Mostrando postagens com marcador Chacina de Unaí MG. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chacina de Unaí MG. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de março de 2021

Fiscais do trabalho cobram punição dos acusados pela Chacina de Unaí

Chacina de Unaí: tribunal nega recursos, e mandante pode começar a cumprir  pena - Rede Brasil Atual


Ato contou com participação de familiares dos auditores mortos em 2004


Publicado em 28/01/2021 - 17:25 Por André Richter - Repórter da Agência Brasil - Brasília

Fiscais do trabalho realizaram hoje (28) um ato público virtual para cobrar a punição dos acusados pelo assassinato de três colegas, em 2004, em Unaí (MG). O evento foi promovido pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) e contou com a participação dos familiares dos servidores. 


No dia 28 de janeiro de 2004, os auditores fiscais do trabalho Erastóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, além do motorista do Ministério do Trabalho Ailton Pereira de Oliveira, foram assassinados durante uma fiscalização rural no município. Os auditores apuravam uma denúncia relacionada à prática de trabalho análogo a escravidão. Desde então, a data marca o Dia do Auditor Fiscal do Trabalho.

De acordo com Bob Machado, presidente do sindicato, a categoria luta para que os familiares dos fiscais assassinados possam ver a punição dos envolvidos. 

“Estamos mais uma vez reunidos para pedir Justiça, a prisão dos já condenados e que seja logo realizado o novo julgamento de um dos mandantes do bárbaro crime que ficou conhecido como Chacina de Unaí. Desde 28 de janeiro de 2004, a luta tem sido essa, para que os familiares dos auditores fiscais cicatrizem essa chaga que permanece aberta em seus corações enquanto todos os envolvidos não forem punidos", disse. 

Durante o ato, Marinez Lina de Laia, viúva de Eratóstenes, disse que espera há 17 anos pela punição dos acusados. 

seta-imagem-animada-0182



“Eratóstenes não merecia uma morte assim, ninguém merece uma morte como a dele, uma morte que tem bala, que tem tiro, tocaia. Toda essa situação vivenciada por eles, ninguém merece. Era uma pessoa cheia de alegria, que amava a vida”, afirmou. 

Em 2018, o Tribunal Regional Federal (TRF-1), sediado em Brasília, anulou o julgamento que condenou o produtor rural Antério Mânica no caso do assassinato dos fiscais. 

Saiba mais na TV Brasil:

Edição: Maria Claudia

sábado, 31 de agosto de 2013

Júri condena três pistoleiros a 226 anos

De prisão por chacina de Unaí (MG)....

Do UOL, em Belo Horizonte

Vítimas da chacina de Unaí (MG)4 fotos......

3 / 4
30.ago.2013 - O auditor fiscal Nelson José da Silva, uma das vítimas da chacina de Unaí Álbum da família
Os três pistoleiros réus pelo assassinato, em 2004, de quatro funcionários do Ministério do Trabalho e Emprego em Unaí (a 606 km de Belo Horizonte, em Minas Gerais), foram condenados, na madrugada deste sábado (31). As penas somam 226 anos e 20 dias.
A sentença foi lida pela juíza Raquel Vasconcelos de Lima, que determinou a pena, após uma sessão que durou cerca de 18 horas. O julgamento durou quatro dias.

Os acusados pela Chacina de Unaí.............

