Segundo a Polícia Civil, ao longo da apuração, cinco toneladas da droga já foram apreendidas e outras nove pessoas foram presas.
Por Michelly Oda, g1 Grande Minas
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Homem foi preso em Eunápolis — Foto: Polícia Civil
Um homem investigado por integrar um grupo que realizava o cultivo e a venda de maconha em larga escala em cidades de Minas Gerais foi preso preventivamente em Eunápolis (BA) nesta segunda-feira (13).
Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), ao longo da apuração, cinco toneladas da droga já foram apreendidas e outras nove pessoas foram presas.
☝️Contexto: A investigação começou após a descoberta de um plantio com 30 mil pés de maconha no Vale do Jequitinhonha, em maio deste ano. Ao longo da apuração, outras plantações foram localizadas e a PCMG concluiu que o cultivo e a venda da droga eram feitos pelo mesmo grupo.
Entre as ações para desarticular o grupo investigado, a PCMG realizou a operação Primeira Poda, em 9 de julho. Após a ação, novos levantamentos feitos por policiais da Delegacia de Araçuaí identificaram o suspeito, de 39 anos, que foi preso com apoio do 28° Batalhão de Eunápolis.
“Ele é peça central no desenvolvimento do negócio do plantio em Minas Gerais, atuando na logística. Rastreamos ele em praticamente todos os locais de plantio. Ele apresenta uma movimentação financeira incompatível com aquilo que declara. Ele também era o operador de drone no plantio, para dar o aval sobre a realização ou não do arrendamento e verificar se a terra era adequada”, disse o delegado Paulo Sobrinho.
Além da prisão, dois veículos, avaliados em aproximadamente R$ 300 mil, foram apreendidos nesta segunda.
Abaixo, veja uma linha do tempo com algumas etapas da investigação:
- Em 26 de maio, uma plantação com 30 mil pés de maconha foi encontrada entre os municípios de Virgem da Lapa e Coronel Murta, quando policiais faziam buscas por mãe e filha vítimas de sequestro
- Em 4 de junho, 1,8 tonelada da droga foram apreendidas na zona rural de Francisco Sá durante a operação Erva Daninha. O local tinha sistema de irrigação, internet via satélite, geradores, placas solares e maquinário específico
- Em 10 de junho, policiais encontram 100 kg de maconha e insumos usados no plantio e produção da droga em Porteirinha
- Em 17 de junho, a Polícia Civil encontrou uma grande quantidade de insumos, materiais e ferramentas utilizados no cultivo da droga em Unaí . Também havia uma extensa área preparada para o plantio, que estava em estágio inicial e contava com um sofisticado sistema de irrigação (veja vídeo abaixo)
- Em 9 de julho, mais de 80 policiais civis participam da operação Primeira Poda, que ocorreu simultaneamente em Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso. Cinco pessoas foram presas
Plantação com 30 mil pés
Plantação de maconha foi encontrada em Virgem da Lapa — Foto: Montagem/g1
Uma plantação com aproximadamente 30 mil pés de maconha foi descoberta durante uma ação conjunta das polícias Civil e Militar na zona rural de Virgem da Lapa, no dia 26 de maio.
Segundo a Polícia Civil, as equipes realizavam levantamentos relacionados ao sequestro de mãe e filha, ocorrido em Coronel Murta, quando encontraram um imóvel improvisado em uma fazenda. Ao perceber a presença da polícia, um dos homens tentou fugir, o que levantou suspeitas sobre o local.
Durante as buscas, os policiais encontraram os pés de maconha plantados em uma área de mata onde havia barracas usadas pelos envolvidos. No local, também havia uma estrutura improvisada utilizada para secagem e preparação da droga.
Irrigação, geradores, internet via satélite e máquinas
Sistema de irrigação, internet via satélite, geradores, placas solares e maquinário específico. Essa era a estrutura do local onde a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apreendeu 1,8 toneladas de maconha durante a operação Erva Daninha, na zona rural de Francisco Sá
Local contava com energia solar — Foto: Polícia Civil
Além das mudas plantadas, os policiais encontraram a droga já pronta para o comércio, demonstrando que a estrutura foi pensada para que todas as etapas fossem realizadas no lugar.
A PCMG encontrou ainda insumos usados no plantio, como fertilizantes, e apreendeu uma máquina usada no processamento da maconha após a colheita. O equipamento custa em torno de US$ 40 mil.
Para o delegado Paulo Sobrinho, algumas características atraíram o grupo para a região, como o solo fértil e vias de acesso próximas. .
Parte da maconha estava ensacada — Foto: Polícia Civil
Seguindo a legislação e com apoio do Corpo de Bombeiros, as equipes da PCMG fizeram a destruição do material apreendido por meio de incineração. Foi destruída também a estrutura encontrada no local.
Operação Primeira Poda
No dia 9 de julho, a Polícia Civil de Minas Gerais realizou a operação Primeira Poda, que tem como alvo uma organização criminosa investigada por cultivar, beneficiar e comercializar maconha em larga escala. Em Minas Gerais, quatro pessoas foram presas: três em Contagem e uma em Santa Luzia. Um quinto suspeito foi detido no estado do Mato Grosso.
Nesta fase da investigação, a Justiça expediu sete mandados de prisão preventiva e mais de oito mandados de busca e apreensão. Também foram determinadas medidas patrimoniais, como bloqueio de contas bancárias, sequestro e restrição de bens dos investigados, além da apreensão de um veículo de alto valor que, segundo a polícia, teria sido comprado com recursos provenientes do crime.
