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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Família do alto São Cristóvão vive em situação precária e precisa de ajuda,


Família do alto São Cristóvão vive em situação precária e precisa de ajuda, veja o drama vivido por essas três pessoas.



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 Cooperação permite resposta ágil para violência doméstica

Em Teófilo Otoni, atuação do TJMG e da Defensoria encerra abuso


Judiciário e outras instituições se uniram para evitar desdobramentos trágicos de caso envolvendo pai de família agressivo

Uma mulher, um bebê de dois anos e uma criança de 12 em cárcere privado, sem dinheiro ou possibilidade de contato. Uma década de medo e ataques diários. Um cenário tétrico que felizmente foi desfeito pela integração do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), da Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais (DPMG) e de vários outros atores no fim de agosto, na Comarca de Teófilo Otoni, região Nordeste do estado.

 

Recorrente e por vezes ignorada, porque ocorre no recesso dos lares e encontra justificativas culturais arraigadas, a violência doméstica e familiar tem sido uma preocupação no mundo todo. A percepção de profissionais da área é que os episódios cresceram durante a pandemia de covid-19, porque as pessoas estão isoladas. O tempo maior de convivência acaba resultando em mais atritos.

 

“O poder público vem sendo solicitado a responder, de forma intensa. Aqui buscamos fazer o que determina a Lei Maria da Penha, que é criar uma integração entre diversos setores e equipamentos públicos e um diálogo proveitoso para dar mais eficiência à proteção das vítimas, pensando aqui não apenas nas mulheres, mas em crianças e adolescentes que testemunham e eventualmente sofrem as agressões”, argumenta o juiz Emerson Chaves Motta, da 2ª Vara Criminal.

 

Mesmo habituado a lidar com questões desse tipo, já que é titular de uma unidade jurisdicional especializada, ele destaca que tais casos são sempre delicados, pois envolvem a intimidade e privacidade das pessoas, além de comportamentos construídos socialmente. É preciso, portanto, evitar rótulos e tomadas de posição extremas.

 

Pedido de socorro

 

O oficial de justiça Robson já perdeu a conta das medidas protetivas que cumpriu. Mas, naquela quarta-feira, se surpreendeu. O choque, porém, não impediu a reação, e evitou uma catástrofe. Ao bater na porta, vieram recebê-lo vítima e réu. Ele explicou ao agressor que seria necessário sair, e enquanto ele buscava alguns pertences, a mulher, que tremia muito e estava bastante nervosa, começou a relatar os maus-tratos sofridos ao longo de dez anos.

 

Punho masculino fechado

Ameaças e clima de insegurança eram vivenciados pela mulher e pelos filhos

“Ele tomou dela o chip do celular, batia nela com um espeto de churrasco, às vezes a queimava”, diz Robson. O oficial de justiça ouviu ainda quando o homem, saindo da residência com o aparelho telefônico na mão, fugiu correndo, afirmando que nunca mais voltaria. Mas a angústia e aflição da vítima não diminuíram: “Ela falou que não tinha como chamar a polícia, trocar as fechaduras”.

 

Foi aí que o oficial de justiça levou o caso ao juiz, que, na ocasião, sorteava os jurados para um julgamento, na presença de Lígia Olímpio de Oliveira, coordenadora regional da Defensoria Pública na comarca.

 

Mobilização

 

“O oficial de justiça chegou com a fisionomia visivelmente perplexa e narrou que, quando do cumprimento de um mandado de afastamento do lar, constatou uma situação de risco naquela família, que vivia sob constante violência. Foi a hora de movimentar a nossa rede, que é efetiva, embora ainda não seja institucionalizada”, conta a defensora pública.

 

A Polícia Militar foi acionada, por meio da Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica, assim como o centro de referência dos direitos humanos, o conselho tutelar. Como a comarca não dispõe de casa de acolhimento, a titular da 2ª Defensoria Pública Criminal de Teófilo Otoni solicitou que o juiz determinasse ao município providenciar transporte e acomodação para a vítima e os filhos em hotel, o que foi prontamente atendido. 

 

Com isso, o grupo foi posteriormente colocado em segurança, com parentes próximos, e o processo judicial, que já existia, continuou a tramitar, com o perigo mais sério para a família afastado. Mas o combate e a prevenção continuam como prioridade e uma preocupação do sistema de justiça local.

 

“A Defensoria Pública sente tranquilidade e alívio com o encaminhamento desse caso em especial, mas também preocupação, porque a violência doméstica e familiar é premente, é uma pandemia dentro dessa pandemia que estamos vivendo, que precisa ser levada a sério”, avalia. “Fica a minha súplica para que as autoridades, a população e todas as instituições se voltem contra a misoginia e a discriminação e a violência. Só assim teremos uma sociedade repleta de amor, cuidado e proteção”, enfatiza a defensora Lígia de Oliveira.

 

Conscientização

 

Como parte da estratégia de enfrentamento ao problema significativo na região, o juiz Emerson Chaves Motta criou um perfil no Instagram, to.empaz, para divulgar informações e dicas sobre a violência doméstica, bem como as formas de denunciar ocorrências e as alternativas para modificar hábitos e práticas destrutivas nos relacionamentos.

 

Tela de Conta no Instagram contra violência doméstica

Perfil no Instagram informa e conscientiza a população

O magistrado defende que a articulação entre o Judiciário, a Defensoria, o Ministério Público e as áreas da saúde, da educação e da segurança e da assistência social podem obter bons resultados nessa luta. “Não significa que uma área vai interferir na outra, mas que vamos trabalhar conhecendo e respeitando atribuições e funções. Assim a defesa das vítimas fica ampliada”, afirma.