Antério Mânica Político, ele foi prefeito de Unaí por oito anos, após o crime, durante dois mandatos consecutivos, entre 2005 e 2012. Acusado de ser um dos mandantes da chacina, se condenado pode pegar de 12 a 30 anos de prisão. Seu júri não foi marcado ainda.
Norberto Mânica Fazendeiro, irmão de Antério e também acusado de mandante do crime, ele é um dos maiores produtores de feijão do país e conhecido como o rei do feijão. Pode ter a mesma pena.
Hugo Alves Pimenta Empresário agrícola, ele é acusado de intermediário na contratação dos pistoleiros e formação de quadrilha, sua pena pode chegar a 30 anos, se condenado.
José Alberto de Castro Empresário, ele é também acusado de intermediário.
Francisco Elder Pinheiro Empresário, acusado também de intermediário, morreu no início deste ano.
Erinaldo de Vasconcelos Silva Pistoleiro, ele é acusado de ter executado o crime. Caso condenado, pode ficar 30 anos na prisão. Está preso desde 2004.
Rogério Alan Rocha Rios Pistoleiro, acusado também de executor da chacina, preso desde 2004.
Willian Gomes de Miranda Pistoleiro, ele atuou como motorista da quadrilha. Acusado também por homicídio, caso condenado, pode pegar também 30 anos de cadeia. Está também preso, desde 2004.
Humberto Ribeiro dos Santos Empregado dos irmãos Mânica, ele é acusado de formação de quadrilha, por ter apagado pistas do crime. Pode pegar até três anos de prisão.
  Fonte: Procuradoria da República em Minas Gerais
Os pistoleiros são acusados da morte três auditores fiscais do Trabalho e de um motorista do ministério, no dia em 28 de janeiro de 2004, em um crime que ficou conhecido como "chacina de Unaí".
Rogério Alan Rocha Rios foi condenado a uma pena de 94 anos. Ele foi considerado culpado pelos crimes de homicídios triplamente qualificado (motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e participação no crime para encobrir crime anterior) e formação de quadrilha.
Um segundo réu, Willian Gomes de Miranda, recebeu uma sentença de 56 anos por quatro homicídios, também triplamente qualificados.  
E Erinaldo de Vasconcelos Silva, réu confesso --que delatou participação no crime e dos outros dois pistoleiros, dizendo inclusive o valor recebido pela matança, R$ 50 mil-- foi beneficiado pela delação premiada e pegou 76 anos e 20 dias de prisão, além de multa de 130 dias (cada dia multa tem o valor de 1/30 do salário mínimo). 
Ele é acusado de quatro homicídios triplamente qualificados, formação de quadrilha e receptação. Mas, por causa do benefício, teve pena reduzida em em 1/3.
Pela legislação  brasileira, entretanto, a pena máxima que um condenado cumpre é de 30 anos.

Chacina de Unaí........

Outras cinco pessoas também são suspeitas do crime: o fazendeiro Norberto Mânica, conhecido como o "rei do feijão", e o ex-prefeito de Unaí Antério Mânica (PSDB), que administrou a cidade entre 2005 e 2012, na condição de mandantes; Hugo Alves Pimenta e José Alberto de Carvalho, denunciados como intermediários entre os pistoleiros e os mandantes, serão julgados na sequência, em 17 de setembro. A data do júri do ex-prefeito não foi marcada.
Segundo a acusação, os pistoleiros Rogério Allan Rocha Rios, Erinaldo de Vasconcelos Silva e William Gomes de Miranda, teriam agido a mando dos irmãos Mânica, por intermédio de Hugo Alves Pimenta, José Alberto de Castro e Francisco Élder Pinheiro (esse já falecido). Humberto Ribeiro dos Santos teria atrapalhado as investigações.
A chacina de Unaí teria sido planejada em razão de autuações trabalhistas milionárias contra o fazendeiro Norberto Mânica --a maioria sob a acusação de utilização de trabalho análogo à escravidão. O alvo principal da ira dos irmãos Mânica era o auditor Nelson José da Silva, que atuava na região. 
Ele foi morto em uma estrada vicinal de Unaí junto com outros dois auditores, João Batista Lages e Erastótenes de Almeida Gonçalves, de Belo Horizonte, e o motorista do Ministério do Trabalho Ailton Pereira de Oliveira, que conduzia a caminhonete em que o grupo estava. Os fiscais iam a caminho de uma inspeção na fazenda do "rei do feijão", quando foram emboscados e assassinados.
Ampliar

Relembre crimes e julgamentos brasileiros famosos51 fotos

47 / 51
Goleiro Bruno Fernandes chora durante seu júri no fórum de Contagem (MG), em março de 2013; ele foi condenado a 22 anos e três meses pela morte de Eliza Samudio Leia mais Bernardo Salce/Agência 17/Estadão Conteúdo
 
Ampliar

Casos de trabalho escravo no Brasil18 fotos

16 / 18
Os alojamentos apresentavam fios desencapados e risco de incêndio; Americanas dizem que cancelaram contrato com fornecedor Divulgação/MPT