Fique por Dentro dos acontecimentos na capital Mundial das pedras preciosas e em Outras cidade da Região, Alem das Noticias de Minas gerais, Você Fica por dentro do que acontece no Brasil e polemicas pelo Mundo...Aconteceu esta no Teófilo Otoni Noticias.....
Presidente norte-americano autoriza entrega de armamentos para exército ucraniano combater os russos(foto: Nicholas Kamm/AFP)
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, chamou ontem o mandatário russo, Vladimir Putin, de “criminoso de guerra” pela invasão da vizinha Ucrânia. “Eu penso que ele é um criminoso de guerra”, respondeu Biden a uma jornalista que o questionou na Casa Branca durante a saída de um evento dedicado à luta contra a violência doméstica. A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, disse que Biden estava “falando com o coração” depois de ver imagens na televisão de “ações bárbaras de um ditador brutal em sua invasão de um país estrangeiro”. Psaki detalhou que “um procedimento jurídico (estava) ainda em curso no Departamento de Estado” com respeito a uma qualificação legal de “crimes de guerra” cometidos pela Rússia na Ucrânia.
O Kremlin reagiu quase que instantaneamente, qualificando de “inaceitável e imperdoável” a declaração de Biden. “Consideramos inaceitável e imperdoável semelhante retórica por parte de um chefe de Estado, cujas bombas mataram centenas de milhares de pessoas em todo o mundo”, declarou o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, citado pelas agências Tass e Ria Novosti.
Mais cedo, o presidente Vladimir Putin considerou que as sanções e condenações ocidentais que afetam o governo da Rússia, sua economia e cultura são comparáveis às perseguições contra os judeus. “O Ocidente deixou cair a máscara da decência e começou a agir de maneira odiosa. Há paralelos com os pogroms antissemitas”, disse em uma reunião do governo exibida pela televisão. Putin, avaliou que sua operação militar na Ucrânia é um “sucesso”, afirmando que Moscou não deixará este país se transformar em uma “cabeça de ponte” para “ações agressivas” contra a Rússia.
Falando ao Congresso dos EUA, o presidente Zelensk voltou a pedir uma zona de exclusão aérea no país(foto: Sarah Silbiger/Pool/AFP)
Até agora, nenhum funcionário americano tinha utilizado publicamente os termos "criminoso de guerra" ou "crimes de guerra", ao contrário de outros Estados e organizações internacionais. O responsável pela política externa da União Europeia, Josep Borrell, por exemplo, classificou na semana passada de “atroz crime de guerra” o bombardeio russo de um complexo que abrigava uma maternidade e um hospital pediátrico em Mariupol, que deixou três mortos, entre eles uma criança, e 17 feridos.
“O que vimos do regime de Vladimir Putin com relação ao uso de munições lançadas sobre civis inocentes, isso já constitui, na minha opinião, um crime de guerra”, assinalou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, em 2 de março. Por outro lado, o procurador-geral do Tribunal Penal Internacional (TPI), Karim Khan, que investiga denúncias de crimes de guerra na Ucrânia, visitou o país e falou por videoconferência com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, informou ontem a instituição.
Putin ordenou uma invasão em larga escala da Ucrânia há três semanas, dizendo que a Rússia quer forçar a desmilitarização do país vizinho e a derrubada do governo pró-ocidente. As Forças Armadas da Ucrânia, que estão recebendo um enorme fluxo de armas dos países ocidentais, vêm resistindo e conseguindo frear, em grande medida, o avanço russo. Com isso, as tropas russas têm recorrido cada vez mais aos bombardeios sobre áreas civis. Mais de três milhões de pessoas já fugiram da Ucrânia desde o começo da invasão, segundo a agência de migração das Nações Unidas, a OIM.
Ajuda militar
Joe Biden autorizou ontem uma ajuda militar maciça para a Ucrânia, pouco depois de o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, implorar ao Congresso dos EUA pela criação de uma zona de exclusão aérea sobre o seu país, um pedido que não foi atendido. “Você é o líder de uma nação, da sua grande nação. Espero que você seja o líder do mundo. Ser o líder do mundo é ser o líder da paz”, afirmou Zelensky, ao se dirigir a Biden durante um discurso por videoconferência retransmitido ao vivo no Congresso e em todas as emissoras de televisão do país.
