quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Briga por R$ 86 mil, ajuda de funcionário e relacionamento extraconjugal: veja como polícia concluiu que empresário matou companheira

 Paulo Bianchini está preso e diz que morte de Dayara Talissa da Cruz foi uma 'fatalidade'. Corpo foi achado meses após o crime, enterrado em uma fazenda.

Por Thauany Melo, g1 Goiás

Paulo Antonio Eruelinton Bianchini é suspeito de matar Dayara Talissa Fernandes da Cruz, em Orizona, Goiás — Foto: Arquivo pessoal/Daniela da Cruz

Paulo Antonio Eruelinton Bianchini é suspeito de matar Dayara Talissa Fernandes da Cruz, em Orizona, Goiás — Foto: Arquivo pessoal/Daniela da Cruz

A Polícia Civil indiciou o empresário Paulo Antônio Herberto Bianchini, de 34 anos, pelo assassinato da jovem Dayara Talissa Fernandes da Cruz, de 21 anos, em Orizona, no sul de Goiás. Segundo o delegado responsável pelo caso, Kennet Carvalho, outras duas pessoas também foram indiciadas por participação no crime. A investigação revelou que, antes do crime, houve uma briga por causa de R$ 86 mil e que o homem mantinha outro casamento sem a vítima saber — entenda abaixo.

 

O crime aconteceu em março, quando Dayara teve o corpo enterrado em uma fazenda de Orizona. A ossada da jovem foi encontrada no local em julho. Segundo a Polícia Civil, como o estágio de decomposição estava avançado, não foi possível determinar a causa da morte.

Preso desde 1º de julho, Paulo Bianchini foi indiciado por homicídio qualificado pelo motivo fútil, dissimulação, feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual.

A defesa dele afirma que ele é réu primário, com bons antecedentes e residência fixa, tendo colaborado voluntariamente com as investigações. Alegou também que os depoimentos indicam uma fatalidade, sem provas conclusivas de dolo - leia nota na íntegra ao final do texto.

As investigações apontaram que o investigado contou com a ajuda de um funcionário de 19 anos, que foi indiciado por ocultação de cadáver e fraude processual. Outra mulher, de 40 anos, também foi indiciada por fraude processual. Como os nomes deles não foram divulgados, o g1 não conseguiu localizar a defesa dos suspeitos.

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Entenda o crimeReproduzir vídeo

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Ossada de mulher dada como desaparecida pelo companheiro estava em buraco de 5 metros

De acordo com o delegado Kennet Carvalho, o investigado mantinha um casamento sem que Dayara soubesse. O suspeito e a vítima tiveram um relacionamento de aproximadamente um ano e meio. "Ela acreditava que era a esposa. Ela foi enganada", afirmou o delegado.

O delegado afirmou ainda que o crime foi motivado por violência de gênero e ocorreu após uma briga relacionada a R$ 86 mil. Segundo as informações, o suspeito alegou ter transferido esse valor para a conta de Dayara, que o utilizou para fins pessoais. Esse gasto teria levado ao término do relacionamento em outubro de 2023.

Apesar da separação, a vítima e o suspeito reataram em janeiro de 2024. O delegado explicou que, em conversa com outra pessoa, o suspeito teria falado da separação e afirmado que mandou matar a jovem por causa do dinheiro. No entanto, à polícia, ele não confirmou essa versão.

Após o crime, o suspeito teria cometido fraude processual ao enviar mensagens pelo celular da vítima, se passando por ela. "A vítima faleceu no dia 10 de março. No dia 11 de março, pela manhã, supostamente Dayara enviou mensagens para a irmã dizendo que tinha terminado com o investigado e que estava em Itumbiara", afirmou o delegado.

Em seguida, conforme o delegado, o investigado teria até enviado uma geolocalização pelo telefone da vítima, afirmando que estava em Itumbiara.

"Nós fizemos uma análise da forma como as mensagens foram escritas e percebemos que não eram compatíveis com o modo de escrita da Dayara", explicou o delegado.

O delegado explicou ainda que, no dia da morte de Dayara Talissa, o investigado saiu de carro com um funcionário. Durante o trajeto, ele alterou a rota e pediu ao funcionário que olhasse para a carroceria do veículo, onde estava o corpo. Em seguida, ele disse para o funcionário ajudá-lo na ocultação do cadáver e a encobrir o crime.

Segundo o delegado, o funcionário tirou fotos no rio de Itumbiara e as postou no status da vítima para criar uma falsa localização. A outra suspeita envolvida ficou com o telefone da vítima por cerca de 10 dias e, posteriormente, descartou-o no córrego.