Parte dos materiais apreendidos na operação — Foto: Polícia Civil
Os mandados foram cumpridos em Contagem e Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, além das cidades de Teixeira de Freitas e Itamaraju, na Bahia, e Primavera do Leste, no Mato Grosso.
De acordo com a Polícia Civil, entre os investigados está um casal apontado como responsável pela gestão financeira da organização criminosa.
Segundo a corporação, as investigações que deram origem à operação já resultaram na apreensão de cerca de cinco toneladas de maconha e na prisão de diversos suspeitos em ações anteriores realizadas pelo Denarc, pela Delegacia Regional de Pedra Azul, pela 5ª Delegacia Especializada de Combate ao Narcotráfico e pela Delegacia de Polícia Civil de Araçuaí.
Suspeito de integrar grupo que cultivava maconha em MG é preso na BA | G1
Quem é Tayla Peres, deputada estadual de Roraima alvo da PF em ação que apreendeu R$ 2,3 milhões
Parlamentar do Republicanos é suspeita de mascarar recursos ilegais com a venda de carros. A família dela tem um supermercado e a mãe cumpre mandato de vereadora de Boa Vista.
Por João Gabriel Leitão — Boa Vista
A deputada estadual Tayla Peres (Republicanos), de 35 anos, foi o principal alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) contra um esquema de lavagem de dinheiro com compra e venda de veículos em Boa Vista. A parlamentar está no segundo mandato na Assembleia Legislativa de Roraima (Ale-RR).
Nesta sexta-feira (26), a PF cumpriu 16 mandados de busca e apreensão na casa, no gabinete e outros endereços ligados a ela e à família. Foram apreendidos mais de R$ 2,3 milhões em espécie, divididos em dólares e 50 envelopes com dinheiro vivo na própria residência da deputada.
Em 2026, Tayla concorreu a vice na chapa do também deputado Soldado Sampaio (Republicanos), governador interino de Roraima, na eleição suplementar para o governo do estado. A dupla foi derrotada pelos principais opositores, Arthur Henrique (PL) e Subtenente Vélton (PL), nas urnas.
Em um vídeo publicado nas redes sociais após a operação, Tayla afirmou que está "com a consciência tranquila" e que respeita o trabalho das autoridades. "Tenho plena confiança de que todos os fatos serão esclarecidos e que apresentaremos todas as informações necessárias", disse a parlamentar.
Deputada estadual Tayla Peres (Republicanos-RR). — Foto: Marley/Ale-RR/Reprodução
Quem é Tayla Peres
Natural de Boa Vista, Tayla Ribeiro Peres da Silva é bacharel em Direito e empresária. A família da deputada é proprietária de um dos supermercados mais tradicionais da zona Oeste da capital, o Supermercado Peres, localizado no bairro Tancredo Neves.
Além do setor empresarial, a família também tem influência na política. Tayla é filha da vereadora de Boa Vista Walkiria Ribeiro (Republicanos), eleita pela primeira vez nas Eleições Municipais de 2024.
A deputada estreou na vida pública na Câmara Municipal de Boa Vista. Em setembro de 2017, aos 26 anos, ela assumiu uma cadeira como suplente do PRTB, ao substituir a então vereadora Aline Rezende, e se tornou a vereadora mais jovem da Casa à época.
No ano seguinte, em 2018, ela foi eleita para o primeiro mandato de deputada estadual com 2.608 votos, ainda pelo PRTB. Na Assembleia, chegou a presidir o Procon e a Comissão de Defesa do Consumidor.
Em 2022, já filiada ao Republicanos, Tayla Peres foi reeleita como a quarta deputada estadual mais votada de Roraima, com 7.292 votos. À época, ela declarou um total de R$ 1.406.663,70 em bens, que incluem um terreno localizado no bairro Paraviana, de R$ 800 mil.
Ela é casada com um empresário do setor de venda de veículos e tem dois filhos.
Operação Testa de Ferro
A investigação da Polícia Federal aponta que um grupo ligado à deputada usava "laranjas" e simulava a compra e venda de carros para maquiar recursos de origem ilegal. Para desarticular o esquema, a ação cumpriu mandados de busca e apreensão em 11 endereços.
Foram apreendidos 53 veículos e mais de R$ 2,3 milhões em espécie. A maior fatia desse valor (cerca de R$ 2,1 milhões) foi encontrada escondida em imóveis, empresas e em um posto de combustíveis administrados por investigados ligados à parlamentar.
O irmão dela, Leonardo Reis, foi preso em flagrante durante as buscas por suspeita de corrupção eleitoral. Com ele, os policiais apreenderam envelopes com dinheiro vivo e nomes de moradores de diversos municípios do interior de Roraima.
A suspeita é de que a verba seria usada para compra de votos na eleição suplementar em que Tayla concorreu. Ele pagou fiança e foi solto. Na mesma operação, outras duas pessoas acabaram presas por posse ilegal de arma de fogo, mas também pagaram fiança e respondem em liberdade.
Deputada Tayla Peres, o irmão, Leonardo Reis, e o dinheiro apreendido em operação da PF — Foto: Reprodução
Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
Quem é Tayla Peres, deputada estadual de RR alvo da PF em operação | G1
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