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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Operação Esopo aponta deputado

Como intermediário de verbas do ProJovem....Ademir Camilo é acusado em depoimentos de intermediar recursos do ProJovem com o Ministério do Trabalho. Verbas foram desviadas pelo IMDC

Publicação: 12/09/2013 08:43 Atualização: 12/09/2013 09:10

Na operação, agentes da PF recolheram computadores e documentos no Ministério do Trabalho (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press)
Na operação, agentes da PF recolheram computadores e documentos no Ministério do Trabalho


Belo Horizonte —
 Ex-prefeitos de cidades mineiras presos pela Operação Esopo, da Polícia Federal, apontaram o deputado federal Ademir Camilo (PSD-MG) como intermediário de verbas do ProJovem, liberadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e direcionadas para municípios do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha, onde o parlamentar foi votado. O programa é uma das maiores fontes de recursos sob suspeita de desvio para a organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) Instituto Mundial de Desenvolvimento e Cidadania (IMDC), com sede em Belo Horizonte, acusado de desviar R$ 400 milhões de recursos públicos nos últimos cinco anos. A operação que prendeu 22 pessoas, incluindo seis ex-prefeitos, provocou a queda de quatro pessoas no MTE, entre elas o número 2 da pasta, o secretário executivo Paulo Roberto Pinto, filiado ao PDT.
O deputado, contudo, refuta as acusações e nega o envolvimento. “Deputado não é intermediário. Nós tivemos uma formatura em Belo Horizonte da primeira turma do ProJovem em Minas, de 12 mil pessoas, e eu estive presente. Posteriormente, o ministro (Carlos Lupi) garantiu ao governador Antonio Anastasia (PSDB) que ampliaria o número de jovens atendidos”, garantiu. Segundo Camilo, as cidades atendidas foram estipuladas pelo ministério. 
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

PF descobre saque de quase R$ 1 mi em conta



PF descobre saque de quase R$ 1 mi em conta da prefeitura de Araçuaí

Ex-prefeito é alvo de investigações da operação 'Esopo'.
Polícia investiga desvio de recursos públicos em processos licitatórios.

Diego SouzaDo G1 Grande Minas

Agentes da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União descobriram nesta segunda-feira (9) um saque realizado em 23 de julho de 2010 no valor de R$ 755.368,67 da conta da prefeitura de Araçuaí (MG), entre os documentos apreendidos na operação "Esopo".
Os três agentes da Polícia Federal e dois da Controladoria Geral da União passaram a manhã no prédio da prefeitura, na Rua Dom Serafim, no Centro da cidade, analisando documentos da gestão do ex-prefeito Aécio Silva Jardim, entre os anos de 2009 e 2012.

A conta foi aberta no Banco do Brasil em 20 de janeiro de 2010. Os policiais levaram extratos bancários desde a abertura da conta até o dia 31 de dezembro de 2012.

A análise desses documentos fazem parte da operação "Esopo", de combate ao desvio de recursos públicos a partir de processos licitatórios. A operação da Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal, Controladoria Geral da União e Receita Federal foi deflagrada na manhã desta segunda-feira em outras cinco mineiras, além de outros nove estados e Distrito Federal.
Em Araçuaí, os agentes tinham em mãos uma lista de documentos que foram apreendidos. A grande maioria, documentos originais de empenhos, extratos bancários e de processos licitatórios. Foram analisados documentos das secretarias de administração, fazenda e desenvolvimento social.
ProJovem
Criado em 2005 e reestruturado em 2008 quando passou a ser denominado de Projovem Integrado, o programa federal é uma extensão da Política Nacional de Juventude e se divide em quatro modalidades, voltada aos jovens com diferentes perfis. Cada uma é gerida por um órgão federal diverso, mas sempre conta com a parceria de estados e municípios.
Em Araçuaí, após um processo licitatório realizado em 2009, o Instituto Mineiro de Desenvolvimento e Cidadania (IMDC) sagrou-se vencedor para executar as ações do programa na cidade. O valor de R$ 1.510.381,25 foi recurso disponibilizado pela União e R$ 79.493,75 seria a contrapartida da prefeitura de Araçuaí. Este contrato também foi alvo daPolícia Federal, mas as cópias não foram encontradas.
A PF também tentou ter acesso a relatórios de contribuintes, boletins cadastrais e laudos do setor de arrecadação do governo Aécio, mas não obteve sucesso. No início deste ano o atual prefeito, Armando Paixão teve que recorrer a justiça para obter o banco de dados da prefeitura e mesmo assim o recebeu com dados danificados. Os policiais fizeram um relatório sobre o ocorrido e deixaram o prédio da prefeitura pouco antes das 14h.

Até às 17h45 desta segunda-feira, Aécio Silva Jardim não foi encontrado para prestar esclarecimentos.

