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Adesivo "Fora Bolsonaro genocida" em capô de carro de professor, que foi preso por PMs de Goiás após se recusar a retirá-lo. O adesivo também foi utilizado nas manifestações de 29 de maio.
Reprodução/Instagram
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A Secretaria de Segurança Pública de Goiás afastou o policial militar que prendeu um professor que se recusou a retirar de seu carro um adesivo com os dizeres "Fora Bolsonaro Genocida". A informação foi divulgada nesta terça-feira (1º) em nota oficial..
A prisão se deu nessa segunda-feira (31) e o professor foi liberado no mesmo dia. O PM se baseou na Lei de Segurança Nacional (LSN), editada na ditadura militar, para efetuar a prisão.
"O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Segurança, informa que não coaduna com qualquer tipo de abuso de autoridade, venha de onde vier. Assim sendo, todas as condutas que extrapolem os limites da lei são apuradas com o máximo rigor, independentemente do agente ou da motivação de quem a pratica", diz a nota.
De acordo com a secretaria, o PM envolvido na prisão do professor Arquidones Bites responderá a um inquérito policial, e um procedimento disciplinar será instaurado para apurar sua conduta.
Vídeo da ação policial mostra o momento da abordagem policial, em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia. Nas imagens, o policial militar pede para Arquidones, que também é secretário do PT, retirar o adesivo colado no capô do veículo.
O professor nega o pedido e o militar começa a recitar o artigo 26 da Lei 7.170, a Lei de Segurança Nacional, que prevê como crime "caluniar ou difamar o presidente da República, o do Senado Federal, o da Câmara dos Deputados ou o do Supremo Tribunal Federal, imputando-lhes fato definido como crime ou fato ofensivo à reputação".
Durante a discussão entre os dois, na qual o opositor a Bolsonaro diz novamente que o presidente é "genocida", o PM afirma que, se o item não fosse retirado, iria prendê-lo por descumprir a LSN. Na justificativa da prisão, o policial também alegou que houve desacato por parte de Arquidones. Na gravação, um outro policial permanece calado, filmando toda a situação.
Assista ao vídeo do momento da prisão:
Arquidones é ligado ao movimento sindical em Goiás e ao Partido dos Trabalhadores (PT). Ele já foi vereador em Trindade e exerceu a presidência da sigla no município. Hoje, é dirigente do partido e do Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Goiás (Sintego).
Algumas horas após a prisão, e depois de uma mobilização em frente ao prédio da PF em Goiânia, o professor foi liberado. Veja imagens da saída do professor do prédio da PF, divulgadas pelo senador Rogério Carvalho:
Rodrigo Pilha, um dos cinco militantes que exibiam, na quinta-feira (18/3), uma faixa com a inscrição “Bolsonaro genocida”, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, foi transferido nesta sexta-feira (19/3) para o Complexo Penitenciário da Papuda. Ele se encontra no Centro de Detenção Provisória II (CDP II), segundo informações apuradas pelo Metrópoles.
A detenção de Pilha (na foto em destaque), em um primeiro momento, veio por causa da manifestação. Ele, porém, recebeu nova voz de prisão, mesmo depois de já ter deixado o prédio da Superintendência da PF. O motivo seria a condenação em um processo de 2014 por desacato.
De acordo com o deputado federal Alencar Santana (PT-SP), que acompanha o caso de perto, “Pilha foi colocado no regime fechado, sendo que a condenação seria para o semiaberto”.
Pilha tinha sido condenado a sete meses de prisão, mas não havia sido notificado da decisão porque mudou de endereço. “Ele sai deu uma entrevista e, de repente, o delegado liga e fala: ‘Olha, pode voltar aqui’”, disse o parlamentar.
Cerca de 80 cidades mineiras entram na onda roxa, estado mais rigoroso do programa Minas Consciente
(foto: D.A.Press)
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou, nesta quarta-feira (3/3), que não há mais profissionais de saúde disponíveis para a contração no Brasil para trabalhar na linha de frente contra a COVID-19. A fala foi durante anúncio de medidas mais restritivas para as regiões do Triângulo Norte e do Noroeste de Minas Gerais.
“Mas agora nós chegamos em um ponto no Brasil que não há mais médicos. Inclusive, já fizemos chamamento, mas não há mais profissionais de saúde”, afirmou o governador.
Zema completou que não será possível uma eventual ampliação de leitos em razão da escassez de profissionais. "Chegamos num ponto em que não há mais médicos disponíveis para atender qualquer ampliação de UTIs (Unidade de Tratamento Intensivo). E quem trabalha na saúde está em momento de exaustão, já que estamos há um ano com esses profissionais trabalhando em sobrecarga”, explicou.
Nesta quarta-feira, o governo do estado anunciou a criação da onda roxa do programa Minas Consciente, que endurece as medidas de combate ao novo coronavírus. Cerca de 80 cidades nas regiões Noroeste e Triângulo Norte aderiram ao protocolo.
