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quinta-feira, 29 de julho de 2021

Prefeito fez videochamada para mostrar partes íntimas a adolescente: “Quer ver?”

 Adolescente de 15 anos gravou conversas que teve com chefe do executivo de interior de Goiás, que foi preso após pedido do MPGO

atualizado 29/07/2021 11:14

Print de conversa atribuída a prefeito com adolescente. Assis Peixoto, prefeito de São Simão (GO), foi presoReprodução/WhatsApp

Goiânia – O prefeito Francisco de Assis Peixoto (PSDB) fez videochamada para mostrar partes íntimas a adolescente de 15 anos, em São Simão, no sudoeste goiano. A informação é da própria mãe do adolescente, que denunciou o caso.

Assis Peixoto foi preso de forma preventiva na tarde desta quarta-feira (28/7), após pedido do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO). Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão. A operação foi batizada de Paideia.

Em entrevista à TV Anhanguera/Globo, a mãe do adolescente, que não foi identificada, conta que o prefeito se aproximou de seu filho por mensagem no WhatsApp. Ele teria se identificado como Assis. Quando a vítima perguntou se era o prefeito, o assediador teria confirmado.

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“Quer ver”?

Uma cópia de uma das conversas pelo aplicativo mostra que o suspeito diz: “Quer ver”. O adolescente então responde: “Vou ligar você mostra”. Em seguida, o assediador diz: “E você também”.

O prefeito então mostrou suas partes íntimas para o adolescente durante uma videochamada. As imagens foram gravadas. Um trecho do vídeo mostra o rosto de Assis Peixoto.

O Metrópoles tenta localizar a defesa do prefeito, que estava em Goiânia no momento da prisão. Como o processo é sigiloso, não é possível ver sua descrição no site do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO).


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Belford Roxo: suspeito em sumiço de meninos diz que jogou sacos no rio

Em depoimento à polícia, acusado afirmou que não sabia o que havia dentro dos sacos e agiu a mando de traficantes da comunidade Castelar

Mariene Lino

29/07/2021 19:09,atualizado 29/07/2021 19:36

Crianças desaparecidas em Belford Roxo, no RioReprodução/Arquivo Pessoal

Rio de Janeiro – O homem acusado pelo irmão de ter participado da ocultação dos corpos dos meninos Lucas Matheus, Alexandre da Silva e Fernando Henrique, desaparecidos há sete meses em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, admitiu à polícia que jogou sacos em um rio a mando de traficantes, sem saber o que havia dentro.

 

 A informação é do Jornal Extra. O homem prestou depoimento nesta quinta-feira (28/7) na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). O delegado Uriel Alcântara, titular da especializada, pediu a prisão do suspeito, mas a Justiça negou a solicitação.

 

Com isso, o homem segue em liberdade. O irmão dele procurou o 39º BPM (Belford Roxo) para denunciar que o acusado teria envolvimento no transporte dos corpos para a Estrada Manoel de Sá, em Belford Roxo. Eles teriam sido jogados na localidade conhecida como Ponte de Ferro 38, no bairro Amapá.

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Na denúncia, o homem também relatou que as crianças foram espancadas e mortas por ordem do traficante José Carlos dos Prazeres Silva, o “Piranha”. Ele é apontado como um dos chefes do tráfico de drogas na comunidade Castelar.

 

Além disso, “Piranha” foi um dos 10 denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pelo crime de tortura por causa do espancamento de um homem acusado injustamente de envolvimento no desaparecimento das crianças, em janeiro deste ano.

  

A DHBF informou que as investigações continuam e buscas serão realizadas na possível área onde os corpos das crianças teriam sido jogados.

 

RIO DE JANEIRODESAPARECIDOS DE BELFORD ROXO

https://www.metropoles.com/brasil/belford-roxo-suspeito-em-sumico-de-meninos-diz-que-jogou-sacos-no-rio

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Fuzis e mais de 30 barras de maconha são apreendidos em operação na capital e Grande BHUm homem foi preso.

