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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Os policiais civis de Minas Gerais decidiram entrar em greve

Os policiais civis de Minas Gerais decidiram entrar em greve a partir do dia 10 de maio

Policiais civis anunciaram que podem cruzar os braços a partir do dia 10 de maio. O anúncio foi feito após uma assembleia realizada na tarde desta sexta-feira (29). A categoria afirma que entregou a pauta de reivindicações para o governo do Estado em setembro de 2010, mas que até agora não tiveram retorno do governo.policiais_civis_sindpolmg_greve.JPG


No último dia 8, os policiais fizeram uma assembleia que resultou em uma paralisão de 48 horas. A partir de então, os protestantes decidiram esperar um retorno do governo do Estado por 20 dias.
Se o Estado não se manifestar, os agentes da Polícia Civil de Minas Gerais devem parar por tempo indeterminado, a partir do dia 10 de maio.
Os protestantes pedem a realização imediata de concurso público, equiparação dos salários de delegados da polícia e representantes do Ministério Público, e melhores condições de trabalho. Eles ainda protestam pela equiparação dos salários de investigadores e escrivãos com peritos e médicos legistas. O salário de um policial civil, atualmente, é de R$ 2.040 e o de um perito e médico legista é de R$ 4.400.
Segundo os manifestantes, o quadro de policiais civis em Minas Gerais deveria contar com 18 mil; porém, o Estado conta com apenas 9 mil policiais civis.
Na próxima terça-feira (3) os policiais civis prometem fazer uma nova manifestação em frente ao prédio Minas, na Cidade Administrativa, sede do governo estadual.Pelo menos 2 mil policiais civis interditaram o trânsito na Praça Sete, nesta sexta-feira (29). Mais cedo, a Praça da Liberdade foi o palco do protesto.
Fonte: O TEMPO
Link:
http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=117611&busca=policiais%20civis&pagina=1
Policiais civis entram em greve por tempo interminado

Cerca de 1.500 homens fecharam o trânsito no Centro de BH e queimaram um caixão na Praça Sete
Os policiais civis de Minas Gerais decidiram entrar em greve a partir do dia 10 de maio. A decisão foi tomada na tarde desta sexta-feira (29), em assembleia realizada na Praça da Liberdade, onde estiveram cerca de 1.500 policiais, conforme estimativa do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sindipol). Após a decisão, a categoria saiu em passeata pelo Centro de Belo Horizonte, deixando o trânsito de final de sexta-feira ainda mais caótico.
Na Praça 7, os policiais queimaram dez caixões. O trânsito nas avenidas Afonso Pena e Amazonas ficou fechado por cerca de uma hora e meia nos dois sentidos, causando retenções nos principais corredores de acesso ao Centro.
Policiais de todas as regiões do Estado viajaram para Belo Horizonte em 15 ônibus para participar da manifestação. Eles querem que o Governo de Minas pague salário de R$ 4.200 para investigadores e escrivães. Hoje, eles recebem R$ 2.043. Os delegados, que no início de carreira recebem R$ 5.500, reivindicam vencimento de R$ 18 mil, mesmo valor pago ao promotor de Justiça.
O presidente do Sindipol, Denílson Martins, garante que a greve será por tempo indeterminado. Segundo ele, no dia 10 de maio os policiais civis ameaçam paralisar 50% das atividades das delegacias, do Instituto Médico Legal (IML), do Instituto de Criminalística e do Detran. “Além do reajuste salarial, queremos que o Governo de Minas realize, com urgência, um concurso público. A Polícia Civil tem hoje 9 mil homens, mas deveria ter, no mínimo, 18 mil”, afirma Denílson Martins.hoje_em_dia_sindpolmg.jpg
Durante a manifestação desta sexta-feira, o sindicalista pediu aos policiais que não mostrassem as armas que estavam na cintura, alegando que isto poderia gerar uma imagem negativa junto à população, argumentando que o protesto era pacífico. “A categoria decidiu entrar em greve no dia 10 de maio, data que é comemorado o dia do policial civil. Apesar do transtorno causado no trânsito, tivemos o apoio da população na manifestação desta sexta-feira. Algumas pessoas bateram palma e outras jogaram papel picado dos prédios”, diz Denílson Martins.
A universitária Ana Cristina Coelho, 21 anos, lamentou a confusão no trânsito e disse que se soubesse da manifestação teria saído mais cedo de casa. “Acho isso uma falta de respeito com o povo. Eles têm direito de pedir aumento e outras coisas, mas não podem atrapalhar a vida das outras pessoas”, desabafa.
Os policiais militares farão uma assembleia no dia 11 de maio, no Clube dos Oficiais, no Bairro Prado, Região Oeste de Belo Horizonte. Após a assembleia, os militares prometem sair em passeata pelo Centro da capital. A categoria cobra do Governo de Minas salário de R$ 4 mil para soldado da PM e dos Bombeiros. Hoje, eles recebem R$ 2.041. Para as demais patentes, seria aplicado o mesmo reajuste.
Segundo o presidente da Associação dos Praças da PM e dos Bombeiros, Luiz Gonzaga Ribeiro, o Governo de Minas ainda não respondeu às reivindicações da categoria. “Não está descartada uma greve, caso a nossa pauta de reivindicações não seja atendida”, adverte Luiz Gonzaga. Segundo ele, em Sergipe o soldado recebe salário de R$ 3.400, em Brasília, R$ 5.500, e Goiás, R$ 3.300.

