Pouco tempo depois de divulgar a imagem, Trump afirmou que irá administrar o país e explorar o petróleo venezuelano
- São Paulo (SP)
- Redação

“Não queremos que outra pessoa assuma o poder e nos deparemos com a mesma situação que tivemos nos últimos anos. Portanto, vamos governar o país até que possamos fazer uma transição segura, adequada e criteriosa, e ela precisa ser criteriosa”, afirmou, sem, no entanto, estabelecer um prazo para o fim da invasão estadunidense.
O republicano também confessou que os EUA vão começar a vender e a ganhar dinheiro com o petróleo disponível na Venezuela, que tem a maior reserva petrolífera do mundo.
“Nós teremos as nossas grandes empresas de petróleo americanas, que estão entre as maiores do mundo, para gastar bilhões de dólares e consertar a infraestrutura [das plataformas de petróleo da Venezuela]. Vamos começar a ganhar dinheiro pelo país”, declarou.
Os ataques contra a capital venezuelana e outras cidades ao redor começaram a ser registrados às 2h50. A diplomacia brasileira que está em Caracas confirmou que ao menos 6 locais foram bombardeados:
O complexo militar do Forte Tiúna, em Caracas, sede do Ministério da Defesa e lugar onde vive Maduro; o Quartel de La Montaña, em Caracas, museu militar onde está o mausoléu do ex-presidente, Hugo Chávez; o porto e a base naval de La Guaira, nos arredores de Caracas; a estação de sinais de El Volcán, ao sul de Caracas; a base aérea de La Carlota, em Caracas; e o aeroporto de Higuerote, no estado de Miranda.
Povo vai às ruas
Na Venezuela, ilhares de pessoas saíram às ruas neste sábado (3) para protestar contra os ataques dos Estados Unidos e o sequestro do presidente Nicolás Maduro. As manifestações ocorreram em Caracas, Barinas e Anzoátegui, com forte presença popular nos arredores do Palácio Miraflores, sede do governo.
Os manifestantes expressaram apoio a Maduro, exigiram sua permanência no poder e pediram o fim dos bombardeios. Portando fotos de Hugo Chávez e faixas contra a intervenção dos EUA, também apelaram à comunidade internacional e à Organização das Nações Unidas (ONU) por solidariedade. Para muitos, a ofensiva norte-americana representa um ataque à soberania e à paz da Venezuela.


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