 

Ele explica que, apesar da gravidade do problema, é necessário ter sensibilidade nessas situações. “Acredito que devemos aprender a nos colocar no lugar do outro, não só no da vítima, mas também do agressor”, pondera, acrescentando que, frequentemente, o homem aprendeu desde a infância a ser violento, porque, se não agir assim, não corresponderá ao papel masculino que se espera em seu contexto de vida.

 

A solução é ir aos poucos propondo novas formas de interação. “O Judiciário está procurando aprimorar cada vez mais o atendimento dessas demandas. Além das medidas protetivas, mais imediatas, existe, num momento posterior, a justiça restaurativa, por exemplo, que é uma forma eficaz de repor as pessoas no caminho de uma vida de paz”, conclui.

Cooperação permite resposta ágil para violência doméstica | Novo Portal TJMG


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Adolescente é morto com 10 tiros em Governador Valadares


Polícia acredita que o homicídio esteja relacionado a um conflito de gangues. Crime ocorreu no Jardim Atalaia.

Por G1 Vales de Minas Gerais — Governador Valadares-MG

 

Um adolescente de 17 anos foi morto com 10 tiros na noite dessa quarta-feira (9) no Jardim Atalaia, em Governador Valadares (MG). A polícia acredita que a motivação do crime possa ser um conflito de gangues.


A Polícia Militar foi chamada por pessoas que afirmaram ter ouvido barulhos de tiros na avenida Cantídio Ferreira da Silva, na região conhecida como “Buraco Fundo”.

Segundo a PM, quando os militares chegaram no local a vítima estava caída em um córrego e não tinha sinais vitais.


Testemunhas não conseguiram informar aos militares quantos criminosos eram, mas relataram que eles saíram um lote vago e começaram atirar contra o adolescente. Disseram ainda que fugiram por uma mata que dá acesso ao bairro Vera Cruz.


A perícia compareceu no local e recolheu quatro cápsulas de arma de fogo. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal da cidade. A Polícia Civil vai investigar o caso.

Veja mais notícias da região em G1 Vales de Minas Gerais.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Ministério público empenhora bens da prefeita de Almenara

Ministério público empenhora bens da prefeita de Almenara

Imagem Ilustrativa da Cidade

Conheça Almenara MG


Informação chegou ao público por meio de vereadores da cidade em rede social

ALMENARA – Vereadores da cidade usaram as redes sócias para divulgar a noticia que uma diligência realizada por oficiais do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, estiveram na casa da prefeita de Almenara, Fabiany Ferraz (PSDB).
De acordo com o promotor Fábio, ele após receber denúncias de um ex-vereador conhecido por Tim do São Francisco, abriu um procedimento para investigar o caso. Após a investigação, o MP entendeu que houve irregularidade na execução de um contrato firmado com a empresa Topel Engenharia para pavimentar algumas ruas do município no valor de R$ 523.835,42. Foi encaminhado ao Tribunal de Justiça da Comarca de Almenara uma ação civil de improbidade administrativa com o número 0037882-20.2014.8.13.0017. Diante disto, a juíza local determinou a penhora de bens na casa da prefeita de Almenara, na manhã desta terça-feira (06).
Segundo o vereador Leandro Rocha (DEM), foram empenhorados R$ 3 mil, dinheiro este que será depositado em uma conta até transito em julgado, e também outros utensílios domésticos e aparelhos eletrônicos que ficaram apenas inscritos na responsabilidade de um depositário fiel.

Neste dia a prefeita estava em Belo Horizonte. Participava do 31º Congresso Mineiro de Municípios com a presença do Senador Aécio Neves. Na oportunidade foi assinado convênio entre o município de Almenara e o Estado. (Fonte: dojequi.com)

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Mídia esconde processo contra Aécio

Ex-governador é investigado pelo desvio de R$ 4,3 bilhões da área da saúde e não cumprimento do piso constitucional de financiamento do sistema público de saúde.




O Conversa Afiada reproduz post do Blog do Miro:

Mídia esconde processo contra Aécio



Por Altamiro Borges

Por três votos a zero, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu, na semana passada, que o tucano Aécio Neves continua como réu na ação civil por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual. O ex-governador é investigado pelo desvio de R$ 4,3 bilhões da área da saúde e pelo não cumprimento do piso constitucional de financiamento do sistema público de saúde entre 2003 e 2008. A mídia comercial, que adora um escândalo político, é tão seletiva que não deu qualquer destaque à decisão do TJMG.

Segundo o sítio do deputado Rogério Correia, “desde 2003, a bancada estadual do PT denuncia essa fraude e a falta de compromisso do governo de Minas com a saúde. Consequência disso é o caos instaurado no sistema público de saúde, situação que tem se agravado com a atual e grave epidemia de dengue no estado”. O ex-governador mineiro, que vive se jactando do tal “gestão de gestão”, poderá sofrer uma baita indigestão. O julgamento da ação está previsto para ocorrer ainda neste ano.

Se for considerado culpado pelo desvio dos recursos públicos, o senador ficará inelegível. Sua cambaleante candidatura presidencial entraria em coma – que não é alcoólica. É lógico que o grão-tucano tem muitos defensores. A mídia não deu manchete para a decisão da justiça e evitará tratar do tema. Ela só gosta de levantar suspeitas de corrupção contra os tais “lulopetistas”. Já a Justiça é cega! Até hoje não julgou o chamado mensalão tucano – que a mídia trata como mensalão mineiro. A conferir!

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