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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Vídeo: "Teu c#", diz pastora após um culto em igreja no Pará

 Após a pregação em uma igreja evangélica, uma pastora aparece no vídeo chamando palavrão e fazendo gestos obscenos depois do culto na igreja.

terça-feira, 22/02/2022, 21:35 - Atualizado em 22/02/2022, 22:43 -  Autor: Com informações de FA notícias

 A cena ocorrida após um culto viralizou nas redes | Redes Sociais/Reprodução


Sob olhar da maioria dos religiosos, uma palavra de baixo calão, popularmente conhecida como palavrão, é um vocabulário que pertence à categoria de gírias, chulo ofensivo, obsceno e imortal. Por isso, é considerado inaceitável para muitos cristãos. .

No entanto, um vídeo polêmico que circula nas redes sociais, chocou os evangélicos na tarde da última segunda-feira (14). Após a pregação em uma igreja evangélica, uma pastora aparece no vídeo chamando palavrão e fazendo gestos obscenos depois do culto na igreja.

A religiosa que proferiu a palavra de baixo calão é a pastora Cleia Zeferino, da Assembleia de Deus portas abertas, no Pará.

Nas imagens compartilhadas nos Stories do instagram de um amigo, a postara aparece primeiramente pregando em sua igreja. Em seguida, ela aparece dentro do seu carro, supostamente quebrado, esperando o guincho.

Veja o vídeo:

     

Ao ser questionada se o carro estaria irregular, para ele está sendo guinchado, a pastora chama um palavrão e mostra o dedo do meio para o amigo. Logo depois da fala, com medo da rejeição, ela pede para que ele não divulgue o vídeo na internet.

Porém, já era tarde demais. O vídeo já tinha viralizado nas redes, pois alguns internautas já tinham visualizado e compartilhado a gravação. Com a repercussão negativa, como já era de se esperar, a religiosa recebeu várias críticas e, por conta disso, teve que bloquear as redes.

https://dol.com.br/tuedoide/viral/698816/video-teu-c-diz-pastora-apos-um-culto-em-igreja-no-para?d=1

                                                                   


Tribunal de Contas da União delega à PGR bloqueio imediato de bens de Moro

Tribunal diz que banca de ex-juiz recebeu mais de R$ 40 milhões de empresas condenadas na Lava Jato

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Daniela Limada CNN

São Paulo

23/02/2022 às 01:04 | Atualizado 23/02/2022 às 18:15

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu compartilhar com a Procuradoria-Geral da República (PGR) documentos sobre o dinheiro recebido por Sergio Moro na banca de advocacia da Alvarez & Marsal. O TCU ainda pediu que o MPF decida sobre o pedido imediato dos bloqueios de bens de Moro.


 A suspeita é de que o ex-juiz tenha, como advogado, depois de deixar o governo Bolsonaro, recebido valores de empresas que ele julgou, condenou e avalizou acordos de leniência.

No despacho, o ministro Bruno Dantas afirma que os fatos precisam ser melhor apurados e assevera que a empresa de advocacia não esclareceu se pagou Moro por serviços prestados para empreiteiras julgadas na Lava Jato.

“Não tenho dúvidas de que são fatos que precisam ser mais bem apurados. E é por essa razão que me causa estranheza certa atuação apressada de qualquer peticionante que pretenda interromper o fluxo natural do processo, antes mesmo da conclusão das apurações. É natural que os investigados desejem esse desfecho, mas não os órgãos de investigação, de quem se espera imparcialidade independentemente de simpatias pré-existentes”, diz Dantas.

Segundo a decisão, a Alvarez & Marsal “recebeu cerca de R$ 40 milhões de empresas condenadas na Lava Jato, sendo R$ 1 milhão por mês da Odebrecht e Ativos (antiga agroindustrial), R$150 mil da Galvão Engenharia, R$ 97 mil da OAS e R$ 115 mil mensais do Estaleiro Enseada.”

Moro foi contratado pela Alvarez e Marsal após deixar o Ministério da Justiça do governo Bolsonaro. Ele ficou nos quadros da empresa, contratada por empreiteiras da Lava Jato, até decidir ser candidato à Presidência da República.

A suspeita é a de que as empresas que ele julgou como juiz tenham abastecido cofres da banca que ele passou a integrar como advogado, uma vez fora do governo. Moro sempre alegou que não houve conflito de interesse é que nunca atuou para as empresas que julgou. Notas fiscais listadas pelo TCU, no entanto, colocam essa tese em discussão.

“Se por um lado, a documentação já constante dos autos ainda não caracteriza as irregularidades apontadas na inicial [peça do Ministério Público de Contas, que iniciou a investigação], ela é mais do que suficiente para justificar a continuidade das investigações, considerando a fase preliminar em se encontra o processo, sem prejuízo de representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados no curso das investigações, conforme imperativo constitucional”, diz o ministro Bruno Dantas, relator do caso.