A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) informou que as reivindicações apresentadas pelo Sindicato dos Servidores da Polícia Civil estão sendo analisadas. Como a maior parte delas tem impacto direto no orçamento do Estado, é necessária uma avaliação técnica detalhada para qualquer decisão.

Fonte: HOJE EM DIA
 OBS:
Greve e reivindicação de melhorias salariais tudo bem, pois só sente a diferença quem e funcionário. Mas vamos pensar com clareza...

Os serviços de Segurança Pública  (Militar e Polícia judiciária) hospitalar, energia e abastecimento (Água) deveriam fazer parte de Serviços ssenciais

 Protegido por lei para ser proibido perante lei de Paralisação... Pois sem segurança bandidagem toma conta e o serviço de registro de ocorrências ou na parte carceragem e prejudicado...

                                                                                                                   

Eu lembro-me de uma cena que eu vi uma vez eu só não me lembro em qual estado foi esse fato foi quando um homem tinha falecido por horas e o filho estava perto do corpo esperando a pericia (IML) recolher o corpo. Só que a policia judiciária civil estava em greve... Eu me lembro da cena horrível do fato quando o filho tentava afugentar os Urubus que cercavam o corpo...


Eu que estava assistindo a cena fiquei indignado com a cena e pensando. O que a sociedade tem a ver com isso, pois os impostos são pago e a população não tem nada a ver com essa briga entre estado e servidores, pois com essa guerra quem perde e a população que paga seus impostos e neste momento não tem um retorno de prestação se serviço de qualidade

                                                                                     

Pois em Unidade hospitalar quem realmente procura por esse serviço e a classe mais pobre e humilde que fica a mercê de um serviço de  péssima qualidade a que foi contratada, pois quando você paga seus impostos o repasse com certeza e repassado ao órgão municipal, federal ou estadual

Quem com certeza fazem o bom uso dele...

Pois a classe media ou alta tem seus Planos de Saúde de ótima qualidade... Disponível para esse nível se contribuinte...

 
E dependendo do nível se greve você fica a mercê de esperas em filas de corredores hospitalares. Quando você não vir placas com dizeres só em caráter emergenciais
Mas emergenciais e o que!Quase morte ou uma parada cardíaca...

 A ta você e direcionado para o pronto socorro municipal...
  
Então trocando em miúdos você pagou seus impostos em dia... Pois quando você comprar qualquer produto no comércio ou paga sua conta de água, luz, internet, telefone
Você esta pagando pelos serviços essenciais...

E se você não recebe um serviço de qualidade você esta sendo podado se seus direitos
Ai você vai reclamar com quem...!
Ministério público, mas eles também di vez em quanto fazem greve...
E param tudo por aumento de salário...
Eu mesmo já fui vitima quando procurei o ministério público para resolver uma situação

E quando eu chequei La no fórum uma mulher que estava lá na defensoria me falou que não estava atendendo...

O certo seria quando a gente paga por um serviço e a pessoa não faz o serviço direito ai a gente pede o dinheiro de volta. E neste caso quem vai devolver o meu pago...!
 
                                                              
Agora greve água esgoto
Quando não esta em greve já e tumultuado...