 Um outro suspeito, apontado como um dos maiores traficantes da Região Nordeste de Belo Horizonte conseguiu fugir.

29/07/2021 17h44
Por: Diego Jorge

29/07/2021 17h44Por: Diego Jorge

 

Fuzis e mais de 30 barras de maconha são apreendidos em operação na capital e Grande BH

Uma operação da Polícia Civil apreendeu, nesta quarta-feira (28), 36 barras de maconha, dois fuzis e munição no bairro Ipê, na Região Nordeste de Belo Horizonte, e em Esmeraldas, na região metropolitana. Um homem foi preso.

  

Policiais do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc) identificaram um suspeito, de 25 anos, apontado como um dos principais traficantes da Região Nordeste da capital. Buscas foram feitas na casa dele e 26 barras de maconha foram encontradas em um quarto. O homem conseguiu fugir.Continua depois da publicidade

 

 

Já o outro investigado estava em um carro quando foi preso. Na casa dele, em Esmeraldas, foram encontradas dez barras de macoha, os fuzis e a munição.Continua depois da publicidade

 

 A polícia agora investiga se as armas estavam sendo alugadas para outros criminosos.

https://plantaosantamariense.com.br/noticia/6006/fuzis-e-mais-de-30-barras-de-maconha-sao-apreendidos-em-operacao-na-capital-e-grande-bh

domingo, 9 de maio de 2021

Mais de 100 dias sem resposta sobre os três meninos desaparecidos de Belford Roxo

 Familiares de Lucas Mateus, Alexandre e Fernando Henrique estão há mais de três meses sem respostas. Meninos sumiram no dia 27 de dezembro em município da Baixada Fluminense





Montagem com as fotos dos três meninos desaparecidos no dia 27 de dezembro, em Belford Roxo.

Montagem com as fotos dos três meninos desaparecidos no dia 27 de dezembro, em Belford Roxo.REPRODUÇÃO / FACEB




Mais de três meses se passaram desde que os meninos Lucas Mateus, de 8 anos, Alexandre, de 10 anos, e Fernando Henrique, de 11 anos, desapareceram enquanto brincavam. A única coisa que se sabe é que pouco antes de desaparecer, naquele 27 de dezembro de 2020, se encontravam num campo de futebol perto do condomínio onde moram, no bairro Castelar, em Belford Roxo, município de meio milhão de habitantes da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Desde então seus familiares não têm notícias —verdadeiras— sobre o paradeiro deles. Um inquérito foi aberto, mas a investigação policial está parada e não sai do lugar.

O último fato relevante se deu há cerca de um mês, no início de março, quando o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) descobriu uma filmagem em que eles aparecem caminhando tranquilamente pela rua Malopia no dia em que desapareceram. As imagens já haviam sido apreendidas meses antes pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), responsável pela investigação em conjunto com o MP-RJ. Na ocasião, a polícia foi questionada e criticada pela demora em encontrar essa filmagem. “O Ministério Público é quem tem o equipamento que consegue limpar as imagens”, explicou por telefone a defensora pública Gislaine Kepe, que acompanha os familiares no caso.

Para ela, houve um equívoco por parte da polícia na hora investigar o desaparecimento dos três meninos. “O início da investigação pecou. No dia do desaparecimento, as famílias foram na delegacia, mas [os investigadores] falaram para que comparecessem de novo no local no dia seguinte. Eles deixaram passar um tempo precioso. O perímetro de busca aumenta com o passar do tempo”, explica ela. Em casos de desaparecimentos, a diretriz é a de que o registro e a busca precisam ser imediatos. “Essa demora ajudou na falta de resultados que temos agora.”