Pouco depois, Biden confirmou uma ajuda militar adicional de US$ 800 milhões à Ucrânia, o que representa um pacote “sem precedentes” de US$ 1 bilhão no espaço de uma semana para ajudar o exército ucraniano a se defender das tropas russas que invadem o país. Contudo, como era de se esperar, Biden não atendeu ao pedido de estabelecer uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia porque, para Washington, isso levaria a um confronto direto com a Rússia e, como disse o próprio Biden em outra ocasião, à “terceira guerra mundial”.
Apelo
Zelensky falou pela primeira vez diante do plenário do Congresso dos Estados Unidos, após uma iniciativa semelhante nos parlamentos britânico e canadense. Em um tom grave e raivoso em alguns momentos, o presidente ucraniano implorou aos Estados Unidos e a seus aliados ocidentais que fizessem mais para salvar o seu país da invasão russa, lembrando-os dos períodos mais sombrios de sua história.
“Em sua grande história, vocês têm páginas que permitem que entendam os ucranianos”, “lembrem-se de Pearl Harbor, naquela terrível manhã de 7 de dezembro de 1941, quando seu céu foi escurecido pelos aviões que os atacavam”, disse, ao se referir ao ataque aéreo contra a base naval que motivou a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. “Lembrem-se de 11 de setembro, aquele terrível dia de 2001”, acrescentou.
O presidente ucraniano também lembrou as mais de 100 crianças que morreram, “cujos corações não batem mais” por causa da guerra. O dirigente de 44 anos disse aos congressistas que não vê “o sentido da vida se não é possível deter a morte”. O comediante transformado em líder em tempos de guerra parafraseou o discurso "I have a dream" ("Eu tenho um sonho", em tradução livre), do ativista negro dos direitos civis Martin Luther King, para pedir aos legisladores a criação de uma zona de exclusão aérea.
“Eu tenho um sonho, essas palavras são conhecidas por todos vocês. Hoje, posso dizer, tenho uma necessidade, a necessidade de proteger nossos céus. Eu preciso da decisão de vocês, da ajuda de vocês. É pedir demais criar uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia, para salvar as pessoas? É pedir demais uma zona de exclusão aérea humanitária?", acrescentou, antes de exibir um vídeo emotivo de seu país sendo bombardeado. Zelensky foi apluadido de pé por todos os legisladores.
"Depende inteiramente do presidente Putin e da Rússia. Se eles mostrarem algum sinal, é claro que nos envolveremos", disse ele
Atualizado em 5 de março de 2022, 05:35
Antony Blinken, secretário de Estado (Foto: Reuters)
WASHINGTON, TASS – Os Estados Unidos se envolverão em uma diplomacia significativa com a Rússia se Moscou mostrar vontade de fazer o mesmo, disse o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, em entrevista à BBC.
"Depende inteiramente do presidente Putin e da Rússia. Se eles mostrarem algum sinal de estarem dispostos a se envolver em uma diplomacia significativa, é claro que nos envolveremos", disse ele, quando questionado sobre as perspectivas de resolver diplomaticamente a situação em torno da Ucrânia.
"Nós olhamos para nossos parceiros ucranianos também. Eles estão conversando com os russos, mas isso não está produzindo nada", acrescentou Blinken.
Em 24 de fevereiro, o presidente russo Vladimir Putin anunciou uma operação militar especial com base em um pedido dos chefes das repúblicas do Donbass. O líder russo ressaltou que Moscou não tem planos de ocupar territórios ucranianos e o objetivo é desmilitarizar e desnazificar o país. Em resposta, os Estados Unidos, a União Europeia, o Reino Unido e vários outros países anunciaram sanções a indivíduos e entidades russas.
A primeira rodada de conversações russo-ucranianas foi realizada na região de Gomel, na Bielorrússia, em 28 de fevereiro. A delegação da Rússia foi liderada pelo assessor presidencial Vladimir Medinsky. Ele disse que a delegação russa está preparada para manter conversas com a Ucrânia até que os acordos sejam alcançados. A segunda rodada de conversações ocorreu em Belovezhskaya Pushcha, na Bielorrússia, em 3 de março. Medinsky destacou que as partes conseguiram alcançar progressos significativos, particularmente fazendo acordos sobre corredores humanitários para civis. A terceira rodada de negociações deve ocorrer nos próximos dias.
Kennedy: Governo Bolsonaro entrega
crescimento medíocre do PIB
Na
avaliação do colunista do UOL Kennedy
Alencar, o crescimento
de 4,6% no PIB do Brasil é positivo, mas deve ser enxergado com
cautela. O jornalista cita o governo Jair
Bolsonaro (PL) como um dos responsáveis pela queda no ano
anterior.