Com esses fundamentos, o ministro compartilhou os achados do TCU com a Procuradoria-Geral da República e deixou a cargo da PGR a reivindicação imediata do bloqueio dos bens de Moro.

“Determino a remessa de cópia integral destes autos ao Procurador-Geral da República para que examine a matéria e, se entender ser o caso, determine as providências para a sua apuração, assim como quanto à pertinência do eventual bloqueio de bens pugnado pelo Ministério Público de Contas”, diz Dantas na decisão.

A assessoria de imprensa de Moro se manifestou em nota:

“A investigação do TCU, de acordo com órgãos internos, como a Seinfra, já deveria estar arquivada, tendo em vista a ausência de qualquer ilegalidade na prestação de serviço de um cidadão para uma empresa privada. Sergio Moro já reafirmou a licitude de todos os seus atos e a não prestação de serviços para empresas investigadas na Lava Jato; tudo devidamente comprovado por meio de contrato e notas fiscais. A apuração pelo TCU possui vícios processuais graves, devendo ser enfrentados em tempo e modo adequados. Até lá, Sergio Moro segue à disposição para esclarecimentos de quaisquer fatos, apesar dos indícios de utilização das estruturas de Estado para politização de temas afetos aos órgãos de controle.”




quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Relação espúria de Moro com Alvarez & Marsal vai muito além do salário – milionário ou não

 Contratação pela consultoria do EUA está ligada à chamada indústria anticorrupção, uma versão sapatênis da Operação Condor. Pela participação no processo, Moro deveria responder por crimes contra o Brasil.

 

Sergio Moro em palestra sobre a Lava Jato nos EUA (Reprodução )

Empacado na casa dos 9% nas pesquisas e alvo de acusações de corrupção como as que fabricou no comando da Lava Jato, Sergio Moro (Podemos) correu para as redes na tarde desta quarta-feira (26) para dizer que pretende revelar os ganhos durante sua breve e improdutiva passagem pela consultoria estadunidense Alvarez & Marsal.

Milionário ou não, os salários e as benesses recebidas por Moro na “iniciativa privada” são apenas a ponta do iceberg das relação espúria do ex-juiz que se tornou ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) e tenta, à toda sorte, sobreviver ao naufrágio moral da Lava Jato.

Em entrevista ao Fórum Onze e Meia, Luis Nassif relatou sobre a ponta solta no novelo lavajatista, que justifica inclusive candidatura de Moro à Presidência.

O contrato com a consultoria – e até mesmo a candidatura à presidência – seria um pretexto para apresentar Moro como “garantidor” da chamada indústria anticorrupção criada pelo Departamento de Justiça dos EUA, que espalha seus tentáculos pelo mundo por meio de escritórios de advocacia que prestam serviços de “compliance”.A indústria anticorrupção seria uma versão sapatênis da Operação Condor, promovendo repressão política e terror de Estado àqueles considerados inimigos pelos EUA.

Na prática, essa indústria promove investigações aos moldes da Lava Jato para desencadear processos de lawfare contra aqueles que o sistema considera inimigos.

Ao tomar o poder com a destruição de reputações, golpes, perseguições e prisões ilegais – contando com a colaboração da mídia alinhada ao projeto neoliberal -, a indústria premia os agentes públicos cooptados para fazer o serviço sujo.

Isso ocorreu no Brasil, com a campanha da Globo e de jornalões contra o PT, o golpe parlamentar contra Dilma Rousseff, a perseguição e prisão de Lula e a consequente eleição de um governo protofascista. E pode ser vista ainda na Argentina, Bolívia, Equador – só para ficar no “quintal” da América do Sul.

Não são apenas os ganhos de Moro com a Alvarez & Marsal que são no mínimo imorais e devem ser investigados. Toda a carreira do juiz foi traçada – planejada? – em torno de um projeto de lesa-pátria e deveria responder pelos crimes que cometeu sendo pago durante grande parte da sua vida, como juiz e depois como ministro, para entregar o país aos interesses do sistema financeiro.

Moro deve responder pela quebradeira das grandes empreiteiras brasileiras – que cederam lugar em parte à Halliburton, parte do aparato de guerra dos EUA -, pelo desmonte da Petrobras e de todo parque industrial naval brasileiro e, principalmente, como cúmplice de Jair Bolsonaro quando o atual presidente responder à Justiça pelos crimes de seu governo protofascista.

Assim como a chamada indústria anticorrupção está para a operação Condor, o ex-juiz está para o atual presidente. Moro é um Bolsonaro de sapatênis.