domingo, 15 de fevereiro de 2026

Professor da UFMG é denunciado por discriminação após fechar acesso a rampa de cadeirante e fazer deboche: 'Voltou a andar?

 Chef de cozinha Juliana Duarte, proprietária de restaurante no bairro Santo Antônio, em BH, denunciou à polícia que o marido dela foi alvo de discriminação por parte de docente.

Por g1 Minas — Belo Horizonte

  • Uma chef de cozinha de Belo Horizonte denunciou à polícia que o marido, que é cadeirante, foi alvo de discriminação na noite da última quinta-feira (12).

  • O suspeito é um professor da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

  • Ele estacionou na faixa de pedestre e obstruiu o acesso à rampa de acessibilidade. Ao retirar o carro, perguntou à chef se o marido dela tinha "voltad a andar".

  • O marido da chef, Pedro Edson Cabral Vieira, sofre de uma doença degenerativa que o impede de falar e se locomover.

Juliana Duarte e o marido, Pedro Vieira — Foto: Vânia Cardoso

Juliana Duarte e o marido, Pedro Vieira — Foto: Vânia Cardoso

Uma chef de cozinha de Belo Horizonte denunciou à polícia que o marido, que é cadeirante, foi alvo de discriminação na noite da última quinta-feira (12). O suspeito é um professor da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Segundo a chef Juliana Duarte, proprietária de um restaurante no bairro Santo Antônio, na Região Centro-Sul, ela, o marido, Pedro Edson Cabral Vieira, e a cuidadora dele estavam indo para o estabelecimento quando se depararam com um carro parado na faixa de pedestres, impedindo o acesso à rampa de acessibilidade da calçada.

Ela foi a um bar próximo, identificou o proprietário do veículo, o professor Pedro Benedito Casagrande, e pediu que ele retirasse o automóvel para que o marido pudesse passar com a cadeira de rodas.

    No caminho até o carro, Juliana perguntou ao professor se "ele não tinha vergonha de estacionar na faixa de pedestre". Ele disse que não e que era "escroto". Em seguida, retirou o veículo.

    "Para mim, o caso estava encerrado. Mas ele veio por trás da gente e se dirigiu ao meu marido dizendo: 'Tchau, cadeirante. Espero que você ande muito por aí'. Eu fiquei tão abobada, tão nervosa, que nem falei nada", contou a chef.

    Segundo Juliana, na sequência, o professor ainda entrou no restaurante dela, sorrindo, e perguntou a ela, em tom sarcástico: "E aí, ele voltou a andar?".

    "Eu fiquei muito abalada, é um negócio inexplicável. O que nós vivemos foi uma violência", lamentou.

    Denúncia

    Juliana Duarte registrou um boletim de ocorrência contra o suspeito na Delegacia Especializada de Atendimento à Pessoa com Deficiência e ao Idoso, em Belo Horizonte, além de denunciar o caso na ouvidoria do governo federal.

    O marido dela sofre há quatro anos de uma doença degenerativa que o impede de falar e se locomover, mas está consciente e tem ciência de todo o ocorrido. Eles nunca tinham passado por nada parecido.

    "Temos que lutar por justiça. Eu espero que ele seja intimado e punido e que, a partir desse acontecimento, a gente consiga dar visibilidade à discriminação contra as pessoas com deficiência. Agora é luta, é um assunto que tocou nosso coração", falou.

    O g1 entrou em contato com o professor Pedro Benedito Casagrande, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

    O g1 também questionou a Polícia Civil sobre o fato.

    O que diz a UFMG

    Em nota, a UFMG afirmou que "recebeu, por meio de sua Ouvidoria, denúncia envolvendo um professor da Escola de Engenharia, relacionada a ato de ofensa e discriminação contra pessoa com deficiência".

    Segundo a instituição, a denúncia seguirá a tramitação administrativa, "com rigor na apuração dos fatos, observância dos ritos processuais e adoção de todas as providências cabíveis, na forma da lei".