Polícia Federal investiga contratos da prefeitura de Araçuaí!!!

Polícia Federal investiga contratos da prefeitura de Araçuaí!!!

elvis passos

A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal, Controladoria-Geral da União e Receita Federal do Brasil, realiza desde a manhã desta segunda-feira (9), a Operação Esopo, com o objetivo de desarticular organização criminosa que desviava recursos públicos a partir de fraudes em processos licitatórios.

A operação consiste no cumprimento de 101 mandados judiciais: 44 mandados de busca e apreensão, 20 mandados de sequestro de valores, bens móveis e imóveis, 25 mandados de prisão temporária e 12 mandados de condução Coercitiva.

Além das prisões, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão na OSCIP, em empresas pertencentes ao esquema criminoso, nas sedes das prefeituras de Araçuaí, Coração de Jesus, Januária, São Francisco, São João da Ponte, Taiobeiras e Três Corações, além de um Instituto do Governo de Minas Gerais, um Ministério do Governo Federal e a FIEMG.

Os presos responderão, na medida de suas participações, por crimes contra a administração pública, formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, dentre outros. Se condenados, as penas máximas aplicadas aos crimes ultrapassam 30 anos.

Primeiras informações são de que os ex-prefeitos de Januária e São João da Ponte, Maurílio Arruda e Fábio Madeira, já estariam detidos na sede da PF.

EM ARAÇUAI

Desde as 8 da manhã, dois auditores da Controladoria Geral da União e três agentes da Polícia Federal estão no prédio da prefeitura municipal de Araçuai, no Vale do Jequitinhonha (MG) realizando operação que investiga irregularidades em contratos e convênios da prefeitura com o Instituto Mineiro de Desenvolvimento e Cidadania(IMDC)

O foco da investigação é um convênio de cerca de R$ 1 milhão da prefeitura com o IMDC.

Os auditores estão analisando dados contábeis e contratos dos anos de 2009 e 2011, com ajuda de funcionários da secretaria municipal da Fazenda e da Arrecadação.

Foi disponibilizada uma sala para os agentes da Polícia Federal que deverão permanecer todo o dia de hoje no prédio.

Há notícia ainda não confirmadas sobre a fuga do ex-prefeito de Araçuai, Aécio Jardim que teve prisão decretada, de acordo com informações dos agentes da Polícia Federal. O ex-chefe de gabinete do ex-prefeito, Marcos Vinicius da Silva, também está com prisão decretada. Ele também está foragido.

A Polícia Federal esteve no apartamento do ex-prefeito na cidade de Salinas e em sua casa em Araçuai.

A delegada da Polícia Federal, Cynthia Nascimento não foi encontrada em seu gabinete em Montes Claros para falar sobre o assunto.

Está prevista para as 11 horas, uma coletiva à imprensa em Belo Horizonte, na sede da Polícia Federal.

Como funcionava o esquema

A organização criminosa, formada pelo IMDC- uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), empresas, pessoas físicas e servidores públicos de alto escalão, além de agentes políticos, fraudava processos licitatórios, direcionando as contratações de atividades diversas à OSCIP junto a Prefeituras Municipais, Governos Estaduais e Ministérios do Governo Federal.

Uma vez firmado o contrato, os serviços eram prestados com valores superfaturados ou sequer eram executados, com repasses milionários às empresas integrantes da Organização, possibilitando o desvio e apropriação de recursos públicos por parte dos dirigentes da OSCIP, com o consequente retorno de parte desses valores a agentes públicos envolvidos em sua liberação.

As investigações demonstraram, ainda, que a OSCIP já recebeu, somente nos últimos 05 anos, valores superiores a R$ 400.000.000 (quatrocentos milhões de reais) da Administração Pública Federal, Estadual e Municipal, já tendo atuado em 10 Estados da Federação e no Distrito Federal.

Desvio do Projovem

O Tribunal de Contas da União (TCU) estima em R$ 26 milhões os prejuízos aos cofres públicos referentes a contratos para a execução do Projovem em Minas Gerais que não teriam sido cumpridos pelo Instituto Mineiro de Desenvolvimento e Cidadania (IMDC) em 2008 e 2009.

A organização da sociedade civil de interesse público (Oscip), contratada pelo Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene) para implantar o programa no estado, terá de justificar a movimentação dos recursos oriundos do Ministério do Trabalho e Emprego.

Caso contrário, terá de devolver o dinheiro ao Tesouro Nacional, conforme acórdão publicado no Diário Oficial da União (DOU). A entidade, presidida por Deivson Oliveira Vidal está na mira também da Advocacia Geral do Estado de Minas Gerais.

Fonte: Gazeta de Araçuaí

Elvis Passos / Tv Imigrantes