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quinta-feira, 16 de abril de 2026

Governo de Minas anuncia implantação de hemodiálise em Araçuaí

 Serviço será disponibilizado no Hospital São Vicente de Paulo, na cidade do Vale do Jequitinhonha


O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, anunciou a instalação do serviço de hemodiálise em Araçuaí, em passagem pelo município do Vale do Jequitinhonha, nesta quarta-feira (15). O Governo de Minas repassará R$ 5 milhões para a construção do espaço no Hospital São Vicente de Paulo, em parceria com a instituição de saúde e a Prefeitura de Araçuaí. Depois, serão avaliados os custos com equipamentos e com a manutenção do serviço, essencial para a população da cidade e de municípios do entorno, como Berilo, Coronel Murta, Francisco Badaró, Jenipapo de Minas e Virgem da Lapa, beneficiando cerca de 80 mil pessoas.

A implantação da hemodiálise suprirá um vazio assistencial do tratamento, que é contínuo e exige frequência semanal. “Hoje, os pacientes da região, não só de Araçuaí, mas também de cidades como Itaobim, têm que viajar até 250 quilômetros até Diamantina para fazer esse tratamento”, apontou Mateus Simões. “A hemodiálise é muito dura para quem precisa viajar para fazer, tem que fazer dia sim, dia não, muitas vezes saindo de madrugada e voltando à noite para casa. A pessoa, já debilitada, passa o dia viajando, depois fica se recuperando no dia seguinte para no outro dia ter que voltar para a estrada”, citou Simões.

A previsão é implantar 28 cadeiras de hemodiálise, com capacidade estimada de até 56 pacientes por dia e, considerando o regime de dias alternados, até 112 atendimentos no ciclo completo.

Fonte: Agência Minas/Lucas Simões




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👩🏽‍🍳❌ É ILEGAL! GOVERNO ZEMA PAGA MENOS QUE UM SALÁRIO MÍNIMO ÀS MERENDEIRAS DAS ESCOLAS
A educação pública em Minas Gerais está sob duro ataque do governador Romeu Zema. A proposta de reajuste salarial de 3,62% enviada à Assembleia Legislativa é um claro reflexo da desvalorização dos trabalhadores e trabalhadoras da educação. Ao passo que aumenta seus próprios salários e de seus secretários em 300%, Zema não se envergonha de pagar aos servidores da educação a metade do que deveriam receber – muitos, nem mesmo isso, como é o caso de quem trabalha nas cantinas, na limpeza e na preparação da merenda escolar, que recebem menos de um salário mínimo.
Não bastasse a proposta indecorosa e indigna do reajuste que sequer recompõe as perdas inflacionárias, o governo Zema também quer alterar as regras do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas (IPSEMG), elevando o custo da assistência social prestada aos servidores. A medida vai onerar ainda mais os (as) trabalhadores (as) no serviço público estadual e anular os já insignificantes 3,62%.
Em outra frente, o governo Zema judicializou o pagamento do Piso Salarial e tenta de todas as formas acabar com esta importante conquista da categoria, através de ações judiciais. Em sua declaração de guerra à educação e aos educadores mineiros, Zema não aceita o diálogo, nem acordos propostos pela Justiça.
TRABALHO ESCRAVO NO VALE MUCURI E DO JEQUINTINHONHA.
                                                           



segunda-feira, 11 de março de 2024

Mãe e filho viram réus acusados de submeter idosa a trabalho análogo à escravidão durante 72 anos

 Caso é o mais longevo já registrado, segundo promotora do MPT. Atualmente com 87 anos, Maria de Moura chegou à casa da família aos 12 anos e foi resgatada em março de 2022. Os ex-patrões alegam que dona Maria era parte da família e a defesa nega as acusações.

Por Fantástico

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Mãe e filho viram réus por manter empregada doméstica por 72 anos sem receber salário

Mãe e filho viram réus por manter empregada doméstica por 72 anos sem receber salário


Mãe e filho viram réus por manter empregada doméstica por 72 anos sem receber salário

Uma empregada doméstica ficou 72 anos trabalhando sem salário para uma família no Rio de Janeiro. Maria de Moura foi resgatada em março de 2022, aos 85 anos. Segundo a Justiça, as visitas dela à própria família eram controladas e o celular ficava com o patrão.

 

Nesta semana, uma juíza aceitou a denúncia do Ministério Público Federal contra mãe e filho que eram patrões da dona Maria de Moura. Yonne Mattos Maia e André Luiz Mattos Maia Neumann viraram réus na Justiça e são acusados de trabalho análogo à escravidão. André também vai responder por coação e ainda um crime específico, mais recente, que é o de se apropriar do cartão magnético especialmente de idosos ou de pessoas que não podem responder por si mesmas.

