Em Teófilo
Otoni no Vale do
Mucuri....
Segundo PM vítima tinha 18 anos e várias passagens pela polícia.
Polícia Civil já tem informações de possíveis autores do crime.
Um rapaz foi morto na noite desta sexta-feira (19), em Teófilo Otoni no Vale do Mucuri. O crime aconteceu na Travessa Francisco Gomes, próxima a rua Rachid Handeri, no bairro Vila Isa, por volta das 21h30.
De acordo com a polícia, o rapaz tinha 18 anos e foi morto com pelo menos 7 tiros. No local do crime foram encontradas 12 cápsulas de pistola calibre 9mm.
Segundo informações colhidas pela Polícia Militar (PM) no local, a vítima estaria conversando com outros rapazes quando uma moto se aproximou e disparos foram efetuados. As características dos possíveis autores foram passadas aos investigadores da delegacia de homicídios que estiveram no local.
A PM informou que a vítima tinha várias passagens pela polícia. O corpo foi foi recolhido e encaminhado ao Instituto Médico Legal de Teófilo Otoni. Momentos antes da morte do rapaz, elementos haviam disparado vários tiros em um bar localizado às margens da BR-418, em um local conhecido como ponte de Nanuque no São Jacinto.
Agora, a polícia investiga se os autores dos tiros disparados no bar tem alguma relação com o crime da Travessa Francisco Gomes.
Capitão foi preso suspeito de ser mandante de duplo homicídio.
Policial suspeito de cometer crime no Vale do Aço é preso em
BH
Capitão foi preso suspeito de ser mandante de duplo homicídio.
Elucidação do crime era cobrada pelo repórter morto Rodrigo Neto.
Foi preso, na tarde desta sexta-feira (19), o capitão da Polícia Militar Charles Clemencius Diniz Teixeira, por envolvimento em um homicídio ocorrido no Vale do Aço. O PM preso estava lotado no Centro de Tecnologia e Telecomunicações, no bairro Gameleira, em Belo Horizonte.
O oficial foi indiciado pela Polícia Civil, no dia 20 de junho, sob acusação de ser o mentor de um duplo homicídio ocorrido em fevereiro de 2007, que vitimou o mecânico Diunismar Vital Ferreira, o “Juninho”, de 41 anos, e o instalador de máquinas José Maria, de 58 anos.
Segundo informações da assessoria da PC, a ordem de prisão foi expedida pela juíza Ludmila Lins Grilo, da comarca de Ipatinga, com base em investigações realizadas pela Força Tarefa da Polícia Civil, criada com o intuito de elucidar uma série de crimes registrados no Vale do Aço, entre eles os casos que tiveram como vítimas os jornalistas Rodrigo Neto e Walgney Carvalho.
O policial militar está recolhido em um batalhão da corporação, onde permanecerá à disposição da Justiça até o julgamento. A força tarefa prossegue nos trabalhos. Segundo a assessoria, até o final da próxima semana, a Polícia Civil deverá dar mais detalhes das investigações realizadas no Vale do Aço.
Entenda o caso
Em fevereiro de 2007, o mecânico Diunismar Vital Ferreira, de 41 anos, mais conhecido como Juninho, e o instalador de máquinas José Maria, de 58 anos, foram mortos enquanto estavam sentados na mesa de uma padaria no bairro Veneza I, em Ipatinga, por homens em uma motocicleta.
Juninho foi alvejado com quatro disparos de uma pistola calibre 380. Acredita-se que instalador de máquinas tenha sido morto como queima de arquivo, pois viu de perto o executor de Diunismar.
Na época do crime, os familiares de Juninho relevaram, em depoimento, que o mecânico tinha problemas com várias pessoas, em especial com um capitão da PM que teria feito ameaças a Diunismar, em função do envolvimento deste militar com a namorada do mecânico.
Outros denunciados
Foram denunciados pele Ministério Público da Comarca de Caratinga, nessa quinta-feira (18), os quatro investigadores da Polícia Civil, que eram lotados na 1ª Delegacia Regional de Ipatinga, pelos assassinatos dos quatro adolescentes, em 2011. O caso ficou conhecido como “Chacina de Revés do Belém”.
O crime era um dos casos policiais que o jornalista Rodrigo Neto, morto no dia 8 de março de 2012, cobrava das autoridades a elucidação.
Leonardo Alves Correa, José Cassiano Ferreira Guarda, Jimmy Casseano Andrade e Ronaldo de Oliveira Andrade são os principais acusados de ter executados os quatro jovens. A denúncia foi assinada por cinco promotores de justiça e encaminhada ao judiciário.
A prisão preventiva dos acusados não foi decretada de imediato, pois os polícias foram presos em abril pela operação da Força Tarefa, que investiga 14 crimes sem elucidação, ocorridos no Vale do Aço. Passados 60 dias das prisões, os quatro civis tiveram a prisão temporária convertida em preventiva e se encontram acautelados na Casa de Custódia do Polícial Civil em Belo Horizonte.