Pois a COPASA faz meio serviço... Mas cumpre o que promete...

Mas pelo que eu sei a nossa água e cristalina e de ótima qualidade.

E uma Barragem esta sendo construída. (Apesar de que desalojou muitas pessoas) Para ter uma reserva do precioso liquido e um reserva também para nos tempos de Estiagem.

E um Tratamento de esgoto esta sendo construída também no bairro Turma 37

Vamos das um desconto para a COPANOR e COPASA

Já greve no setor hidrelétrico seria um desastre...

 

E pasmem que a categoria quer apoio da sociedade e comunidade

Para tal reivindicação grevista isso e o mesmo que pedir que a população dê um tiro na bunda ou uma pancada na ponta de uma faca... Ou uma testada em um muro.

Pois e com o nosso rico dinheiro que essa categoria está fazendo essa possível greve...



E trocando em miúdos eles vão fazer meio serviço, pois quando estão em greve eles fazem serviço pela metade então será que eles os grevistas vão ficar devendo a gente

Ou em dividas com o estado, pois eles (OS GREVISTAS) então eles não vão cumprir a jornada de serviço completa.

Se eles trabalhassem em um serviço na iniciativa privada com certeza será descontado na folha, pois eu sou da política que quem não compre a jornada de trabalho não tem direito de receber o montante do pagamento. Mas nos sabemos que não e bem assim...





 Talvez alguém leia e não goste do meu texto. Mas eu digo que e o meu ponto de vista, pois ficar calado e demais mesmo que isso não mude nada e fique apenas em um texto postado em um blog.

Mas eu digo que e o que eu penso...

                                                                                                                              

Pois não da para ficar calado...        
                                          

                                                                                                                                             

                                                   

                                                                                                         

                                                               

                                                                                                                             
           

domingo, 25 de abril de 2010

Prossegue greve dos trabalhadores em educação


Prossegue greve dos trabalhadores em educação
23 de Abr de 2010 - 09h30min
Os trabalhadores em educação de Minas Gerais permanecem em greve, iniciada em 8 de abril último em todo o Estado. A decisão foi definida em assembléia da categoria, ocorrida nessa quarta-feira, 21 de abril, Dia da Inconfidência Mineira, em São João del-Rei.

A principal reivindicação dos servidores é a implementação do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) de R$1.312,00 (valor atual). A direção do Sindicato explica que o reajuste salarial de 10% anunciado pelo ex-governador Aécio Neves não atende os profissionais da educação. Afirma que, ao contrário do que foi divulgado pelo governador, atualmente temos um teto salarial e não piso salarial, ou seja, o valor de R$935,00 corresponde ao total da remuneração. Minas Gerais tem o 8º pior salário do país.

As atividades realizadas pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) acontecerem durante todo o dia. Pela manhã, no Teatro Municipal, teve reunião do Conselho Geral. Em seguida, uma comissão se reuniu com o Ministro da Educação, Fernando Haddad, na Universidade Federal de São João del-Rei. Na oportunidade, a coordenadora geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, denunciou que no estado o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) ainda não foi implementado. O Ministro se mostrou surpreso e lembrou que, em outros estados, o Piso já é realidade, a exemplo de Tocantis e Pernambuco.

Após a reunião, houve assembléia da categoria na Praça da Avenida Tancredo Neve. Participaram cerca de 10 mil trabalhadores/as de todas as regiões do estado e decidiram pela manutenção da greve. A próxima assembleia está marcada para o dia 29 de abril, em Belo Horizonte, seguida de manifestação. O local ainda será definido.

Outras atividades em prol do Piso Nacional foram discutidas, a exemplo do Dia D, no próximo dia 27. A data será marcada também por atividades em várias cidades pólos, distribuídas por todo o estado, coordenadas pelo Sind-UTE/MG.