Segundo a promotora Juliane Mombelli, do Ministério Público do Trabalho, o caso representa um recorde negativo no Brasil: "é o mais longevo, em que a pessoa permaneceu mais tempo nessa situação análoga à escravidão, 72 anos. Infelizmente é uma vida toda nessa condição”, disse.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) resgatou dona Maria de Moura, que atualmente tem 87 anos, a partir de uma denúncia anônima. A defesa alega que Maria era parte da família. (Veja mais abaixo)

Mulher foi mantida em situação análoga à escravidão por 72 anos — Foto: Reprodução/ TV Globo

Mulher foi mantida em situação análoga à escravidão por 72 anos — Foto: Reprodução/ TV Globo

O que chama muito atenção no documento do MPT são as fotos, uma ao lado da outra, dos locais onde as duas mulheres da casa dormiam.

"Não havia um lençol, uma coberta, um travesseiro. Era um sofá, onde ela passava as noites aos pés da empregadora”, disse Juliane Mombelli, promotora do MPT.

Quando foi resgatada, dona Maria estava com a saúde debilitada. Natural de Vassouras, no interior do Rio de Janeiro, ela é de uma família muito pobre e aos 12 anos foi morar com a família dos patrões do pai, na fazenda onde ele trabalhava. O dono da fazenda era o pai de Yonne Matos Maia. Desde então, Maria viveu com eles.

 

A denúncia do Ministério Público Federal também diz que no dia da inspeção o cartão do INSS de dona Maria estava em posse de André, que admitiu ter a senha dela.

Ainda segundo a denúncia, na frente dos fiscais, André segurou o braço de Maria antes dela ser ouvida: "você não diga que trabalhou para a minha mãe, senão você vai..." e disse um palavrão.

Segundo o procurador Eduardo Benones, as condições em que dona Maria foi encontrada deram base à acusação. Trabalho análogo à escravidão é um crime federal.

"Ficou estabelecido de que havia jornada exaustiva, que os trabalhos eram também feitos de maneira pesada, que sobrecarregavam a dona Maria. Havia, na verdade, uma restrição à liberdade dela", relatou Benondes.

A família de Maria diz que ela foi morar com a família de Yonne pela promessa de uma vida melhor, mas que, segundo a Justiça, não se concretizou. Também disseram que viam ela no máximo duas vezes por ano e por pouco tempo.

“Maria foi morar com a promessa de estudo, né? A empregadora tinha quase a mesma idade e a promessa era: vamos levá-la e o tratamento será o mesmo da atual empregadora”, ressaltou a sobrinha Ana Luiza.

Dona Maria não tinha plano de saúde. Ela recebe uma aposentadoria como autônoma, graças ao apoio da irmã.

Atualmente, Maria Moura quase não sai de casa e está praticamente cega. Além da aposentadoria, recebe 1 salário mínimo da família Mattos Maia por decisão liminar da Justiça, enquanto corre o processo.

O que chama muito atenção no documento do MPT são as fotos, uma ao lado da outra, dos locais onde as duas mulheres da casa dormiam — Foto: Reprodução/ TV Globo

O que chama muito atenção no documento do MPT são as fotos, uma ao lado da outra, dos locais onde as duas mulheres da casa dormiam — Foto: Reprodução/ TV Globo

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O que diz a defesa

A defesa dos acusados insiste que a dona Maria de Moura seja ouvida no julgamento. Até agora, o pedido não foi atendido porque ela apresenta sinais de demência e está com um processo de interdição em andamento na Justiça.

"Ela conviveu nessa família a vida toda. Ela frequentava samba, desfiles, viajava com a família. Estão tratando a Maria de Moura como se ela fosse um objeto. Estão subtraindo dela a humanidade dela. De ouvi-la. Você quer ficar com quem? ", disse Marcos Vecchi, advogado da família.

Escravidão

Para as autoridades, essa ideia de "quase da família" é um alerta, porque pode camuflar uma relação de trabalho degradada que fica ali escondida pela falsa ideia de relação de afeto.

"Ser quase da família na verdade significa ser quase humano. Pessoas que partem desse pressuposto, elas no seu íntimo estão entendendo que existe uma desigualdade racial inata. Olha só, ela tem um cantinho pra dormir. Ela come de graça. Olha só, ela usufrui da convivência familiar", ressaltou a historiadora Ynaê Lopes do Santos, que estuda os resquícios da escravidão no Brasil.

Isso pode deixar a vítima confusa quanto a seus direitos e à situação na qual está inserida. O Ministério Público Federal levou esse conceito em consideração para elaborar a denúncia.

"Depois de muitos e muitos e muitos anos servindo as mesmas pessoas, a pessoa tem a sua consciência capturada. Ela não consegue se enxergar na condição de vítima, porque ela é tratada como se fosse supostamente uma pessoa da família", ponderou Benones.

Maria de Moura foi resgatada em março de 2022, aos 85 anos. — Foto: Reprodução/ TV Globo

Maria de Moura foi resgatada em março de 2022, aos 85 anos. — Foto: Reprodução/ TV Globo

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https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2024/03/10/mae-e-filho-viram-reus-acusados-de-submeter-idosa-a-trabalho-analogo-a-escravidao-durante-72-anos.ghtml


                                                                         



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