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segunda-feira, 26 de março de 2012

Drogas degradam famílias

Consumo de Crack já tem registros em 90% das cidades brasileiras 

 

 

Etilismo em crianças


Cedo, ela começa a beber; logo vêm as repercussões, o distanciamento e a dependência; afinal por que a criança bebe?

Não existe uma idade definida para qualificar a criança dependente de álcool. Segundo a Dra. Sandra Scivoletto, coordenadora do GREA - Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas e responsável pelo Ambulatório de Adolescentes e Drogas do Sepia - Serviço de Psiquatria da Infância e Adolescência, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo, "estudos epidemiológicos brasileiros e do exterior mostram que a idade de início de uso de álcool e drogas vem diminuindo". Uma pesquisa realizada em 1993, em dez capitais brasileiras, mostrou que a idade média do início do uso era de 13 anos. "Em 1997, um trabalho realizado com adolescentes em tratamento no GREA mostrou que eles têm começado a beber, em média, aos 11 anos de idade, com casos raros em que se iniciou aos 4 anos de idade", alerta a médica.
Não é à toa, portanto, que o que mais preocupa os profissionais de saúde é que cada vez mais cedo a criança está começando a beber e a se drogar. "Quanto mais cedo começa, mais cedo a possibilidade de se tornar um usuário regular e, posteriormente, um dependente", afiança a psiquiatra. Mas por que a criança bebe? "São vários os motivos", garante Dra. Sandra. Ela explica que são cinco os principais fatores desencadeantes: influência do grupo de amigos, fatores familiares, fatores individuais, fatores biológicos e fatores sócio-culturais e comunitários.
"Cada caso é um caso, com influência maior ou menor dos fatores de risco", assegura, arrematando que mesmo estudos que tentaram identificar os principais motivos apresentaram resultados conflitantes.
As conseqüências desse beber tão cedo são funestas. Embora não exista, na infância e adolescência, sintomas físicos da dependência como no adulto (tremor, irritabilidade ou síndrome de abstinência quando sem o álcool), o diagnóstico de dependência é feito com base nas conseqüências do uso, tais como mau rendimento escolar ou até abandono da escola, isolamento da família, discussões em casa, abandono das atividades de lazer que antes eram prazerosas. "O adolescente ou a criança passa a escolher suas atividades de lazer usando como critério locais onde terão ou não a bebida", explica a médica. Também não importa quanto o adolescente bebe ou com que freqüência. "Se ele mantém conseqüências, já é considerado dependente; por exemplo, um adolescente que bebe todo final de semana e não consegue se divertir sem a bebida, pode-se dizer que é um dependente de álcool para se divertir".
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Dra. Sandra Scivoletto, coordenadora de GREA: "As consequências desse beber tão cedo são funestas".
O futuro dessas crianças pode ficar comprometido. Começando cedo a beber, incorporam o álcool ao seu desenvolvimento. "Ou seja, serão adolescentes inseguros quanto às suas capacidades quando estiverem sem a bebida; estes adolescentes poderão ter mais dificuldades para se realizarem profissionalmente ou até mesmo na escolha vocacional; portanto, o desenvolvimento de sua personalidade/auto-estima será afetado", garante a médica. Some-se a isso a possibilidade do álcool funcionar como porta de entrada para drogas mais pesadas e temos um quadro que merece uma abordagem específica como o que o GREA promove, através do SEPIA. "O tratamento consiste em terapia individual, terapia de grupo e terapia familiar; a participação da família no tratamento é fundamental; além disso, o GREA desenvolve programas de prevenção em escolas e empresas", conclui.


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Campanha de vacinação começa no dia 18 de junho



10 de Jun de 2011 - 10h10min

Foto: Divulgação
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As crianças receberão ainda reforço da vacina tríplice viral

A primeira etapa da campanha de vacinação contra a poliomielite será feita no País no dia 18 e, além da proteção contra paralisia infantil, as crianças receberão reforço da vacina tríplice viral, que imuniza contra sarampo, caxumba e rubéola.
A estratégia de associar as duas vacinações é feita a cada quatro anos. Mas, desta vez, a imunização contra o sarampo em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Bahia, Ceará e Alagoas ocorrerá mais cedo, já na primeira etapa da campanha contra a pólio. Nos demais Estados, a vacinação contra o sarampo será feita na segunda etapa da campanha, a partir de agosto.

A antecipação foi adotada por causa do surto de sarampo na Europa, onde há 6,5 mil casos suspeitos. Desde o início do ano, foram confirmados dez casos no Brasil, todos importados. Desde 2000 não há transmissão da doença no País. Em relação à poliomielite, o Brasil é considerado país livre da doença.

O Sistema Único de Saúde (SUS) inicia, no dia 18 de junho, a primeira etapa de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite de 2011. Todas as crianças menores de cinco anos (4 anos, 11 meses e 29 dias) devem tomar as duas gotinhas para prevenir a paralisia infantil. A segunda fase começa no dia 13 de agosto. Nesta data, os pais ou responsáveis devem levar as crianças novamente aos postos de vacinação, para que elas recebam mais duas gotinhas contra a pólio.

Em cada etapa, a meta é vacinar 95% do público-alvo. São mais de 350 mil profissionais de saúde envolvidos, em todo o país. É importante levar a carteira de vacinação das crianças, para atualização das doses aplicadas.

O último caso de poliomielite no Brasil foi registrado em 1989, na Paraíba. Em 1994, o país recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de eliminação da doença. Porém, é importante continuar vacinando as crianças porque o vírus da paralisia infantil ainda circula em outros países. De acordo com a OMS, 26 países ainda registram casos da doença e quatro deles são endêmicos, ou seja, possuem transmissão constante: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão.

A pólio é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada e transmitida por um vírus (o poliovírus) e a infecção se dá principalmente por via oral.