Local onde ossada de Dayara Talissa foi encontrada em Orizona, Goiás — Foto: Divulgação/PC-GO

Local onde ossada de Dayara Talissa foi encontrada em Orizona, Goiás — Foto: Divulgação/PC-GO

Nota da defesa de Paulo Antônio Herberto Bianchini:

Em atenção à imprensa, em virtude de notícias veiculadas sobre o indiciamento do Sr. Paulo Antônio Eruelinton Bianchini em razão da morte da Sra. Dayara Talisssa Fernandes da Cruz, a defesa vem esclarecer que:

O Sr. Paulo Antônio é réu primário, tem bons antecedentes, residência fixa, não possuindo em seu passado nenhuma conduta que o desabone. Ademais, não se ocultou às medidas de investigação penal, pois compareceu espontaneamente perante a autoridade policial quando da decretação de sua prisão temporária e colaborou com as investigações, estando à disposição do Poder Judiciário para julgamento.

Por fim, os fatos que circunstanciam a morte da Sra. Dayara Talisssa ainda não foram esclarecidos por completo. Os depoimentos prestados até o momento demonstram uma fatalidade e não são conclusivos para comprovar um possível dolo do indiciado. Não existem imagens que mostrem o momento da morte, e qualquer especulação que transforme o acusado em condenado são levianas e passíveis de responsabilidade cível e criminal.

Confiantes no julgamento do Poder Judiciário, estes são os esclarecimentos que entendemos suficientes para o momento.

Trabalhador cai em fosso de elevador e morre em obra de Governador Valadares

 De acordo com o Corpo de Bombeiros, queda foi de aproximadamente 12 metros e vítima usava capacete e cinto de segurança.

Por Caroline Del Piero*, Cristiane Rodrigues, g1 Vales de Minas Gerais

Obra onde ocorreu o acidente vai abrigar sede do TJMG — Foto: Caroline Del Piero/g1

Obra onde ocorreu o acidente vai abrigar sede do TJMG — Foto: Caroline Del Piero/g1

Um trabalhador da construção civil morreu na manhã desta quinta-feira (1ª), depois de cair no fosso do elevador, no bairro Vila Bretas, em Governador Valadares.

De acordo com informações repassadas para o Corpo de Bombeiros, a altura da queda foi de aproximadamente 12 metros e o homem usava capacete e um cinto de segurança estilo paraquedista. Ele teria caído de um andaime montando dentro do fosso.

O instalador de ar condicionado, Márcio Rege, estava na construção no momento em que o acidente aconteceu.

"Eu estava na parte cima na hora que ele estava trabalhando [...] ouvi só o barulho, desci a escada e quando cheguei ele estava caído no poço do elevador. Eu acho que a tábua quebrou, onde ele estava, algo assim. Ele tava com equipamento, estava o usando o cinto. O equipamento talvez não estava amarrado, né?", contou.

Trabalhador caiu de andaime montado dentro do fosso do elevador — Foto: Arte g1/Corpo de Bombeiros

Trabalhador caiu de andaime montado dentro do fosso do elevador — Foto: Arte g1/Corpo de Bombeiros

Uma equipe do SAMU foi acionada e o médico constatou que o homem não resistiu aos ferimentos.

O local foi isolado para a realização dos trabalhos técnicos da perícia da Polícia Civil e posterior identificação da vítima.

O edifício em obras, localizado na Rua Juiz de Paz Lemos, vai abrigar a sede regional do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

A produção da Inter TV dos Vales solicitou um posicionamento da construtora responsável pela obra e aguarda um retorno.

STF baniu 'qualquer modalidade' do orçamento secreto, diz Flávio Dino a governo e Legislativo

1 ago2024- 13h22

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse a representantes do governo Lula e do Congresso Nacional na manhã desta quinta-feira, dia 1º, que a prática do orçamento secreto está proibida em todas as suas formas, e não apenas nas emendas de relator clássicas, identificadas no Orçamento pelo código RP-9.

Criado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o orçamento secreto consistiu no uso das emendas de relator para que congressistas mandassem recursos para as cidades onde têm votos, mas sem transparência sobre qual parlamentar apadrinhou qual verba. O esquema foi revelado pelo Estadão.

"O Supremo não declarou inconstitucional a falta de transparência na RP-9. O que o Supremo… a ratio decidendi, a razão de decidir do Supremo, é a de que qualquer modalidade de orçamento secreto fica banida. E é o fenômeno, assentado na jurisprudência do Supremo, da chamada continuidade normativa, ou seja, dizendo de outro modo: não basta mudar o número (do marcador no Orçamento) para mudar a essência. Se não é possível uma execução privada de recursos públicos com opacidade sob a modalidade de RP-9, do mesmo modo isto é vedado sob qualquer outra classificação. Senão, não haveria mais controle de constitucionalidade no País", disse ele.