Logo após a assembleia, houve ato público para celebrar o Dia da Inconfidência Mineira, no mesmo local. A coordenadora geral do Sind-UTE/MG afirmou que a data representa um marco para aqueles que querem justiça e liberdade. “O dia 21 de abril foi marcado por manifestações em São João del-Rei para denunciar que em Minas não se respira liberdade. Além da nossa luta pelo Piso, nossa maior bandeira, realizamos uma cerimônia simbólica para citar os vilões da escola e de toda a sociedade: o alto custo do vale-transporte e da cesta básica, entre outros. Por outro lado, entregamos a Medalha do Grito da Liberdade a pessoas ligadas à educação, que lutam no dia-a-dia pela qualidade do ensino público e pela valorização profissional.” Ela foi enfática ao afirmar: “sabemos que Minas Gerais é rico e por isso temos a convicção que falta vontade política para implementar o Piso Salarial Profissional Nacional no estado”, concluiu Beatriz Cerqueira.
Decisão pela continuidade da greve foi tomada em S.J.del Rei
http://www.radioteofilotoni.com.br/

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RECONSTITUIÇÃO DO CRIME DE ALAN CARVALHO- (CARA FINA)



Leandro Brito Publicado em 21 de abr de 2010

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DEFENSORES COLHEM DEPOIMENTOS NO PRESÍDIO DE TEÓFILO OTONI PARA APURAR DENÚNCIAS DE ESPANCAMENTO


Publicado por DPMG
há 9 anos
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Na última sexta-feira (31/07), uma comissão formada pelos Defensores Públicos Gustavo Corgozinho Alves de Meira, coordenador do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública de Minas Gerais, Dimas Tameirão dos Santos, coordenador regional e local da Defensoria Pública em Teófilo Otoni, Defensor Wesley Cardoso dos Santos e pelo gestor da DPMG, Péricles Ganem Rodrigues visitou o Presídio de Teófilo Otoni para apurar as denúncias de espancamento no local por agentes penitenciários. O mote da visita foi a morte do detento Dario Gonçalves de Souza no dia 26/07.
Eles colheram os depoimentos sentenciados que dão conta da existência de torturas praticadas com espancamentos, chutes, tapas no pescoço e nos ouvidos, uso de máquina de eletrochoque, uso de spray de pimenta, ameaças e torturas praticadas com arma de fogo (que consiste em engatilhar várias vezes a espingarda calibre doze, oferecendo grande risco de disparo acidental). Além do depoimento dos detentos foram ouvidas testemunhas e outros condenados que estiveram presos no presídio, que são uníssonos em denunciar as mesmas práticas de tortura.
A situação atual do presídio de Teófilo Otoni é crítica. Os depoimentos dos detentos apontam a autoria do homicídio aos agentes penitenciários do GIT, todavia a autoria ainda é uma incógnita, uma vez que a sindicância feita pela corregedoria aponta um detento como autor, relata o coordenador Dimas Tameirão.
O juiz corregedor dos presídios orientou a direção do presídio a colocar em celas separadas detentos que respondem ou que já foram condenados por crimes contra os costumes. Todavia por omissão da direção do presídio, o interno Dario Gonçalves se encontrava junto com os presos comuns, apesar de estar respondendo ação penal por crime contra os costumes, explica o Defensor.
Os internos do presídio apontam à direção atual como principal responsável pelas atrocidades ocorridas no presídio, uma vez que na direção anterior os presos eram tratados com dignidade, ocorrendo o inverso na atual administração.
Entenda o caso
O Presídio de Teófilo Otoni foi inaugurado há pouco mais de um ano, com capacidade para 278 presos, mas atualmente possui cerca de 300 internos. Embora estivesse pronto, a inauguração, por motivos ignorados, foi adiada por várias vezes. Enquanto se aguardava boa vontade política para a inauguração, os presos se encontravam na cadeia Pública de Teófilo Otoni, com superpopulação carcerária, em ambiente fétido e insalubre, numa completa violação dos direitos básicos da população carcerária, declara Dimas Tameirão.
Em função da demora em transferir os presos da cadeia pública para o presídio, a Defensoria Pública de Teófilo Otoni propôs uma Ação Cível Pública contra o Estado para conseguir a transferência dos detentos para o Presídio e, segundo o Defensor, a inauguração foi realizada às pressas, pois o Estado havia sido citado para responder os termos da ação e sobre o pedido liminar que posteriormente seria apreciado pelo Juiz.
Poucos meses após a inauguração do presídio, a Defensoria Pública passou a receber reclamações constantes dos sentenciados sobre violência praticada por agentes penitenciários, notadamente após a criação de um grupo especial denominado GIT (Grupo de Intervenção Tática). As denúncias eram repassadas, por petição, ao Juiz corregedor dos Presídios e titular da vara de execuções penais, solicitando ainda ciência do fato ao Ministério Público.
Além das reclamações dirigidas aos Defensores Públicos, os detentos reclamaram pessoalmente à promotora de Justiça e ao Juiz da vara de execuções de pena, quando eram ouvidos em juízo sobre supostas faltas práticas. Inobstante as tentativas da Defensoria Pública de por fim as constantes torturas ocorridas no Presídio, os esforços não estão surtindo os efeitos desejados, pois as agressões e todos os tipos de torturas praticadas por agentes estão aumentando cada vez mais, comenta Tameirão.
Providências
Todo o material coletado pelos Defensores durante a visita será analisado pelo Núcleo de Direitos Humanos, para serem tomadas as devidas providências. A Defensoria irá propor uma Ação Civil de Reparação por danos materiais e morais à família de Dario Gonçalves. A visita foi acompanhada pela imprensa local: Rádio Teófilo Otoni, TV e Rádio Imigrantes, TV Record e InterTV (afiliada da Rede Globo).


