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domingo, 13 de junho de 2021

CPI: ministros do STF mantêm quebra de sigilos de Pazuello, Ernesto Araújo e Mayra Pinheiro

 Comissão quebrou sigilos de cerca de 20 pessoas na quinta, e alvos acionaram STF. Lewandowski destacou que CPI agiu conforme as competências e que não cabe ao Judiciário barrar.

13/06/2021 08:22

Os ministros Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiram neste sábado (12) manter as quebras dos sigilos aprovadas pela CPI da Covid dos ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e de Mayra Pinheiro, secretária do Ministério da Saúde.

A quebra dos sigilos de cerca de 20 pessoas foi aprovada na última quinta (10) e, desde então, os alvos passaram a acionar o STF.

Ao analisar as ações de Pazuello e Mayra Pinheiro, Lewandowski entendeu que a CPI agiu conforme as competências e que não cabe ao Poder Judiciário barrar o ato.

“[A quebra] por constituir matéria de competência exclusiva do Poder Legislativo, escapa à censura do Judiciário, ao menos neste momento”, escreveu Lewandowski.

Moraes também destacou que a CPI pode quebrar sigilos e que os direitos individuais não podem ser “escudo” para eventuais práticas ilícitas.

Lewandowski analisou as ações apresentadas por Pazuello e Mayra. No caso deles:

a quebra do sigilo telefônico inclui registro e duração de todas as ligações feitas e recebidas conforme período delimitado pelos senadores;
a quebra do sigilo telemático solicita o envio de uma série de informações, entre as quais cópias do conteúdo armazenado, lista de contatos, cópia de e-mails e localizações de acesso à conta.
Segundo Lewandowski, há conexão entre esses dados e as investigações da comissão.

“O país enfrenta uma calamidade pública sem precedentes, decorrente da pandemia causada pelo novo coronavírus, tendo ultrapassado a lamentável marca de 480 mil mortes. Diante disso, mostram-se legítimas medidas de investigação tomadas por pela Comissão Parlamentar de Inquérito em curso”, escreveu o ministro

Escreveu ainda que as medidas não se mostram abusivas ou ilegais e que os dados deverão ser mantidos sob sigilo pela CPI.

Poderes da CPI
Na decisão sobre Ernesto Araújo, o ministro Alexandre de Moraes também reforçou os poderes de uma CPI para determinar a quebra dos sigilo bancário, fiscal, telefônico, telemático e de dados em geral.

O ministro afirmou que a Constituição permite, excepcionalmente, esse tipo de medida. Isso, afirma Moraes, porque os direitos e garantias individuais não podem ser utilizados como “verdadeiro escudo protetivo da prática de atividades ilícitas”.

“A conduta das comissões parlamentares de inquérito deve […] equilibrar os interesses investigatórios pleiteados […] com as garantias constitucionalmente consagradas, preservando a segurança jurídica”, escreveu.

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Acusado de matar Rachel Genofre é condenado a 50 anos de prisão

Por CBN Curitiba

 Quinta-Feira, 13/05/2021, 6h37

Acusado de matar Rachel Genofre é condenado a 50 anos de prisão

Foto: William Bittar

Após treze anos de espera, o acusado pela morte de Rachel Genofre foi a júri popular nesta quarta-feira (12). Por 4 votos a 1, Carlos Eduardo dos Santos foi condenado a 50 anos de prisão: 40 pelo homicídio triplamente qualificado – mediante meio cruel, asfixia e ocultação do corpo – e a 10 anos por atentado violento ao pudor.

 

A condenação foi anunciada pelo juiz por volta das 23h, após quase dez horas de julgamento – a portas fechadas – no Tribunal do Juri, em Curitiba. Confira aqui os detalhes do júri emblemático.

 

O corpo de Rachel Genofre foi encontrado dentro de uma mala na rodoferroviária de Curitiba, depois que a menina desapareceu ao sair do Instituto Estadual de Educação do Paraná, onde estudava, no dia 3 de novembro de 2008.

 

Somente 11 anos depois do crime é que a polícia conseguiu confirmar, por meio de um exame de DNA, que Carlos Eduardo violentou e matou Rachel.



https://cbncuritiba.com/acusado-de-matar-rachel-genofre-e-condenado-a-50-anos-de-prisao/