sábado, 15 de agosto de 2026

TRE-MG mantém cassação de dois vereadores de Belo Horizonte

 Leonardo Ângelo e Lucas Ganem tiveram os mandatos cassados por decisões da Justiça Eleitoral; como ainda cabe recurso, eles não serão afastados.

Por g1 Minas — Belo Horizonte

Leonardo Ângelo e Lucas Ganem tiveram os mandatos cassados por decisões da Justiça Eleitoral — Foto: Rafaella Ribeiro e Denis Dias/CMBH

Leonardo Ângelo e Lucas Ganem tiveram os mandatos cassados por decisões da Justiça Eleitoral — Foto: Rafaella Ribeiro e Denis Dias/CMBH


O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) manteve, nesta sexta-feira (14), a cassação dos mandatos dos vereadores Leonardo Ângelo da Silva (Cidadania) e Lucas Ganem (MDB), de Belo Horizonte.

Os dois processos foram julgados pela Corte Eleitoral após recursos contra decisões da 29ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte. Ainda cabe recurso e, por isso, os vereadores permanecem nos cargos.

    O g1 entrou em contato com Leonardo Ângelo e Lucas Ganem. Leonardo publicou uma nota nas redes sociais em que afirmou discordar da decisão e disse que seus advogados vão analisar o caso e adotar as medidas jurídicas cabíveis. Até a última atualização desta reportagem, Lucas Ganem não havia se manifestado.

    Leonardo Ângelo

    No processo de Leonardo Ângelo, o TRE-MG manteve o entendimento de que houve abuso de poder econômico, corrupção eleitoral e fraude durante a campanha.

    De acordo com a decisão, a campanha do vereador teria utilizado recursos e estrutura de um candidato a prefeito da mesma coligação, mas de outro partido.

    O tribunal também manteve a condenação relacionada à tentativa de convencer uma candidata a desistir da disputa eleitoral para apoiar Leonardo. Segundo o processo, teria sido oferecido um emprego em troca da renúncia.

    O recurso apresentado pelo vereador foi parcialmente aceito para retirar a punição de inelegibilidade. A cassação do mandato, no entanto, foi mantida.

    Em nota publicada nas redes sociais, Leonardo Ângelo afirmou que recebe a decisão com respeito, mas discorda do entendimento adotado pelo tribunal. Ele disse ainda que mantém a convicção de que não cometeu irregularidades e que seus advogados vão analisar a decisão para adotar as medidas jurídicas cabíveis.

    Lucas Ganem

    No caso de Lucas Ganem, a cassação foi mantida por causa de uma fraude na transferência do domicílio eleitoral para Belo Horizonte.

    Segundo o TRE-MG, ele teria utilizado um endereço onde não morava e não apresentou provas de vínculo com a cidade.

    A Corte também retirou a punição de inelegibilidade aplicada na primeira decisão, mas manteve a cassação do mandato.

    Cassação de vereadores em Belo Horizonte é mantida pelo TRE-MG | G1

    sexta-feira, 14 de agosto de 2026

    Um jovem atirador do Tiro de Guerra 04-018, de Teófilo Otoni, interveio durante uma tentativa de assalto contra uma mulher

     


     Rádio Impacto 87,9 FM · Seguir Um jovem atirador do Tiro de Guerra 04-018, de Teófilo Otoni, interveio durante uma tentativa de assalto contra uma mulher na região da Feira Coberta, no bairro Bela Vista. Imagens que registraram a ocorrência mostram a mulher caminhando pelo local acompanhada de um cachorro quando um indivíduo se aproxima e, segundo as informações, tenta assaltá-la. Ao perceber a situação, o jovem agiu rapidamente e entrou em confronto com o suspeito, conseguindo impedir a ação. Durante a intervenção, o indivíduo foi nocauteado e permaneceu caído no chão por alguns minutos. Pouco depois, o suspeito conseguiu se levantar e fugir do local. No entanto, na sequência, ele teria sido localizado pela Polícia Militar, preso e conduzido à Delegacia de Polícia para as providências cabíveis. O episódio chamou a atenção de pessoas que estavam na região e ganhou repercussão após a circulação das imagens. Até o momento, não foram divulgados mais detalhes oficiais sobre as circunstâncias da ocorrência.

    Moradores do bairro Marajoara relatar uma situação na pela Rua Victor Renault, na região próxima à área central da cidade.

     

     Jornaldiarioteo · Seguindo Jornaldiarioteo · Áudio original Moradores do bairro Marajoara procuraram o Diário de Teófilo Otoni para relatar uma situação que, segundo eles, tem preocupado quem circula pela Rua Victor Renault, na região próxima à área central da cidade. Vídeos enviados à reportagem mostram pessoas em situação de rua reunidas no local e, em alguns momentos, indivíduos que aparentam fazer uso de substâncias ilícitas.