Durante o anúncio, o governador mostrou preocupação com o sistema de saúde do estado: “Temos visto que em algumas regiões, caso a curva permaneça, teremos colapso no sistema de saúde. E não podemos perder o controle. Deixar ocorrer em Minas o que vimos com tristeza em outros locais. Tudo o que podia ser feito foi feito”.
Nesta quarta-feira, Minas registrou 6.565 infectados e 227 óbitos nas últimas 24 horas, conforme o último balanço da Secretaria de Estado de Saúde. O número de óbitos foi o segundo maior desde o início da pandemia, perdendo apenas para o dia 10 de fevereiro (243). O estado continua com percentual abaixo de 80% em ocupação das UTIs.
Entenda a onda roxa:
*Estagiária sob supervisão do subeditor Eduardo Oliveira
Manifestantes presos por faixa ‘Bolsonaro genocida’ em
protesto são liberados
Cinco pessoas foram presas sob o argumento de infringirem a
Lei de Segurança Nacional
Por Redação RBA
Publicado 18/03/2021 - 17h00
Entre os detidos, estão os responsáveis pelo canal do
YouTube Botando Pilha, entre eles o criador do site, o ativista Rodrigo Pilha
São Paulo – Cinco manifestantes foram presos pela Polícia
Militar do Distrito Federal por abrirem uma faixa com a frase “Bolsonaro
genocida” na Esplanada dos Ministérios, na manhã desta quinta-feira (18). A
faixa continha ainda uma suástica nazista. Segundo a polícia, eles foram
levados por infringir a Lei de Segurança Nacional (LSN). Entre os detidos,
estão os responsáveis pelo canal do YouTube Botando Pilha, inclusive o criador
do site, o ativista Rodrigo Pilha. Erico Grassi, irmão de Rodrigo, disse que os
manifestantes foram levados por policiais militares à Superintendência da PF.
Todos foram liberados posteriormente.
Ao chegarem ao local, tiveram apoio de parlamentares do PT.
“Estamos num Estado de exceção já. Precisamos ficar atentos e alertas, sem
ninguém soltando a mão de ninguém”, lamentou Erico. Os deputados federais
Alencar Santana (PT-SP), Paulo Pimenta (PT-RS), Natalia Bonavides (PT-RN) e
Gleisi Hoffmann (PT-PR) acompanharam as prisões e protestaram diante do prédio
da PF com os dizeres “Bolsonaro Genocida”. Natalia Bonavides disse que a
Polícia Federal está usando a LSN “para perseguir e prender opositores e
manifestantes do presidente Jair Bolsonaro”.
Bolsonaro genocida
Alencar Santana (PT-SP), Natalia Bonavides (PT-RN), Gleisi
Hoffmann (PT-PR) e Paulo Pimenta (PT-RS) protestam em frente à PF com cartazes
de “Bolsonaro Genocida” (Reprodução)
LSN usada contra opositores
Horas depois, outros dois militantes foram presos por entrar
no prédio também com cartazes de “Bolsonaro Genocida”. “O que está acontecendo
é que vocês vão ter de prender todo mundo (que exibir cartazes com “Bolsonaro
Genocida”)”, disse Paulo Pimenta, que só não foi detido por ter imunidade
parlamentar, embora tenha dito ao agente da PF que abririam mão dela.
“Está virando moda”, disse Gleisi Hoffmann. “Se nós não
pararmos com isso agora, vão ser crescentes atitudes como estas”, disse a
presidenta do PT. Ela mencionou o caso de Felipe Neto, intimado pela Polícia
Civil do Rio a depor, também por “crime” contra a LSN, após queixa de Carlos
Bolsonaro, o filho 02 do presidente. Nesta quinta, a juíza Gisele Guida, da 38ª
Vara Criminal do Rio, suspendeu a investigação.
Redigida durante a ditadura e duas vezes modificada, a LSN
segue em vigor até hoje, e havia sido pontualmente utilizada desde a
redemocratização. No entanto, a partir de 2020, a lei começou a ser evocada com
uma constância que até então não havia sido observada. Declarações que associam
o governo Bolsonaro a um ‘genocídio’ também motivaram reações contra o ministro
do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e o ilustrador Renato Aroeira.
O professor de Direito da Universidade de São Paulo (USP)
Conrado Hubner classificou a ação como “milicartismo”, numa referência ao
regime de repressão a comunistas que vigorou nos Estados Unidos, nos anos 1950,
auge da Guerra Fria. “Militantes do PT são presos por faixa contra Bolsonaro e
enquadrados na Lei de Segurança Nacional. Está nas mãos de Gilmar Mendes, na
ADPF 799, interromper essa violência diária. Um genocida está presidente”,
disse, citando a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental que
questiona a constitucionalidade da LSN.
Preso desde o dia 18 de março, mesmo após pedido de soltura do MP, ativista teria levado chutes na costela, tapas e socos. Um dos agressores teria perguntado se ele era petista. Relatório médico constata hematomas