamos ver qual o melhor caminho para Teófilo Otoni. Penso que a gente tem que procurar candidatos que for cuidar da cidade, da maneira como ela merece, cuidar com carinho, cuidar com muito trabalho. Acho que o município está clamando por alguém novo na política, alguém que não precisa ser necessariamente um político. A cidade quer um administrador, alguém para tomar conta dela, para que ela possa realmente progredir. A cidade precisa também, é claro, do deputado federal, e a população pode ter a certeza que eu vou fazer de tudo para apostar num candidato que realmente atenda a população e seus diversos segmentos, os cambalacheiros, trabalhadores da praça Tiradentes, do Mercado Municipal, costureiras, professoras, os jovens, os caminhoneiros, comerciantes e comerciários, enfim todos aqueles que trabalham para a cidade, e, com isso transformá-la em um lugar melhor para se viver. O que eu posso afirmar é que podem contar comigo. Vou trabalhar procurando contribuir para satisfazer os sonhos da população. Já conversei com a prefeita Maria José e estou ouvindo todos os políticos e as pessoas que me ajudaram, o vice-prefeito Antônio Valter (PSC) e a vereadores Fátima Dantas (PSC), o vereador Ilter (PSDB), os empresários, o povo, a imprensa. Eu saio às ruas e vou escutando cada pessoa para que a gente possa construir uma T. Otoni que todos desejam. Eu tenho certeza que construindo uma T. Otoni melhor e maior alavancamos toda a região.


Nesta entrevista Fabinho defendeu T.O. de peito aberto, falando de seu trabalho junto aos políticos em Brasília e BH para que a cidade tenha uma indústria de grande porte, capaz de promover plenamente o desenvolvimento local