Filipe atuou como assessor de assuntos internacionais do ex-presidente antes de ser condenado por participação na trama golpista; nesta sexta-feira (2), foi preso preventivamente pela PF
Segundo o magistrado, Martins usou as redes sociais mesmo depois de uma decisão que determinava o contrário. O ex-assessor cumpria prisão domiciliar desde sábado para evitar risco de fuga, após ser condenado a 21 anos de prisão pela participação na trama golpista. A ação penal, no entanto, ainda não transitou em julgado.
Uma movimentação no perfil de Martins no LinkedIn, levada a conhecimento do gabinete do ministro, foi a origem da controvérsia. Moraes pediu explicações à defesa, que alegou que o acesso foi feito pelos advogados do réu, e não pelo próprio.
O ministro entendeu que o descumprimento dessa medida cautelar enseja a decretação imediata da preventiva. Depois disso, a PF prendeu preventivamente Filipe Martins.
"O acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas", escreveu na decisão.
Martins foi levado à Cadeia Pública de Ponta Grossa Hildebrando Souza, no Paraná. O advogado Jeffrey Chiquini disse que "essa é mais uma prisão sem motivo", que o cliente é alvo de perseguição e que deve recorrer da decisão.
Quem é Filipe Martins?
Filipe Martins foi assessor de assuntos internacionais de Bolsonaro logo no início do mandato do ex-presidente, em 2019. Ele era conhecido por ser um dos seguidores das ideias de Olavo de Carvalho, considerado um "guru" do bolsonarismo no Brasil.
Formado em Relações Internacionais, Filipe começou o curso na Universidade Federal de Pelotas, em 2011, mas se formou na UnB (Universidade de Brasília), em 2015, após realizar transferência. Atualmente, ele diz ser analista político e professor.
O ex-assessor de Bolsonaro foi condenado a 21 anos de prisão pela participação na trama golpista que tentava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após as eleições de 2022.
Conforme as investigações, Martins foi acusado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de ter participado ativamente da engrenagem golpista montada após a derrota de Bolsonaro nas urnas em 2022.
Como um dos assessores mais próximos do ex-presidente, ele teria atuado como uma espécie de emissário, participando de reuniões e auxiliando na elaboração da chamada "minuta do golpe".
A primeira turma do STF entendeu que Filipe Martins teve participação direta nas articulações que visavam impedir a posse do presidente eleito, o que resultou em uma das penas mais altas aplicadas nos julgamentos dos núcleos 2, 3 e 4 relacionados à trama golpista — 21 anos de prisão.





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