"Quando
se compara isso com o crescimento de 2020, a gente vê que, na verdade, como
houve uma queda de 3,9% em 2020, o Brasil só cresceu tanto em 2021 porque tinha
caído num abismo", observou, durante UOL News hoje (4).
Após desabar em 2020, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil
fechou 2021 em alta de 4,6%, totalizando R$ 8,7 trilhões, informou o IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Este foi o melhor resultado
desde 2010, quando a economia havia crescido 7,5%. Analistas dizem que o bom
desempenho ocorre porque a comparação é com 2020, ano de forte queda por causa
da pandemia de covid-19.
"A
pandemia foi um problema maior por causa dos efeitos sanitários e econômicos
causados pela administração de Bolsonaro e do ministro Paulo
Guedes [Economia]", disse Kennedy.
No quarto trimestre do ano passado, o PIB, que é a soma dos bens
e serviços finais produzidos no país, cresceu 0,5% na comparação com o terceiro
trimestre. Com isso, o país saiu da chamada recessão técnica, verificada quando
há dois trimestres consecutivos de recuo do PIB. No segundo trimestre de 2021,
a economia havia apresentado queda de 0,3% e, no terceiro trimestre, retração
de 0,1%.
Conforme o IBGE, o PIB cresceu 1,6% no último trimestre de 2021,
em relação ao quarto trimestre de 2020. Este foi o quarto resultado positivo consecutivo,
após quatro taxas negativas nesta comparação.
Economistas apontam erro em fala de Bolsonaro sobre alta de 9% do PIB em 2 anos. Clique e acesse a matéria na íntegra na CNN Brasil.
CNN Brasil · 21 de jul. de 2021
Números
contrariam governo Bolsonaro, e Brasil fica na metade inferior do PIB mundial
na pandemia
Em
lista de 54 nações que já divulgaram seus resultados ano passado, país ficou na
metade de baixo do ranking dos dois anos, em 32º lugar
Por Álvaro Fagundes, Valor — São Paulo
04/03/2022 12h48 Atualizado há 3 meses
Com uma alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,5% no
acumulado de 2020 e 2021, o Brasil entrou no terreno
positivo no período, mas em ritmo bem distante do de outros países, tanto
emergentes como desenvolvidos. Em uma lista de 54 países que
já divulgaram seus resultados no ano passado, o Brasil ficou na metade de baixo
do ranking dos dois anos, em 32º
lugar.
Os dados mostram que a realidade
brasileira na pandemia é bem diferente da apresentada por
integrantes do governo Jair Bolsonaro que pregam
que o desempenho brasileiro é superior ao da média
global. No mês passado, o ministro Paulo Guedes disse que “o
Brasil e apenas mais oito países avançados estão com o PIB acima do que estavam
quando chegou a pandemia”. Na realidade, há
pelo menos 35 economias com o PIB positivo nesse período – 31 com resultado melhor
que o brasileiro.
Cálculos do Fundo Monetário Internacional
(FMI) apresentados em janeiro também comprovam que a recuperação brasileira no
período 2020-2021 é bastante modesta. Para o Fundo, a economia global somou uma alta de 2,6% nesses dois anos, com um
cenário mais positivo para os emergentes: crescimento de 4,4%.
A comparação mais benéfica para o Brasil usando os
números do FMI é em relação
aos países da América Latina e do Caribe. A entidade
projeta que a região encolheu 0,6% nos últimos dois anos. Em relação aos dados
já conhecidos, porém, o país ficou atrás dos PIBs de Colômbia
(2,9%) e Peru (0,8%) e superou o
do México (3,6%), que teve o
quinto pior desempenho entre os 54 países analisados.
O
melhor resultado para 2020-2021 ficou com a Irlanda, com uma alta acumulada de
20,2%, seguida por Turquia (13%), China (10,5%) e Taiwan
(10%). Na outra ponta estão Espanha
(-6,3%), Tailândia (-4,7%), Filipinas (-4,5%) e Portugal (-3,9%).
Na comparação apenas com o ano de 2021, o Brasil, com alta de 4,6%
do PIB, ficou em 35º lugar ao lado do Canadá, em uma lista também
de 54 países e que é liderada por Irlanda
(13,5%), Peru (13,3%), Turquia (11%) e Colômbia (10,6%).
Em relação ao quarto trimestre do ano passado, a alta brasileira de 0,5%
ficou em 39º lugar na comparação com 52 economias. Os melhores resultados foram
de Nigéria (9,6%), Malásia (6,6%),
Eslovênia (5,4%) e Colômbia (4,3%).