O caminho dos familiares em busca dos meninos desaparecidos está repleto de armadilhas e pistas falsas. Chegaram a ser vítimas de extorsão quando informados sobre uma possível localização dos meninos. Em 5 de janeiro, uma terça-feira, os parentes receberam uma pista de que as crianças estariam em uma sorveteria em Nova Iguaçu, município vizinho a Belford Roxo. Desatou-se então uma corrida desesperada. Durante a procura, uma avó e um tio das crianças sofreram um acidente de carro na Rodovia Presidente Dutra, com ferimentos leves. A cada ciclo de buscas frustrado, a angústia só aumenta.

A defensora pública afirma que a principal hipótese dos investigadores é o de que as crianças foram vítimas de traficantes de drogas da localidade. “Mas essa linha já vem de algumas semanas, e não se mostrou produtiva”, explica Kepe. Existe uma suspeita, conta ela, de que um dos meninos gosta de passarinho e teria pego o animal da gaiola de um traficante. “Mas não tem corroboração de provas, é um diz que me diz”.

Silvia Regina da Silva, avó de Lucas Mateus e de Alexandre da Silva, contou ao EL PAÍS em janeiro deste ano que soube por colegas das crianças que o trio desaparecido foi visto pela última vez na Feira de Areia Branca, que acontece na praça com o mesmo nome. Eles estavam comprando comida de passarinho, de acordo com o relato de colegas. A praça fica em uma avenida movimentada, com brinquedos e equipamentos para exercícios físicos. Os parentes também contam que os meninos costumavam brincar principalmente no campo de futebol próximo ao condomínio onde eles moram, na comunidade do Castelar.

Familiares e amigos das famílias já fizeram vários protestos em frente a DHBF cobrando resposta da polícia pelo desaparecimento dos três meninos. Falam de “descaso” das autoridades estaduais e reclamam da morosidade da polícia na busca por informações que solucionem o caso, argumentando que as investigações teriam outro andamento e repercussão midiática caso as crianças fossem brancas e ricas. De acordo com o censo de 2010 do IBGE, 83,6% da população de Belford Roxo é composta por pardos e pretos. O Mapa da Desigualdade 2020, da ONG Casa Fluminense, aponta que o índice de letalidade violenta (que soma de todas as mortes violentas) é de 63,9 por cada 100.000 habitantes no município ― para efeito de comparação, na cidade do Rio de Janeiro é de 28,4 por cada 100.000 habitantes. Em Belford Roxo, 89,1% das pessoas mortas por agentes do Estado eram negras no ano de 2019.

O EL PAÍS entrou em contato com a Polícia Civil do Estado do Rio e com o Ministério Público do Rio na última sexta-feira questionando como está o andamento das investigações, o que vem sendo feito desde que foram encontradas as imagens do dia do sumiço e se, depois disso, alguma nova linha de investigação foi adotada. Os dois órgãos enviaram uma resposta padrão por e-mail exatamente um minuto depois da solicitação —o que indica que é a mesma explicação que enviam para toda a imprensa.

A Polícia Civil assegurou os agentes iniciaram diligências “imediatamente após a comunicação do desaparecimento”, formalizando o primeiro depoimento e registrando a ocorrência. Também garante que a DHBF “continua as diligências e ações de inteligência buscando o esclarecimento do fato e o encontro das crianças”. Já foram mais de 80 ações, além da escuta de familiares e testemunhas. Por sua vez, a 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada dos Núcleos Duque de Caxias e Nova Iguaçu se limitou em dizer que, por ora, “não há novidade a ser divulgada e que as investigações prosseguem em conjunto com a DHBF”.

Enquanto isso, as famílias vem pedindo ajuda da população para encontrar as três crianças e contam com o auxílio da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro e da Comissão de Direitos Humanos da OAB, além de outras entidades do Estado.

MAIS INFORMAÇÕES

Mais de 100 dias sem resposta sobre os três meninos desaparecidos de Belford Roxo | Atualidade | EL PAÍS Brasil

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