    "A UFMG reafirma que não tolera qualquer conduta que viole a dignidade humana ou os direitos fundamentais. Seus servidores devem pautar sua atuação pelos princípios da legalidade, da moralidade, da ética e do respeito irrestrito aos direitos humanos, dentro e fora do ambiente universitário, nos termos da lei que rege a atuação de servidores públicos", disse a UFMG.

    A universidade declarou, ainda, que "reitera seu compromisso institucional com a construção de uma sociedade mais inclusiva e respeitosa, na qual não há espaço para práticas discriminatórias ou violadoras de direitos".

    Acidente entre caminhões provoca interdição parcial da BR-116 em Teófilo Otoni

     Acidente aconteceu na madrugada desta sexta-feira (6), na entrada da cidade. Um motorista teve ferimentos leves. O trânsito segue em sistema pare e siga.

    Por Daniel Melo, Jerry Santos, g1 Vales de MG









    Acidente entre caminhões provoca interdição parcial da BR-116 em Teófilo Otoni — Foto: Jerry Santos/Inter TV dos Vales


    Um acidente entre dois caminhões causou a interdição parcial da BR-116, na entrada de Teófilo Otoni, na madrugada desta sexta-feira (6). O fato envolveu uma carreta carregada com eucalipto e um caminhão que transportava tijolos.

    De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o motorista da carreta relatou que precisou desviar de duas mulheres que caminhavam pelo acostamento da rodovia. Durante a manobra, o veículo tombou e a carga de eucalipto se espalhou pela pista.

    No sentido contrário, o caminhão carregado de tijolos tentou evitar a colisão com a carreta e os eucaliptos, mas também tombou e derrubou parte da carga.

    Segundo a PRF, o motorista da carreta foi socorrido e levado a um hospital da cidade com ferimentos leves. Já o condutor do caminhão de tijolos não se feriu.

    Por causa do acidente, o tráfego na BR-116 o tráfego ficou fluindo no sistema pare e siga, com previsão de seguir com lentidão ao longo do dia, para a retirada das cargas e a limpeza de óleo derramado na pista.

    A PRF está em busca de imagens de câmeras da região para apurar as circunstâncias do acidente e confirmar o relato do motorista sobre a presença de pedestres no acostamento.

    sábado, 14 de fevereiro de 2026

    Esquema de fraude no Supermercado Tia Teca: Polícia Civil indicia 11 funcionários em Teófilo Otoni

     

    13 de fevereiro de 2026

    Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (13), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) revelou detalhes de uma investigação que desarticulou um esquema interno de desvio de mercadorias em uma unidade do Supermercado Tia Teca. Ao todo, 11 funcionários foram indiciados pelo crime de furto qualificado.

    O Modus Operandi

    As investigações, coordenadas pelo delegado Eduardo Gil, da Delegacia de Roubos e Furtos, apontam que as irregularidades ocorriam há pelo menos seis meses. O esquema era dividido em duas frentes principais:

    • Fraude no Açougue: Carnes nobres eram etiquetadas com códigos de cortes populares. Peças de picanha, por exemplo, eram registradas como produtos de baixo custo para reduzir o valor final no caixa.

    • Simulação nos Caixas: Funcionários burlavam o sistema de registro. Em alguns momentos, reproduziam o som do leitor óptico (“bipe”) sem passar o produto; em outros, registravam quantidades menores do que as levadas (ex: registrar uma caixa de cerveja e liberar várias).

    Impacto e Próximos Passos

    De acordo com a PCMG, o esquema era restrito aos colaboradores, o que significa que não houve prejuízo financeiro direto aos consumidores. O foco da fraude era o patrimônio da empresa.

    “As apurações continuam para determinar o valor exato do prejuízo causado ao estabelecimento ao longo desses seis meses”, afirmou o delegado Eduardo Gil.

    Os indiciados responderão por furto qualificado, crime que prevê pena de reclusão e multa, agravado pelo abuso de confiança e pelo concurso de pessoas.

    Fonte: Diário de Teó/ Angela Almeida