Ministro Paulo Guedes:
dados mostram que realidade brasileira na pandemia é bem diferente da
apresentada por integrantes do governo — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo
Além de ciclista profissional, Rafael Petersen era empresário e vice-presidente do Conselho Municipal de Esporte de Frutal
(foto: Facebook/Divulgação)
“Dedicado e apaixonado ciclista”: esse é um dos trechos da nota de pesar do Departamento de Esportes de Frutal, que foi divulgada nas redes sociais neste domingo (27/2), após a morte do ciclista profissional, empresário e vice-presidente do Conselho Municipal de Esporte de Frutal, Rafael Petersen.
Ele morreu na manhã deste domingo, quando por motivos desconhecidos, colidiu de frente com um caminhão na MGC-455, nas proximidades de Pirajuba, situado no Triângulo Mineiro e na microrregião de Frutal.
A perícia técnica da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) esteve no local do acidente. As causas do acidente deverão ser investigadas.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar Rodoviária de Minas Gerais, mas não obteve resposta.
Nota de pesar
"O Departamento de Esportes de Frutal lamenta profundamente a morte do empresário Rafael Petersen.
Kalango, como Rafael era popularmente conhecido, era um ciclista apaixonado, dedicado e sempre representou muito bem o nosso município em todos os torneios dos quais participou.
Nesse momento de dor e consternação, deixamos os nossos mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos de Rafael."
Swift: saiba por que expulsar a Rússia é em grande
parte um ato simbólico
Se a intenção for bloquear os pagamentos do gás russo, a ferramenta não
é o Swift, mas sim as sanções à Gazprom (maior companhia russa de energia) e as
suas instalações bancárias
A invasão da Ucrânia pela Rússia é um ato horrível.
Os líderes ocidentais, temendo uma guerra mais ampla, respondem principalmente
com sanções econômicas. Uma delas, bastante relevante, foi a exclusão da Rússia
do Swift (literalmente Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias
Mundiais), o sistema de mensagens entre bancos de diferentes países que permite
a realização de transferências financeiras. Trata-se de uma medida poderosa
para minar a economia russa.
Mas, para um especialista em pagamentos como eu,
isso é um mito. Sim, os sistemas de mensagens Swift são fundamentais na
atividade econômica internacional. Desenvolvidos ao longo de cinco décadas,
esses sistemas oferecem comunicações extremamente seguras e encaixam-se nas
mais variadas operações de transações comerciais dos bancos. Os sistemas Swift
poderiam ser um alvo principal em qualquer guerra cibernética, mas felizmente
são bem seguros.
A realidade, no entanto, é que limitar o acesso ao
Swift é menos efetivo na prática do que vem sendo divulgado em boa parte da
mídia. É verdade que a medida é um símbolo importante de repúdio global ao uso
da força militar por parte da Rússia, mas não muito mais do que isso. Outras
medidas contribuem para minar a confiança no rublo, como impedir o Banco Central
da Federação Russa de realizar transações internacionais.
Para entender o efeito prático limitado da exclusão
da Rússia do Swift, vale à pena observar o que aconteceu no caso do Irã. Desde
1987, os Estados Unidos aplicaram e periodicamente reforçaram sanções
comerciais contra o Irã. Isso culminou na ordem executiva de Barack Obama, em
fevereiro de 2011, de congelar todos os ativos dos EUA do governo iraniano, do
Banco Central e das instituições financeiras. Os bancos do Irã foram excluídos
do Swift depois, em março de 2012. Essa medida foi complementar a restrições
diretas a empresas iranianas e intermediários financeiros.
Mas bancos iranianos podiam realizar pagamentos
dentro e fora do Irã, e ainda o fazem, utilizando instituições financeiras de
outros países que estavam dispostos a obter uma margem nessas transações. Isso
nunca foi fácil. Autoridades norte-americanas estabeleceram multas (que
totalizam US$ 5 bilhões) a bancos europeus por proverem este tipo de serviço ao
Irã. A exclusão do Swift não impediu o país de realizar pagamentos.
Então, para que serve exatamente o sistema Swift?
Como o Swift funciona
O Swift foi criado em 1973 como uma forma de
comunicação segura para pagamentos internacionais. É uma cooperativa belga com
cerca de 11 mil bancos membros de 200 países e territórios. O Swift fornece
sistemas de mensagens para instruir e monitorar pagamentos interbancários e
financiamento comercial integrados aos sistemas de processamento dos bancos em
todo o mundo.