A audiência de conciliação foi convocada pelo ministro Flávio Dino em meados de junho deste ano. Na avaliação do ministro, não há provas de que o Executivo e o Congresso tenham interrompido a prática do Orçamento Secreto. "Até o presente momento, não houve a comprovação cabal nos autos do pleno cumprimento dessa ordem judicial", escreveu Dino, referindo-se à decisão do STF em dezembro de 2022, que julgou inconstitucional a prática do orçamento secreto.

Participam do encontro representantes da Câmara dos Deputados, do Senado, do Ministério Público e do Poder Executivo, além de organizações como a Transparência Internacional, a Transparência Brasil e de partidos políticos

Ao dar início à reunião, Dino explicou que há três pontos a tratar: a transparência dos "padrinhos" e "madrinhas" das indicações no orçamento secreto original; a falta de transparência na execução dos restos a pagar das emendas de relator; e a continuidade da distribuição de emendas sem transparência, principalmente por meio das emendas de comissão (RP-8).

"A primeira questão é: houve cumprimento desta determinação do pleno do Supremo, no que se refere aos anos de 2020 a 2022? A segunda: os restos a pagar das emendas de relator, de 2023 e 2024, estão atendendo a este comando? O terceiro ponto: houve a identificação nos autos, de que uma parte, uma parcela, ou todas as verbas antes classificadas como RP-9 podem ter migrado para as emendas de comissão, a RP-8, no corrente exercício de 2024?, disse Dino.

A audiência desta quinta-feira é fruto da pressão de entidades da sociedade civil, como Contas Abertas, Transparência Brasil e Transparência Internacional. Elas atuam como "amigas da Corte" na Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, apresentada ainda em junho de 2021 pelo PSOL. Em manifestações recentes ao Supremo, as entidades demonstraram a continuidade da prática do Orçamento Secreto, inclusive mencionando reportagens do Estadão.

Como vem mostrando o jornal, a destinação de recursos sem transparência continuou no governo Lula, sob diferentes formas. Uma delas é a execução do "espólio" de R$ 9,85 bilhões do orçamento secreto ao longo de 2023, com pagamentos de restos a pagar este ano. Há também execução de restos a pagar do orçamento secreto original de Bolsonaro, já no governo Lula. Por fim, as emendas de comissão possuem problemas similares aos do orçamento secreto original, uma vez que não é possível saber os "padrinhos" das indicações - as negociações para envio destas emendas são feitas de modo informal.

"A controvérsia gira em torno da publicidade, da transparência da execução da RP-9. No acórdão, foi fixado um prazo para que houvesse a plena publicidade de tudo quanto destinado ou executado à guisa dessa classificação de RP-9. Há uma controvérsia no sentido de que não houve ainda o pleno cumprimento dessa decisão, em alguns casos, talvez, inclusive por indisponibilidade de dados nas várias repartições que executam o orçamento da União", disse Dino.

"E há uma outra questão: é que evidentemente a decisão se refere ao passado, mas tem também uma dimensão prospectiva, uma vez que a RP-9 continua sendo executada sob a forma de restos a pagar. A temática da RP-9 se vincula a esses dois temas. Temos a questão concernente ao passado, e temos as temáticas sobre a execução dos restos a pagar", completou.

Estadão

https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/stf-baniu-qualquer-modalidade-do-orcamento-secreto-diz-flavio-dino-a-governo-e-legislativo,876fa5a9f17ad11d16013a31250be3f2h5cl1wsa.html

                                                                        


Conversão à direita termina com motociclista morto em Simonésia

 Acidente envolveu a moto pilotada pela vítima e um caminhão que fazia a conversão.

Por g1 Vales de Minas Gerais

Motociclista morto à margem da rodovia — Foto: Redes sociais

Motociclista morto à margem da rodovia — Foto: Redes sociais

Um motociclista, de 55 anos, morreu em um acidente entre a moto que ele pilotava e um caminhão, na manhã desta quinta-feira (1º), na Rodovia Nestor Augusto de Carvalho, em Simonésia.

O motorista do caminhão disse que descia a rodovia, sinalizou e iniciou uma conversão à direita, que após iniciar a manobra, viu pelo retrovisor o motociclista que não conseguiu parar o veículo e bateu no caminhão.

Com o impacto, Anderson Marcelo Vieira, caiu à margem da pista e morreu na hora. Uma equipe do SAMU constatou a morte.

A perícia da Polícia Civil compareceu ao local realizando os trabalhos periciais.