DEFENSORES COLHEM DEPOIMENTOS NO PRESÍDIO DE TEÓFILO OTONI PARA APURAR DENÚNCIAS DE ESPANCAMENTO

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Lá fora: A história das cotas raciais nos EUA

COTAS

Por Adriano Lesme

 Em 31/03/2010 17h56

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No Brasil, uma das maiores polêmicas quando se fala em segregação racial são as políticas de ações afirmativas que os governos colocam em prática, a fim de suavizar os problemas que têm raízes muito mais aprofundadas na cultura do país.

 

Não muito diferente do que ocorre em território brasileiro, a discussão sobre cotas sociais e, principalmente raciais, são recorrentes naquele que é conhecido como potência econômica e símbolo de desenvolvimento, os Estados Unidos.

 

A história das ações afirmativas teve seu início nos EUA, durante a época das lutas pelos direitos civis, em meados da década de 1960, como forma de promover a igualdade social entre os negros e brancos norte-americanos.

 

A partir de então, o presidente John Kennedy passou a validar ações que tinham como objetivo auxiliar as pessoas pobres e diminuir a desigualdade entre classes.

 

O que poucas pessoas sabem, é que os sistemas adotados pelo governo dos EUA beneficiaram à classe média negra, ao invés de todas as classes mais baixas da população do país.

 

De acordo com Jessé de Souza, o crescimento da classe média negra entre 1970 e 1980 não interferiu na redução da porcentagem de famílias negras pobres, que, atualmente oscila entre 30% da população negra do país.

 

Esse percentual de crescimento dos Estados Unidos explica-se por meio da pesquisa que o economista americano Thomas Sowell conduziu pela Universidade Stanford. De acordo com o estudo, é incorreto atribuir às ações afirmativas, o progresso dos grupos beneficiados, já que esses, cresceram no período anterior à implantação das mesmas.

 

No início, o que se pretendia com estas políticas, era diminuir a discriminação social, advinda da diferença de pigmentação da pele e dos combates entre o norte e sul do país. Mas, o que ficou evidente, foi a insuficiência de tais ações para incluir toda a população negra.

 

A liderança do movimento de direitos civis tinha em mente, propor reformas econômicas, além da execução de leis antidiscriminativas. Mas, o declínio da economia na década de 1970, não permitiu que estas ideias fossem colocadas em prática.

 

Hoje, os sistemas de cotas raciais que eram adotadas principalmente em escolas nos EUA, foram abolidos. Em junho de 2007, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que a raça de uma criança não seria mais requisito preponderante para determinar onde ela deveria estudar.

 

Por Juliana Marton

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https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/cotas/la-fora-historia-das-cotas-raciais-nos-eua.htm

sábado, 1 de agosto de 2009

Reunidos na Praça com roupas pretas

Reunidos na Praça com roupas pretas, os manifestantes gritavam frases contra a política salarial da classe. Participam do evento, técnicos e auxiliares de enfermagem, enfermeiros e atendentes de clínicas médicas, técnicos em patologia e do setor administrativo das empresas de saúde.
Enfermagem de Teófilo Otoni protesta na Praça