O acrônimo Swift é apropriado, já que a velocidade
é uma parte fundamental no processo de pagamentos. Mas as origens da sigla
estão refletidas em uma versão bastante arcaica: Sociedade de Telecomunicações
Financeiras Interbancárias Mundiais. Hoje em dia, no entanto, essas
comunicações são evidentemente baseadas na internet.
Hoje, o Swift lida com cerca de 40 milhões de
mensagens diárias de pagamentos. Se considerarmos que sem esse sistema de
mensagem cada pagamento levaria algumas horas para ser processado por um
funcionário de banco, a economia poderia chegar a US$ 100 por transação. Isso
significaria que o Swift agregaria à economia global um valor de US$ 4 bilhões
por dia, ou US$ 1 trilhão por ano.
O ponto chave é que o Swift efetua as mensagens,
possui a tecnologia e padrões de apoio, mas não tem nenhum papel na execução do
pagamento. Imaginemos que um banco de Londres queira enviar fundos para um
outro em Moscou. A instituição londrina pode utilizar a mensagem Swift para
comunicar o pagamento, mas não para executá-lo. O pagamento em si pode ser
feito de várias maneiras: usando rublos mantidos como saldos pré-existentes com
o banco na Rússia; ou adquirir rublos ao vender libras esterlinas no mercado de
câmbio, ou de ativos em rublos, como títulos do governo russo.
Nada disso depende do Sistema Swift. Não há nenhum
problema fundamental com a transferência de fundos utilizando algum outro
sistema seguro de mensagens. Os bancos russos podem, por exemplo, realizar
pagamentos por meio do SPFS, o sistema de transferência de mensagens
financeiras criado pelo BC russo após a invasão da Crimeia em 2014. Esse
sistema é utilizado atualmente por bancos internacionais na Alemanha e na Suíça
que mantêm relações com bancos russos.
A Rússia poderia usar também a rede CIPS, criada
pelo Banco do Povo da China, o BC chinês, com o objetivo de realizar pagamentos
transfronteiriços em renminbi com participantes indiretos em muitos países. Os
russos poderiam até mesmo utilizar o WhatsApp para instruir as transações
necessárias.
Os pagamentos para exportadores de energia russos,
como por exemplo a Gazprom (maior companhia de energia russa), são ainda menos
dependentes do Swift. Quando os operadores compram petróleo ou gás da Gazprom,
efetuam o pagamento em euros ou dólares americanos em contas bancárias mantidas
pela empresa de energia russa. Portanto, se a intenção é bloquear os pagamentos
do gás russo, a ferramenta não é o Swift, mas sim as sanções à Gazprom e as
suas instalações bancárias.
Nada disso é para dizer que expulsar os bancos
russos do Swift não terá impacto econômico. Essa medida afetará pagamentos de
menor valor, como aqueles relacionados a cadeias de suprimentos de pequenas
empresas, já que o Swift garante um processamento de pagamentos barato e fácil.
Quando você multiplica a economia por muitos milhares de pagamentos, há um
aumento claro, mas isso não muda o jogo, ou seja, não chega nem perto de
representar um divisor de águas.
Caminho longo
O fato desconfortável permanece sendo o de que se
as sanções econômicas devem ser mais do que simbólicas, necessariamente vão
representar custos para os dois lados e deverão ser impostas a longo prazo. A
Rússia se preparou por uma década para a atual guerra e para quaisquer sanções
econômicas.
Moscou investiu imensamente em suas forças armadas
e reprimiu a discussão política interna para conseguir eliminar a oposição à
guerra. As suas operações militares não são dependentes nem de financiamentos
ou fornecimentos externos. A Rússia reestruturou a sua economia a um custo
substancial em termos de padrão de vida: transformou-se num país exportador de
comida, sendo que antes era um grande importador de alimentos, e reorientou
muito de seu comércio, por exemplo, com a Índia e com o Egito.
Pressões financeiras e econômicas sobre a economia
russa aumentam rapidamente e afetarão, acima de tudo, a classe média, já que o
rublo cai e as taxas de juros disparam. Outras sanções mais direcionadas
atingem russos ricos.
É plausível que tudo isso possa levar a um rápido
colapso da autocracia de Putin, mas não devemos nos iludir. Sanções econômicas
de grande alcance contra a Rússia podem ser necessárias por um longo período de
tempo. A expulsão do país do Swift é um símbolo desse esforço, mas não é uma
poderosa ferramenta econômica capaz de restringir as ações da Rússia na Ucrânia
e com pouco custo para nós mesmos.
*Alistair Milne, professor de Economia Financeira da Loughborough
University (Inglaterra)
Este artigo foi originalmente publicado em inglês
no The Conversation