    EUA fazem três execuções em um único dia nesta quinta, pela primeira vez em 16 anos

     Aplicação das sentenças acontece em meio a um aumento no número de execuções no país.

    Por Redação g1

    EUA fazem três execuções em um único dia nesta quinta, pela primeira vez em 16 anos

    EUA fazem três execuções em um único dia nesta quinta, pela primeira vez em 16 anos


    Os Estados Unidos vivem nesta quinta-feira (13) uma situação rara: três condenados por assassinatos serão executados no mesmo dia, em diferentes estados. Será a primeira vez em quase 16 anos que a pena de morte é cumprida contra três pessoas em um único dia no país.

    • Carlos Cuesta-Rodriguez, de 70 anos, foi executado às 12h13 (horário de Brasília) em Oklahoma;
    • uma hora depois, Anthony Darrell Hines, de 66 anos, foi executado no Tennessee;
    • Jeremy Williams, de 70 anos, foi executado por volta das 20h (horário de Brasília), no Alabama.

    Todos foram condenados por homicídios em processos separados e aguardavam há anos o cumprimento das sentenças.

      Em 2025, 47 presos foram executados em 11 estados, o maior número desde 2009. Neste ano, 19 execuções já ocorreram, concentradas em um pequeno grupo de estados que seguem aplicando a pena de morte com frequência.

      Anthony Darrell Hines, Carlos Cuesta-Rodriguez e Jeremy Williams podem ser executados nesta quinta (13) em 3 estados diferentes dos EUA. — Foto: Departamento de Administração Penitenciária do Tennessee via AP; Departamento de Administração Penitenciária de Oklahoma via AP; Reprodução/Equal Justice Initiative

      Anthony Darrell Hines, Carlos Cuesta-Rodriguez e Jeremy Williams podem ser executados nesta quinta (13) em 3 estados diferentes dos EUA. — Foto: Departamento de Administração Penitenciária do Tennessee via AP; Departamento de Administração Penitenciária de Oklahoma via AP; Reprodução/Equal Justice Initiative

      A Flórida lidera esse movimento. Sozinha, foi responsável por 19 execuções em 2025 e responde pela maior parte das execuções realizadas em 2026 até agora. Especialistas atribuem o aumento à política do governador republicano Ron DeSantis, que promoveu mudanças na legislação para facilitar a aplicação da pena capital.

      O cenário também coincide com a volta de Donald Trump à Casa Branca. Defensor histórico da pena de morte, o presidente assinou uma ordem executiva restabelecendo a política federal de execuções. O governo também ampliou os protocolos para métodos de execução e passou a incentivar estados a buscarem a pena máxima em determinados crimes.

      Apesar desse endurecimento, pesquisas indicam que o apoio da população à pena de morte vem diminuindo. Levantamento do instituto Gallup mostra que 52% dos americanos consideram a prática moralmente aceitável, o menor índice desde a década de 1970. Além disso, os tribunais têm imposto menos sentenças de morte do que no passado.

      Outro fator que mantém o tema em debate são as falhas registradas em execuções recentes. Problemas com injeções letais, escassez dos medicamentos utilizados e questionamentos sobre métodos alternativos, como pelotão de fuzilamento e gás nitrogênio, aumentaram as críticas ao sistema.

      No Tennessee, a execução de Anthony Hines chama atenção porque ocorrerá após uma tentativa fracassada de execução no mesmo estado há cerca de três meses. Na ocasião, a equipe médica não conseguiu estabelecer adequadamente o acesso intravenoso necessário para aplicar a injeção letal. Hines argumentou na Justiça que suas condições de saúde, incluindo sequelas de dois derrames, elevam o risco de complicações, mas seus recursos foram rejeitados.

      No Alabama, Jeremy Williams pediu que sua própria sentença fosse executada. Ele foi condenado pelo estupro e assassinato de uma menina de 5 anos em 2021. Já em Oklahoma, Carlos Cuesta-Rodriguez foi condenado pelo assassinato da companheira em 2003 e também afirmou não desejar clemência. Advogados alegaram que ele sofre de transtornos mentais e danos cerebrais, mas o próprio preso rejeitou os pedidos para reduzir sua pena.

      Os casos voltam a colocar em evidência um debate que divide os Estados Unidos: a continuidade da pena de morte em um momento em que o número de execuções aumenta, mas o apoio popular à prática vem diminuindo.

      Maca na câmara de execução da Penitenciária Estadual de Oklahoma. — Foto: Sue Ogrocki / AP

      Maca na câmara de execução da Penitenciária Estadual de Oklahoma. — Foto: Sue Ogrocki / AP

      EUA podem ter 3 execuções no mesmo dia pela 1ª vez em 16 anos | G1