Segundo sindicalistas, 200 pessoas protestaram ao lado de um caixão que simbolizava o triste fim do salário da categoria. Os transeuntes receberam folheto explicativo sobre o protesto e informações sobre o nível salarial pago na cidade, o mais baixo entre qualquer cidade do Vale do Mucuri, atualmente em R$ 480,00 para Técnicos e Auxiliares.
Após diversas reuniões com a classe patronal, o sindicato convocou o protesto para pressionar os donos de Hospitais a liberar aumento. Ao final da manhã ocorreu reunião entre as partes com anuncio de 21% de reajuste salarial a ser pago em Setembro e Janeiro.
Mas a proposta foi rejeitada em parte pelos trabalhadores, que desejam receber pagamento integral os 21% previstos pelos empresários.
“Vamos promover reunião com a categoria na tarde dessa quinta-feira, e caso não seja aceita a proposta ofertada, vamos prosseguir em luta com paralisação de advertência nos dias 12 e 13 de agosto próximo. Se até lá nada for resolvido, temos greve geral marcada a partir de 1 de setembro”, afirmou o presidente do sindicato Gilberto Nascimento Reis.
Fontes sindicais apontam que dois mil trabalhadores estejam a serviço das empresas na cidade. Somente o filantrópico Hospital Santa Rosália, abriga 400 deles.
O diretor da instituição João Carlos Corrêa, é o mediador entre os donos de Hospitais e o SITESSTOR. “Estamos com os salários em dia e fizemos uma proposta ao sindicato, agora vamos esperar a resposta”, afirmou o diretor.
Os sindicalistas anunciam que amanhã pela manhã as manifestações serão retomadas com apoio da Força Sindical que acompanha o movimento pelo diretor Rogério Fernandes. O protesto de hoje foi acompanhado pela imprensa até em nível estadual.

Enfermagem e Hospitais entram

Enfermagem e Hospitais entram em acordo salarial
Profissionais do setor de enfermagem em Teófilo Otoni chegaram ao acordo sobre o reajuste salarial para a data base no próximo dia 1 de Setembro. As negociações tiveram fim após os trabalhadores realizarem um inédito protesto na Praça Tiradentes, no centro de Teófilo Otoni.
Com faixas, cartazes, vestidos com roupas pretas e com muito barulho, os manifestantes chamaram atenção da população sobre a situação salarial da categoria. Estima-se que duas mil pessoas trabalhem como auxiliares, técnicos e enfermeiros, além de atendentes em clínicas médicas e setor administrativo de hospitais do município.
As informações são do banco de dados do Sindicato dos Trabalhadores em estabelecimento de Saúde de Teófilo Otoni e Região – SITESSTOR, que atende ainda outras cinco cidades circunvizinhas a Teófilo Otoni.
“Apesar de ser o centro das atenções no setor de tratamento hospitalar do nordeste mineiro, as empresas de Teófilo Otoni pagam os priores salários em relação até a cidade de menor porte”, afirma o presidente do SITESSTOR Gilberto Nascimento Reis.
O Hospital Santa Rosália por ser o maior, mais bem equipado e filantrópico, reuni o maior efetivo de trabalhadores com cerca de 400. O superintendente da empresa João Carlos Corrêa, foi também o mediador entre as demais do ramo, nas negociações com o sindicato.
Após dois dias de protesto, inclusive com uso de um caixão de verdade para simbolizar o finado “Salário” da categoria, foi apresentada proposta de reajuste que eleva o salário dos atuais R$ 480 para R$ 580,00 aos trabalhadores.
O valor final somente será atingido em Janeiro próximo, quando os patrões irão pagar os R$ 50,00 reais restantes, em segunda parcela do acordo fechado para por fim as manifestações na Praça Tiradentes.
O movimento parou 60% das atividades operacionais nos hospitais da cidade, prorrogou cirurgias, liberação de exames e atendimentos em clínicas, segundo líderes sindicais.
“Queremos agradecer aos companheiros que foram á Praça lutar até mesmo pelos que não foram, mas vão receber o mesmo reajuste salarial. Vale lembrar que no próximo ano a luta será a mesma, mas esperamos muito mais colegas ao nosso lado”, relembrou o presidente Gilberto Reis.
Sobre o acordo fechado, ele destaca que houve avanço, o piso supera um pouco o Salário Mínimo Nacional, mas ainda está muito longe do R$ 700,00 pagos em hospitais de cidades até de mesmo porte de Teófilo Otoni.